Não vou fazer o balanço dos resultados das eleições para o Parlamento Europeu que tiveram lugar no passado dia 25, nem curar de saber das vitórias ou das derrotas, porque independentemente de quais tenham sido os vencedores e os vencidos, a verdade é que a praga que está a destruir o país, diga o Seguro(?) o que quiser, não foi erradicada.
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sexta-feira, 30 de maio de 2014
segunda-feira, 15 de junho de 2009
"Os deuses devem estar loucos"...(I)
Retomo aqui, depois de alguns dias dedicados à "observação dos pássaros", as considerações sobre as eleições europeias, para destacar o quanto foram surpreendentes os resultados e as "vitórias" eleitorais do BE (de que ora trato) e do PSD (que fica para ulterior reflexão).
A primeira surpresa relativamente à votação no BE é o facto de, em termos eleitorais, este partido ter ultrapassado o PCP como terceira força eleitoral (possibilidade que as sondagens já apontavam, salvando assim, pelos mínimos, a honra do convento, já que no mais falharam redondamente) e a segunda o próprio resultado em si.
Sabendo-se que o BE não dispõe, nem da organização, nem da capacidade de mobilização do PCP é, sem dúvida, digno de registo o facto de aquele "bater" este, em termos eleitorais.
Julgo eu que, em boa medida, os resultados destas duas forças políticas são fruto do chamado voto de protesto. Considero, no entanto, que, tendo em conta tal carácter, o BE teve sobre o PCP a vantagem de o voto a seu favor ser isso (voto de protesto) e pouco mais que isso: toda a gente sabe qual o projecto de sociedade que o PCP defende, porque o próprio tem o cuidado (honra lhe seja) de nos esclarecer, ao indicar quais os países que considera empenhados na construção do socialismo, mas duvido que alguém possa dizer, com rigor, qual é o projecto do BE para Portugal. Para quem não queira fazer extrapolações a partir dos partidos que o originaram, o mais que pode dizer é que o projecto político do BE é uma enorme e impenetrável nebulosa.
Este aspecto parece-me essencial para compreender o voto no BE: aos eleitores não agradam as dificuldades actuais e não curam de saber (até porque isso implica algum trabalho de reflexão) se as causas da actual situação são internas ou externas. Logo, opta-se pelo mais fácil: protesta-se, votando em quem, fazendo coro com os protestos, menos problemas de "consciência" levanta, porque o voto no BE (ao contrário do voto no PCP) não é uma opção em termos de projecto político concreto. O facto de o BE se assumir tão só como um partido de contrapoder, recusando responsabilidades no plano da governação, é mais uma ajuda no mesmo sentido.
Diria, pois, que o voto no BE, nestas eleições europeias (ao contrário do voto no PCP) foi um voto fácil. E, pelas mesmas razões, volátil.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Arrogância a mais ...
Que o PSD foi o partido vencedor das eleições europeias é um facto e reconhecê-lo é obrigação de qualquer democrata. Tal não significa, no entanto, que assista ao PSD qualquer legitimidade para, na sequência de tal vitória, vir, uma vez mais, exigir que o Governo se abstenha de tomar decisões, como se a sua legitimidade se tivesse esgotado com estas eleições. Tal exigência não é legal, nem constitucional: as eleições realizadas ontem foram eleições para o Parlamento Europeu e não para a Assembleia da República de cuja composição resulta a formação do Governo. Enquanto Manuela Ferreira Leite (ou alguém por ela) não se submeter a sufrágio, em eleições legislativas, o PSD não conta com mais deputados na Assembleia da República do que os que já tinha, continuando, por isso, em minoria e, de acordo com as regras constitucionais, é como tal que terá de intervir na vida política. Constitucionalmente, com esta vitória do PSD, nem a actual maioria parlamentar ficou enfraquecida, nem os partidos vencedores viram a sua posição reforçada. Não subsiste, pois, do ponto de vista constitucional, qualquer dúvida sobre legitimidade do actual Governo nem sobre a sua capacidade para o pleno exercício da acção governativa. Sobre esse exercício se pronunciarão os cidadãos na altura própria e dirão de sua justiça.
