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sexta-feira, 4 de junho de 2010

A tradição ainda é o que era

Infelizmente e pelos vistos,  a política dos Estados Unidos em relação a Israel, com Obama na Presidência, continua, mais vírgula, menos ponto, a ser mesma. Política que continua a consentir a manutenção dum bloqueio que é uma vergonha para toda a humanidade, pois representa a contínua humilhação de toda a população de Gaza, transformada em prisioneira na sua própria terra.
Comprendem-se as preocupações de Israel, com a sua segurança, bem como a preocupação dos Estados Unidos relativamente à segurança do seu aliado, mas já não dá para entender a cobertura dada pelos Estados Unidos a todos os crimes que o Estado de Israel tem cometido, a começar pelo crime continuado que é o bloqueio a Gaza. Sim, porque o bloqueio imposto a Gaza é criminoso face ao direito internacional. É que, para além de qualquer outra consideração de natureza humanitária, vai contra as próprias resoluções das Nações Unidas.
E se digo que não dá para entender é porque até parece que que a nação mais poderosa do mundo não são os Estados Unidos, mas sim o Estado de Israel. Dir-se-ia, face à política seguida pela diplomacia americana em relação ao Médio Oriente que quem manda na política dos Estados Unidos não é o Presidente Obama, mas sim o senhor Benjamin "Bibi" Netanyahu. Vá lá saber-se porquê. Será que o lóbi judaico explica tudo ?
Não sei responder. O que vejo é que o mundo está nas mãos do senhor "Bibi". E muito mal entregue a meu ver.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Um homem que faz a diferença

A aprovação pela Câmara dos representantes norte-americana do projecto de lei sobre a reforma da Saúde, proposto pelo presidente norte-americano Barack Obama, em cumprimento das suas promessas eleitorais, é uma importante vitória de Obama, mas constitui, sobretudo, um passo muito importante no sentido de tornar a sociedade norte-americana mais justa e solidária. Sabe-se que não foi tarefa fácil, dado o individualismo que impregna a sociedade norte-americana e a força do lóbi das seguradoras, e que, para atingir este objectivo, houve que haver cedências, mas a capacidade, o idealismo e o empenho de Obama acabaram por dar os seus frutos.  Barack Obama, um homem  que faz a diferença? Yes, he is!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Obama - Prémio Nobel da Paz

O Prémio Nobel da Paz foi hoje atribuído a Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos, "pelos esforços diplomáticos internacionais e cooperação entre povos". Esta atribuição pode parecer surpreendente tendo em conta que Obama se encontra ainda no princípio do seu mandato, pois só iniciou a presidência em Janeiro deste ano. Todavia, não só pelas medidas que já tomou no sentido do desanuviamento militar entre as nações e do desarmamento nuclear e dos esforços para resolver a questão do Médio Oriente, mas também pela onda de esperança por um mundo melhor e mais pacífico que a sua eleição suscitou em todo o globo, justifica amplamente a atribuição do prémio.
A tarefa que tem entre mãos, depois do legado deixado por Bush e das malhas que o "império" teceu durante a anterior administração republicana não é nada fácil. Espero e desejo que a atribuição do Prémio Nobel da Paz, lhe sirva de estímulo para prosseguir na senda que iniciou e que tanto entusiasmo criou em todo o mundo. Parabéns Obama!
Reacções:
António Guterres: "Espero que esta distinção possa ser um estímulo". (Também espero e já acima o disse);
Mário Soares: "Foi a melhor escolha possível". (Surpreendente, sem dúvida, mas a melhor possível. Concordo);
Presidente francês, Nicolas Sarkozy: O prémio “consagra o regresso da América ao coração de todos os povos do mundo”. (Bem visto e melhor dito);
Jorge Sampaio: Prémio é "uma aposta no futuro" (Também é, sem dúvida).

