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sexta-feira, 26 de abril de 2013
sábado, 21 de julho de 2012
sexta-feira, 27 de maio de 2011
sábado, 26 de março de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
"A ASCENSÃO DA DEMAGOGIA"
Extractos de um "post" com o título supra, da autoria de José Pacheco Pereira publicado aqui:
(...)
"O Correio da Manhã tem patrocinado uma petição sobre o enriquecimento ilícito, que tem sido assinada por membros do sistema judicial, polícias, magistrados do ministério público, juízes, ou articulistas que têm aparecido publicamente em campanhas contra a corrupção. Como acontece habitualmente com a demagogia, esta iniciativa aponta um problema real: a corrupção que se manifesta pelo súbito e inexplicável enriquecimento de alguns políticos e que provoca um enorme repúdio social. É igualmente verdade que o sistema de justiça tem sido incapaz de a combater e levar os políticos corruptos à prisão, como é desejo de todas as pessoas decentes. Mas já não é líquido que esta ineficácia se deva necessariamente à inexistência de legislação aplicável, mas sim a outros factores, incompetência da investigação, incúria dos magistrados, ou pura e simplesmente promiscuidade entre os meios corruptos da política e os meios judiciais. A permanente condução política dos processos que envolvem políticos, gera a maior das suspeitas sobre a independência dos dois sectores e sobre se há ou não um jogo de cumplicidades mútuas.
O texto da petição do Correio da Manhã é o seguinte: "O titular de cargo político ou equiparado que, durante o período de exercício das suas funções ou nos três anos seguintes à respectiva cessação, adquirir, por si ou por interposta pessoa, quaisquer bens cujo valor esteja em manifesta desproporção com o seu rendimento declarado para efeitos de liquidação do imposto sobre o rendimento de pessoas singulares e com os bens e seu rendimento constantes da declaração, aditamentos e renovações, apresentados no Tribunal Constitucional, nos termos e prazos legalmente estabelecidos, é punido com pena de prisão de 1 a 5 anos. O infractor será isento de pena se for feita prova da proveniência lícita do meio de aquisição dos bens e de que a omissão da sua comunicação ao Tribunal Constitucional se deveu a negligência."
Parece simples, mas não é. Por exemplo, como é que se sabe qual é a “manifesta desproporção” e como é que se impede que esta fórmula genérica não possa ser utilizada para perseguições, vinganças e abusos? Não se impede. E no actual estado de coisas basta saber-se que há uma investigação deste tipo, mesmo que apenas iniciada e depois arquivada, para manchar uma reputação sem qualquer culpa. Basta ler o texto que a seguir cito, oriundo do VIII Congresso dos Juízes Portugueses, assim como declarações avulsas de vários magistrados do Ministério Público, para se perceber que este seria o instrumento ideal para que a selecção dos políticos em democracia fosse feita pelo sistema judicial.
Acresce o problema ainda mais grave que esta petição inverte claramente o ónus da prova e a discussão que se pode ter –mais certeira do que esta petição demagógica – é se a luta contra a corrupção justifica que se restrinjam direitos, liberdades e garantias. Então sim, o debate seria em terreno da democracia, e não no da demagogia."
(...)
"O justicialismo é um dos aspectos mais preocupantes do ascenso da demagogia nos dias de hoje. Não se trata de um fenómeno novo, visto que a sua primeira manifestação, depois do 25 de Abril, foi o conluio objectivo do PGR e de um jornal, o Independente, há alguns anos atrás. Então assistiu-se a um mecanismo de condenação pela imprensa de pessoas que as instâncias judiciais não conseguiram, ou não quiseram, ou não foram capazes, de levar a tribunal e de condenar. Em vez de serem condenados em tribunal eram condenados pela opinião pública através de fugas selectivas oriundas da Procuradoria. Por seu lado, o Independente foi crucial para a criação de um partido populista radical de direita, a versão PP do CDS.
Em Portugal, como em Itália, um grupo de agentes da justiça, magistrados e juízes, usam o justicialismo para ganharem poder político à margem dos mecanismos democráticos. Ao mesmo tempo que o sistema judicial se revela particularmente ineficaz para perseguir corruptos, aspira a ganhar poder político em nome dessa luta contra a corrupção. Por tudo isto não espanta que o VIII Congresso dos Juízes Portugueses fosse apresentado por um texto anunciando, sob a forma de perguntas retóricas, um século XXI como o “século do poder judicial”: “Se o século XIX foi o século do poder legislativo e o século XX o do poder executivo, poderá o século XXI vir a ser o século do poder judicial?”
