sábado, 30 de maio de 2009

quinta-feira, 28 de maio de 2009

No mínimo: um pouco de seriedade...


A criação de um novo sistema de recursos baseado num imposto já cobrado nos Estados-membros sem aumento da carga fiscal, defendida por Vital Moreira não constitui, afinal, nenhuma novidade, pois tal possibilidade foi objecto de um relatório do Parlamento Europeu (relatório Lamassoure) aprovado em 2007 com os votos favoráveis dos eurodeputados do PSD e do PS.

Todo o alarido levantado a propósito do lançamento do debate sobre este tema, em particular, pelo estridente candidato do PSD às eleições europeias, revela-nos a pouca elevação com que esta campanha está a ser realizada por parte de alguns intervenientes, designadamente pelo PSD que opta pelo foguetório em vez privilegiar o debate das ideias e das propostas, como seria legítimo esperar. Mas revela também, do mesmo passo, a pouca seriedade (política) do candidato Paulo Rangel, pois faço-lhe o favor de supor que ele não ignorava a existência do citado relatório, nem o sentido do voto dos seus companheiros de partido. Tendo ouvido falar em "imposto" ainda que sem aumento da carga fiscal (pormenor que passa em claro), toca de aproveitar a aversão do eleitorado a tudo o que cheire a imposto e vá de cavalgar o tema para se lançar num novo ataque destemperado e gratuito contra Vital Moreira e contra o PS.

Não sendo Paulo Rangel virgem neste tipo de procedimento, pois continua a lançar sobre o primeiro-ministro a acusação de querer fugir aos debates parlamentares, sabendo ele que tal acusação não tem qualquer fundamento, pois já reconheceu que a suspensão dos debates durante a campanha eleitoral foi objecto de um consenso entre os partidos (incluindo o liderado por ele) a sua reincidência neste tipo de comportamento leva-me a concluir que Paulo Rangel é um político pouco sério e não merece credibilidade.

No entanto, segundo parece, o seu discurso tem recebido fartos aplausos por parte da direita, o que, em boa verdade, não admira: é aí o seu lugar e essa até é (veja-se a foto) a sua pose! Que fique, pois, em tão "excelente companhia". Mais não merece!
(reeditada)

Mais um motivo de preocupação ...

... para os profetas da desgraça
E logo em véspera de eleições !

Pobres (?) e mal agradecidos ?

É verdade que o Estado não nacionalizou o BPN por tal ser o interesse dos seus accionistas, pois teve apenas como objectivo evitar a perda de confiança no sistema financeiro nacional, por parte do mercado internacional. Em todo o caso, embora por reflexo, os accionistas do BPN acabaram por ser beneficiados, pois viram-se livre de um problema cuja génese só a eles (na versão da gestão) ou à gestão (na versão dos accionistas) se ficou a dever.
Não deixa, por isso, de ser insólito, que perante a situação negativa do banco apurada por entidades independentes, de acordo com a lei, se sintam ainda com direito a ser ressarcidos. De quê, pergunta-se. Não será antes caso para concluir que são pobres (?) e mal agradecidos?

Um erro

Forçado ou não pelas circunstâncias, mas factualmente na sequência das declarações de Oliveira e Costa prestadas durante a sua audição na Comissão Parlamentar de Inquérito, o pedido de demissão de Dias Loureiro de membro do Conselho de Estado vai certamente causar alguns estragos na imagem do Presidente da República(PR). Não porque se considere que o PR tenha qualquer envolvimento no caso BPN (hipótese que rejeito, em absoluto), mas porque deixou arrastar a "novela da demissão" muito para além do admissível. Dir-se-á (e ele afirma-o) que o PR, não tendo "qualquer informação fornecida por quem deve informar o Presidente naquilo que é relevante para o exercício das suas funções" que lhe permitisse "distinguir um conselheiro em relação aos seus pares", não poderia ter outra atitude. Não penso assim. Sem pôr em causa as afirmações do PR e não pretendendo fazer julgamentos antecipados, a verdade é que Dias Loureiro, com as suas intervenções na comunicação social e no Parlamento sobre o caso BPN, criou na opinião pública, a imagem de uma personalidade inconsistente (para não ir mais longe) personalidade que não é, seguramente, compatível com a ocupação do alto cargo de conselheiro de Estado. E nem sequer é preciso vir eu a dizê-lo. Várias foram as vozes a pronunciar-se nesse sentido, vindas de alguns dos seus pares no Conselho de Estado e de alguns dos seus companheiros de partido. Nestas circunstâncias, a permanência de Dias Loureiro no Conselho de Estado constituía um claro incómodo para uns e para outros e, por certo, não contribuiu para a dignificação das instituições da República. Que o PR não se tenha apercebido de tal facto e tenha, ao invés, continuado a reafirmar a sua confiança em Dias Loureiro, constitui um erro grave de análise que prova que quem de si afirma que nunca se engana e raramente tem dúvidas é, afinal, tão atreito a erros como qualquer outro mortal. O cultivado mito da "infalibilidade" agora "presidencial" cai assim por terra, mesmo para quem em tal mito alguma vez quis acreditar. Confesso que não é o meu caso, pois julgo mesmo que quem raramente tem dúvidas, tem mais probabilidade de errar. A dúvida metódica é uma boa conselheira.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Por onde tens andado, Zé Manel ?

Impressionado com o desfecho do caso da menina entregue à mãe biológica por decisão de um tribunal da relação (com os resultados já conhecidos) e aproveitando o ensejo proporcionado pela nomeação, pelo Presidente Obama, de uma mulher de origem hispânica, para o Supremo Tribunal dos Estados Unidos, José Manuel Fernandes (JMF), no editorial de hoje do "Público", faz um ensaio de comparação entre o funcionamento da Justiça nos Estados Unidos e em Portugal, para, depois e em conclusão, desancar forte e feio na judicatura portuguesa que qualifica de corporativa, qualidade a que associa " um atavismo deprimente em que quase todos se amparam uns aos outros". E por isso protesta e conclui: "apesar de toda a retórica, temos mais depressa uma democracia corporativa do que uma democracia aberta".
JMF tem, em parte, razão. Só que, lamentavelmente, chega a tão brilhantes conclusões demasiado tarde. Convém lembrar-lhe que, enquanto director do "Público", tem dado acolhimento e sustentação (militante) a todas as manifestações de "corporativismo" que entretanto têm surgido na sociedade portuguesa, a começar exactamente pelas corporações ligadas ao poder judicial. Para não recuar muito no tempo, basta a tal propósito, recordar o apoio dado às "corporações" dos professores na luta contra as reformas levadas a cabo pelo actual Governo (quando era mais que evidente que a luta desencadeada tinha e tem apenas como objectivo a defesa dos seus interesses de classe) apoio que chegou ao ponto de dar voz na sua edição on line ao blogue de um tal professor Guinote, blogue que, por uma questão de pudor, me abstenho de nomear. Ou, ainda mais recentemente, todo o protagonismo dado ao actual presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público que, a avaliar pela suas atitudes e tomadas de posição, não passa, segundo o meu fraco juízo, de um "pobre pateta".
É, pois, caso para, num exercício de retórica, perguntar ao director do "Público": Por onde tens andado, Zé Manel ?

E esta, hein !

“Uma atitude tão digna merece o nosso respeito” é o comentário de Paulo Rangel a propósito do pedido de demissão de Dias Loureiro do cargo de conselheiro de Estado. Com que então sair depois de bem empurrado é uma "atitude tão digna" ! Só para Rangel, sempre muito original !
Digna, digna, não foi, pois tornou-se inevitável após a audição de Oliveira e Costa na Comissão de Inquérito parlamentar. Reconhece-se, no entanto, que a demissão foi muito conveniente para o PSD. E se tivesse sido mais cedo, melhor teria sido, como se deduz da declaração de Paulo Rangel: “Do meu ponto de vista, ter-se-ia ganho se (...) esta decisão tivesse sido tomada mais cedo”. Ora nem mais, digo eu.