sábado, 18 de abril de 2009

Uma nova América

Já poucos terão dúvidas que, com a chegada de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos, se inaugurou uma nova era face às políticas seguidas durante a Presidência Bush, quer no plano interno, de que são exemplo as novas orientações e decisões em matéria de direitos humanos, economia, ambiente e energias renováveis, quer nas relações internacionais. Neste aspecto, já assistimos a várias mudanças bem significativas como as relativas ao relacionamento com a Europa, a Rússia e o Irão. E, agora mesmo, acaba de dar um novo passo ao declarar aos líderes presentes na Cimeira das Américas, em Trinidade e Tobago, nas Caraíbas, que pretende estabelecer "um novo começo" no relacionamento dos Estados Unidos com Cuba, o que representa um corte com a política seguida pelos Estados Unidos, durante meio século de hostilidades e de embargos.
Com Obama nasce, para já, nada mais nada menos, que a promessa de uma nova América.
Que se saúda !

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lá como cá !

O PSD, a sua presidente, Manuela Ferreira Leite e mais uns tontos * devem, pelo menos, pôr os olhos nesta notícia, sempre que voltem a ter a tentação de criticar a opção do Governo em levar avante os projectos do TGV e do novo aeroporto de Alcochete.
Parece que, afinal, as receitas para lutar contra a crise, nos Estados Unidos, a terra onde ela nasceu, não diferem muito das já decididas pelo Governo português, medidas que, como salienta o presidente Barack Obama, proporcionam a vantagem suplementar de contribuírem para diminuir a dependência do petróleo estrangeiro e para reduzir as emissões de dióxido de carbono.
Tudo isto é válido.
Lá como cá !
* "mais uns tantos" queria eu dizer.
(reeditada)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Promete e cumpre ...

Depois da decisão de encerrar Guantánamo; de pôr fim aos métodos de tortura no interrogatório de prisioneiros; de acabar com as comissões de julgamento especiais; o Presidente Barack Obama toma medidas para aumentar eficiência energética e reduzir dependência do petróleo.
Tal como havia prometido !
Actualização:
Como se pode constatar, perante esta notícia, também em política externa se assiste a uma viragem na política americana que, não sendo de 180 graus, representa contudo uma nova forma de encarar o mundo, em especial o mundo muçulmano, a quem o Presidente Barack Obama se dirige, afirmando que "os americanos não são seus inimigos”, acrescentando que “Por vezes cometemos erros" e "Não somos perfeitos”, postura que está bem longe da arrogância e dos triunfalismos de Bush (de triste memória).

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aleluia !

Aleluia !
O discurso do Presidente Barack Obama, já traduzido para português, aqui.
(Imagem daqui)

Presidente Barack Obama

O impensável, ainda há pouco tempo, está a poucas horas de se concretizar com a tomada de posse de Barack Obama como Presidente dos Estados Unidos. Mesmo que muitas das esperanças suscitadas pela sua eleição venham a ser frustradas (ele é humano e não faz milagres) hoje, dia da sua tomada de posse será, em qualquer caso, um dia histórico. Aqui fica o registo do evento e uma saudação ao novo Presidente. Boa sorte !
(Imagem daqui)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Na linha das promessas

Barack Obama, mantém no seu discurso, após a sua eleição como presidente dos Estados Unidos, os mesmos temas e as mesmas linhas mestras da sua campanha eleitoral.
Na política externa: encerrar Guantánamo; acabar com a tortura; retirar as tropas do Iraque; fortalecer a presença norte-americana no Afeganistão; reconstruir alianças no mundo; aumentar a força das instituições internacionais que lidam com ameaças globais como as alterações climáticas.
No plano nacional: combater a crise económica; aumentar o emprego; mudar o sistema nacional de saúde norte-americano; e alterar a base energética dos Estados Unidos para as energias renováveis.
Objectivos louváveis que o mundo ansioso por mudanças espera venha a ser possível concretizar.
Cá por casa : We hope !