Até lá, o PSD tem todo o direito de se regozijar e de festejar a sua vitória e de tirar todo o proveito dela, se o conseguir. O que não pode é fazer exigências que a lei lhe não consente. Proceder de tal forma é, no mínimo, revelador de um espírito pouco democrático. E, já agora, diga-se, arrogância a mais, face à modéstia dos números: contando o PSD com 31,68 % dos votos(menos de um terço dos votantes) num universo constituído por cerca de um terço dos eleitores inscritos, tal significa que o PSD recebeu o apoio da nona parte do eleitorado, se a minha matemática não falha. Não parece ser caso para grande embandeirar em arco! Acho eu.
(reeditada)
domingo, 7 de junho de 2009
Um discurso que se saúda
Ao assumir, por esta forma e sem sofismas, a derrota do PS, nas eleições europeias hoje realizadas, José Sócrates rompe com a tradição seguida pela classe política, que, por regra, tenta, por todos os meios e invocando os argumentos mais inesperados, escamotear os seus desastres eleitorais. É uma atitude que se saúda, pois a política deve, antes de tudo o mais, ser feita com verdade.
Como se saúda igualmente a sua determinação (bem manifestada nas suas palavras ao garantir que "estes resultados em nada diminuem a determinação do PS para estar à altura das suas responsabilidades na governação do país") e o seu ânimo (ao declarar que "os resultados destas eleições europeias tornam a nossa tarefa para as próximas eleições legislativas mais exigente e mais difícil, mas isso só reforça o nosso ânimo e a nossa vontade para uma preparação vitoriosa").
Assim é que é falar! Eia, pois !
Até ao lavar dos cestos é vindima...
Há que reconhecer, face aos resultados que se anunciam, que o PS é o perdedor destas eleições europeias e que o PSD e o BE são os vencedores. Daí a proclamar que estamos perante uma "grande vitória" do PSD vai um passo que não é legítimo dar, não só porque o não é, face aos números adiantados, mas também porque quem foi a votos não foi a líder do partido (convenientemente apagada durante toda a campanha) mas sim Paulo Rangel que, pese embora o facto de não ser figura do meu particular agrado, como é manifesto, face ao que aqui se tem escrito, parece ter "caído no goto" do eleitorado, o que prova que, em matéria de "gostos" o meu critério não é muito de fiar.
Seja como for, o que não é possível é questionar a decisão do eleitorado. Assim sendo, dêem-se os parabéns aos vencedores, como é próprio de democratas e toca a partir para as refregas eleitorais que se avizinham, sem perda de ânimo, até porque "até ao lavar dos cestos é vindima" e esta só chega lá para o fim do verão que, por sinal, ainda nem começou.
E termino esta "reza", com a aceitação do veredicto popular, dizendo o indispensável: Amen !
CIDADÃOS e cidadãos
Sou contra o voto obrigatório, porque o voto, antes de ser um dever (que também é) é um direito que o cidadão pode exercer ou não, no uso da sua liberdade. Todavia, quando, por um lado, constato que às 12,00 horas de hoje apenas haviam votado 11,8 por cento dos eleitores inscritos (em comparação com os 14,2 por cento verificados nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, em 2004) e quando verifico, por outro lado, que há eleitores como Tomás Vasques e outros, que conheço, que, para votarem, têm de percorrer 600 km ou mais, sou levado a concluir que há CIDADÃOS e cidadãos, pois que, se é verdade que a cidadania não se esgota em votar no dia das eleições, certo é também que o voto é, sem dúvida, a mais genuína forma de exercício de cidadania, porque é também o modo mais livre de cada cidadão manifestar a sua vontade e de exprimir o seu pensar.
sábado, 6 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Eleições europeias 2009 (Sondagens)
PS: 36,0%
PSD: 31,9%
BE: 10,1%
CDU: 9,0%
CDS-PP: 6,1?
OBN: 6,9%
Tanto o PS como o BE são os dois únicos partidos que nesta última sondagem, fazendo a comparação com uma outra efectuada pela mesma empresa, conseguem subir as respectivas votações – 1,3 por cento para o BE e 0,5 por cento para o PS. Todos os restantes partidos, ainda face ao anterior levantamento, baixam os seus resultados. O mais prejudicado será o PSD, com um decréscimo de 0,6 pontos percentuais.