A primeira vítima

Ainda mal deflagrou a "bomba" Oliveira e Costa e os seus estilhaços já fizeram a primeira vítima:
Dias Loureiro demite-se do Conselho de Estado.

Mais um "empate técnico"

Sondagem Correio da Manhã/Aximage (18-22 Maio)

INQUIRIDOS

Total dos inquiridos: 1200
Votantes: 35,3%
Abstenção: 64,7%

INTENÇÃO DE VOTO

PS - 38,0%
PSD - 31,1%
BE - 8,5%
PCP - 7,9%
CDS-PP - 6,3%
OBN - 2,8%
Indecisos - 5,4%

DINÂMICA DA VITÓRIA


Qual é o partido que vai ganhar as próximas eleições Europeias?
PS - 49,1%
PSD - 25,5%
Outro partido - 1,6%
Sem Opinião - 23,8%.

Comentário da casa:
Mais um "empate técnico" à moda do Dr. Paulo Rangel !...

terça-feira, 26 de maio de 2009

BPN: início do ajuste de contas?

Com a audição de Oliveira e Costa na Comissão de Inquérito ao Sistema Bancário, a novela BPN conheceu novos desenvolvimentos. Ainda é cedo, até por falta de contraditório, para tirar conclusões definitivas, mas já se podem tirar algumas ilações:
1. Dias Loureiro sai desta audição completamente arrasado quanto à sua credibilidade, dando de barato que não o tinha sido já;
2. Miguel Cadilhe também leva resposta que não abona a seu favor;
3. O empresário Joaquim Coimbra, na versão Oliveira e Costa, é o mau da fita.
(Todos são "barões" do cavaquismo. Pergunta-se: simples ajuste de contas ?)
4. A supervisão do Banco de Portugal, nas palavras de Oliveira e Costa, sai ilesa, contrariando as posições de Cadilhe e apesar dos esforços de alguns deputados e da anunciada exibição de Nuno Melo que, a meu ver, foi fraca e saiu frustada.
5. Oliveira e Costa, escudado no segredo de justiça, tenta fazer passar a ideia de que não é responsável pela situação em que o BPN se encontra. (Ele é o cordeiro e os outros - os accionistas do grupo dos 4, ou 10 - os lobos?)
Títulos recolhidos no "PUBLICO.PT":

Oliveira Costa acusa Dias Loureiro de mentir

Ex-presidente do BPN acusa Cadilhe de lavar "as mãos como Pilatos"

Oliveira e Costa acusa Joaquim Coimbra de fazer abortar venda do BPN à Carlyle

Oliveira Costa rejeita culpas e responsabilidade por "um cêntimo que seja de perdas"

Se não fosse a "Biometrics" não haveria investigação à SLN/BPN

"accionistas tinham interesses económicos subentendidos"

Depoimento de Oliveira e Costa lido na Comissão Parlamentar de Inquérito

Depois de finda a audição, um breve comentário complementar:

1.Como parece óbvio, a recusa do ex-Presidente do BPN em prestar declarações sobre matérias sujeitas a segredo de justiça, retira, em boa medida, credibilidade ao seu depoimento, pelo menos na parte relativa à sua participação nos negócios em que são apontadas irregularidades e eventualmente ilícitos. Digo ilícitos, uma vez que não se pode ignorar a existência de indícios que levaram à sua prisão preventiva. A sua prestação, no entanto, foi de molde a conquistar simpatias, tal a naturalidade com que se apresentou e a simplicidade e até boa disposição que revelou. Em termos de "marketing" diria que a actuação de Oliveira e Costa constituiu uma excelente operação. Falta saber se foi espontânea ou estudada. Inclinar-me-ia, no entanto, para a primeira hipótese, porque há, na sua apresentação, comportamentos que não dão para estudar, como é o caso de algumas revelações de carácter mais pessoal.

2. Em termos políticos, se alguém saiu prejudicado da audição, foi o PSD (partido de Oliveira e Costa) e tal foi bem visível nas perguntas do deputado Hugo Velosa (do PSD) que, pese embora o esforço, não conseguiu disfarçar o seu desconforto.

3. As reacções dos visados não se farão esperar certamente. A novela BPN, tudo o indica, vai ter continuação.

(reeditada)

Negócios destes, nem na China

"Nos últimos quatro anos, o Estado português já entregou ao Citigroup €3741 milhões em novas dívidas para substituir créditos que se revelaram inexistentes incluídos na carteira cedida por Ferreira Leite em 2003. São €935 milhões por ano, em média, que deixaram de entrar nos cofres do Estado para serem enviados ao banco americano.
Ao todo, foi já substituído mais de um terço do valor da carteira. Esta situação faz parte do acordo assinado entre o Governo, na altura liderado por Durão Barroso e com Ferreira Leite nas Finanças, e o Citigroup. O Estado português cedeu uma carteira de créditos ao Fisco e à Segurança Social no valor de €11.441 milhões em troca de uma verba de €1765 milhões que ajudou a reduzir o défice orçamental abaixo dos 3% em 2003.
(...)
".
Negócios destes, nem na China. O Citigroup, porém, nem precisou de ir tão longe. Encontrou-o em Portugal oferecido por Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite !

A Madeira já é independente ?

Paulo Rangel, disse hoje que o seu partido é o único a colocar em lugar elegível um deputado pela Região Autónoma da Madeira.
E daí ? Pergunto eu, atónito. Será que nestas eleições há mais que um círculo eleitoral? Ou a Madeira já é independente ?
E já agora, ainda que mal pergunte: Quantos são, por exemplo, os deputados elegíveis por Trás-os-Montes, Beiras, Alentejo e Algarve, na lista do PSD? Ou, para o PSD, uns são mais que os outros ?
Ora, aqui está algo que o candidato Paulo Rangel podia esclarecer e eu agradecia.
Eu sei que posso esperar sentado pelas respostas, porque também sei que no PSD não falta gente (Rangel é só mais um) que esteja sempre disposta a curvar a cerviz perante o "Napoleão" da ilha.
(reeditada)

Uma flor de vez em quando # 5

Chagas ou Cinco-chagas (Tropaeolum majus L.)
(Clicando na imagem, amplia)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Do estilo bolorento ao fraco compromisso com a verdade

Receio bem que, muito por "mérito" do cabeça de lista do PSD às eleições europeias, a campanha ora iniciada (a continuar o tom até agora ouvido na pre-campanha) se transforme num simples exercício de retórica balofa que, pelo caminho que as coisas levam, vai certamente redundar numa abstenção recorde, dado que, em vez de esclarecimento, os candidatos, com honrosas excepções, entretêm-se num "diz tu direi eu" que só serve para os descredibilizar.
Digo que, em boa medida, tal situação se deve a Paulo Rangel, porque foi ele a desencadear as hostilidades, através de um discurso que prima tanto pelo estilo de chicana, como pela ausência de propostas, como ainda pelo fraco compromisso com a verdade.
A sua actuação ao nível da chicana nem carece de demonstração, tantas são as afirmações que o candidato tem feito, onde não passa desse nível. Reconhece-se que a sua "performance" tem êxito junto da plateia de convertidos, pois o candidato, a esse nível, tem "lábia" mais que suficiente, se bem que todo o seu estilo seja um tanto antiquado, mais tipo anos 50, meados de 60.
Já quanto à falta de propostas, é o próprio a confirmá-lo quando afirma que as suas "propostas não estão escondidas, estão, aliás, expostas aí nos cartazes”. Bom, se as suas propostas são essas, então temos de convir que elas se reduzem à proclamação de que a sua candidatura é" porta-voz do interesse nacional", expressão que prova que o seu longo estágio no CDS-PP, não foi em vão, arriscando-se mesmo a ultrapassar o partido de origem pela direita. (Paulo Portas que se cuide!)
O fraco compromisso do candidato com a verdade resulta claro para quem o ouve a toda a hora dizer que o primeiro-ministro foge dos debates parlamentares quando é sabido que foi por obra e graça do PS que tais debates foram instituídos regimentalmente e levados à prática e que a temporária suspensão dos debates durante a campanha eleitoral resultou de um consenso em que o seu próprio partido participou, como já, a contragosto, teve que admitir. Não obstante, não passa dia em que em que não regresse ao tema, sinal da pouca vergonha que tem em faltar à verdade. Contenta-se, pelos vistos, com a verdade de papel que por aí anda nos cartazes do seu partido. Conclusão a que sou forçado a chegar, pois, embora se saiba já que Rangel anda a tal ponto desmemoriado que já não sabe se se inscreveu ou não como militante do CDS, não acredito que a sua falta de memória tenha chegado ao ponto de esquecer hoje o que afirmou ontem. Seria falta de memória a mais e que até o desqualificaria como candidato.
Se os outros candidatos quiserem fazer uma campanha esclarecedora e motivadora da participação dos eleitores e se Rangel persistir nesta via, como vem anunciando, àqueles não resta outro caminho: deixar o cabeça-de-lista do PSD a falar para as paredes. Pode ser que estas o ouçam e através do eco lhe respondam. Como o cavalheiro gosta tanto de se ouvir, talvez isso lhe baste!