O texto é curiosamente impregnado por uma retórica esquerdista em que, após “o eclipse de todas as narrativas históricas grandiosas”, ou seja do comunismo, surgiram “democracias descontentes” (?). Esse descontentamento abre caminho para “uma transferência de legitimidade dos poderes legislativo e executivo para o judicial” como uma “exigência de qualidade da própria democracia e da coesão social”. Todo o texto é demasiado revelador, talvez até mais revelador do que os seus signatários pretendiam, daquilo a que se chama um “novo protagonismo político” dos juízes que “corre o risco de se vir a assumir como verdadeiro poder”.
Está tudo dito e o que está dito nada tem a ver com a democracia nem contente, nem descontente."
(Uma vez não são vezes: desta vez, subscrevo.)
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Uma pesada herança
Não tendo obtido, durante as sucessivas inquirições de gente séria, como Henrique Granadeiro, Zeinal Bava e Manuel Polanco, qualquer prova em abono das teses que levaram o PSD e o BE a promover a Comissão de Inquérito ao negócio PT/TVI, Pacheco Pereira (& Cª) não tem pejo em utilizar material que um juiz (de Torto, que não de Direito) indevidamente lhe fez chegar às mãos.
Nada demove o "avassalador" Inquisidor e seus pares. Nem a letra da Constituição, nem a decisão de Mota Amaral, presidente da Comissão e deputado do mesmo partido (o PSD) de não permitir uso das escutas, por considerar, e bem, que em tal matéria há "uma barreira intransponível, pois "as escutas só são legitimamente utilizáveis em processo criminal, o que não é o caso". Decisão que o PSD teve que engolir pois a sua oposição não recolheu o acordo dos demais partidos (PS, BE, CDS e PCP) honra lhes seja.
Isolado na Comissão, o PSD, mesmo assim, não só se permite atropelar a Constituição República, como, num acto de desrespeito pela Comissão e de pura cobardia, ousa proclamar e concluir, pela voz de Pacheco, que "Não temos dúvidas, fundamentadas nos materiais enviados à comissão de inquérito, da existência no ano de 2009 de uma operação política de carácter conspirativo de controlo de órgãos da comunicação social, desenvolvida com conhecimento do primeiro ministro por quadros do PS nas empresas em que o Estado tem participação".
Se falo em cobardia é porque o PSD (e o Pacheco que lhe dá voz) sabem que, ao anunciarem tal conclusão, à margem da Comissão, não correm o risco de ser contraditados pelo visado (José Sócrates) que, ao contrário de Pacheco, não tem conhecimento das escutas, nem a elas tem acesso para as poder infirmar.
E concluo eu: a herança deixada por Manuela Ferreira Leite continua, pelos vistos, a ditar as regras no grupo parlamentar do PSD. E com Pacheco a comandar, bem se pode dizer que o PSD tem ali uma pesada herança.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Fugiu-lhe a boca para a verdade...
«Não está em risco a liberdade de expressão em Portugal». É uma verdade tão óbvia que dispensa confirmação, mas não deixa de ser surpreendente ouvi-la da boca de Pacheco Pereira: aqui.
Já agora que a boca lhe fugiu para a verdade, talvez não seja demasiado pedir-lhe que leve a boa nova ao seu candidato (à presidência do PSD) Paulo Rangel que, ainda há dias, se pronunciou em contrário, num sermão para as moscas, no Parlamento Europeu. Digo para as moscas, porque a sessão, em que elevou a sua voz esganiçada, estava mesmo às moscas.
sábado, 2 de janeiro de 2010
"Abyssus abyssum invocat"
Num raro exercício de "modéstia", José Pacheco Pereira (JPP), ao fazer hoje, no "Público", previsões para o ano de 2010, compara-se ao Professor Karamba ao garantir-nos que em 2010 tudo pode acontecer: "Pode cair o Governo? Pode"; " Pode tudo correr 'normalmente' ? Também pode". É verdade que a "modéstia" do novo professor Karamba não é coisa para durar muito, pois uma dúzia de linhas à frente, as suas absolutas certezas regressam em força para ficarmos a saber que a possibilidade de tudo correr normalmente passa pelo aparecimento de uma direcção do PSD complacente com o PS, direcção que, sob o peso da "responsabilidade" (essa tenebrosa palavra, no dizer do novel cartomante) permitiria que se chegasse a um entendimento entre os dois partidos.
