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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Os anéis de Saturno


"Saturno a perder os anéis" só pode ter uma explicação: com o mesmo grau de certeza com que, designadamente, Marcelo e Cristas, nos garantem, a propósito de tudo e de nada, também eu afianço que, neste caso e uma vez mais, "o Estado falhou". E tratando-se de tão espectaculares anéis, sinto-me perfeitamente à vontade para proclamar que falhou clamorosamente.

(imagem daqui)

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Que gente complicada !

 
Igreja Fruto da Oliveira ? Será que esta gente não sabe que o fruto da oliveira  tem o nome  de azeitona?  Se sabe, como é suposto,  para quê complicar o que é simples ?  Qual o problema em optar pela designação bem mais esclarecedora de "Igreja da Azeitona"?
O fruto da oliveira gostará, imagino eu, que o tratem pelo seu próprio nome.  Ou será que não? Quem sabe?

domingo, 18 de março de 2018

Fábula da rã que queria ser boi

Em nova versão, em homenagem a Assunção Cristas, aspirante a líder do "centro-direita" e  a futura  primeira-ministra.
(Na imagem:  Cartoon de António, com o título "O efeito do crescimento", publicado no "Expresso" de 17 - Março - 2018 - edição impressa)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Luta livre

O evento foi anunciado como sendo um debate entre os candidatos à presidência do PSD (Rui Rio e Pedro Santana Lopes) e que iria ter lugar perante as câmaras da RTP.
O encontro realizou-se efectivamente, conforme fora anunciado, só que as  expectativas dos espectadores foram completamente logradas: em vez de assistir a um confronto de ideias entre dois candidatos à liderança dum partido político, a audiência foi "presenteada" com um combate de luta livre. E, por sinal, um péssimo combate, onde (hélas!) nem a actuação do "árbitro" se aproveitou.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

"Desinformação, calúnia e difamação"

Para fazer estas afirmações ( "Que não se caia no maior pecado da comunicação: a desinformação, dizendo apenas uma parte, a calúnia, que é sensacionalista, ou a difamação, procurando coisas já ultrapassadas, antigas, e trazendo-as à atualidade. Estes são pecados gravíssimos, que destroem o coração do jornalista e das pessoas") o Papa Francisco anda a ler, a ver e a ouvir a comunicação social portuguesa, concluo eu.
E daí talvez não, pois o Papa Francisco não chegou a referir-se a notícias mentirosas que é coisa muito em voga por cá.
(Imagem e notícia daqui)
(reeditado)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

"Pedaços de asno"

« (...)Um bom ministro das Finanças, como sabemos, nota-se pelo falar lennntooo, nunca pelo sorriso de parvo. Mas, sendo nós gente educada, nunca ninguém fez saber a Mário Centeno que ele tinha sorriso de parvo. Passos Coelho, da primeira vez que o ouviu no Parlamento, ficou com os ombros numa tremideira de riso contido pelo sorriso parvo do outro, mas lá se aguentou. E foi então que uma notícia absurda, mais que fake news, surgiu: Centeno era candidato a presidente do Eurogrupo!!! José Gomes Ferreira topou o desconchavo: "Sendo que este assunto só é notícia em Portugal porque é que só o governo fala disto?" Não liguem à falta de lógica, mas reparem no legítimo desprezo pelo sorriso parvo. Mas foi o candeia nacional Marques Mendes que nos iluminou. Centeno no Eurogrupo? "Mentira de 1.º de Abril... Campanha de autopromoção... É o seu ego... A sua vaidade... Está deslumbrado... Inchado... Muito inchado... Não há uma única alma lá fora que fale de Centeno... É um bocadinho ridículo uma pessoa assim a oferecer-se..." Ontem, Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo. O que vai fazer amanhã? Não sei. Mas ontem soube o significado do sorriso parvo: esteve sempre a rir-se dos pedaços de asno
(Ferreira Fernandes: "O sorriso de parvo de Centeno". Na íntegra: aqui.)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

João Miguel Tavares, humorista?