Zangam-se os compadres ...

... sabem-se as verdades ?
A ver vamos, digo eu, ao ler a notícia de que Oliveira e Costa, "o líder do Grupo Sociedade Lusa de Negócios/Banco Português de Negócios (SLN/BPN) vai amanhã ao Parlamento revelar os milhões de euros que foram pagos aos seus colaboradores durante a sua liderança, nomeadamente a Dias Loureiro e Luís Caprichoso".
E digo a ver vamos, porque desconfio que Oliveira e Costa se arrisque a pôr a cabeça no cepo. A menos que tenha a certeza que do cepo não escapa e não queira ir desacompanhado.
Ainda assim duvido, porque, se é verdade que ele não pode ter sido o único responsável, certo é que, por razões que desconheço, (mas de que suspeito) ninguém mais foi incomodado até agora, a sério. E, mais interessante ainda é que, nesta matéria, a tão entranhada moda da violação do segredo de justiça não tem funcionado (facto que não se lamenta, mas que se constata). Ou que a nível da comunicação social ninguém tenha avançado com uma investigação por conta própria, nem tenha aparecido nenhum Cerejo a constituir-se como assistente. E, todavia, não só estão em causa muitos milhões que até os "Cerejos" irão pagar, como até já há boas histórias. A começar pela anedota do outro que durante anos andou a confundir BI (Banco Insular) com BI (bilhete de identidade), passando a mentira com a leveza de quem esteve a contar uma graça. Outros valores mais altos se levantam ? Por certo e alguns até é fácil ver onde moram.

domingo, 24 de maio de 2009

Que cheiro a bafio !

Cheira-me a bafio. Ou será a naftalina ?
Dúvida metódica do meu olfacto. Certeza tenho de que já ouvi isto. E onde é que isso já vai !
Para Paulo Rangel é que não vai longe. Pelos vistos.
(Imagem daqui)

Também assino...

(Clicando, amplia)
"Pelo interesse nacional", também assino. E é mesmo (e só) pelo interesse nacional que "assino" outro "cartaz".

Transcrições ... da caixa de comentários

sábado, 23 de maio de 2009

Beber do próprio remédio

Insta-me um leitor (em comentário ao post anterior) a pronunciar-me sobre a entrevista do bastonário da Ordem dos Advogados no Jornal Nacional da TVI, da passada 6ª feira, conduzida, como é hábito, por Manuela Moura Guedes.

Ora, à partida, devo confessar que em relação à "jornalista" não consigo ter uma posição equidistante, pois não considero jornalismo o que ela faz. Jornalista não é ela, seguramente. Talvez artista de circo.

Em relação à entrevista (a que assisti em parte, por ter sido alertado durante o seu decorrer) o que posso dizer é que Manuela Moura Guedes bebeu do próprio remédio, em taça trazida por Marinho Pinto que, não poupando nas palavras (é certo) lhe disse o que muito boa gente (onde me incluo) pensa da sua actuação.

Duvido, no entanto, que o remédio lhe sirva de algum proveito. A doença de que a senhora Guedes sofre, como "jornalista", é de tal modo grave que é mal sem remédio. Pelo menos não tem havido, até agora, quem lhe tenha querido administrar o remédio adequado.

Vídeo para ver, ou rever: aqui.

Observação dos dias (II)

Do nascer do Sol
(bem de madrugada)
ao fim do dia
que,
breve,
chega,
ao sol poente,
a luz se esvai.
Oxalá fora ...
mais lentamente !

Avifauna portuguesa # 50 : Verdilhão (Carduelis chloris)

Verdilhão (Carduelis chloris L.)


(Local e data: Parque da Paz - Almada; 22-05-2009)
(Clicando sobre a imagem, amplia)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A lei de Lynch

O semanário "Sol" na sua edição da semana anterior havia noticiado que "Lopes da Mota admite ter invocado (os) nomes de Sócrates e Alberto Costa...mas diz que o fez indevidamente". Esta notícia vai-se a ver é falsa e é o próprio Lopes da Mota quem o afirma : "É falso. Não invoquei coisa nenhuma nem reconheci coisa nenhuma".
É só mais um caso que revela a ligeireza (para não dizer mais) de algum jornalismo. Ligeireza que, todavia, não é apanágio exclusivo dos jornalistas. Basta lembrar, sem sair do "caso Lopes da Mota", a pressa e a insistência com que alguns políticos (do PSD, do CDS e do BE) vêm exigindo a demissão do presidente do Eurojust, como se não estivesse a correr um processo disciplinar para apurar eventuais responsabilidades. (Quod erat demonstrandum).
Tais exigências revelam que ainda há, nas oposições, muito cultor da "lei de Lynch", quando o século XVIII já lá vai há muito.
Como, entretanto, não só os linchamentos foram abandonados, como muito se evoluiu em matéria de processo e de respeito pelos direitos das pessoas, em geral, e dos arguidos, em particular, aqui fica um conselho: actualizassem-se, se não querem ser tidos por antiquados. E muito antiquados, no mínimo !

"Com papas e bolos ...

...se enganam os tolos". Mas só mesmo os tolos é que correm atrás de quem "bolos" promete e "bolos" não tem !
Lembro-me que aqui, há dias, qualifiquei a consigna "Combater a crise com os fundos europeus" como uma ideia "luminosa". Perante o cartaz, corrijo-me: a ideia não é "luminosa". É sim "brilhante". "Brilhante" como a brilhantina!

Observação dos dias














A simples observação
dos dias
permite verificar
que a chuva
humidifica a terra
e que os nossos passos
ficam mais leves
na erva amaciada.
Há quem diga mais pesados.
Como hoje não choveu,
não sei.

Imagine-se o que não seria...

Se a Drª Manuela quer, à viva força, escapar aos comícios porque o seu jeito é nulo (ela o disse) imagine-se o que não seria, se tivesse que enfrentar as oposições num debate parlamentar. Fugia a sete pés, pela certa !
E nós privados da sua "exibição"!

Uma flor de vez em quando # 4

Aquilegia skinneri Hook.

(Clicando sobre a imagem, amplia)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tirem-me deste filme !

"Devo dizer que se tivesse que fazer neste momento algum comício seria a maior das violências que me poderiam pedir. Acho que o jeito que eu tinha para fazer um comício era nulo. Graças a Deus que passou a era dos comícios". Manuela Ferreira Leite dixit.
Alertada para o facto de ainda haver alguns, a senhora retorquiu: "Ainda há alguns, mas vamos ver se nos escapamos deles".
Escapar, eis o anseio de MFL.
Faça-se, pois, a vontade à senhora!
Até porque é mesmo um caso em que a "fome" se junta à "vontade de comer": ela quer sair de cena e o "público" quer vê-la pelas costas.

Uma flor de vez em quando # 3

Flor da planta designada vulgarmente por Assobios ( Silene latifolia Poir.)

(Com dedicatória: à Anamar, que também merece)
(Clicando, a imagem amplia)

Mais palavras para quê ?

