Mostrar mensagens com a etiqueta Alemanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alemanha. Mostrar todas as mensagens

domingo, 31 de março de 2013

"Importação" a custo zero

Temos de convir que a estratégia é de "génio".
Como primeiro passo, impõe-se a austeridade custe o que custar aos países do Sul da Europa (Portugal, Itália, Espanha e Grécia). Atrás da austeridade, vem o desemprego maciço de quadros qualificados. Finalmente, importam-se, desses países, a custo zero, centenas de milhares de emigrantes qualificados, designadamente, médicos e engenheiros.
Compreende-se a estratégia  da Alemanha, mas já não se compreende que os governantes indígenas dos países fornecedores,  aos quais, coube arcar com a factura  da formação, se comportem como lacaios recrutadores ao serviço da potência dominante, como os (des)governantes portugueses, os primeiros a incentivar a expatriação da geração mais qualificada que o país já teve. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A visita. Ponto final

A visita em resumo: uma perda de tempo e uma oportunidade falhada, pois nem Merkel, nem Passos mudaram uma vírgula no discurso da austeridade a todo o custo, com a agravante de Passos negar, com os seus procedimentos, os apelos ao consenso social e político
Acho que nem vale a pena abrir aqui um parágrafo dedicado ao Encontro Empresarial Luso-Alemão, no CCB. Não dei conta de ter de lá saído nenhum resultado concreto e menos ainda algo que mereça notícia.
De forma que, o melhor é plantar, já aqui, um ponto final.

Auf Wiedersehen, Merkel!

"Merkel quis fazer de Portugal e da Grécia cobaias para o seu experimentalismo económico. E conseguiu. Portugal, sem moeda para desvalorizar e com políticas pró-cíclicas, é hoje um autêntico Frankenstein da economia que continua a rejeitar o implante da austeridade pela austeridade. Auf Wiedersehen Merkel."
(Pedro Sousa Carvalho; "Merkel fez de Portugal o Frankenstein da economia"; na íntegra: aqui)

A visita - um ponto de vista

" Infelizmente, Merkel só virá cá falar com quem já concorda com ela e fugirá ao contraditório. Não lhe fica bem, mas o problema é dela. O nosso problema é que quem concorda com ela se porte com dignidade; não com pose, mas com verdadeira dignidade. Não deixando de dizer nada só porque acha que do outro lado está a mão que assina o cheque. Não deixando de agir na Europa com uma estratégia própria. Temos o direito e o dever de exigir ao nosso Governo que se comporte assim.
E cá fora, cada protesto, cada editorial, cada carta aberta, cada graffiti, cada panfleto deveria ser norteado pela mesma ideia. A mesma magnífica sensação que tivemos no dia 15 de setembro: estamos indignados, cada qual à sua maneira, mas não perdemos a dignidade."
(Extracto de "Dignos", a crónica de Rui Tavares, hoje no "Público", sem link)


domingo, 13 de maio de 2012

Más notícias, boas notícias

A estrela da senhora Merkel está, aparentemente e felizmente, a empalidecer.  Depois de ter sofrido uma derrota com o resultado das eleições presidenciais francesas, onde o seu favorito Sarkozy foi batido por François Hollande, viu hoje o eleitorado do Estado da Renânia do Norte-Vestefália a dizer-lhe com toda a clareza: nein
Esta é, pelo menos, a leitura que se pode extrair das notícias que dão conta que a CDU da senhora Merkel não terá terá obtido mais que 26,3% dos votos nas eleições que decorreram hoje naquele estado federado, eleições ganhas pelo SPD, que aparece como a principal força política com 39% dos votos, seis pontos percentuais acima da última votação, e que fica com todas as condições para poder formar governo contando com os Verdes, que obtiveram cerca de 12% dos votos.
Más notícias para a senhora Merkel. Boas notícias para a Europa.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Desonra lhes seja feita!

É moralmente correcto que o objectivo de um país seja o de gerar excedentes? Um excedente é economicamente mais benéfico? Uma união monetária pode viver com permanentes desequilíbrios estruturais?pergunta  Wolfgang Münchau em crónica, comentada aqui, de critica à política alemã, pergunta a que o próprio responde: moralmente os excedentes não existem sozinhos”. “Se postularmos que ‘mais cinco’ é moralmente aceitável, então a conclusão lógica é que ‘menos cinco’ também tem de ser aceitável. Nem é preciso um imperativo categórico para aceitar isto. Lógica elementar e alguns conceitos económicos básicos são suficientes”. “Neste contexto, o desprezo moral pelo défice de alguns países é completamente inadequado.

