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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Desculpem lá esta "colherada" !

Santana Lopes ao trazer à baila, uma vez mais mais, a questão da localização do aeroporto, faz-me lembrar, pela insistência, Manuela Ferreira Leite, na recente campanha para as legislativas, com o tema do TGV, embora o tratamento desta questão fizesse, na altura, algum sentido, visto a decisão sobre a continuação do projecto ser da competência do governo a sair das eleições. No caso de Santana Lopes, a introdução da discussão sobre o novo aeroporto na campanha para a eleição da Câmara de Lisboa, nem isso se pode dizer, visto que a decisão está tomada e não é da competência do executivo camarário.
António Costa tem, pois, toda a razão para acusar Santana Lopes de estar a levar a campanha para assuntos que nada têm a ver com as competências municipais.
E, sendo assim, é caso para nos perguntarmos se, no PSD, não têm emenda.
Desculpem lá os "alfacinhas" estar a meter a colherada na campanha, mas, em boa verdade, a questão do novo aeroporto não diz apenas respeito aos lisboetas.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Diz o roto ao nu

Pedro Santana Lopes (o "forte" a liderar uma coligação com não sei quantas forças políticas - são tantas que até lhe perdi a conta) considera que António Costa tem dado sinais de “fraqueza” política ao recorrer a coligações na corrida às eleições autárquicas.
Diz o roto ao nu. Ou vice-versa?

Não são favas contadas...

... mas é um facto que António Costa, quer chegue ou não a acordo com Helena Roseta, recolhe já o apoio de vários quadrantes e designadamente entre os intelectuais de vária proveniência, facto que se saúda. Diga-se que, de algum modo, tal já era esperado, tendo em conta que, mesmo perante a existência de uma candidatura autónoma do PCP à Câmara Municipal de Lisboa, pessoas ligadas a este partido, incluindo José Saramago, já se tinham prontificado a apoiá-lo.
Perante a alternativa Pedro Santana Lopes (que, em anterior mandato, não deixou saudades) o "toca a reunir" dos intelectuais tem toda a justificação. Dizem eles e bem que o que está em causa nas autárquicas é o regresso “aos tempos do descrédito, do endividamento, das cumplicidades fraudulentas”que é preciso evitar. Graças a Zeus, nem toda a gente é cega !

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Um ingénuo este Costa !

A tentativa de António Costa no sentido de, à última hora, conseguir um acordo com PCP e BE para o município de Lisboa, mostra que o actual presidente da Câmara de Lisboa é um ingénuo. Muito embora seja desejável para o povo de esquerda, incluindo para nomes tão prestigiados como José Saramago e Carlos do Carmo, a derrota da direita que, atrás do "menino guerreiro", se apresenta em ampla coligação, é também óbvio que, para a esquerda (?) da esquerda, a derrota da direita não é uma prioridade. É hoje evidente que, para a esquerda (?) da esquerda, o objectivo prioritário é a derrota do PS, seja a nível autárquico, seja no plano nacional. Para a estratégia do quanto pior melhor que, quer o PCP, quer o Bloco, adoptaram desde o início da actual legislatura, diria mesmo que a vitória da direita não só não se apresenta como um mal menor, antes como um objectivo a atingir.
Hélas !

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um coxo e outro de "muletas"

O CDS/PP parece estar predisposto a servir de "muleta" a Santana Lopes nas eleições para a Câmara de Lisboa e este mostra-se lisonjeado e agradecido com a ajuda. Estão ambos no seu pleníssimo direito, como é óbvio. Só que tal significa também que ambos são coxos: Quem se oferece para "muleta" (o CDS/PP) é porque sozinho não anda e quem agradece o oferecimento (Santana Lopes) é porque precisa dela.
(Reeditada)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Meter as mãos na massa é que é o diabo ...

A ruptura entre o Bloco de Esquerda (BE) e o vereador José Sá Fernandes, eleito para a Câmara de Lisboa, como independente nas listas daquele partido, revela, sob a capa de explicações mais ou menos claras, a incapacidade do BE em passar das palavras aos actos. Não é novidade, diga-se, mas este caso tem a virtualidade de o confirmar. Discursos, sim senhor, há por lá (BE) quem saiba fazer, assumir responsabilidades, comprometer-se com o concreto, em suma, meter as mãos na massa, é que é o diabo ...
Para o BE, o "Zé" já não faz falta. José Sá Fernandes, no entanto, não terá outra alternativa que não seja a de, como ele diz, e bem, "continuar a trabalhar". É para isso que foi eleito e o ser "independente" dá-lhe suficiente cobertura ética para prosseguir. A bem de Lisboa, claro.
Adenda:
Falar em perseguição política e em purga, como o faz Vitalino Canas, não me parece, porque, em bom rigor, purga não existiu, nem podia existir, porque Sá Fernandes é independente e perseguição é um termo demasiado forte para caracterizar uma situação de discordância, ou de simples ruptura, como é o caso.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A Câmara de Lisboa novamente debaixo de fogo