(...)"P. Filiou-se no PSD há pouco tempo, em 2005? porque não chegou antes?

R. Sempre fui PSD, enquanto criança e adolescente. Depois tive ali um período de algum afastamento no fim do consulado de Cavaco Silva. Foi um divórcio com uma certa forma de estar, que não tinha a ver com Cavaco Silva, tinha a ver com um certo aparelhismo. Entre 93 e 97 estive mais perto do CDS.

P. Chegou a fazer parte do CDS?

R. Sim, participei nuns conselhos?

P. Mas foi mesmo militante?

R. Isso é que eu também não sei? Eu tenho um problema com as militâncias (risos).

P. Mas assinou um cartãozinho?

R. Não sei se assinei. Não me lembro bem. Estou a dizer a verdade?

P. A sério que não se lembra?

R. Não me lembro! Aliás, também tive esse problema com o PSD. Inscrevi-me como militante e depois não estava lá.

P. No CDS participava num conselho?

R. Participei num conselho de opinião para apoiar uma candidatura de Lobo Xavier. Ganhou Manuel Monteiro e eu afastei-me. E depois fui "recuperado" por Paulo Portas, quando ele entrou na liderança e rompeu com o monteirismo. Quando houve a ruptura da AD, com Marcelo Rebelo de Sousa, abandonei.

P. Regressa ao PSD?

R. Quando há a ruptura Marcelo-Portas, aí deu-se a reconciliação com o PSD"(...)

(Extracto de uma entrevista de Paulo Rangel ao novo diário "i")

Mais palavras para quê ? As do entrevistado traçam perfeitamente o seu perfil :
Paulo Rangel é um artista ...
E cabeça-de-lista !

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Oh Lord !

A tradição já não é o que era ! Está visto !
Oh Lord !

Entrevista a Paulo Pedroso na PNETpolítica

(Clicando, amplia)

P. A Câmara de Almada é presidida por Maria Emília de Sousa, da CDU, há bastante tempo. Num cenário em que, no que toca a eleições europeias e legislativas, a CDU e o BE, em conjunto, estão com cerca de 20% das intenções de voto, o que o faz crer ser Almada um município ao alcance de um candidato Socialista?

R. Os eleitores fazem as suas escolhas em cada acto eleitoral. Por exemplo, se é verdade que a CDU sempre ganhou as autárquicas em Almada, é também verdade que já perdeu diversas vezes as eleições legislativas. Cada vez mais, cada eleição é diferente de todas as outras, e estou convencido que o PS e eu próprio temos hoje propostas mais adequadas às necessidades de Almada que o PCP. O actual poder autárquico está cansado, perdeu a capacidade de ouvir, comete erros evitáveis, tem dificuldades em adaptar-se ao ritmo da vida urbana em pleno século XXI.

P. No seu anúncio de candidatura disse que se esgotava um ciclo de 35 anos. Que méritos específicos reconhece a esse ciclo e que sinais toma como indiciando o seu fim?

R. Em trinta e cinco anos, Almada passou todo o ciclo das infra-estruturas, acomodou um enorme crescimento, viveu reestruturações significativas que deixaram cicatrizes, mas foram absorvidas. Sem dúvida que a prioridade dada às infra-estruturas e ao imobiliário ajudou esse crescimento, bem como foi dada uma atenção à política cultural que, embora excessivamente centrada em alguns eventos e em alguns equipamentos, é uma mais valia do concelho.
Mas a Câmara deixou construir demais e desordenadamente. A cidade foi ficando sitiada, fechada, cada vez mais bloqueada. Houve incapacidade progressiva de gerir de modo equilibrado o seu crescimento. Não houve capacidade para para gerir com pulso firme os desequilíbrios que o crescimento também acarreta e o mercado estimula, nem para um programa coerente de gestão urbanística do município.
Talvez a gestão do processo de construção do Metro do Sul do Tejo seja o símbolo mais recente e mais caro da incapacidade progressiva de gestão autárquica. O Metro era uma obra necessária que foi muito mal gerida. Por responsabilidade da Câmara, o traçado conflitua com toda a gente e tem várias opções erradas, as obras atrasaram-se mais de três anos, não foram geridas de modo a diminuir os prejuízos para as populações e prolongam-se em novas obras, que mantêm a cidade esventrada, que podiam e deviam ter sido feitas há muito tempo, como os parques de estacionamento. Articuladamente com o Metro, foi imposto um Programa de Mobilidade que reflecte uma concepção autoritária e fechada da vida urbana e não funcionou, não se adapta aos cidadãos reais da Almada de hoje.
Mas há outros. Trinta e cinco anos depois, a Costa da Caparica, que devia ser a jóia da coroa do concelho continua por modernizar; o problema da habitação social continua por resolver; fizeram-se autênticos guetos que são barris de pólvora à espera de um rastilho; o concelho perde todos os dias oportunidades de emprego, graças a investimentos que são desviados para o eixo Oeiras-Cascais-Sintra, que devemos assumir como nosso competidor e face ao qual hoje somos pouco competitivos.


P. Se tivesse que sumariar 3 ou 4 propostas, para as pessoas de Almada perceberem a diferença de uma gestão sua e do PS, quais seriam?

R. Uma vez eleito, revogarei imediatamente o Plano de Mobilidade e substitui-lo-ei por um sistema de circulação eficaz e mais respeitador das pessoas. Darei grande prioridade à afirmação de Almada como centralidade urbana daquilo a que chamo a Cidade do Sul do Tejo, competindo com Oeiras, Cascais e Sintra por todos os investimentos de relevância metropolitana, aproveitando todas as oportunidades que se abram, para compensar as que se perderam. Procederei à revisão de toda a gestão urbanística da frente de praias, animando-as para que, da Trafaria à Fonte da Telha, tenhamos mais de duas dezenas de kilómetros de costa com vida doze meses por ano, com muito maior qualidade urbanística, e, no Verão, menos superlotadas e com acesso ordenado. Reverei de alto a baixo a política social de habitação, acabando com a construção de novos bairros sociais e sua substituição por uma política de inclusão social das pessoas desfavorecidas em diferentes zonas. Não hesitarei em tomar as medidas necessárias para a melhoria da situação de segurança, criando uma polícia municipal que possa libertar a PSP e a GNR de outras tarefas para as funções de segurança, introduzindo, em articulação com o comércio local, zonas com vídeovigilância e, sobretudo, estimulando a que policiamento de proximidade, melhor iluminação pública e comércio a abrir mais cedo e fechar mais tarde potenciem a segurança urbana.
Nenhuma destas medidas aconteceria se os eleitores voltassem a dar a maioria ao PCP.


P. Consideraria governar Almada em coligação? Eu sei que a pergunta é especulativa, mas procuraria antes de mais um entendimento em que parceiros?

R. Estou convencido que, pelo meu perfil de acção política, sou capaz de gerar consensos em torno de soluções concretas e que os autarcas de várias forças políticas estarão disponíveis para colaborar nesse esforço, desde que recebam a consideração e respeito que merecem como representantes eleitos do povo. Garanto-lhes esse tratamento que nunca existiu no município.
A política local deve ser independente dos directórios partidários. Estarei completamente disponível para atribuir pelouros aos vereadores que tenham interesse e condições para os assumir. No contexto local, é possível gerar proximidades e é necessário e urgente mudar a autarquia para que melhore. Nesse esforço, ninguém estará a mais.
Admito que com o PCP será muito difícil um entendimento, dada a dificuldade que terá, trinta e cinco anos depois, em adaptar-se ao estatuto de força minoritária e os tiques autoritários que desenvolveu.
Mas devo dizer que não é só o PS que denuncia o marasmo a que chegou a gestão municipal, as outras forças políticas também estão a ter uma intervenção decidida no combate aos erros do poder comunista. O PCP é uma força isolada no concelho e que os seus desmandos são alvo de crítica unânime e sistemática de todas as forças políticas locais, o que diz bem de quanto o actual poder está separado da diversidade de modos de sentir da população. Acredito que esse isolamento se reflectirá já nas próximas eleições autárquicas.
O poder e a palavra está nas mãos dos cidadãos. Nas últimas autárquicas, mais de metade não votaram. Apelo a todos que escolham. Nós, os políticos, teremos que saber interpretar as suas escolhas com humildade. A actual maioria pensa julga-se dona do concelho, mas ninguém possui as escolhas dos cidadãos.