Elementar, e não obstante, não é só a senhora Merkel quem manda a lógica às urtigas, defendendo que o défice de alguns países europeus, Portugal incluído, deve ser castigado, nada se preocupando com os correspondentes excedentes alemães que, em parte, são a causa. De facto, o governo que nos (des)governa, obcecado com o défice, até é mais merkelista do que Merkel, encarniçado que está em aumentar o castigo imposto pela "troika". Empobrecer é a palavra de ordem, que outra, pelos vistos, não conhecem. E estão a conseguir o objectivo, desonra lhes seja feita!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Azar o dele



O Presidente alemão, Christian Wulff,  demitiu-se  devido ao alegado envolvimento num  caso de corrupção: terá contraído um empréstimo através da mulher de um empresário seu amigo, a taxas mais baixas do que as praticadas pela banca.
Reconheça-se a dignidade da atitude, tomada, tendo em consideração que o seu país "precisa de um presidente que tenha a confiança de uma larga maioria e não só de uma maioria".
E, já agora, reconheça-se também o azar dele: não nasceu duas vezes e não se chama Cavaco.
(notícia e imagem daqui)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Os "mercados" não são estúpidos

Os mercados podem ser gananciosos, especuladores sem escrúpulos e tudo o mais que se lhes quiser chamar. Mas estúpidos, não são. Esta notícia (O Tesouro alemão foi nesta quarta-feira ao mercado levantar fundos numa emissão de dívida a dez anos e na qual ficou longe do objectivo de vender 6000 milhões de euros, apenas conseguindo arrecadar 60% do montante máximo colocado a leilão, ou seja, cerca de 3600 milhões de euros) parece indiciar que os "mercados" já chegaram à conclusão de que a Alemanha, a persistirem as dificuldades de financiamento de cada vez maior número de países da zona Euro e a manter-se a política de fustigar os povos desses países com medidas austeridade cada vez vez mais duras, também vai deixar de vender os seus Mercedes  e dificilmente escapará à recessão.
Pena é que ainda não tenham avisado a senhora Merkel.

sábado, 10 de julho de 2010

Mundial de Futebol: Alemanha - Uruguai: 3-2 (Golos - vídeo)

Em jogo para atribuição do 3º e 4º lugares do Mundial de Futebol, a Alemanha acabou por vencer o Uruguai, por 3-2, ganhando, desta forma, direito a ocupar o último lugar do pódio. Não se pode dizer que o resultado seja injusto, bem pelo contrário, mas o jogo poderia ter tido outro desfecho, se a bola saída dos pés de Forlán na marcação de um livre, nos últimos segundos, não tivesse preferido ir embater na barra. Se, por centímetros, a bola tivesse feito o favor de entrar na baliza, outro galo poderia ter cantado, após prolongamento. Não entrou e o resultado tem que se aceitar: Naturalmente.
E também, naturalmente, passemos aos golos:

Golo de Müller (Alemanha)



Golo de Cavani(Uruguai)



Golo de Forlán (Uruguai)



Golo de Jansen (Alemanha)



Golo de Kedira(Alemanha)




quarta-feira, 7 de julho de 2010

Mundial de Futebol: Espanha na Final! (Espanha - Alemanha: 1-0) (Vídeo - Golo)

Frente a uma equipa alemã (muito diferente da que goleou a Argentina) a Espanha passou, muito justamente, à final do Mundial de Futebol, pois não só teve o domínio do jogo, como se revelou bem mais empreendedora e imaginativa que a equipa adversária. Terá agora que defrontar a Holanda. Que vença a melhor !

Vejamos o Golo de Puyol que ditou o resultado:

sábado, 3 de julho de 2010

Mundial de Futebol: Alemanha - Argentina: 4-0 (Vídeos - Golos)

Mais uma equipa dada como favorita, a Argentina, afastada do Mundial, esta pelos pés Alemanha e com uma goleada por 4-0. Impensável um tal resultado antes do início da partida, tal a constelação de "estrelas" da equipa argentina, com Messi e tudo. No entanto, ficou claro, no final da partida, que para uma equipa sair vencedora não bastar ter estrelas. É, sobretudo, necessária organização e alguma sorte. Que a Argentina não teve, pois Maradona pode  ter sido um excepcional jogador, mas treinador é que não é. E "a mão de Deus", desta feita, também não respondeu à chamada.
Registo dos golos:



Golo de Muller


Golo de Klose


Golo de Friedrich


Golo de Klose