Entendimento que, todavia, no dizer dele, não nos levará a lado nenhum, pois não existe, nem nos partidos, nem na sociedade portuguesa, "qualquer genuína vontade de mudança", e o tempo dos populistas (Santana Lopes, presumo) já passou, pelo que (e aqui regressa, também em força, o profeta da desgraça) só nos resta o destino do Titanic: afundarmo-nos e sem orquestra a tocar (orquestra que no Titanic havia e em Portugal encalhado não há).
No entanto, para Pacheco Pereira, há, ou poderia haver, uma hipótese de salvação que, deduzo, passaria pela manutenção de Manuela Ferreira Leite à frente do PSD, ou pelo aparecimento de "alguém semelhante" (Paulo Rangel, presumo novamente) que lhe tomasse o lugar.
Esta aposta de Pacheco Pereira numa personalidade que, pelas provas dadas, se revelou uma perfeita nulidade política, completamente falha de ideias e cuja agressividade se revelou tão excessiva, quanto inútil, é a cabal demonstração de que Pacheco Pereira, enredado nas suas certezas e no seu fanatismo, vive na mais completa cegueira.
Com tanta catástrofe anunciada por Pacheco Pereira, só nos faltava mais esta! Não é verdade, porém, que, com já diziam os latinos, abyssus abyssum invocat?
(Imagem daqui)domingo, 4 de outubro de 2009
A "Verdade" a que continuamos a ter direito
"Na "Sábado", Pacheco Pereira escreve isto: "Houve alturas em que no interior da sala Manuela Ferreira Leite estava a falar do desemprego, da crise económica, da dívida, etc. e os jornalistas nem sequer se davam ao luxo de entrar e estavam apenas à espera cá fora para perguntar sobre o caso do dia."
Na campanha, aconteceu isto: Manuela Ferreira Leite esteve, de facto, no interior de salas a falar sabe Deus do quê, enquanto os jornalistas aguardavam à porta, por terem a entrada vedada. Aconteceu pelo menos duas vezes. E Se Pacheco se refere aos comícios, mente. Em dois sentidos: primeiro, porque não houve jornalistas que "nem se deram ao luxo de entrar" nessas sessões. Segundo, porque ninguém perguntava nada a MFL no fim dos comícios. Ela não deixava.
Não discuto a inteligência, perspicácia e capacidade de análise de Pacheco Pereira. Mas não posso aceitar que minta ou distorça factos para sustentar as suas teorias da conspiração. Que malhe na classe jornalística, é um direito seu. Mas que o faça com factos reais. Alguém disse "verdade"?
Adriano Nobre, jornalista que acompanhou a campanha do PSD"
Adriano Nobre, jornalista que acompanhou a campanha do PSD"
(Fonte)
O "profeta" na sua terra
"Nas eleições legislativas de 2005, o PSD obteve 28,7% dos votos na vila da Marmeleira, ficando em segundo lugar. O leitor diria que nas eleições legislativas de 2009, sendo José Pacheco Pereira o cabeça de lista pelo distrito de Santarém, o PSD teria um excelente resultado, porventura ultrapassando o PS. Acontece que o leitor está enganado. Pacheco Pereira cometeu a proeza de descer para 23,4%…"
(Fonte)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Pacheco a presidente !
É verdade que o país vive horas tristes ao ser forçado a concluir que Cavaco Silva não é o Presidente de todos os portugueses, pois com a comunicação de ontem, revelou que não passa de um chefe de facção e, ainda por cima, inábil, como se pode concluir pela "estória da carochinha" que nos contou e em que ninguém acreditou. Faço-lhe ainda o favor de crer que nem ele.
Como tristezas não pagam dívidas e convém aliviar o ambiente, seja-me permitido deixar aqui uma sugestão: não será esta uma boa altura para colocar Pacheco Pereira na presidência ?
A ideia é, aparentemente, uma ideia peregrina, mas, a meu ver, não será tanto assim.
