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terça-feira, 22 de maio de 2012

Requiem

Acontece, porém, que o PSD já anunciou, pela boca do vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Menezes que votará contra os pedidos de audição parlamentar, querendo O PSD, no dizer do seu líder parlamentar, Luís Montenegro, esperar pelo parecer da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) antes de decidir se o Parlamento deve ou não ouvir o ministro Miguel Relvas.
Se das posições assumidas pelos referidos dirigentes parlamentares do PSD se não pode linearmente inferir que o inverso do "quem não deve não teme" é tão verdadeiro quanto o citado aforismo, certo é que não anda longe disso. É que, como lembra aqui o José Simões, a consideração ora votada à ERC  não condiz com a posição do PSD sobre a mesma entidade que "até há pouco mais de um ano (...) era uma entidade a abater, na melhor das hipóteses sem existência justificável". E mais de estranhar é a posição dos dirigentes parlamentares do PSD, quando uns e outros têm a "certeza absoluta" de que Relvas está inocente das acusações que sobre ele impendem.
Se têm tanta certeza por que razão se socorrem de expedientes?
Será só porque na boca dos "Montenegros" e dos "Menezes" do PSD, a transparência não passa duma figura de retórica? Ou será antes porque têm a "certeza absoluta" do contrário do que afirmam?
Eu diria que sim. Não é, certamente, por acaso, que vários comentadores conotados com a direita como Pedro Lomba, hoje no "Público", Pedro Santos Guerreiro (aqui) e o Henrique Raposo (aqui) começaram a encomendar-lhe o requiem. A Relvas, em primeira linha.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Jornalistas ou papagaios?

O jornalista e investigador norte-americano Steve Doig calcula [de acordo com a metodologia por ele usada e explicada no seu blogue (a que cheguei por esta via)] que o número de participantes na manifestação, contra as medidas de austeridade, promovida pelos sindicatos da função pública afectos à CGTP, no passado sábado, terá andado entre 8 mil a 10 mil pessoas, enquanto a organização aponta para os 100.000  participantes, número este que é o único divulgado pelos jornais diários que ontem me dei ao trabalho de folhear (DN, JN e "Público") indo o DN ao ponto de nem sequer indicar que o número era o indicado pela organização.
Compreende-se perfeitamente que os promotores deste tipo de iniciativas tenham por hábito (que, pelos vistos, consideram normal) empolar os números, porque é em função dos divulgados que se afere o seu êxito ou o seu fracasso: quanto mais elevado o número, maior o sucesso.
Ao invés, já não se compreende lá muito bem a forma acrítica como os media em geral engolem com tanta facilidade os números que lhe são assoprados, até porque, como o demonstra o trabalho do jornalista norte-americano, é possível para qualquer jornalista dotado de um mínimo profissionalismo e de sentido crítico avançar com os dados resultantes da sua própria observação.
Limitar-se a debitar números fornecidos pela organização não é jornalismo, nem digno de jornalistas: qualquer papagaio era capaz de fazer o mesmo.
Infelizmente, constata-se todos os dias que jornalistas-papagaios é o que mais há por aí.

sábado, 28 de março de 2009

A falta que fazem os sentidos!

Regresso ao blogue após um afastamento que dura há longos dias devido a uma pequena cirurgia que infelizmente não correu da melhor forma, prova que até os melhores (médicos) falham.
E regresso tão só para registar um facto verdadeiramente espantoso: a aparição de um triunfante José Eduardo Moniz como paladino da liberdade da informação, ele que é o director duma estação de televisão que é o protótipo da produtora de lixo televisivo. O momento é, aliás, bem oportuno,visto que soube do aparecimento, nos ecrãs da TVI, do famoso vídeo sobre o caso Freeport, seguindo a estratégia da estação de, a conta gotas, ir destilando veneno sobre o tema.
As palavras proferidas por Moniz em contraponto com prática seguida pela estação que dirige, forçam-me a crer que José Eduardo Moniz é incapaz de distinguir o que é a liberdade e o que é informação. É como se lhe faltassem os sentidos da visão, do olfacto e do sabor. Se os possuísse facilmente distinguiria um naco de carne putrefacta, (tal é o produto da TVI, para não lhe dar outro nome) duma bela posta mirandesa que aqui serve de exemplo de uma informação digna desse nome.
Em contrapartida, anoto que, se, ao contrário do que se passa com aqueles outros sentidos, o Moniz ainda ouve bem, tal é um feito e tanto, pois nem toda a gente teria conseguido resistir à cegarrega da mulher. Eu, por exemplo, já há muito não resisto.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Veja as diferenças ...