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Uma administração não sectária

Ao escolher Hillary Clinton como secretária de Estado da Administração norte-americana, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama revela que não é um homem de ressentimentos (pois tinha razões de queixa contra Hillary Clinton pelo seu comportamento nem sempre elegante para com ele durante as primárias) e ao reconduzir Robert Gates (um republicano) ao Pentágono como secretário de Estado da Defesa, mostra que também não é sectário. Tratando-se de duas personalidades de peso e com experiência, a escolha de Barack Obama é uma excelente escolha.
Aplausos, pois !
(Imagem daqui)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Os cépticos têm motivos ...






... para começar a duvidar do seu cepticismo.


“Já disse várias vezes que queria fechar Guantánamo e mantenho”, disse Barack Obama na sua primeira entrevista televisiva, após a eleição.

(Imagem daqui)
Mais razões para os cépticos duvidarem do seu cepticismo, aqui ("Obama promete envolvimento enérgico na luta contra alterações climáticas" )
(reeditada)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Change ... Yes he can !

Com Barack Obama, as mudanças já começaram e o 20 de Janeiro ainda vem longe ...
"El presidente electo de Estados Unidos, Barack Obama, pondrá en marcha nuevas normas que restrinjan el poder y la influencia de los lobbistas en su futura Administración, que debutará el próximo 20 de enero. "Barack Obama ha prometido cambiar la forma en la que funciona Washington y reducir la influencia de los lobbistas", ha dicho John Podesta, copresidente del equipo de transición presidencial, durante una rueda de prensa en Washington.
Esas reglas prohibirán a los miembros de grupos de presión donar dinero durante las semanas de transición entre la Administración Bush y el nuevo Gobierno de Obama, una norma que ya aplicó el demócrata durante su campaña electoral. Además, todo aquel que haya desarrollado en los últimos 12 meses actividades de asesoramiento político en el marco de un lobbie no podrá trabajar en la misma áerea durante la etapa de transición entre las dos presidencias. De la misma manera, los políticos que trabajen durante la transición y después sean contratados por lobbies no podrán tener acceso a la Administración en un año.
Al parecer, varios grupos de presión han ofrecido estos días recomendaciones al equipo presidencial sobre quién debe ocupar los cargos de relevancia en el nuevo Ejecutivo, informa la BBC. Pero con Obama parece que han topado con un hueso duro de roer. Tanto él como John McCain acentuaron en sus respectivas campañas el lado populista de sus mensajes y cargaron fuertemente contra el poder, a su juicio desmesurado, de los grupos de interés en Washington. "Hay que acabar con los lobbistas de una vez por todas, de tal forma que sus oscuras negociaciones de pasillo nunca más se impongan a las voces de la clase media y a los intereses comunes de los norteamericanos", llegó a decir Obama.
(in EL PAÍS.COM)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um discurso para a história

Como documento histórico, aqui fica registado o discurso de vitória de Barack Obama, em tradução copiada aqui (PUBLICO.PT)