"Não se enganem: aquilo que ficámos a conhecer não foi a acusação de José Sócrates, mas a acusação de um regime inteiro. " 
(...)
"Contudo, o julgamento que se aproxima não pode esgotar-se nele. É sobre Sócrates, sobre Salgado, sobre Vara, sobre Bava, sobre Bataglia, e sobre um regime construído por inúmeros ex-socratistas, que agora saem de cena na esperança de que esqueçamos o papel que desempenharem [sic] ao longo dos anos. Eu não esqueço. Aqui estarei para lembrar que Sócrates não ascendeu sozinho, não governou sozinho e, acima de tudo, não merece cair sozinho."
Que o caso se presta a tratamento humorístico não sofre dúvida, visto que o "Imprensa Falsa " também elaborou uma piada sobre o tema: "Operação Marquês: Jovens que receberam computadores Magalhães também vão ser acusados". Não garanto. porém, que a intenção de João Miguel Tavares tenha sido a de fazer humor. Porém, se excluirmos a hipótese de  estarmos perante  uma tirada humorística, então  a crónica donde respiguei os extractos supra, ao ir tão longe ao ponto de englobar na acusação "um regime inteiro", só pode ser vista como resultado de súbita alucinação. Temporária, espero.
(imagem e citações daqui

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O complexo da rã no CDS

Durante o último debate quinzenal, no Parlamento, Jerónimo de Sousa dirigindo-se à líder do CDS-PP, que, de tão emproada com o resultado obtido na eleição para a Câmara Municipal de Lisboa, ainda se arrisca a rebentar pelas costuras, lembrou-lhe, com toda a propriedade, a fábula da rã que que queria ser boi.
Ao que parece, no CDS, a mania das grandezas não está a afectar apenas Assunção Cristas. De facto, João de Almeida, porta-voz do partido (que, não contando com as coligações, não obteve mais que 2,60% dos votos nas recentes eleições autárquicas) também já se sente com força para afirmar que o seu partido se deve assumir como alternativa ao PS.
"Com o sentimento de responsabilidade que temos, com a elevada fasquia que resulta desse resultado eleitoral, entendemos que o CDS se deve assumir como alternativa a esta governação, deve querer, e quer, representar todos aqueles que não se reveem nesta governação do PS, apoiada pelo BE e pelo PCP"- assim falou o porta-voz (na imagem).
Convém lembrar a um João de Almeida a pôr-se em bicos de pés que o complexo da rã que queria ser boi afecta igualmente outros batráquios e que idênticos são riscos: de tanto incharem, a rã e demais batráquios acabam por estoirar.
(Foto: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA. Daqui)

domingo, 17 de setembro de 2017

O azar do senhor Faria

É fatal como o destino: mal surgem notícias dando conta do bom andamento da economia portuguesa, logo aparece um senhor garantindo que ele faria melhor. 
De facto, de cada vez que o INE publica dados revelando que o PIB está a crescer acima de todas a previsões, o tal senhor faz questão de vir afirmar que, com um governo liderado por ele (que, não por acaso, foi o primeiro e, até agora, único ex-governante a deixar o país mais pobre do que quando assumiu funções) a economia do país estaria a crescer a um ritmo muito mais acelerado. 
A mesma atitude tomou agora ao ser anunciada a decisão da Standard and Poor"s de rever em alta a classificação da dívida pública portuguesa, retirando-a da notação equivalente a "lixo". Com ele a governar, diz o senhor Pedro Passos Coelho Faria, a saída  de "lixo" teria ocorrido há muito mais tempo.
Sabe-se que o sujeito é muito dado a "visões". É um facto reconhecido desde que passou, contra a evidência de todos os indicadores, a fazer sucessivos anúncios sobre a iminente chegada do diabo (que, pelos vistos, tem feito questão de lhe trocar as voltas). Perante o falhanço das suas "visões" a credibilidade do sujeito caiu a pique, como é natural. Porém, o problema que o aflige agora e o afligirá no futuro não é apenas esse, nem o mais grave. O maior azar do senhor Pedro Passos Coelho  Faria é que as pessoas "lembram-se que esse melhor [que ele faria] era a continuação de uma austeridade bem mais forte".
(imagem daqui)

sábado, 16 de setembro de 2017

Um pândego!