Explico-me:
Pacheco Pereira é, de longe, um contador de "estórias" muito superior a Cavaco Silva, pois não só é mais hábil em tecer urdiduras, como tem revelado uma imaginação verdadeiramente prodigiosa, sendo certo que, em matéria de facciosismo, não há em Portugal quem bata o "filósofo da Marmeleira".
Ora, estando nós, pelos vistos, condenados a manter em Belém um contador de "estórias" e chefe de facção, por que não escolher o melhor ?
E quem se atreve a afirmar que o melhor não é, de facto, Pacheco Pereira? Eu não.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
"A senhora exprime-se mal" !
Palavras de Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, referindo-se à Drª Manuela F. Leite.
A senhora exprime-se mal, Pacheco Pereira? Cuidado com o índice de "situacionismo" !
Mais um passo e Pacheco Pereira ainda chega, tal como eu, à conclusão: "A senhora não sabe o que diz".
terça-feira, 30 de junho de 2009
"Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite"
Não vejo razão para Henrique Granadeiro se mostrar tão espantado com as declarações de Manuela Ferreira Leite (MFL) a propósito do caso da entrada da PT na Media Capital, pois "coerência" entre o que o diz e o que faz, não é propriamente o que se pode esperar de MFL (autora da afirmação em título). Afirmação, que, só por si, prova que a independência da comunicação social não está entre as suas preocupações. Em geral e no caso em questão. Bem pelo contrário.
Por isso, mais espantado fico eu com o "carinho" que agora a comunicação social lhe dispensa. Chego a pensar que os jornalistas gostam de ser domesticados. E a verdade é que a senhora até já tem domador de serviço e arena. Pacheco Pereira é o domador. A arena é a SIC.
Adenda:
A "lata" da senhora: Se o PSD fez mal, não devia ter feito. Calma aí que a questão não é tão simples, nem o assunto fica assim arrumado. A senhora não está no confessionário para confessar os pecados e sair de alma limpa. Até porque, pela amostra, o "arrependimento" não é nenhum !
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O Grande Educador da Classe ... Jornalística
Já sabemos ao que vem o novo programa, pois Pacheco Pereira até não pretende enganar ninguém. Ele próprio afirma que "é um programa de opinião sobre aquilo que nos faz ter opinião: a comunicação social, os media, os jornais, as rádios, os blogues, os livros, a televisão” e antecipa que o programa "não tem a preocupação de ser equilibrado nem isento e não será muitas vezes justo”.
Sendo assim, estamos todos de parabéns: os jornalistas que passam a ter um "Grande Educador"; a SIC que, com o Mário Crespo, só tinha um "momento Moura Guedes" e, agora com Pacheco, duplica a dose; e nós todos que vamos ter oportunidade de comprovar até onde chega o "índice de situacionismo" à moda de Pacheco e o seu descaramento.
Tendo em conta as suas próprias palavras, a "coisa" promete!
Post Scriptum:
Ao elaborar este comentário, as novas de que dispunha sobre o novo programa de Pacheco Pereira eram as da notícia para que remete o link supra. Posteriormente, venho a saber que, afinal, o programa já teve, ontem, uma primeira edição. O resumo de algumas opiniões sobre a première pode ser visto aqui.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O baptismo do ano
Luís Filipe Menezes pode não ter sido um bom dirigente partidário, mas merece, sem dúvida, o prémio de melhor padrinho do ano, ao baptizar Pacheco Pereira de "loira do regime".
Apesar da justificação ensaiada por Menezes (lisonjeira, na perspectiva deste), aquele não achou graça ao baptismo, pelos vistos. Fica, assim demonstrado que Pacheco Pereira não só tem fraco poder de encaixe, como não usa do remédio que com frequência recomenda a outros, vítimas de bem maiores agravos.
E como não gostou, Pacheco Pereira nem sequer se ensaiou para retaliar o órgão de comunicação social que serviu de baptistério. O seu conceito de liberdade de imprensa é um tanto unilateral. Nada que não se soubesse já, mas sempre fica o aviso. Se algum dia tiver poder para tanto (longe vá o agoiro) ele tratará de domesticar a comunicação social. Esta que se cuide!
sábado, 11 de abril de 2009
Falando cá com os meus botões...