(*realizada pela Eurosondagem, nos dias 31 de Maio, 1 e 2 de Junho de 2009, com base em entrevistas directas e pessoais, com voto recolhido em urna)
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Eleições europeias 2009 (Sondagem Aximage)
Sondagem Aximage/Correio da Manhã realizada entre 1-4 Junho:
Intenção de Participação:
Votantes - 34,7%
Abstenção - 65,3
Abstenção - 65,3
Intenções de voto:
PS: 36,2%
PSD: 30,9%
BE: 10,2%
CDU: 10,1%
CDS-PP: 5,0%
PS: 36,2%
PSD: 30,9%
BE: 10,2%
CDU: 10,1%
CDS-PP: 5,0%
Fontes: Margens de erro; Correio da Manhã
Eleições europeias 2009 (Sondagem CESOP)
Sondagem da CESOP para o Diário de Noticias, Antena 1, RTP e Jornal de Notícias, realizada entre os dias 30 de Maio e 2 de Junho: (simulação de voto em urna)
PS: 34%
PSD: 32%
CDU: 11%
BE: 9%
CDS-PP: 4%
MEP: 2%
PCTP-MRPP: 1%
Outros: 3%
Brancos e nulos: 4%
De acordo com esta sondagem a distribuição dos eurodeputados far-se-ia pela forma seguinte: PS - 9; PSD - 8; CDU - 2; BE - 2; CDS-PP - 1 .
quarta-feira, 3 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
No mínimo: um pouco de seriedade...
A criação de um novo sistema de recursos baseado num imposto já cobrado nos Estados-membros sem aumento da carga fiscal, defendida por Vital Moreira não constitui, afinal, nenhuma novidade, pois tal possibilidade foi objecto de um relatório do Parlamento Europeu (relatório Lamassoure) aprovado em 2007 com os votos favoráveis dos eurodeputados do PSD e do PS.
Todo o alarido levantado a propósito do lançamento do debate sobre este tema, em particular, pelo estridente candidato do PSD às eleições europeias, revela-nos a pouca elevação com que esta campanha está a ser realizada por parte de alguns intervenientes, designadamente pelo PSD que opta pelo foguetório em vez privilegiar o debate das ideias e das propostas, como seria legítimo esperar. Mas revela também, do mesmo passo, a pouca seriedade (política) do candidato Paulo Rangel, pois faço-lhe o favor de supor que ele não ignorava a existência do citado relatório, nem o sentido do voto dos seus companheiros de partido. Tendo ouvido falar em "imposto" ainda que sem aumento da carga fiscal (pormenor que passa em claro), toca de aproveitar a aversão do eleitorado a tudo o que cheire a imposto e vá de cavalgar o tema para se lançar num novo ataque destemperado e gratuito contra Vital Moreira e contra o PS.
Não sendo Paulo Rangel virgem neste tipo de procedimento, pois continua a lançar sobre o primeiro-ministro a acusação de querer fugir aos debates parlamentares, sabendo ele que tal acusação não tem qualquer fundamento, pois já reconheceu que a suspensão dos debates durante a campanha eleitoral foi objecto de um consenso entre os partidos (incluindo o liderado por ele) a sua reincidência neste tipo de comportamento leva-me a concluir que Paulo Rangel é um político pouco sério e não merece credibilidade.
No entanto, segundo parece, o seu discurso tem recebido fartos aplausos por parte da direita, o que, em boa verdade, não admira: é aí o seu lugar e essa até é (veja-se a foto) a sua pose! Que fique, pois, em tão "excelente companhia". Mais não merece!
(reeditada)
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Mais um "empate técnico"
Sondagem Correio da Manhã/Aximage (18-22 Maio)
INQUIRIDOS
Total dos inquiridos: 1200
Votantes: 35,3%
Abstenção: 64,7%
INTENÇÃO DE VOTO
PS - 38,0%
PSD - 31,1%
BE - 8,5%
PCP - 7,9%
CDS-PP - 6,3%
OBN - 2,8%
Indecisos - 5,4%
DINÂMICA DA VITÓRIA
Qual é o partido que vai ganhar as próximas eleições Europeias?
PS - 49,1%
PSD - 25,5%
Outro partido - 1,6%
Sem Opinião - 23,8%.
Comentário da casa:
Mais um "empate técnico" à moda do Dr. Paulo Rangel !...
INQUIRIDOS
Total dos inquiridos: 1200
Votantes: 35,3%
Abstenção: 64,7%
INTENÇÃO DE VOTO
PS - 38,0%
PSD - 31,1%
BE - 8,5%
PCP - 7,9%
CDS-PP - 6,3%
OBN - 2,8%
Indecisos - 5,4%
DINÂMICA DA VITÓRIA
Qual é o partido que vai ganhar as próximas eleições Europeias?
