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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Preso por ter cão ...

Não falta por aí quem, acintosa e oportunisticamente, critique o primeiro-ministro António Costa pelo facto de ter decidido não interromper a visita de Estado à Índia para poder prestar a última homenagem a Mário Soares, entretanto falecido. É, porém, certo que se a decisão tivesse outra e em sentido contrário também não teriam faltado vozes a censurá-lo por antepor as suas amizades ao interesse do país. Sabe-se, com efeito, que em circunstâncias como esta, é-se, com frequência, "preso por ter cão e preso por não ter".
Estou certo que o facto de não poder estar presente no funeral de Mário Soares é  motivo de grande desgosto pessoal para António Costa, tendo em conta a mútua relação de amizade e a admiração que António Costa nutria por Mário Soares. Ao decidir como decidiu, dando prevalência aos interesses do país, António Costa procedeu bem, porque em conformidade com as suas obrigações como primeiro-ministro. 
Parece-me óbvio.
(imagem daqui)

sábado, 7 de janeiro de 2017

Até os que se vão "da lei da morte libertando" se cansam, um dia, desta vida

É um facto: até os "imortais"se despedem um dia da nossa convivência. A partida de Mário Soares, que hoje choramos, aí está a lembrar-nos esta cruel verdade.
O homem - um lutador incondicional pela liberdade e um homem de coragem, até física - partiu, mas a obra fica. A democracia em que vivemos é, reconhecidamente, obra dele, em grande medida. Que a sua memória perdure e que descanse em paz! Uma e outra coisa ele mereceu e a ambas tem jus.
(Imagem daqui)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A justiça é uma paródia?

Dir-se-ia que para a Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), se não é, parece.
Vem isto a propósito da reacção da dita Associação  que considera, em comunicado, que a expressão "O juiz Carlos Alexandre que se cuide" usada por Mário Sores num escrito no DN é uma ameaça dirigida ao sobredito juiz e, consequentemente, um crime. 

Admira-me que o excelente faro da ASJP que consegue detectar um crime de ameça numa expressão que, literalmente, não passa de um conselho ou de uma recomendação, que, vindo de quem vem e atento todo o seu passado, não consente outra leitura, não tenha sido ainda capaz de detectar e de denunciar as diárias violações do segredo de justiça no processo contra José Sócrates, preso no estabelecimento de Évora às ordens do procurador Rosário Teixeira e do juiz Carlos Alexandre, violações que ainda são crime. Acho eu, mas outro deve ser, inexplicavelmente, o entendimento da ASJP, que, no mesmo comunicado, garante que no Estado de Direito os juízes cumprem a lei e apenas a lei”.
A peremptória afirmação, certa em teoria, choca com a realidade dos factos, a começar pelo relatado, e não pode, por isso, ser levada a sério. Não passa de mais uma peça a contribuir para deteriorar ainda mais a imagem da justiça, que, de alguns anos a esta parte, tem andado pelas ruas da amargura. Pelo menos, é que o dizem as sondagens que regularmente têm vindo a ser publicadas.

domingo, 15 de janeiro de 2012

"Detestável"

Detestável é como Vasco Pulido Valente qualifica, em artigo hoje assinado no "Público", o título do livro recentemente publicado por Mário Soares "um político assume-se" com o subtítulo "Ensaio Autobiográfico Político e Ideológico". Ora, pelo contrário, eu acho que o título é particularmente feliz.  Numa época em que a actividade política é conotada negativamente e os políticos são vistos com suspeição, Mário Soares, com a coragem que o caracteriza, não só se assume como político, como declara que tem muita honra em sê-lo. 
Mas compreendo o ponto de vista de Pulido Valente. De facto, para uma boa parte da direita, o exercício da actividade política, em democracia, é visto como algo pouco dignificante, se bem que em ditadura já não diga o mesmo. E, por alguma razão, Cavaco Silva, o político há mais tempo em actividade, não se assume como tal, posição que, escusado será dizê-lo, está em contraste completo com a atitude de Mário Soares. Mas é assim mesmo. Até neste particular, que não é de somenos, se vê a distância que separa um grande Homem de um Zé-ninguém.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ad multos et bonos...

Mário Soares faz hoje 85 anos, aniversário que, segundo diz, não comemora, porque, na sua idade "os anos desfazem-se, não se fazem" mas que foi pretexto para uma entrevista dada ao jornal i onde nos surge um Mário Soares em grande forma.
Ad multos et bonos ... são os votos cá da casa.
(Imagem daqui)