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terça-feira, 26 de julho de 2016

Passos Coelho, já basta de ofender a inteligência dos portugueses!

Digo eu e diz o Sérgio Figueiredo em crónica publicada no DN sob o título "Vamos falar de responsabilidades..." a propósito da crise bancária, crónica de que respigo os passos que seguem:

«(...) Sem ambiguidades, nem meias palavras, as três tragédias recentes têm três responsáveis bem identificados: o PSD (que tem a responsabilidade ativa); a sua ministra das Finanças (que personifica a arrogância ignorante, ou a ignorância arrogante, tanto faz ...); e o CDS (em cumplicidade silenciosa, porque antes coligado do que morto).

Culpar a geringonça por um buraco de três mil milhões no Banif, por outro tanto na CGD e pelo imbróglio do Novo Banco é ofender a inteligência dos portugueses. Pior: justificar este terramoto na banca nacional com os últimos seis meses é impedir que um dia se esclareça o que quer que seja. Não houve um terramoto financeiro em Portugal, simplesmente o sistema está a ruir por dentro.

Costa, Centeno e companhia são responsáveis por muita coisa(...) Mas não são eles que devem responder pelo fogo que encontraram na tomada de posse. Por isso, não é admissível o papel que Passos Coelho anda a fazer (...). E não é decente a figura de alguns dos seus mentecaptos no Parlamento.»

Parafraseando Cícero, acrescento eu: Até quando, Coelho, abusarás da nossa paciência ? E durante quanto mais tempo teremos que aturar as tuas aldrabices?
(imagem daqui)

sexta-feira, 4 de março de 2016

Ajustamento ? Qual ajustamento?

«O anúncio de que o Novo Banco registou prejuízos de €980,6 milhões em 2015 e que provavelmente só terá lucros em 2017 é estarrecedor. Se um banco, que nasceu com o conta-quilómetros a zero, como anunciou o governador do Banco de Portugal; se um banco que viu o seu passivo expurgado dos ativos tóxicos; se um banco que arrancou com um capital inicial de €4900 milhões, dos quais 3900 milhões garantidos pelos contribuintes; se um banco que no final de 2015 viu retirados das suas responsabilidades mais €1900 milhões de cinco emissões de dívida sénior, que passaram para o BES “mau”; se um banco que tem um presidente emprestado por uma das maiores instituições financeiras europeias, o Lloyds Bank; pois se um banco com todas estas condições, estes apoios e estas redes de proteção mesmo assim consegue apresentar prejuízos de quase mil milhões de euros, anunciados quase com desfastio e como se fosse normal pelo presidente Stock da Cunha, então o problema é muito mais fundo do que se pensava.

E o problema não é apenas o Novo Banco mas, como começa a ser ululantemente óbvio, o sistema financeiro português, onde quatro dos cinco maiores bancos estão a viver situações muito difíceis. (...)

O descalabro da banca portuguesa é o reflexo do descalabro da economia nacional após quatro anos de austeridade e sequelas profundas sobre o tecido produtivo. Perante este quadro, qualquer cidadão se interroga como foi possível os bancos portugueses terem passado por sucessivos testes de stresse conduzidos pelas autoridades europeias, saindo sempre aprovados; e como foi possível o Banco de Portugal garantir sucessivamente que o nosso sistema financeiro era sólido e seguro.

Perante este quadro, qualquer cidadão, que já paga mais de €2500 milhões pelo caso de polícia que foi o BPN, que já encaixou perdas de 2100 milhões com o Banif e que vai pagar provavelmente esses dois valores somados pela resolução do BES e pela venda do Novo Banco, qualquer cidadão, dizia, se interroga sobre quando chegará ao fim este filme de terror. E se ninguém — Juncker, Draghi, Constâncio, Carlos Costa, Passos, Maria Luís — cora de vergonha.

Uma coisa é certa: o descalabro da banca portuguesa é o reflexo do descalabro da economia nacional após quatro anos de austeridade e sequelas profundas sobre o tecido produtivo. E a prova, mais uma, de como o ajustamento foi errado tecnicamente e mal conduzido politicamente.»

(Nicolau Santos: "Banca Nacional: e ninguém cora de vergonha?" in Expresso de 27/02/2016. Fonte, onde o texto pode ser lido na íntegra. Destaque meu.)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A mentira como banalidade

A mentira, durante a (des)governação Passos Coelho/Portas que contou sempre com o beneplácito e a cumplicidade de Cavaco, tornou-se uma banalidade. Ainda que não exactamente por estas palavras, foi este o sentido das declarações proferidas, há pouco, por Arménio Carlos, líder da CGTP, afirmação que ganha nova confirmação e mais elevada consistência se atentarmos no que foi a evolução, durante aquele período, do caso Banif.
A falta de seriedade das autoridades responsáveis pela solução do problema. durante o governo , felizmente, cessante  (o próprio Governo e o Banco de Portugal) fica bem clara perante estas notícias:
Só aldrabões ou também biltres?

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Um desastre em forma de gente

Não bastava a Portas ter abalado, com a sua "demissão irrevogável", a confiança dos "mercados", contribuindo para a subida dos juros da dívida soberana portuguesa. Tinha ainda de dar um forte abanão na confiança depositada na banca portuguesa. Se "Portas colocou poupanças na Alemanha após o resgate", bem podem ele e Passos Coelho garantir a solidez da banca portuguesa que ninguém mais os vai levar a sério a tal respeito.É que há exemplos que valem mais que mil discursos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Um "mãos largas"

Este governo esbulha os contribuintes, em geral, os funcionários públicos e os pensionistas, em particular e, como se sabe, não hesita em cortar a fundo nas prestações sociais, mas, honra lhe seja feita, também consegue ser um "mãos largas". Pelo menos, a crer nesta notícia: Dinheiro dos fundos de pensões da banca servirá para comprar créditos dos bancos a entidades públicas pelo seu valor nominal, pagando caros créditos com pouco valor de mercado. 
Infelizmente, como se vê, o governo de Passos/Coelho é muito selectivo. Só é "mãos largas" quando se trata da banca. Esta, ainda que agradeça, dispensa-se, no entanto, de retribuir:  O crédito concedido pela banca portuguesa às empresas caiu em fevereiro pelo sexto mês consecutivo.