(Entrevista conduzida por Carlos Santos e publicada aqui )

Dizes tu, direi eu...

Segundo se lê aqui "o procurador-geral da República deu instruções para (...) todas as diligências necessárias na investigação do caso Freeport, e que impliquem cooperação judiciária internacional, passarem a ser feitas sem o Eurojust".
Não ficou muito tempo sem resposta: o porta-voz do Eurojust esclareceu, entretanto, que "o caso Freeport foi encerrado (...) a 23 de Abril", antes mesmo da abertura do inquérito ao presidente da instituição, precisando que o Eurojust participou em "reuniões de coordenação" com as autoridades portuguesas e inglesas que "tiveram lugar em Novembro e Fevereiro" e concluindo que, uma vez que "todos os instrumentos de cooperação" já tinham sido postos em prática, "já não havia mais necessidade de o Eurojust apoiar as autoridades nacionais envolvidas".
Neste "dizes tu, direi eu", ninguém fica bem, parece-me. Em todo o caso quem não fica bem, seguramente, é o procurador-geral da República, pois, se ainda há dias afirmava que é cedo para decidir se Lopes da Mota continua à frente do Eurojust, as instruções que terá dado não fazem qualquer sentido e menos ainda vindo de quem vêm. A menos que o procurador-geral da República não saiba o que é coerência de atitudes. Conclusão que não abona a sua escolha para o alto cargo que ocupa.
Mais um erro de "casting" ?

A verdade é como o azeite

Lopes da Mota aguarda de "consciência tranquila" o resultado o processo disciplinar de que é alvo, instaurado a propósito das alegadas "pressões" no caso Freeport.
Se, como diz o povo, a verdade é como o azeite e, como este, vem sempre ao de cima, seria do domínio do simples bom senso que "toda a minha a gente" aguardasse pela conclusão do processo. Isto, claro está, partindo do pressuposto de que "toda a minha gente" está interessada no apuramento da verdade. Não me parece, no entanto, que seja esse o caso, com toda a gritaria que por aí vai.
Mesmo assim, faço votos para que não lhes doa a voz. Digo eu, preocupado.
E, já agora, faço votos também para que o "azeite" suba depressa até cá acima.

Guilty !

Até à conclusão do processo disciplinar não sei (e por mais que gritem, ninguém sabe) se Lopes da Mota incorreu, ou não, nalgum ilícito disciplinar, com a história das "pressões". É o que mandam as regras do Estado de direito, que alguns (a começar pelos partidos que as criam) mandam às malvas sempre e quando tal lhes convém. Mas culpa tem e dela não se livra: aceitou, manifestamente, por falta de critério, companheiros de mesa e de conversa que não são de confiança.

Masoquistas enervados ...

"Contracção da economia portuguesa abrandou em Março e Abril .
O indicador de confiança dos consumidores recuperou no mês passado, interrompendo a tendência descendente que se vinha a observar desde finais de 2006".

Uma flor de vez em quando # 2

[Morrião-azul, Morrião das-areias ou Morrião-perene ( Anagallis monelii L.) ]

(Com dedicatória endereçada à "azulona" MDSOL. "Azul" com azul se paga. (Clicando na imagem, amplia)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sentença lida ...

Para Morais Sarmento, "presidente do Conselho de Jurisdição do PSD, Lopes da Mota já não devia ocupar a presidência do Eurojust , “fosse por suspensão, fosse por demissão”. “E não devia esperar pelo que vai acontecer, que é sair empurrado”.
Julgava eu que Morais Sarmento era advogado. Afinal, o homem acumula: é juiz e adivinho !

Mais um entretém ...


Com os cartazes já na rua, supunha eu, na minha ingenuidade, que os partidos deveriam a estas horas estar preocupados com a apresentação de propostas para as próximas eleições europeias, de molde a motivar os eleitores não só a votar, mas também a fazer escolhas conscientes.

Mas qual quê ! Em vez disso, os partidos da oposição (com a honrosa excepção do PCP, se não estou em erro) entretêm-se, por ora, com o "caso Lopes da Mota". No coro embarca o CDS e o Bloco de Esquerda que pretendem ouvir Lopes da Mota no Parlamento; é, de novo, o CDS a forçar audição de Lopes da Mota se o PS inviabilizar requerimento ;e finalmente é o PSD (chega tarde, mas não está com meias medidas) que, pela voz de Paulo Rangel, hoje corroborado pela líder do seu partido exige a demissão de Lopes da Mota, acusando o Governo de "prejudicar a imagem de Portugal" ao mantê-lo na presidência do Eurojust.
Tudo isto se passa, quando é sabido que o assunto está entregue a quem tem competência para o resolver: a Procuradoria Geral da República que já ordenou e concluiu um inquérito, tendo, na sequência, instaurado o competente processo disciplinar. Esta circunstância leva-me a concluir que, estando o assunto nas mãos de quem de direito, o que preocupa os referidos partidos da oposição não será propriamente o esclarecimento do caso, antes estarão, pelos vistos, mais interessados em criar mais um entretém. Quem não tem ideias para apresentar, arrisca-se a não ter outro recurso que não seja distrair o "pagode"! Morto o "caso Lopes da Mota" outro há-de aparecer, que a máquina de entretenimento não pode parar.
E depois queixem-se da abstenção !
Actualizações:
E o pião roda ... e volta a rodar, agora com o PCP a entrar na roda ...
(Imagem daqui)

Uma flor de vez em quando # 1

(Clicando, amplia)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Arte Pública: Fundação Calouste Gulbenkian # 5

(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

Título: Satyricon 1;
Escultor: Reuben Nakian;
Material: bronze;
Data: 1981;
Local: Jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa.

(Sobre arte nada sei. Limito-me apreciá-la, tal como aprecio a beleza dum rosto, duma ave, duma flor... E perante tudo, me espanto!)

domingo, 17 de maio de 2009

Avifauna portuguesa # 49 - Fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis) juvenil

Juvenil de Fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis Rafinesque)
(Local e data da captação da imagem: Parque da Paz - Almada; 13-05-2009)
(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

O estilo é o homem...

Paulo Rangel (peço desculpa se volto à personagem) prossegue no estilo a que já nos habituou. De uma reunião em Castelo Branco, em pre-campanha para as eleições europeias (suponho) a LUSA não reteve mais que a afirmação de que o Governo "está a prejudicar a imagem de Portugal" ao manter Lopes da Costa na presidência do Eurojust e algumas variações sobre o tema.
Tem alguma graça constatar que tal afirmação é exactamente o contrário do que li aqui (O Eurojust está "confiante em que as autoridades portuguesas darão os passos apropriados para clarificar" a situação do presidente do organismo europeu, Lopes da Mota, alvo de um processo disciplinar por alegadas pressões sobre os magistrados responsáveis pelo caso Freeport.)
Mas o que há a esperar do candidato Paulo Rangel se "o estilo é o homem" e, logicamente, o homem é o estilo?

Ideias "luminosas"...

A mensagem citada não só é a principal como é a única (do cartaz).
E é também ridícula porquanto : " É que, dizendo que se estão a perder fundos, mesmo sabendo que isso não é verdade, procura-se desviar a atenção do facto de o actual Governo, numa Europa a 27, ter conseguido o feito, para o período 2007-2013, contra (...) catastróficas previsões, de ter conseguido um envelope financeiro para Portugal maior do que obtido no anterior período de programação, em que a divisão do "bolo" se processou apenas entre 15 Estados-membros" (Capoulas Santos, in "Público" de hoje, edição impressa)
É só um exemplo, mas que serve para demonstrar que não foi preciso aparecer Paulo Rangel, para que alguém tivesse tratado do assunto.
A "luminosidade" das ideias do candidato PSD não se fica, porém, por aqui. Segundo a notícia citada, Rangel promete agora usar esses fundos para combater a crise. Mas como é que um candidato ao Parlamento Europeu (PE) pode fazer uma tal promessa? Das duas uma: ou não faz ideia do papel desempenhado pelo PE (e por ele, Rangel, enquanto deputado europeu) ou mais simplesmente não recua perante a mais pura demagogia. Faço-lhe o favor de ir por aqui.

