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sábado, 23 de julho de 2016

Perigoso como nunca. O mundo

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O fenómeno Trump dá que pensar. Como é evidente, nada o qualifica para um lugar de tamanha responsabilidade: não tem experiência política, não tem um pensamento minimamente estruturado e não revela possuir sequer aquele mínimo de bom senso que se recomenda para quem vai ter na mão o poder de usar armas nucleares. Todavia, Trump aí está: derrotou todos os seus (medíocres) adversários internos, obteve um número recorde de votos nas eleições primárias, encerrou a Convenção de Cleveland com um discurso eficaz dirigido ao coração do povo norte-americano (quase apagando os muitos incidentes ocorridos ao longo da Convenção, desde o discurso plagiado pela mulher até às ausências dos mais notáveis republicanos e à corajosa dissidência de Ted Cruz) e, pior ainda, vem recuperando de forma consistente nas sondagens a ponto de já ninguém considerar a sua vitória contra Hillary Clinton como algo do domínio do impossível.

O fenómeno Trump diz-nos quatro coisas essenciais. Primeiro, o ambiente mediático das sociedades modernas está a tornar a democracia uma presa fácil dos populismos mais primários. Segundo, o sentimento de insegurança das populações e o descontentamento popular com o agravamento das desigualdades nestes tempos de globalização são um terreno fértil para as lógicas antidemocráticas que se escondem por trás dos discursos ditos "antissistema". Terceiro, é preciso o Partido Republicano ter descido muito baixo para consentir na sua captura por uma deriva securitária e protecionista tão frontalmente contrária ao valor da liberdade, desde sempre inscrito na sua matriz. Quarto, as coisas são como são: perante um candidato que anuncia uma política externa e militar claramente aventureira, uma política fiscal e comercial notoriamente irresponsável e uma política de imigração perigosamente incendiária, é tempo da democracia americana cerrar fileiras contra Trump. Não pode haver hesitação: a democracia precisa de dar uma resposta forte, em legítima defesa. Oxalá o faça antes que seja tarde demais.»
(Pedro Silva Pereira; "Trump e a democracia na América". Na íntegra: aqui)
(Imagem daqui)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Símbolos trocados


Nos Estados Unidos, o símbolo do Partido Democrata é o "Burro", mas, a cada nova eleição, torna-se cada vez mais claro que os símbolos dos partidos nos States, andam trocados. Em particular, nas eleições presidenciais agendadas para este ano, não há dúvida de que se alguém tinha  todo o direito de andar com o símbolo do burro estampado na testa era o candidato do Partido Republicano  Mitt Romney.
Já não é a primeira vez que da boca lhe sai uma "burrice", mas esta é mesmo de bradar aos céus. Digo bradar aos céus porque estamos a falar de aviões. "Quando há um incêndio num avião, não há sítio para fugir. E não é possível fazer entrar oxigénio no avião porque as janelas não abrem. Não sei por que é que eles não fazem isso. É um problema sério. É muito perigoso"; disse o candidato
Não digo que o deixem fazer a experiência de viajar de avião com a janela aberta, porque acabava por não aprender nada com ela. O que digo é que o Partido Republicano tem dedo para escolher candidatos estúpidos. Este está, sem dúvida, à altura de George W. Bush, se é que o não supera.
Afinal, leio agora, as afirmações de Romney, foram uma piada. Teriam sido?  Na dúvida, o burro fica.
(Reeditado)
(ilustração daqui)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Uma palavra de apreço para John McCain

Nunca apreciei a expressão Vae victis (Ai dos vencidos) pela razão simples de que há vencidos que não saem diminuídos da derrota, como é o caso particular do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain.
Que não era injustificada a fama de herói nacional e de político respeitado de que gozava, demonstrou-o John McCain com o discurso em que reconheceu a sua derrota na corrida à Casa Branca. John McCain é um senhor, há que reconhecê-lo.
E há também que dizer que uma boa parte dos seus apoiantes não o mereciam como candidato. É o que legitimamente se pode deduzir das vaias com que o seu discurso foi interrompido quando, com palavras dignas de um verdadeiro democrata, se referiu ao seu opositor, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.
John McCain sai ferido desta peleja eleitoral mas não derrubado, pois demonstrou que é um homem com grandeza. Honra lhe seja feita!
(Imagem daqui)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Bons augúrios !

Nas duas assembleias de voto em que já fecharam as urnas, Dixville Notch e Hart's Location, povoações do Estado de New Hampshire, Barack Obama, venceu o escrutínio, por 15 votos a seu favor contra 6 a favor McCain, na primeira daquelas localidades e por 17 contra 10 na segunda.
Os números em si nada significam, como é óbvio. No entanto, o facto de, em anteriores eleições, terem saído vencedores os candidatos republicanos já tem alguma relevância. Seja como for, são bons indícios que servem para alimentar a esperança dos que anseiam por uma vitória de Obama.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Um dia histórico ?

Enquanto Obama e McCain queimam os últimos cartuchos, visitando aquele a Florida, a Carolina do Norte e a Virgínia e deslocando-se John McCain a sete estados, indo da Florida até ao Arizona, os quadros na coluna da direita, com as últimas sondagens disponibilizadas pelo "Le Monde", apontam para uma vitória de Barack Obama nas eleições de amanhã, dia que, se se confirmarem as previsões, como espero, se tornará, por consabidas razões, um dia histórico. Cá estaremos para o celebrar! I hope!
Actualização: Anuncia-se, entretanto, que Obama amplia a vantagem sobre McCain nas últimas horas de campanha. Boas novas !

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sondagens: Obama continua na frente


"El candidato demócrata a las elecciones a la presidencia de EE UU, Barack Obama, mantiene la ventaja sobre su rival republicano John McCain, según la última encuesta del Centro Pew, que lo coloca 14 puntos por delante a dos semanas de las elecciones -que se celebran el 4 de noviembre-. El sondeo, divulgado hoy, otorga al senador por Illinois un 52% del respaldo popular frente a un 38% de McCain.

Otro sondeo, publicado también hoy por la firma Zogby, confirma la tendencia ascendente a favor del demócrata de cara a la cita con las urnas. Zogby da a Obama ocho puntos de ventaja, el 50 frente al 42% de McCain.
Según el sondeo telefónico efectuado por Pew -2.599 votantes estadounidenses entre el 16 y el 19 de octubre con un margen de error del 2,5%-, la sólida ventaja de Obama refleja una mayor confianza en él. Más votantes lo ven "mejor preparado" y ás "centrado" que hace un mes. El candidato demócrata inspira, además, mayor confianza que antes de los tres debates con McCain en aspectos clave como Irak y el terrorismo.
Pero lo más relevante es que Obama es percibido como el candidato más capaz -por un margen del 53 frente al 32%- de mejorar las condiciones económicas en EE UU, que atraviesa la peor crisis desde el Crack del 29. Ahora bien, la pérdida de confianza en McCain se perfila como el factor más significativo en la carrera electoral en este momento. Y lo mismo sucede con la confianza. Desde septiembre se ha reducido el número de votantes que ven a McCain como un político capaz de generar expectativas positivas (el 37% ahora y el 43% hace un mes); un 71% de los consultados, por el contrario, piensa que Obama sí es un líder capaz de motivar."
(Extraído de El País.com)

E já sorri, noto eu !
(Imagem daqui)