Extracto da mensagem enviada pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama ao Presidente da República, Cavaco Silva:
"Estou confiante em que poderemos trabalhar em conjunto, nos próximos quatro anos, num espírito de paz e amizade, com vista a edificar um mundo mais seguro. É meu desejo trabalhar com Vossa Excelência nesse esforço e na promoção das boas relações entre os nossos países"
Extracto da mensagem enviada pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama ao primeiro-ministro José Sócrates:
"Estou confiante em que poderemos trabalhar em conjunto, nos próximos quatro anos, num espírito de paz e amizade, com vista a edificar um mundo mais seguro. É meu desejo trabalhar com Vossa Excelência nesse esforço e na promoção das boas relações entre os nossos países".
O mesmo texto, como se vê. O tratamento dado pela LUSA é que não o mesmo, como se pode ver indo aqui e aqui.
Primeiro publica-se a notícia sobre a mensagem dirigida a Cavaco Silva, com um desenvolvimento que dá a entender tratar-se de uma mensagem pessoalíssima. Horas depois noticia-se a mensagem dirigida a José Sócrates e constata-se que a Casa Branca se limitou a fazer um exercício de colagem.
Só não sabemos qual a mensagem copiada e qual a colada.
Seja como for, é caso para perguntar: afinal, quem é que na LUSA mais ordena? Quem é ?
(Reeditada)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Passaram-se?...

No DN online de hoje, na secção "Desporto", uma única rubrica: "Figo e Helen desmentem gravidez".
Passaram-se (?), pergunto eu!

A grande novidade !...

O "Público", na sua edição on line e na edição impressa (sem link) retoma o tema das promessas fiscais anunciadas pelo Primeiro-Ministro na entrevista dada recentemente à RTP e afirma que as mesmas "terão efeitos marginais", beneficiando poucos contribuintes, pois "as famílias de baixos rendimentos já não pagam IRS e a grande maioria das casas de menor valor já estão isentas de pagar imposto sobre imóveis" (algumas e por poucos anos, acrescento eu) .
Grandes novidades!
Que era assim já se deduzia, com facilidade, das palavras de Sócrates ao garantir que diminuir os impostos para 2009 seria uma "aventura". Não era preciso constituir uma task force de quatro jornalistas (presumo), como fez o "Público", para chegar à conclusão de que os benefícios fiscais anunciados nunca passariam de migalhas que, em todo o caso, não é possível quantificar, pois o anúncio não passou de uma promessa genérica e imprecisa.
O que se contesta, com este comentário, adianto já, não é a correcção ou veracidade da "notícia", que numa apreciação global, me parece bem feita. O que parece pouco aceitável é o critério editorial: a uma notícia que, em boa verdade, é uma não-notícia (a novidade é nula) é atribuída a honra de figurar na primeira página da edição impressa e com o maior destaque.
Estranhos critérios estão em vigor naquela casa!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Descoberta da pólvora...


Esta notícia tem direito a ser considerada uma "descoberta da pólvora", pois, na verdade, qualquer cidadão português que tenha uma casa de habitação (e a grande maioria tem, presentemente, habitação própria) ou uma qualquer courela, sabe, por experiência própria, que o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) é pago sempre com referência ao ano anterior, ano em que é fixado o valor tributável do imóvel e que vai servir para a liquidação do imposto.
A notícia, porque a informação que contém é conhecida da generalidade das pessoas, é descabida, mas o recurso a um fiscalista para a elaborar é, verdadeiramente, de bradar aos céus!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Com os cabelos em pé e de pé atrás

A primeira parte desta afirmação até pode estar correcta, mas a segunda não faz qualquer sentido, como se denuncia aqui.
A ser verdade, a segunda parte da proposição, as mulheres portuguesas já estariam todas com os cabelos em pé!
Não sendo verdadeira, como não é, e como o caso não é virgem (longe disso) como se pode constatar no blogue A Pente-Fino (para o qual remete o link imediatamente anterior) parece-me que os portugueses em geral terão que começar a ficar de pé atrás com tanta notícia cozinhada em cima do joelho.