Passos Coelho assumiu, de vez, o papel de pândego de serviço. A forma como reagiu ao anúncio da subida da notação financeira atribuída pela Standard and Poor's à dívida pública portuguesa é a prova definitiva de que o líder do PSD faz questão de nos divertir com as suas pilhérias. Senão, vejamos:
Espremendo as declarações que proferiu a tal propósito, chega-se à conclusão de que para Passos Coelho todo o mérito cabe ao governo que ele liderou, o que é, evidentemente, um disparate. De facto só seria possível explicar o facto insólito de a subida do "rating" da República só ter ocorrido passados cerca de dois anos após da queda do seu governo, se se partisse da consideração de que as agências de "rating" são dominadas por  autênticas "lesmas" que, para darem um passo em frente, levassem séculos anos, consideração que, além de absurda, sabemo-lo todos, não colhe, porque as agências de notação financeira já deram abundantes provas de que são lépidas a alterar as notações que atribuem. O próprio Passos Coelho pode dar explicações sobre a matéria, pois foi durante o seu governo que a dívida pública portuguesa "ganhou" a classificação de "lixo". Com o que, na altura, por certo, não contava.
Assim sendo, e com isto remato, as declarações do líder do PSD só fazem sentido se se aceitar que Passos Coelho já não tem outra intenção, nem outra ambição, que não seja a de servir de bobo, papel que ultimamente tem vindo a desempenhar com indesmentível êxito. 
Por mim, pode continuar.
(imagem daqui)

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Com Coelho já íamos a caminho de Marte!

Não tenho a mínima dúvida de que o "mago" que conseguiu, enquanto primeiro-ministro, cometer a dupla proeza de ver crescer a dívida pública ininterruptamente durante todo o seu mandato e de ser o único governante a deixar o país mais pobre do que quando tomou conta da governação, é capaz desses feitos (por fazer) e de muito mais. Só a proverbial "modéstia" do mitómano que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho explica que não tenha garantido que, com ele, já teríamos chegado à Lua.
Só à Lua, minha gente?  Com Coelho já estávamos a andar, sim, mas a caminho de Marte!
E, pasme-se:  ainda há quem acredite neste vendedor de banha da cobra!
(imagem daqui)

domingo, 3 de setembro de 2017

Competição renhida

Este ano, a universidade de Verão do PSD foi concebida como uma competição tendente a apurar  o vencedor do prémio da insensatez.
Hoje, depois das "brilhantes" provas de Cavaco e de Paulo Rangel, foi a vez de Poiares Maduro fazer exibição da sua insensatez, para não dizer da sua loucura. Sim, porque só alguém acabado de sair do manicómio se atreveria a fazer uma tal alocução. Ora ouça:
(Imagem daqui)

sábado, 2 de setembro de 2017

Epidemia de raiva

Não sei se, tecnicamente, se pode falar de epidemia, mas lá que a raiva grassa no PSD é fora de dúvida.  Passos Coelho, o presidente do partido, desde há muito que apresenta sinais de estar afectado pela doença, mas não é, infelizmente, um caso isolado, nem sequer raro, pois são já vários os dirigentes e militantes que revelam sintomas de estarem a sofrer do mesmo mal.  O último a apresentar tais sintomas é um tal eurodeputado que dá pelo nome de Paulo Rangel (o dito cujo que figura na imagem). De facto, só alguém a rebentar de raiva é que, sendo apoiante entusiasta do anterior governo (PSD/CDS) que tudo fez para reduzir o Estado ao mínimo dos mínimos e que cortou na despesa do Estado como nunca se tinha visto, é que poderia fazer as acusações que proferiu, acusações que ele, não sendo louco, sabe perfeitamente que são pura aldrabice.
Fico-me por aqui, mas não sem que antes deixe um alerta: cuidado, gente, que a raiva, além de contagiosa,  é,  com frequência alarmante, mortal.  As sondagens mostram, aliás, que o PSD está num processo de definhamento que pode ser fatal.
Todo o cuidado é pouco! Insisto eu.
(imagem obtida aqui)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Por falar em cachorros...

Na Ilha do Pico, também há cachorros, mas, ao invés dos que têm andado a ladrar lá para os lados do Continente, estes são da espécie que não faz mal a ninguém.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Para quando o ministério das Preces?