Que a objectividade em jornalismo é uma ficção, já não é propriamente uma novidade e, para se chegar a tal conclusão, basta pensar que ninguém se consegue despir dos próprios preconceitos por mais que o jornalista (que não é diferente dos restantes mortais) se esforce por ser honesto e objectivo. Isto é o que se pode afirmar em geral, mas quando se entra no domínio da política a objectividade jornalística é manifestamente "mandada às malvas" (com as naturais e louváveis excepções) e a deontologia profissional não chega, na maior parte dos casos, a entrar nas redacções e fica à porta. Se houvesse necessidade de demonstração bastaria o caso Freeport [que já nos proporcionou a leitura, a audição e a visão de tanto boato e insinuação (sem o menor reparo do órgão deontológico)] para provar à saciedade que assim é.
Os jornalistas, quando se trata de questões políticas ou que digam respeito a políticos, comportam-se mais ou menos como os adeptos dos clubes de futebol: a falta marcada contra o clube da simpatia do adepto, para este, nunca existe e a pretensa falta cometida pelo clube adversário e que não foi assinalada é porque o árbitro é cego ou foi comprado. Digamos que a objectividade jornalística, em matéria de política, não anda longe da objectividade clubística, se bem que a afirmação deva ser entendida com a devida dose de "grano salis", como é óbvio. Talvez se justificasse, por isso, para aumentar a credibilidade, que as peças jornalísticas viessem acompanhadas de uma "declaração de interesses" donde constasse a filiação ou a simpatia "clubística" do autor. Tal declaração ajudaria sem dúvida o leitor, ouvinte, ou telespectador, a fazer um juízo de valor sobre a objectividade do que lhe é apresentado.
Há casos, porém, em que tal não é necessário. É o que se passa com José Pacheco Pereira que se apresenta semanalmente no "Público", ao sábado, com a capa de historiador, mas que é mais conhecido como comentador encartado em vários meios de comunicação social e cuja filiação "clubística" já é conhecida e por isso dispensa a tal declaração de interesses.
A crónica que hoje publica a três colunas, ocupando toda a penúltima página, como de resto é normal, é mais um exemplo acabado de falta de objectividade. Todavia, como já se sabe que o autor escreve pro domo sua (ou antes pro dama sua), o leitor tem a possibilidade de atribuir às suas reflexões e conclusões o seu valor real, que, neste caso particular, não é nenhum. Na verdade, que outro valor se pode atribuir à resposta afirmativa por ele dada à interrogação também por ele formulada e que dá o título à crónica "Tem mesmo a certeza de que nos dias de hoje existe um governo em Portugal ?".
Pacheco Pereira é tido como pessoa inteligente, mas crónicas deste tipo, tal o seu excesso, deixar-me-iam na dúvida, se não fosse o facto, por mim tido como assente, de que a filiação "clubística", não só afecta a objectividade do adepto, como, inclusive, leva o adepto a não ter noção da realidade: não vê o que está à vista de toda a gente e, ao invés, vê o que não existe. No caso de Pacheco Pereira esta "doença clubística" é particularmente evidente: por um lado, não se apercebe de um Governo que governa e, pelo contrário, considera como excelente escolha do seu partido (o PSD) a actual líder, a quem presta vassalagem, quando é bem claro (as sondagens o dizem) que a senhora não tem, nem condições, nem credibilidade para desempenhar as funções de primeira-ministra.
Diria até que no caso de Pacheco a "doença" deve ser mesmo grave, pois só assim se explica que ele não veja o que até os adeptos menos "ferrenhos" do "clube" reconhecem e afirmam.
sábado, 14 de março de 2009
PS-1 + PS-2
[José Pacheco Pereira: Uma coligação do PS-1 (Sócrates) com um PS-2 (Alegre) in "Público", edição impressa, de 14-03-2009, citado aqui.]
Na linha do que escrevi aqui, no "post" La donna é mobile.
Pelos vistos, estou, por uma vez, de acordo com Pacheco Pereira.
Acontece!
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
A confirmação da cabala "take" 1
"Aquilo de que José Sócrates foi vítima em 2005? Houve de facto uma "campanhazinha negra", com origem nuns imbecis do meu partido e do PP, a brincar às coisas sérias."
O bem informado e, neste capítulo, insuspeito JPP confirma aqui a existência da cabala. A campanha transformada em "campanhazinha" não limpa a sujeira. O resto é conversa fiada.
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
citações #15
A cruzada (contra José Sócrates) e as duas bitolas de Pacheco Pereira, em O JORNALISMO DE JPP, por Fernanda Câncio.
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