Depois do escândalo na atribuição de casas pertencentes ao município, a Câmara de Lisboa volta a estar debaixo de fogo. Desta feita está em causa o facto, denunciado pelo PÚBLICO, de grande parte dos funcionários do Departamento Jurídico da Câmara de Lisboa acumular ilegalmente as suas funções públicas com a advocacia em regime de profissão liberal.
Embora duvide que tal situação seja exclusiva do município lisboeta e que a mesma não tenha réplicas noutros municípios do país e em muitos outros organismos públicos dependentes da Administração Central, a iniciativa do PÚBLICO é sempre de louvar. Pode bem ser que a denúncia de um caso sirva de estímulo a que também noutros locais se ponha a termo a uma situação de ilegalidade que aqui presumimos ser, não geral, mas generalizada.
Sublinhe-se, entretanto, que mais grave que a ilegalidade cometida pelos funcionários é a complacência com que os respectivos responsáveis a aceitam, sabendo que está em causa o interesse público: Um funcionário que acumule o exercício de uma actividade privada com o exercício de funções públicas terá inevitavelmente de prejudicar o exercício destas últimas.
Acrescente-se que a situação denunciada é tanto mais chocante quando é certo que existem centenas ou milhares de pessoas licenciadas em direito que não encontram ocupação condizente com as suas habilitações. A Ordem dos Advogados terá, com certeza, uma palavra a dizer sobre a matéria e pena é que a denúncia pública de situações de ilegalidade, como esta, não tenham partido dela.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

As "casas" da Câmara...


Mais importante do que pedir a divulgação das listas dos beneficiários da atribuição das casas pela Câmara Municipal de Lisboa, que tem sido reclamada por muita gente, incluindo agora o PSD e O BE (pela voz de representantes seus na Assembleia Municipal ) é exigir que a Câmara passe a reger-se, na matéria, por critérios límpidos e transparentes, de acordo com regras a que todos tenham acesso (em suma, que acabe com a discricionaridade até agora vigente) e que se apure se, nas atribuições já feitas, existem ilegalidades, por forma a pôr-lhes termo, no caso de se confirmarem.
De caminho, bem pode a Câmara de Lisboa pôr à venda o património imobiliário disponível que até aqui tem servido para a prática do compadrio e aproveitar os fundos daí provenientes para pagar as dívidas que, como é sabido, não são poucas.
Tal procedimento é capaz de ser mais avisado do que a ideia de António Costa de fixar a taxa máxima para liquidação do IMI, a menos que a ideia dele seja mesmo a de levar uma banhada nas mas eleições municipais do próximo ano.
Quanto às listas, também se agradece a sua divulgação, logo que ultrapassados os escrúpulos de António Costa, escrúpulos que se espera venham a ser removidos com o parecer da Comissão Nacional da Protecção de Dados. A ver vamos !
(Imagem daqui)

sábado, 4 de outubro de 2008

"Pedintes" é que são ...

A "política" de atribuir casas pertencentes ao património municipal, aos "amigos", que a Câmara Municipal de Lisboa tem seguido ao longo dos anos e no maior sigilo, tem sido objecto de crítica (mais que justa) por parte da comunicação social, sendo certo que o assunto também não tem sido descurado pela "blogosfera". A este propósito, O Jumento e o Der Terrorist, blogues amigos (é assim que são considerados aqui no "Terra dos Espantos") têm-se referido à existência em Lisboa (se tem extensões noutros municípios, como é provável, mais tarde se verá) de uma nova nobreza (republicana, por certo) onde se incluem os beneficiários de favor das casas camarárias. Desta vez e por paradoxal que possa parecer (porque concordo as suas razões) vejo-me forçado a discordar de um e de outro no que respeita ao qualificativo "nobreza". Em boa verdade, o que essas pessoas são, é "pedintes". Podem andar engravatados ou de laço ao pescoço, mas nem por isso deixam de o ser, pois, como é evidente, não foi a Câmara quem andou a distribuir as casas, sponte sua, mas sim a pedido dos interessados. E (acrescente-se) o que é mais grave, é que alguns nem vergonha têm. Não incluo toda a gente porque ainda há quem a tenha, designadamente, os que já entregaram as chaves.
Ser pedinte, em caso de necessidade, não é vergonha nenhuma, embora essa situação seja socialmente pouco dignificante. Mas, tratando-se de "pedintes" que não vivem na miséria e se sujeitam a andar de mão estendida (e, pelo que se tem visto, há uma multidão de gente nessa situação) o caso muda de figura.
Como é bom de ver, só não vê quem não quer!
(Imagem daqui)
(Mensagem reeditada)