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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Regressos e outros "sucessos"

Portugal "regressou aos mercados", um "sucesso", no dizer de banqueiros, governantes, jornalistas, comentadores, farsantes e outros meliantes. Cumpre, no entanto, salientar que há, entre jornalistas e comentadores, honrosas  excepções, pois nem todos se vendem por lentilhas feijões.
No que respeita a "sucessos" há, porém, outros "regressos"  que convém lembrar.
Pois não é verdade que centenas de milhares de portugueses estão de regresso aos caminhos da emigração, porque na terra onde nasceram falta o pão?
E não haverá quem esteja a regressar à "sopa dos pobres", não faltando até quem, pela primeira vez, nela se veja forçado a ingressar?
E que dizer das pessoas idosas albergadas em lares e noutras instituições de acolhimento forçadas a regressar as suas casas ou a casas de familiares, porque as suas magras pensões são indispensáveis ao equilíbrio da débil economia  dos respectivos agregados familiares?
E também não é verdade que milhares de emigrantes que pensavam ter encontrado em Portugal a terra prometida, estão de regresso às  origens, porque em Portugal se acabou o "leite e o mel?

Mas se há "regressos" também há "não-regressos" a ter em conta como bons indicadores de "sucesso".
Há, por exemplo, centenas de milhares de desempregados que não conseguem regressar ao trabalho;
Há (outro exemplo) milhares de portugueses que são despejados na rua, impedidos de regressar a casa, porque esta deixou de ser sua. 
Entre regressos e não-regressos não faltam motivos para que este governo possa reivindicar "sucessos" e mais "sucessos".

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

É muita gente junta




"Censos desvendam dado que já peca por defeito. Há cada vez mais pessoas a deixar o lar por falta de dinheiro. Em Portugal, há 450 mil famílias a viver em casas sobrelotadas, cem mil das quais com duas ou mais de três divisões em falta."

Como digo, em título, é muita gente junta e mais um sinal da miséria e da pobreza que não cessam de aumentar à medida que os dias passam com este (des)governo em funções.
(citação e imagem daqui)