PS - 49,1%
PSD - 25,5%
Outro partido - 1,6%
Sem Opinião - 23,8%.
Comentário da casa:
Mais um "empate técnico" à moda do Dr. Paulo Rangel !...
terça-feira, 26 de maio de 2009
A Madeira já é independente ?
Paulo Rangel, disse hoje que o seu partido é o único a colocar em lugar elegível um deputado pela Região Autónoma da Madeira.
E daí ? Pergunto eu, atónito. Será que nestas eleições há mais que um círculo eleitoral? Ou a Madeira já é independente ?
E daí ? Pergunto eu, atónito. Será que nestas eleições há mais que um círculo eleitoral? Ou a Madeira já é independente ?
E já agora, ainda que mal pergunte: Quantos são, por exemplo, os deputados elegíveis por Trás-os-Montes, Beiras, Alentejo e Algarve, na lista do PSD? Ou, para o PSD, uns são mais que os outros ?
Ora, aqui está algo que o candidato Paulo Rangel podia esclarecer e eu agradecia.
Eu sei que posso esperar sentado pelas respostas, porque também sei que no PSD não falta gente (Rangel é só mais um) que esteja sempre disposta a curvar a cerviz perante o "Napoleão" da ilha.
(reeditada)
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Do estilo bolorento ao fraco compromisso com a verdade
Receio bem que, muito por "mérito" do cabeça de lista do PSD às eleições europeias, a campanha ora iniciada (a continuar o tom até agora ouvido na pre-campanha) se transforme num simples exercício de retórica balofa que, pelo caminho que as coisas levam, vai certamente redundar numa abstenção recorde, dado que, em vez de esclarecimento, os candidatos, com honrosas excepções, entretêm-se num "diz tu direi eu" que só serve para os descredibilizar.
Digo que, em boa medida, tal situação se deve a Paulo Rangel, porque foi ele a desencadear as hostilidades, através de um discurso que prima tanto pelo estilo de chicana, como pela ausência de propostas, como ainda pelo fraco compromisso com a verdade.
A sua actuação ao nível da chicana nem carece de demonstração, tantas são as afirmações que o candidato tem feito, onde não passa desse nível. Reconhece-se que a sua "performance" tem êxito junto da plateia de convertidos, pois o candidato, a esse nível, tem "lábia" mais que suficiente, se bem que todo o seu estilo seja um tanto antiquado, mais tipo anos 50, meados de 60.
Já quanto à falta de propostas, é o próprio a confirmá-lo quando afirma que as suas "propostas não estão escondidas, estão, aliás, expostas aí nos cartazes”. Bom, se as suas propostas são essas, então temos de convir que elas se reduzem à proclamação de que a sua candidatura é" porta-voz do interesse nacional", expressão que prova que o seu longo estágio no CDS-PP, não foi em vão, arriscando-se mesmo a ultrapassar o partido de origem pela direita. (Paulo Portas que se cuide!)
O fraco compromisso do candidato com a verdade resulta claro para quem o ouve a toda a hora dizer que o primeiro-ministro foge dos debates parlamentares quando é sabido que foi por obra e graça do PS que tais debates foram instituídos regimentalmente e levados à prática e que a temporária suspensão dos debates durante a campanha eleitoral resultou de um consenso em que o seu próprio partido participou, como já, a contragosto, teve que admitir. Não obstante, não passa dia em que em que não regresse ao tema, sinal da pouca vergonha que tem em faltar à verdade. Contenta-se, pelos vistos, com a verdade de papel que por aí anda nos cartazes do seu partido. Conclusão a que sou forçado a chegar, pois, embora se saiba já que Rangel anda a tal ponto desmemoriado que já não sabe se se inscreveu ou não como militante do CDS, não acredito que a sua falta de memória tenha chegado ao ponto de esquecer hoje o que afirmou ontem. Seria falta de memória a mais e que até o desqualificaria como candidato.
Se os outros candidatos quiserem fazer uma campanha esclarecedora e motivadora da participação dos eleitores e se Rangel persistir nesta via, como vem anunciando, àqueles não resta outro caminho: deixar o cabeça-de-lista do PSD a falar para as paredes. Pode ser que estas o ouçam e através do eco lhe respondam. Como o cavalheiro gosta tanto de se ouvir, talvez isso lhe baste!
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