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terça-feira, 21 de maio de 2013

"O idiota da aldeia"

Discutir o futuro, mais que incerto, e não curar do presente é pura inutilidade.  Ao convocar a reunião  do Conselho de Estado, para se pronunciar sobre o pós-troika, quando o mais certo é não haver pós-troika tão cedo, Cavaco só pode ter tido como intenção desviar a atenção das dificuldades que o país atravessa, em boa medida, da sua própria responsabilidade e para as quais, está visto, ele não tem solução.
Se Cavaco, com esta iniciativa, quis enganar alguém, o enganado só pode ter sido o próprio. Fora os seus acólitos, nele, já ninguém acredita. Como escreve, hoje, no "Público", o José Vítor Malheiros: " O que é espantoso é que parece ter-se instalado o consenso sobre Cavaco Silva: todos o tratam como tratariam o idiota da aldeia(...)".

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Macho ou fêmea ?

É já hoje que irá ter lugar a reunião do Conselho de Estado, convocada pelo faz-de-conta-que-é-presidente da República e previamente anunciada pelo conselheiro-comentador Marques Mendes tendo em agenda a discussão sobre as “Perspectivas da Economia Portuguesa no Pós-Troika, no Quadro de uma União Económica e Monetária Efectiva e Aprofundada”, o sexo dos anjos.
A discussão à volta do tema agendado não deve durar muito, pois a conclusão é mais que óbvia: entre os anjos, há machos e fêmeas. Não há, de facto, outra forma de explicar, por exemplo, a existência em Portugal de tantos "anjinhos", existência que, por sua vez constitui a única explicação possível para termos, nesta altura, um Coelho a (des)governar o país e um Cavaco a residir oficialmente em Belém.
Dada a brevidade da discussão sobre a agenda, é de esperar que, pelo menos, alguns conselheiros de Estado aproveitem o ensejo para chamar a atenção para os assuntos que verdadeiramente preocupam e afligem os portugueses, tais como, o contínuo afundar da economia, o galopante aumento do desemprego e o alastrar da pobreza, consequência da actual (des)governação de direita. Isto, sem esquecer a progressiva desconfiança da população  nos órgãos de soberania, fruto do irregular não funcionamento das instituições da República, a começar no dito (des)governo e a acabar no único órgão de soberania unipessoal, impessoalmente designado por Presidência da República, pois, como alguém muito bem disse, a degradação e o espectáculo político da degradação das instituições já atingiram o topo da hierarquia.

sábado, 22 de setembro de 2012

Encenação

Por muito respeito que tenha por vários membros do Conselho de Estado, com os ex-presidentes à cabeça, a verdade é que estou convencido que a sua convocação por parte do presidente da República não passou, tal como escrevi  aqui, de mais uma manobra  de Cavaco. Não me restam dúvidas que a reunião não foi mais que uma encenação para dar cobertura ao recuo de Passos e do seu desastrado governo em relação às alterações da TSU. A leitura do comunicado final (O Conselho de Estado foi informado da disponibilidade do Governo para, no quadro da concertação social, estudar alternativas à alteração da Taxa Social Única) tira-me todas as dúvidas.

sábado, 15 de setembro de 2012

Desnorte completo

Não é só o governo que está desnorteado. Cavaco, manifestamente também não sabe o que anda e o que há-de fazer. Como explicar que, sendo Passos Coelho membro do Conselho de Estado, por inerência das suas funções, Gaspar seja "obrigado a explicar-se no Conselho de Estado" (título supra)? Não será Passos Coelho, o primeiro responsável pela governação e pela situação a que se chegou? O que faz ele no Conselho de Estado? Figura de parvo?

Mais provas do desnorte, em resumos na contracapa do "Expresso":
Miguel Sousa Tavares: "A nave dos loucos Há alguma escapatória constitucional que autorize a demissão de um governo por manifesta loucura?"
Pedro Adão e Silva: "Que este processo seja parado já. Se não for agora, será tarde demais."
Daniel Oliveira: "Fechar o ciclo  A oposição também está na mira da fúria geral caso não encontre uma saída";
João Duque:  "Aiiiiiiiii!!!! Irraaaaa! O Governo afiambrou-nos uma valente canelada que dói, dói muito." (Deste não tenho eu pena. Só se perdem as que não lhe caem em cima do lombo.)
João Vieira Pereira: " O nojo O ajustamento económico era um sucesso porque também era justo. Essa noção acabou." 
(Ah sim? Só agora, porque também te foram às canelas. É isso? Também andaste a pedi-las durante largo tempo. Pelo que te toca não derramo uma lágrima. Mereces isso e muito mais. Este gajo e o Duque julgam que toda a gente tem memória curta!)
Nicolau Santos: Átila, Nero... Como Átila, Passos promete não deixar pedra sobre pedra na sociedade portuguesa"
Chega, embora haja mais, mas tenho mais que fazer. Até já, dentro de poucas horas, na Praça José Fontana.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Uma manobra de diversão


Cavaco convocou o Conselho de Estado para o próximo dia 21, às 17 horas, para os efeitos do artigo 145.º, alínea e), segunda parte, da Constituição, tendo como como ordem de trabalhos o tema “Resposta europeia à crise da Zona Euro e a situação portuguesa”.
Conhecido o tema e visto que a  convocatória não é feita para os efeitos previstos nem na alínea a), nem na alínea b) do citado artigo, onde está previsto o pronunciamento do Conselho de Estado sobre a dissolução da Assembleia da República [alínea a)] ou sobre a demissão do Governo [alínea b)] não me custa admitir que Cavaco queira ouvir o Conselho de Estado sobre a melhor forma de encher pneus, em Portugal e na Zona Euro.
Isto digo eu, porque a convocatória numa altura destas, com uma tal agenda e nos termos da citada alínea e) ("aconselhar o Presidente da República no exercício das suas funções") só pode ser vista como uma manobra de diversão.
(Imagem daqui)