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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Pontos nos is

"Foi a rejeição do PEC 4 que precipitou a crise de financiamento" [Teixeira dos Santos, ouvido na comissão parlamentar de inquérito às parcerias público-privados (PPP) onde adiantou que "houve um programa, chamado PEC 4, que teria permitido ao país enfrentar as dificuldades que tinha na altura", pois o Governo tinha "um acordo com o Banco Central Europeu (BCE) que garantia condições de financiamento semelhantes às que neste momento estão a ser concedidas à Espanha."]

Graças a Zeus, ainda há alguém com memória e com capacidade para pôr os pontos nos is!

quinta-feira, 25 de março de 2010

O PEC e o estado de necessidade

Com o voto favorável do PS, mais ou menos resignado, e abstenção do PSD, contra a vontade de grande parte dos seus deputados, mas imposta pela ainda líder, Manuela Ferreira Leite, a resolução sobre o PEC acabou por ser aprovada pela Assembleia da República.
Não vou negar a importância da resolução, porque, para já, terá o efeito de acalmar as agências de rating e os mercados financeiros internacionais, com imediato reflexo no não agravamento das condições de financiamento ao Estado, às empresas e  aos particulares e, por certo,  terá sido esta consideração que pesou na tomada de posição por parte de Ferreira Leite, mais do que qualquer alteração acordada de última hora.
Todavia, a sua aprovação  não representa o fim dos problemas. Desde logo, porque o PEC não passa de uma carta de intenções que o Governo tentará levar à prática, mas cuja concretização depende de medidas que terão de passar, muitas delas, pela Assembleia da República, estando essa passagem muito longe de estar assegurada, sabido como é que, para além dos partidos que agora votaram contra a resolução, também no PSD existe forte resistência contra ás medidas do PEC e o mesmo se pode dizer de alguns sectores do próprio Partido Socialista.
Diria até que o PEC não agrada a ninguém, incluindo o próprio Governo, pois o PEC surge por força das regras do Pacto de Estabilidade imposto de Bruxelas e as medidas nele contempladas suponho que não foram concebidas em função duma opção inteiramente livre do Governo, mas muito em função de serem ou não do agrado de Bruxelas e das agências internacionais. Suposição que se conforta com a aprovação a este PEC, manifestada quer pela Comissão Europeia, quer pelos organismos internacionais, como a OCDE e  o FMI. As opções do Governo justificam-se, pois, não pela bondade intrínseca das medidas (que não vou discutir) mas pela existência de um verdadeiro estado de necessidade. Por isso, não duvido, que nas actuais circunstâncias, a liberdade deste Governo, ou de qualquer outro que viesse (ou venha a seguir) não terá muito espaço para se exprimir. O futuro o dirá.
E, digam o que disserem as oposições, o estado de necessidade tem a sua origem no "abalozito de terra" da Drª Leite, abalozito que  é mais vulgarmente conhecido pela designação de maior crise económica internacional das últimas décadas. E, senão, compare-se o défice das contas públicas em 2008 (2,6%)  com o de 2009 (9,3%).

terça-feira, 16 de março de 2010

Para não fugir à regra ...

Compreende-se que, face à necessidade de implementação do PEC, devido às exigências de Bruxelas e à pressão dos mercados financeiros, o Governo se tenha visto na obrigação de reduzir o investimento público inicialmente previsto, para diminuir o défice e o endividamento externo.
Sabendo-se, entretanto, que a versão do PEC apresentada em Bruxelas foi bem aceite pela Comissão Europeia e pelo Euro-grupo e bem acolhida pelos organismos internacionais, OCDE incluída, não dá para ver quais as razões que levam o candidato à liderança do PSD, Paulo Rangel, a reclamar o "adiamento do novo aeroporto, da terceira travessia e, eventualmente, do TGV entre Lisboa e Madrid”.
Onde sustenta o candidato laranja as suas opções ? Nalgum estudo ?
Não. Pelo que vejo, apenas na demagogia, como é seu timbre. 

segunda-feira, 8 de março de 2010

O PEC em resumo:

Pelo lado da DESPESA:


CORTE NO INVESTIMENTO PÚBLICO: o peso do investimento público no PIB vai cair de 4,2% em 2009 para 2,9% em 2013.

SALÁRIOS CONGELADOS: os funcionários públicos vão ter aumentos salariais abaixo da inflação até 2013. Idem para os trabalhadores das empresas do Sector Empresarial do Estado (SEE);
APOIOS À ECONOMIA: algumas das medidas anti-crise, como o alargamento do subsídio de desemprego e o subsídio de contratação de jovens, vão ser retiradas já em 2011.


CORTE NAS PRESTAÇÕES SOCIAIS: o Governo vai cortar em 0,5% os gastos com prestações sociais até 2013."

Pelo lado da RECEITA

"NOVO ESCALÃO DE IRS: o Governo cria um novo escalão de IRS de 45% para quem tenha rendimentos anuais superiores a 150 mil euros. A nova taxa será temporária e vai durar até 2013. Estas medidas incidem já sobre os rendimentos obtidos em 2010.


PRIVATIZAÇÕES: Esta será a principal via para reduzir a dívida pública. O Governo prevê um encaixe de 6 mil milhões de euros de receitas."
(Resumo adaptado daqui)
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Estão mexendo no meu e no seu bolso. É verdade, mas o que tem ser, tem muita força. É, não é ?
Ou será que há por aí alguém que ofereça melhor "receita" e mais credível ?