SONDAGEM: ELEIÇÕES EUROPEIAS

Sondagem CM/Aximage

Partido que irá ganhar as eleições europeias?
PS: 52,8%
PSD: 22,5%
Outro partido: 0,3%
Sem opinião: 24,4%

INTENÇÃO DE VOTO E DE ABSTENÇÃO (Total dos inquiridos)
Votantes: 31,9%
Abstenção: 68,1%

VOTANTES (31,9% do total dos inquiridos)
PS: 38,5%
PSD: 32,3%
BE: 9,2%
PCP: 8,7%
CDS/PP: 5,6%
Outros/Brancos/Nulos: 0,7%
Indecisos: 5,0%

Duas notas por conta da casa:
1. A abstenção prevista atinge números que impressionam. A falta de sentido cívico (evidente para quem vai ter de fazer uns 700 quilómetros para exercer o direito e cumprir o dever de votar) será uma das causas, mas outras haverá por certo e conviria estudá-las.
2. Tudo indica, tendo em conta estes resultados, que os "números" ensaiados por Paulo Rangel (PSD) não resultam. O BE não descola do PCP.

Citações # 35

"O melhor trabalho jornalístico português que vi nos últimos tempos, em todas as categorias, foi o do fotógrafo chinês Zhang Xiao Dong. Aconteceu ontem, no Expresso. A reportagem escrita esteve cargo de um bom repórter, Rui Gustavo, que foi à China encontrar o primo de Sócrates. O primo nada disse com interesse, porque o que teria interesse seria ele a comprometer o primo.
O que interessa - vou dar um exemplo para os leitores distraídos perceberem o que é hoje interesse jornalístico - seria Sócrates dizer no meio de uma viagem de Estado: "Vim à Capadócia porque era há muito um sonho da minha namorada vir à Capadócia." Como Sócrates não disse isso, esta frase não abriu telejornais. Talvez alguém tenha dito uma parecida, mas também não abriu telejornais, pois não? Sorte de quem tenha dito essa frase similar e possa - e ainda bem que pode - dizê-la sem escândalo
.
(...)
Ontem, no Expresso - desde a capa, com a foto do primo de Sócrates, lutador de kung fu, em cima de pilares, à dele rezando no templo de Shaolin - vi esse humilde ofício de jornalismo, contando, não aldrabando. Leitor de jornais, senti-me lavado. Ah, se só se contassem histórias e o jornalismo não fosse instrumento de sei lá o quê... "
Ferreira Fernandes - "Sócrates, o primo e a Capadócia"
(O omitido pode ser lido aqui)

sábado, 16 de maio de 2009

Deturpar é feio...

É com esta afirmação que o PUBLICO.PT encabeça um resumo da entrevista dada ao "Expresso" por Hugo Monteiro, "filho do tio" de José Sócrates, entrevista que o semanário obteve na China e que hoje dá à estampa na edição impressa.
Vai-se a ver e o que diz a este respeito Hugo Monteiro ?
Cito (com perguntas e respostas):
"P. Sócrates já disse várias vezes que não os conhece[Charles Smith e Manuel Pedro].
R. Eu acho que eles tiveram uma reunião juntos. Pelo menos foi o que o meu pai me transmitiu.
P. Mas quando falou com o seu primo ficou com a ideia que ele os conhecia ?
R. Não falámos de nomes em concreto. O meu primo falou com tanta gente quando era ministro que admito que não se lembre dessas duas pessoas especificamente."
O que fica transcrito é suficiente para concluir que o PUBLICO PT deturpa deliberadamente as afirmações do entrevistado, o que, suponho, constitui uma violação grave não só da deontologia profissional dos jornalistas, mas também das regras do livro de estilo lá da casa.
É verdade que tal procedimento não é propriamente uma novidade na forma como o "Público" tem tratado o "caso Freeport" e é mais que certo que a violação das regras deontológicas vai passar sem sanção e até pode contar com a absolvição do Provedor do jornal que, para o efeito, encontrará, com a ajuda do director, uma qualquer desculpa esfarrapada. O que não impede que aqui se conclua que "o "Público" falta descaradamente à verdade. Falta saber em nome de quê e no interesse de quem. Seja como for, justificam-se as perguntas: será isto o tal "jornalismo de referência"? Ou será "campanha" ?
Perguntas de resposta aberta. Que cada um conclua.
Pessoalmente, não garanto, mas acho, ou seja admito, (o que faz muita diferença) que o "Público" anda a fazer "fretes" a alguém. Isto, porque alguma explicação deve haver para tanta desinformação sobre o caso.
(reeditada)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Quando for grande quero ser Presidente da República...

Como se pode concluir pelas citações, extraídas todas elas, do PUBLICO.PT, boa parte dos 4 (ou 5?) dias da visita do Presidente da República e da esposa à Turquia foi dedicada às compras e ao turismo. Nada que mereça ao autor das peças, Nuno Simas, jornalista do "Público", uma chamada de atenção ou um comentário menos desfavorável a tão extenso programa pessoal. Pelo contrário, o que o jornalista valoriza são as "graças" de Sua Excelência, e tanto que aproveita as graças para titular (ele, ou alguém por ele) duas peças: Cavaco volta a fazer uma graça, desta vez para não comentar os números do PIB e Cavaco Silva recorre à ironia para não comentar caso Lopes da Mota .
Recordando, a propósito, o tratamento noticioso dado pelos jornalistas do "Público " a visitas do primeiro-ministro ao estrangeiro (designadamente a visita à Venezuela, que serviu para o "Público", pela pena de Luciano ALvarez, desenvolver toda uma novela sobre uns cigarros fumados no avião na viagem de ida) imagine-se o que não se escreveria no mesmo jornal, se a personalidade envolvida nesta visita à Turquia e com tal programa fosse o primeiro-ministro de Portugal. Raios e coriscos, pela certa.
Não será, pois, caso para admirar, que, perante tão diverso tratamento jornalístico, "a criança que há em mim" não queira, nem por nada, ser primeiro-ministro, mas manifeste o desejo de, quando for "grande", vir a ser Presidente da República. Por isso, mas também porque, pelos vistos, o trabalho dum Presidente não é tanto assim que não dê para fazer um pouco de turismo cultural.

Presidenciais à vista ou o melhor de dois mundos ...

A confirmar-se a notícia de que Manuel Alegre não integrará as listas do PS para as próximas eleições legislativas, permanecendo, no entanto, no partido, revela, a meu ver, que o objectivo de Alegre é a corrida à Presidência da República e, a confirmar-se, como também adianta a notícia, que as listas do PS incluirão representantes do "seu" Movimento de Intervenção Cívica, Alegre consegue o dois em um: fica com mãos livres para tratar da sua candidatura presidencial (que seria impensável sem o apoio do PS e, por isso, nele se manterá) e, por interpostas pessoas, continuará a poder condicionar (no parlamento e fora dele) as políticas do PS.
A solução encontrada (resultante certamente de um acordo entre as partes) para dirimir os diferendos entre Alegre e o PS poderá não ser a melhor para este partido, mas a verdade é que não seria fácil encontrar outra alternativa, a menos que o PS já tivesse desistido de alcançar a maioria absoluta nas próximas eleições legislativas. Se tal objectivo já tivesse sido abandonado, não me parece que o PS tivesse ido tão longe na satisfação das pretensões de Manuel Alegre, porque, em tal hipótese, a deriva dos votos para os partidos à sua esquerda e, em particular para o BE, não teria, seguramente, a mesma relevância e não a tendo, estaria o PS muito menos inclinado a fazer concessões.
Resumindo; bom "negócio" para Alegre, sem dúvida; para o PS, nem por isso, mas como diria o outro: é a vida!
ADENDA
Manuel Alegre veio, entretanto, desmentir que tenha havido qualquer negociação com Sócrates para as listas de deputados. Aqui fica o registo do desmentido.

