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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Sem vergonha e sem memória

É o mínimo que se pode dizer da direita trauliteira que nos calhou em pouca sorte.
Ora veja:
«(...) Nunca os portugueses pagaram tantos impostos. E, portanto, a desconfiança do cidadão comum tem toda a razão de ser. Acontece que nada disto justifica a campanha trauliteira que, nos últimos dias, vem sendo protagonizada quer por alguns dos assalariados do PSD e do CDS, quer pelos comentadores que gravitam na sua órbita. Em primeiro lugar, por uma questão de memória. Se é verdade que os portugueses nunca pagaram tantos impostos, não é menos que a maior subida da carga fiscal se fez por decisão dos partidos de Direita. Ou já se esqueceram do brutal aumento de impostos provocado pelas mexidas nos escalões e pela sobretaxa de IRS, esse sim, com um efeito devastador para a classe média? Em segundo lugar, por uma questão de vergonha. Ou já se esqueceram que, em vez de procurar tributar o património e a riqueza (como aliás sugeriu o ex-ministro das Finanças do PSD Miguel Cadilhe, esse perigoso marxista), PSD e CDS optaram por cortar salários a eito, por castigar os desempregados e os doentes, por sacar as pensões aos velhos (e só não foram mais fundo porque o Tribunal Constitucional não deixou) e por tentar subir a taxa social única dos trabalhadores para valores pornográficos (e aqui foi o povo na rua que não deixou)?» 
(Rafael Barbosa; "Destrambelhados e trauliteiros". Na íntegra: aqui.)

quinta-feira, 14 de maio de 2015

"Uma reforma amiga da família"

Em crónica, cuja leitura se recomenda, hoje publicada no Jornal de Notícias, Rafael Barbosa escreve que no Portal do Governo se encontra inscrita esta frase: "A reforma do IRS foi um importante passo para reduzir a burocracia e aliviar as famílias, sobretudo as que têm mais encargos. É, sem dúvida, uma reforma amiga da família."
Custa  a acreditar que o governo que ultrapassou todos os antecedentes e todos os limites no que respeita a aumentos de impostos e. designadamente, em sede de IRS, ouse fazer uma tal afirmação, mas a verdade é que, tal como escreve  Rafael Barbosa, a frase estava lá e ainda está, como acabei de confirmar.
Como explicar um tal descaramento? Já se sabe que a vergonha desta pandilha é nenhuma, mas uma afirmação deste teor, sabendo-se que é uma redonda mentira, ultrapassa tudo o que se poderia imaginar. Pela minha parte confesso que só vejo uma explicação: estes farsantes acham que os portugueses são todos parvos e depois de esfolarem os contribuintes, roubarem os funcionários e os pensionistas, ainda se dão ao luxo de rir na cara de todos nós.
E não é que o farsante-mor está mesmo a rir-se na página do portal onde se encontra a dita frase ? 
Não acredita? Veja:

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

"Fiscalidade negra"

«(...)
A fiscalidade verde é o último logro de uma longa série de fábulas e lengalengas que os nossos governantes insistem em derramar sobre as nossas incautas e crédulas cabeças.
(...)
Ou seja, em primeiro lugar não é uma reforma, é meia dúzia de medidas desgarradas para ir buscar receita. Em segundo lugar, esta não é fiscalidade verde, é bem negra, incidindo sobre um bem que já é o mais taxado de todos. 
(...)
A verdade é só uma: o Governo quis dar um bónus eleitoralista em 2015, e inventou mais taxas e taxinhas para cobrir essa menor receita em IRS. Uma reforma verde, uma verdadeira reforma verde, não devia ter "neutralidade fiscal" nestes termos, que demonstra logo à partida qual o seu prosaico objectivo. Eu assumiria melhor o custo acrescido de uma verdadeira reforma, estrutural e de longo prazo, de forma a tornar o nosso país mais sustentável, mesmo que isso me custasse mais. Mas recuso é ser tratado como tolo, por mais papas e bolos, verdes ou de qualquer cor, que nos tentem enfiar pela goela abaixo.»
(Tiago Freire. Na íntegra: aqui)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Como fabricar ricos em menos de 24 horas

OS NOVOS ESCALÕES DE IRS:

Até 7.000€ - 14,5%

Entre 7.000 e 20.000 - 28,5%

Entre 20.000 e 40.000 - 37%

Entre 40.000 e 80.000 - 45%

Mais de 80.000 - 48%
Fonte

A confirmarem-se estes escalões, não há dúvida que os "ricos" aumentaram imenso em Portugal e em menos de 24 horas:
Quem tenha um rendimento mensal à volta de 2800 € é "rico". Quem receba mensalmente 1500 €, para lá caminha e quem tenha um rendimento mensal à volta de 5700 €, é "riquíssimo", pois leva com a taxa máxima de imposto. Para este governo, não há dúvida de que é mesmo. 
Compreende-se, finalmente o porquê das 20 horas de reunião do Conselho de Ministro. Fabricar, dum momento para o outro, tantos milhares de novos ricos não era e não foi tarefa fácil.
Como diria o Marques Mendes, isto é "um ataque à mão armada", embora eu prefira falar de uma "roubalheira descarada".
Felizmente, "mitigada".À moda do Gaspar, Claro!