"Boa noite, Chicago.
Se ainda houver alguém que duvida que a América é o lugar onde todas as coisas são possíveis, que questiona se o sonho dos nossos fundadores ainda está vivo, que ainda duvida do poder da nossa democracia, teve esta noite a sua resposta.
É a resposta dada pelas filas de voto que se estendiam em torno de escolas e igrejas em números que esta nação jamais vira, por pessoas que esperaram três e quatro horas, muitas pela primeira vez na sua vida, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes poderiam fazer essa diferença.
É a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, nativos americanos, homossexuais, heterossexuais, pessoas com deficiências e pessoas saudáveis. Americanos que enviaram uma mensagem ao mundo, a de que nunca fomos apenas um conjunto de indivíduos ou um conjunto de Estados vermelhos e azuis.
Somos e sempre seremos os Estados Unidos da América.
É a resposta que levou aqueles, a quem foi dito durante tanto tempo e por tantos para serem cínicos, temerosos e hesitantes quanto àquilo que podemos alcançar, a porem as suas mãos no arco da História e a dobrá-lo uma vez mais em direcção à esperança num novo dia.
Há muito que isto se anunciava mas esta noite, devido àquilo que fizemos neste dia, nesta eleição, neste momento definidor, a mudança chegou à América.
Há pouco recebi um telefonema extraordinariamente amável do Senador McCain.
O Senador McCain lutou longa e arduamente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e arduamente pelo país que ama. Fez sacrifícios pela América que muitos de nós não conseguimos sequer imaginar. Estamos hoje melhor devido aos serviços prestados por este líder corajoso e altruísta.
Felicito-o e felicito a governadora Palin por tudo aquilo que alcançaram. Espero vir a trabalhar com eles para renovar a promessa desta nação nos próximos meses.
Quero agradecer ao meu parceiro neste percurso, um homem que fez campanha com o seu coração e falou pelos homens e mulheres que cresceram com ele nas ruas de Scranton e viajaram com ele no comboio para Delaware, o vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.
E eu não estaria aqui hoje sem o inabalável apoio da minha melhor amiga dos últimos 16 anos, a pedra angular da nossa família, o amor da minha vida, a próxima Primeira Dama do país, Michelle Obama.
Sasha e Malia, amo-vos mais do que poderão imaginar. E merecem o novo cachorro que virá connosco para a nova Casa Branca.
E embora ela já não esteja entre nós, sei que a minha avó está a observar-me, juntamente com a família que fez de mim aquilo que sou. Tenho saudades deles esta noite. Reconheço que a minha dívida para com eles não tem limites.
Para a minha irmã Maya, a minha irmã Alma, todos os meus outros irmãos e irmãs, desejo agradecer-vos todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato.
E ao meu director de campanha, David Plouffe, o discreto herói desta campanha, que, na minha opinião, concebeu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América.
E ao meu director de estratégia, David Axelrod, que me tem acompanhado em todas as fases do meu percurso.
Para a melhor equipa alguma vez reunida na história da política: tornaram isto possível e estou-vos eternamente gratos por aquilo que sacrificaram para o conseguir.