Avifauna portuguesa # 48 - Alimentando os filhotes...

[Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica L.) alimentando um filhote. Os outros reclamam.]
(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Até o Cristo-Rei foi convocado ...

... para o início da campanha autárquica, em Almada...
... campanha que, está visto, começou cedo ...
...a toda a largura...
... e a grande altura (30 metros).
(Na base do monumento (!) pode ler-se: "Espiral do Tempo" 35 anos do 25 de Abril / Metaloviana - José Aurélio / 9 de Maio de 2009 / Presidência de Maria Emília Neto de Sousa)
(Clicar sobre as imagens, amplia. E MUITO.)

O Parlamento Europeu não é creche, nem é circo

Paulo Rangel já deu suficientes provas de que não lhe falta verborreia, mas mostra-se incapaz do mais importante (apresentar ideias e iniciativas politicamente inovadoras e mobilizadoras). Talvez por isso, resolveu enveredar pelos números de circo, julgando que a plateia o leva a sério. E, quanto a mim, não leva. Não obstante, ele persiste. Evidenciando uma vez mais a sua capacidade circense, desta vez e duma só penada, consegue presentear-nos com dois "números":
1. Acusa o PS de estar dividido na posição sobre a continuidade do procurador Lopes da Mota no Eurojust, pressupondo que há contradição entre a posição de Vital Moreira (que declarou que se estivesse no lugar de Lopes da Mota pediria a suspensão de funções enquanto o processo disciplinar decorresse) e a posição do PS (que entende não ser de exigir a sua demissão, antes da conclusão do processo disciplinar). Ora, ele sabe que Vital Moreira não é militante do PS, pelo que não faz sentido falar em divisões no PS a tal propósito e não ignora (faço-lhe esse favor) que pode não haver coincidência de posições, mas contradição é que não há. Contradição só haveria se uma parte se mostrasse a favor da demissão e a outra contra. Ora, como se vê, não é esse o caso.
2. Na mesma ocasião, mostrou-se indignado (não faz a coisa por menos) pelo facto de o próximo debate parlamentar só estar agendado para 17 de Junho, imputando a responsabilidade ao primeiro-ministro, quando, pelos vistos, o PSD (de que Rangel é líder parlamentar) foi "um dos partidos que há duas semanas atrás concordou com isso".
Paulo Pedroso, no local para que remete o link anterior, considera esta atitude uma "gracinha". Eu, no entanto, estou mais inclinado em qualificar o comportamento de Rangel, em qualquer dos casos, ou como palhaçadas, ou como criancices. Seja assim ou seja assado, tendo em conta que Paulo Rangel é o cabeça-de-lista pelo PSD às eleições europeias, talvez não fosse de todo inadequado que alguma boa alma o informasse de que o Parlamento Europeu não é creche, nem é circo.
Adenda:
O próprio Paulo Rangel admitiu ao "Público", relativamente ao agendamento do debate parlamentar, que os deputados, incluindo os do PSD, não contestaram a indicação de 17 de Junho, data avançada pelo Presidente da Assembleia da República . Justificação do "artista": “O Governo recusou o dia 12 e nós não íamos estar lá aos berros”. Não "berra" lá dentro (?) mas cá fora é o que se vê!

Sábado sem "Sol"...

Logo agora que vem aí o bom tempo é que pregam uma partida destas ?
Sorte a minha, que já passava sem ele!

"E não se atreva" ...




Foi com estas palavras que, no debate parlamentar de ontem, Francisco Louçã, se dirigiu ao primeiro-ministro de Portugal, com ar ameaçador e dedo em riste, como se o primeiro-ministro fosse um seu subalterno.
É caso para nos interrogarmos sobre se Louçã se está simplesmente a "passar", ou se ele é mesmo assim.
Seja lá como for, o dirigente do Bloco de Esquerda está a ultrapassar as marcas. Porventura confortado com os votos que as sondagens lhe vão atribuindo, em crescendo, o dirigente bloquista começa a libertar o "lobo" que há em si. Com pele de cordeiro, que às vezes despe.
Dêem-lhe corda, dêem... Depois não se queixem!
(Imagem daqui)

Arte Pública: Fundação Calouste Gulbenkian # 4

(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

Título: Recordações de guerra;
Escultor: João Cutileiro;
Material: mármore;
Data: 1991;
Local: Jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa.

(Sobre arte nada sei. Limito-me apreciá-la, tal como aprecio a beleza dum rosto, duma ave, duma flor... E perante tudo, me espanto!)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

E os outros são da Cochinchina ?

Até eu consigo perceber a ideia do "NÓS, EUROPEUS", mas desculpem lá a perguntinha: então e os outros são da Cochinchina ?
(Se clicar na imagem, amplia)

Desculpas, têm..

...Ideias é que não.
São novos nestas andanças: percebe-se e desculpa-se.
(Se clicar na imagem, amplia)

Arte Pública: Fundação Calouste Gulbenkian # 3

(Para ampliar, clicar sobre a imagem)


Título: Nu feminino;
Escultor: António Duarte;
Material: granito verde;
Data: 1960;
Local: Jardins da sede da Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa.


(Sobre arte nada sei. Limito-me apreciá-la, tal como aprecio a beleza dum rosto, duma ave, duma flor... E perante tudo, me espanto!)

terça-feira, 12 de maio de 2009

"Pressionados" dizem, mas não "impressionados"

Findo o processo disciplinar se apurará (estou certo) se o procurador-geral adjunto Lopes da Mota exerceu ou não "pressões" sobre os seus colegas procuradores e se esclarecerá (espero) em que é que consistiram tais "pressões". Até lá, uma coisa é certa, perante tudo o que já foi dito e feito: os senhores procuradores ainda que "pressionados" pelo seu colega não ficaram, pelos vistos, "impressionados", pois continuaram o seu trabalho.
A constatação de tal facto leva-me:
1. a concluir que o estatuto do Ministério Público (o mais autónomo da Europa, Pinto Monteiro o disse) garante a independência dos seus magistrados;
2. a perguntar que raio de "pressão" é que Lopes da Mota poderia querer exercer, se, sendo ele procurador-geral adjunto, por certo não desconhece aquele estatuto e que raio de "ameaças" é que ele ou alguém, por interposta pessoa, poderia fazer?

"Pressões" a todo o vapor!

Hoje, se bem compreendo, foi o dia das "pressões". Mas logo oito procuradores e por diversos ilícitos, não foi demais ?

Vermelho/Azul, ou vice-versa ?

Vejamos se compreendi bem o que nos propõe o BLOCO de Esquerda:
Vermelho lá fora, com Miguel Portas, para mudar a Europa;
Azul cá dentro, com Francisco Louçã, para mudar Portugal.
Bem visto, digo eu, até porque a combinação das cores faz todo o sentido: o vermelho lá fora é azul cá dentro, que azul é o céu também e este (dizem) não pode esperar.
Ora, com Louçã a azul, o céu está já ali, ao virar da esquina...
(Notas: 1. Se clicar sobre a imagem, amplia. 2. O responsável pela sombra que vê na imagem não é o BE. O culpado é o Sol.)

Tudo a condizer ...


  1. Tudo a condizer.
  2. Mensagem e cor: cinza
  3. E cinza é tudo em nada !

(Notas: 1. Se clicar na imagem, amplia. 2. As folhas que espreitam no fundo do cartaz até que ficam bem, mas são extra cá da casa. Não fazem parte do anúncio. 3. Mensagem reeditada)

Arte Pública: Fundação Calouste Gulbenkian # 2

( Para ampliar, clicar sobre a imagem)


Título: Apolo;
Escultor: Houdon, Jean-Antoine;
Material da escultura: Bronze;
Data: 1790;
Local: Sede da Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa.

