
Pese embora o sucesso da sua viagem, o candidato democrata não tem assegurada a sua eleição como Presidente dos Estados Unidos, pois as sondagens revelam que não dispõe senão de uma ligeira vantagem frente ao candidato republicano, John McCain. Aliás, é o próprio Obama que admite que a popularidade de que goza no estrangeiro lhe pode ser prejudicial, hipótese que já alguns analistas tinham adiantado, ao sublinharem que Obama se arrisca a não alcançar a eleição, se os americanos tiverem a percepção de que Obama é o candidato do mundo e não o candidato da América.
A hipótese não é de afastar, tendo em conta exemplo recente: Bush foi reeleito, tendo como adversário uma personalidade como Al Gore e depois de concluído um primeiro mandato, geralmente tido como pior que mau.
Não seria, pois, motivo de espanto que os americanos viessem a optar, contra a opinião mundial, por uma personalidade que não tem, nem de longe, o carisma, nem a estatura política de Obama.
Seria a infeliz confirmação de que ninguém é profeta na sua terra.
Esperemos que, desta feita, o adágio se não confirme.
(A imagem foi retirada daqui)