Mas acima de tudo nunca esquecerei a quem pertence verdadeiramente esta vitória. Ela pertence-vos a vós. Pertence-vos a vós.
Nunca fui o candidato mais provável para este cargo. Não começámos com muito dinheiro nem muitos apoios. A nossa campanha não foi delineada nos salões de Washington. Começou nos pátios de Des Moines, em salas de estar de Concord e nos alpendres de Charleston. Foi construída por homens e mulheres trabalhadores que, das suas magras economias, retiraram 5 e 10 e 20 dólares para a causa.
Foi sendo fortalecida pelos jovens que rejeitavam o mito da apatia da sua geração e deixaram as suas casas e famílias em troca de empregos que ofereciam pouco dinheiro e ainda menos sono.
Foi sendo fortalecida por pessoas menos jovens, que enfrentaram um frio terrível e um calor sufocante para irem bater às portas de perfeitos estranhos, e pelos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários, se organizaram e provaram que mais de dois séculos depois, um governo do povo, pelo povo e para o povo não desaparecera da Terra.
Esta vitória é vossa.
E sei que não fizeram isto apenas para vencer uma eleição. E sei que não o fizeram por mim.
Fizeram-no porque compreendem a enormidade da tarefa que nos espera. Porque enquanto estamos aqui a comemorar, sabemos que os desafios que o amanhã trará são os maiores da nossa vida – duas guerras, uma planeta ameaçado, a pior crise financeira desde há um século.
Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos corajosos a acordarem nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para arriscarem as suas vidas por nós.
Há mães e pais que se mantêm acordados depois de os seus filhos adormecerem a interrogarem-se sobre como irão amortizar a hipoteca, pagar as contas do médico ou poupar o suficiente para pagar os estudos universitários dos filhos.
Há novas energias para aproveitar, novos empregos para serem criados, novas escolas para construir, ameaças para enfrentar e alianças para reparar.
O caminho à nossa frente vai ser longo. A subida vai ser íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou mesmo numa legislatura. Mas América, nunca estive tão esperançoso como nesta noite em como chegaremos lá.
Prometo-vos. Nós, enquanto povo, chegaremos lá.
Haverá reveses e falsas partidas. Há muitos que não concordarão com todas as decisões ou políticas que eu tomar como presidente. E sabemos que o governo não consegue solucionar todos os problemas.
Mas serei sempre honesto para convosco sobre os desafios que enfrentarmos. Ouvir-vos-ei, especialmente quando discordarmos. E, acima de tudo, pedir-vos-ei que adiram à tarefa de refazer esta nação da única forma como tem sido feita na América desde há 221 anos – pedaço a pedaço, tijolo a tijolo, e com mãos calejadas.
Aquilo que começou há 21 meses no rigor do Inverno não pode acabar nesta noite de Outono.
Somente a vitória não constitui a mudança que pretendemos. É apenas a nossa oportunidade de efectuar essa mudança. E isso não poderá acontecer se voltarmos à forma como as coisas estavam.
Não poderá acontecer sem vós, sem um novo espírito de empenho, um novo espírito de sacrifício.
Convoquemos então um novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve deitar as mãos à obra e trabalhar mais esforçadamente, cuidando não só de nós mas de todos.
Recordemos que, se esta crise financeira nos ensinou alguma coisa, é que não podemos ter uma Wall Street florescente quando as Main Street sofrem.
Neste país, erguemo-nos ou caímos como uma nação, como um povo. Resistamos à tentação de retomar o partidarismo, a mesquinhez e a imaturidade que há tanto tempo envenenam a nossa política.
Recordemos que foi um homem deste Estado que, pela primeira vez, transportou o estandarte do Partido Republicano até à Casa Branca, um partido fundado em valores de independência, liberdade individual e unidade nacional.
São valores que todos nós partilhamos. E embora o Partido Democrata tenha alcançado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com humildade e determinação para sarar as divergências que têm atrasado o nosso progresso.
Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, nós não somos inimigos mas amigos. Embora as relações possam estar tensas, não devem quebrar os nossos laços afectivos.
E àqueles americanos cujo apoio ainda terei de merecer, posso não ter conquistado o vosso voto esta noite, mas ouço as vossas vozes. Preciso da vossa ajuda. E serei igualmente o vosso Presidente.
E a todos os que nos observam esta noite para lá das nossas costas, em parlamentos e palácios, àqueles que estão reunidos em torno de rádios em cantos esquecidos do mundo, as nossas histórias são únicas mas o nosso destino é comum, e uma nova era de liderança americana está prestes a começar.
Aos que querem destruir o mundo: derrotar-vos-emos. Aos que procuram a paz e a segurança: apoiar-vos-emos. E a todos aqueles que se interrogavam sobre se o farol da América ainda brilha com a mesma intensidade: esta noite provámos novamente que a verdadeira força da nossa nação não provém do poder das nossas armas ou da escala da nossa riqueza, mas da força duradoura dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e uma esperança inabalável.
É este o verdadeiro génio da América: que a América pode mudar. A nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já alcançámos dá-nos esperança para aquilo que podemos e devemos alcançar amanhã.
Esta eleição contou com muitas estreias e histórias de que se irá falar durante várias gerações. Mas aquela em que estou a pensar esta noite é sobre uma mulher que depositou o seu voto em Atlanta. Ela é muito parecida com os milhões de pessoas que aguardaram a sua vez para fazer ouvir a sua voz nestas eleições à excepção de uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Ela nasceu apenas uma geração depois da escravatura, numa época em que não havia automóveis nas estradas nem aviões no céu; em que uma pessoa como ela não podia votar por duas razões – porque era mulher e por causa da cor da sua pele.
E esta noite penso em tudo o que ela viu ao longo do seu século de vida na América – a angústia e a esperança; a luta e o progresso; as alturas em que nos foi dito que não podíamos e as pessoas que não desistiram do credo americano: Sim, podemos.
Numa época em que as vozes das mulheres eram silenciadas e as suas esperanças destruídas, ela viveu o suficiente para se erguer, falar e votar. Sim, podemos.
Quando havia desespero e depressão em todo o país, ela viu uma nação vencer o seu próprio medo com um New Deal, novos empregos, e um novo sentimento de um objectivo em comum. Sim, podemos.
Quando as bombas caíam no nosso porto e a tirania ameaçava o mundo, ela esteve ali para testemunhar uma geração que alcançou a grandeza e salvou uma democracia. Sim, podemos.
Ela viu os autocarros em Montgomery, as mangueiras em Birmingham, uma ponte em Selma, e um pregador de Atlanta que dizia às pessoas que elas conseguiriam triunfar. Sim, podemos.
Um homem pisou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo ficou ligado pela nossa ciência e imaginação.
E este ano, nestas eleições, ela tocou com o seu dedo num ecrã e votou, porque ao fim de 106 anos na América, tendo atravessado as horas mais felizes e as horas mais sombrias, ela sabe como a América pode mudar.
Sim, podemos.
América, percorremos um longo caminho. Vimos tanto. Mas ainda há muito mais para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós próprios – se os nossos filhos viverem até ao próximo século, se as minhas filhas tiverem a sorte de viver tantos anos como Ann Nixon Cooper, que mudança é que verão? Que progressos teremos nós feito?
Esta é a nossa oportunidade de responder a essa chamada. Este é o nosso momento.
Este é o nosso tempo para pôr o nosso povo de novo a trabalhar e abrir portas de oportunidade para as nossas crianças; para restaurar a prosperidade e promover a causa da paz; para recuperar o sonho americano e reafirmar aquela verdade fundamental de que somos um só feito de muitos e que, enquanto respirarmos, temos esperança. E quando nos confrontarmos com cinismo e dúvidas e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com o credo intemporal que condensa o espírito de um povo: Sim, podemos.
Muito obrigado. Deus vos abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América"