(Sobre arte nada sei. Limito-me apreciá-la, tal como aprecio a beleza dum rosto, duma ave, duma flor... E perante tudo, me espanto!)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Os masoquistas enervados ...

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet vaticinou que a economia mundial se aproxima de um ponto de inflexão, afirmando que "Em certos casos vemos já uma retoma (e) noutros casos vemos que a queda prossegue, mas a um ritmo mais lento", enquanto que a OCDE estima que o pior da crise já tenha passado nalguns países , sendo que, ao mesmo tempo se anuncia como possível que a economia dos EUA comece a recuperar já a partir da segunda metade do ano .
Tanto bastou para os masoquistas da nossa praça darem mostras de algum nervosismo. Se calhar, com razão. Na verdade, se a retoma da economia se vier a confirmar antes das legislativas, é bem provável que a Drª Manuela venha a ter que dizer adeus e que o Doutor Louçã se veja forçado a "baixar um pouco a crista", pois só a actual situação de crise económica mundial (com inevitáveis reflexos cá em casa) é que lhe tem proporcionado todas as condições para "cantar de galo".
(Reeditada)

"A mim ninguém me cala" ...

Manuel Alegre não terá gostado que Vital Moreira tivesse defendido que "a lógica parlamentar é abalada quando deputados violam a disciplina de voto e que Manuel Alegre, enquanto deputado, vale pelos votos do PS nas legislativas e não pelo seu "milhão" obtido nas presidenciais" e vai daí julgou-se no direito a aconselhar Vital a manter-se à margem da vida interna do PS.
Sendo assim, é lícito concluir que ao Manuel Alegre do "A mim ninguém me cala" parece que não desgostar a ideia de mandar calar os outros, como se qualquer cidadão não pudesse emitir a sua opinião sobre os partidos e o seu funcionamento.
Era só o que faltava, como diz o outro.
Coerência, precisa-se!

Arte Pública: Fundação Calouste Gulbenkian # 1

(Para ampliar, clicar sobre a imagem)


Título: "A Primavera: Homenagem a Jean Goujon";
Escultor: JANNIOT, Alfred-August;
Materialda escultura: Calcário (pedra de Roma)
Local: Sede da Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa.

(Sobre arte nada sei. Limito-me apreciá-la, tal como aprecio a beleza dum rosto, duma ave, duma flor... E perante tudo, me espanto!)

Citações # 34

Paulo Pedroso* sobre "Os incidentes da Bela Vista e a necessidade de uma nova política social de habitação":

"A carência de alojamento permanece. Em Almada, por exemplo, ainda abrange milhares de famílias, após trinta e cinco anos de incapacidade para acabar com os bairros clandestinos e a subsistência de alojamento degradado. Pelo que tem que haver novas respostas. Também nestas é necessário combater o folclore das entregas de chaves para efeitos de campanha eleitoral. Pelo contrário, há que diversificar as soluções de realojamento e de apoio social a quem dele carece: rendas sociais em bairros não estigmatizados, inclusão de habitação social, com muito baixa densidade em todas as zonas da cidade, acompanhamento de famílias fragilizadas para prevenir e combater o risco de desfiliação social.
Se não queremos que os incidentes da Bela Vista progridam de incidentes isolados num ou outro bairro especialmente problemático para uma situação generalizada nos grandes guetos urbanos que estão a ser construídos há décadas, é hora de mudar de rumo e definir uma nova política social de habitação, sem grandes concentrações propensas a serem capturadas por lideranças à margem da lei, onde os problemas sociais se concentram, se multiplicam e se agudizam.
A minha proposta a Almada vai nesse mesmo sentido. Paremos de criar novos bairros sociais, já. Diversifiquemos os métodos e soluções de realojamento, imediatamente."
Leia-se o desenvolvimento aqui.

(* Candidato pelo PS à presidência da Câmara Municipal de Almada)

Avifauna portuguesa # 47 - Ninho de Melro-preto (Turdus merula)

[Ninho de Melro-preto (Turdus merula L.) (e de Melra, claro) com três filhotes prestes a partir, pois já mal cabem no ninho]
(Local e data da captação da imagem: Troviscal - Sertã; 01-05-2009)
(Para ampliar, clicar sobre a imagem)

Mordaça não, mas tento na língua sim

Aos que, por demagogia, afirmam que se vive em Portugal um clima de medo (Manuela Ferreira Leite dixit) ou falam em "mordaças" (como Paulo Rangel) notícias como esta (onde se dá conta que Portugal recebeu a nota máxima (12 pontos) da organização "E-Parliament", que fiscaliza a democracia parlamentar em todo o mundo) não só desmentem por completo tais afirmações, como também devem ser tidas como recomendação para que os seus autores tenham tento na língua. Sempre evitarão cair no ridículo.
É que o ridículo, se não mata, mói ! A credibilidade, pelo menos.
(Reeditada)

domingo, 10 de maio de 2009

Desculpas de mau pagador

A imagem dos magistrados (juízes e procuradores) dada pelo Barómetro do "Expresso", segundo notícia publicada na edição imprensa de ontem do referido semanário, conquanto não de todo inesperada, não deixa de surpreender. De acordo com a sondagem, a actuação dos juízes tem sido: Positiva para 9,9%; Negativa para 48,6%; Nem boa nem má para 28,2% e a dos magistrados do Ministério Público: Positiva para 18% (para mim mais uma surpresa, quando confrontada com a dos juízes, que eu avaliaria de forma contrária); Negativa para 43,3%; Nem boa nem má para 19,2% (A diferença para 100% corresponde à resposta "NS/NR) .
Perante estes resultados, o que nos dizem os presidentes das associações sindicais dos magistrados?
Para António Martins, presidente da Associação dos Juízes Portugueses, " As pessoas não compreendem a realidade da Justiça nem o papel e responsabilidades de cada um. Para o cidadão, o juiz está na linha final do sistema: condena, absolve, manda prender" e acrescenta "Os juízes não fazem as leis. O sistema legal é definido pelo legislador e os magistrados limitam-se a cumprir, com os meios que existem". João Palma, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, na mesma onda, remata: "É difícil fazer boa justiça com leis más".
Estas tomadas de posição por parte das associações sindicais (às quais, a meu ver, pode ser imputada uma boa parte da responsabilidade pela degradação da imagem das magistraturas) são, além do mais, desculpas de mau pagador, como é evidente para quem tenha alguma noção do que é o Direito e a aplicação da Justiça. Desde logo, a desculpa dos "meios" não convence, pois os magistrados nunca tiveram ao seu dispor tantos "meios" e de tanta qualidade como agora. Por outro lado, se os senhores magistrados (e em particular as associações sindicais) estão à espera de leis perfeitas, podem estar eternamente à espera, porque leis perfeitas é coisa que não houve, não há e não haverá. Aprendia-se isso, no meu tempo, logo nas primeiras lições de Introdução ao Direito, onde se ensinavam também as técnicas disponíveis para os operadores jurídicos ultrapassarem as imperfeições da lei, quer através da interpretação da lei, quer através da integração das lacunas da lei. E até o "legislador" sabe que não é perfeito. Sabe e assume. Tanto assim é que estabeleceu regras para a interpretação da lei (que umas vezes diz mais do que o pretendido e outras vezes fica aquém) e para a integração de lacunas (para os casos nem sequer previstos) .
Dir-me-ão que, mesmo lançando mão de todas as técnicas disponíveis, nem sempre será possível encontrar as melhores soluções. Não me custa a crer que assim seja, mas tal nunca serviu e continua a não servir de desculpa para ninguém se eximir ao cumprimento das suas obrigações.
Façam os senhores magistrados o que estiver ao seu alcance, passem as associações sindicais menos tempo a desculpar os seus associados, por um lado e a lançar, por sistema, as culpas para cima das costas de terceiros e estou certo que "outro galo cantará" no que respeita à sua "imagem". É que o "sacudir a água do capote" não só não resolve nenhum problema, como não fica bem a ninguém e menos ainda a quem não veste capote mas sim beca, que é todo outro traje, até pela dignidade que representa, ou era suposto representar.