É verdade que os especialistas na matéria consideram que os incêndios que anualmente assolam o país têm como causas principais o despovoamento do interior, o desordenamento do território, o abandono dos campos e a florestação à base de espécies que ardem com grande facilidade. Para qualquer pessoa de boa fé e que não desconheça por completo o interior do território do Continente este discurso faz todo o sentido.
Não é essa, porém, a leitura veiculada em geral pelos órgãos de comunicação social e pelos senhores jornalistas, mais interessados uns e outros em atirar as culpas para cima do Governo, por razões que eles lá sabem e que até eu facilmente adivinho. Por mera coincidência ou, o que é mais provável, não, os líderes da oposição fazem a mesma leitura. Ainda que tal não seja motivo para surpresa, forçoso é considerar como ridícula uma tal atitude por parte de anteriores governantes que nada fizeram para enfrentar o problema, tendo, isso sim, contribuído para o agravar, ao permitir a plantação do eucalipto sem limitações.
Especialmente risível é a actuação da actual líder do CDS, Assunção Cristas, que, quando ministra do governo Passos/Portas, perante o problema da seca que, na altura, atingia e afligia o país, em vez de agir, se limitou a proclamar: «Devo dizer que sou uma pessoa de fé, esperarei sempre que chova e esperarei sempre que a chuva nos minimize alguns destes danos. Como é evidente, quanto mais depressa vier, mais minimiza, quanto mais tarde, menos minimiza.». 
Para alguém que, quando ministra, resolvia os problemas da seca, recorrendo à fé, é de admirar que, a par das críticas dirigidas ao Governo, Assunção Cristas não tenha, até agora, apresentado a António Costa a proposta de criação do ministério das Preces a encabeçar por alguém com experiência na matéria. Dir-se-ia até que Assunção Cristas seria a pessoa indicada, pois não há dúvida que experiência em matéria de preces ela tem.
(imagem: Lusa/Paulo Cunha)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Procuram-se...

Só não vê quem não quer: isto não é apenas um "crime". É, como diz o povo,"um crime e pêras". Ou mais pêras que crime, penso eu.
Em todo o caso, levando o Ministério Público tão a peito um "fait divers", sem qualquer relevância criminal e que vai acabar em absolvição, só é de estranhar que os "criminosos" (por quem tenho muita consideração, admito) tenham andado à solta durante um ano. E continuem.
O ridículo não mata, diz-se, mas talvez justificasse, neste caso, uma vassourada. No Ministério Público, entenda-se.

(imagem daqui)

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Um partido (de) destrambelhado(s)

Já não são de agora, mas os sinais de desnorteamento de que o PSD vem dando mostras tornaram-se mais evidentes nos últimos dias e com maior intensidade ainda na sequência dos incêndios que devastaram os concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra, Ansião, Alvaiázere, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Oleiros e Sertã e, onde, para maior e incomparável desgraça, pereceram mais de seis dezenas de pessoas. 
O próprio líder do partido, Passos Coelho é, sem sombra de dúvida, o melhor exemplo do referido desnorteamento ao anunciar, sem ter dos factos a confirmação, a existência de casos de pessoas que na sequência dos incêndios se teriam suicidado por falta de apoio psicológico, porque, no dizer de Coelho, o "Estado falhou".  O estado que afecta o líder do partido não é, porém, exclusivo de Passos Coelho. Infelizmente, o partido, no seu todo, dá mostras de desorientação em elevado grau, a ponto de, num dia, reclamar a constituição de uma comissão técnica independente para investigar tudo o que houver que averiguar em relação aos referidos incêndios, para, no dia seguinte, vir exigir completo esclarecimento sobre as responsabilidades do caso, num momento em que a comissão encarregada de as apurar ainda nem sequer está constituída.
Parece claro que maior destrambelhamento não é possível, mas há boas razões para crer que não é sem motivo: as notícias, cada vez mais frequentes, sobre o bom momento que a economia portuguesa atravessa, com os indicadores de confiança das famílias e das empresas em máximos históricos ou mesmo nunca vistos, confiança que é partilhada pelo próprio FMI que passou a acreditar que a economia portuguesa vai crescer este ano 2,5% e que a meta do défice avançada pelo Governo (1,5%) vai ser alcançada, é de molde, convenhamos, a enervar um partido e um líder que julgavam que tinham o monopólio do poder, num entendimento que nada tem a ver com as regras de funcionamento da democracia. 
Não sou muito de dar conselhos, mas neste caso e tendo em conta o interesse do país,  há um que se justifica: Tratem-se!
(imagem daqui)