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sondagens: Obama continua na frente


"El candidato demócrata a las elecciones a la presidencia de EE UU, Barack Obama, mantiene la ventaja sobre su rival republicano John McCain, según la última encuesta del Centro Pew, que lo coloca 14 puntos por delante a dos semanas de las elecciones -que se celebran el 4 de noviembre-. El sondeo, divulgado hoy, otorga al senador por Illinois un 52% del respaldo popular frente a un 38% de McCain.

Otro sondeo, publicado también hoy por la firma Zogby, confirma la tendencia ascendente a favor del demócrata de cara a la cita con las urnas. Zogby da a Obama ocho puntos de ventaja, el 50 frente al 42% de McCain.
Según el sondeo telefónico efectuado por Pew -2.599 votantes estadounidenses entre el 16 y el 19 de octubre con un margen de error del 2,5%-, la sólida ventaja de Obama refleja una mayor confianza en él. Más votantes lo ven "mejor preparado" y ás "centrado" que hace un mes. El candidato demócrata inspira, además, mayor confianza que antes de los tres debates con McCain en aspectos clave como Irak y el terrorismo.
Pero lo más relevante es que Obama es percibido como el candidato más capaz -por un margen del 53 frente al 32%- de mejorar las condiciones económicas en EE UU, que atraviesa la peor crisis desde el Crack del 29. Ahora bien, la pérdida de confianza en McCain se perfila como el factor más significativo en la carrera electoral en este momento. Y lo mismo sucede con la confianza. Desde septiembre se ha reducido el número de votantes que ven a McCain como un político capaz de generar expectativas positivas (el 37% ahora y el 43% hace un mes); un 71% de los consultados, por el contrario, piensa que Obama sí es un líder capaz de motivar."
(Extraído de El País.com)

E já sorri, noto eu !
(Imagem daqui)