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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Passos Coelho, contador de patranhas


Eu não era o PM da austeridade, mas o da recuperação económica
Dizem que o autor da afirmação supra é um tal Passos Coelho, ex-primeiro ministro deste pais, assumido defensor da austeridade "custe o que custar", para a qual não concebia alternativa, o tal que garantiu que os portugueses viviam acima das suas possibilidades e que era imperioso empobrecer Portugal e os portugueses,  objectivos que, há que reconhecê-lo, foram por ele alcançados com inegável sucesso. 
Já se sabe, desde há muito, que Passos Coelho é um profissional contador de patranhas. Se o não fosse nunca teria chegado aonde chegou. Supunha eu, no entanto, que mesmo para ele houvesse um limite. Parece que assim não é, porque, neste caso, a patranha roça a obscenidade.
(Citação e imagem daqui)

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Passos Coelho: falar verdade, faz cair os dentes


Relata o DN, em notícia que tem como título " Passos acusado de mentir sobre modelo de transportes aéreos", que o presidente do governo regional dos Açores, Vasco Cordeiro, terá acusado o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de mentir sobre as negociações do novo modelo de transportes aéreos da região.
A notícia é-nos dada. como se o mentir, na boca de Passos Coelho, ainda constituísse novidade digna de nota, o que, manifestamente, não é o caso.  Sabe-se, com efeito, que o líder do PSD é useiro e vezeiro no recurso a tal expediente. 
Tal comportamento é, obviamente, sempre censurável. No entanto, Passos Coelho beneficia de atenuantes. É que, por alguma razão, convenceu-se, ou convenceram-no os seus conselheiros (grupo onde, como se sabe, tem assento uma luminária que dá pelo nome de Marco António Costa) de que falar verdade faz cair os dentes. Por isso, salvá-los (os dentes, bem entendido) tem sido para Passos Coelho mais que uma prioridade. Tem sido, isso sim, uma autêntica obsessão.
(Notícia e imagem daqui
(reeditada) 

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Mentir descaradamente e não se incomodar minimamente

Veja o texto da autoria de Fernanda Câncio (a seguir parcialmente reproduzido, mas que pode ler na íntegra aqui) e conclua:

«O caso do "sol e das vistas" que passariam, "agora", a ser taxados no IMI é só mais um num rol de "factos" sem qualquer consubstanciação propalados pelos media - os tradicionais e os ditos sociais - e por um não acabar de cabeças falantes. É falso? Não faz mal: dá manchetes com muitos cliques e para escrever "crónicas" superdivertidas. Já explicar a verdade - que o critério de avaliação em causa, certo ou errado, existe há anos e os partidos (PSD e CDS) que ora rasgam as vestes o aprovaram - é chato e não faz rir (é triste, até).


Por coincidência, li nesta semana na Granta um artigo intitulado "Why we are post-fact" - Porque somos pós-facto. O autor, Peter Pomerantsev, começa por relatar como Putin foi à TV, na semana em que anexou a Crimeia, dizer que não havia soldados seus na Ucrânia: "Não estava só a mentir, estava a dizer que a verdade não interessa." E prossegue: "Quando Trump inventa factos a seu bel-prazer (...) quando se verifica que 78% do que diz é mentira mas mesmo assim é candidato presidencial - então parece que os factos já não importam muito na terra dos livres." Na terra dos livres (EUA) e em todo o lado: de seguida Pomerantsev refere a campanha do brexit, que desmentiu as suas promessas na manhã seguinte ao referendo. "É óbvio que estamos a viver na era pós-facto ou pós-verdade", conclui. "Não meramente um mundo em que os políticos e os media mentem - sempre mentiram - mas no qual não se importam com estarem ou não a mentir." E não se importam porque ninguém - a começar pelos jornalistas - parece importar-se.

Como é que chegámos aqui, e ainda mais quando é fácil, em muitos casos, verificar por nós próprios (googlando) se algo é falso ou verdadeiro? Pomerantsev fala de uma "escola de pensamento" na qual se perverteu a máxima de Nietzsche "não há factos, só interpretações" de modo a significar que "as mentiras podem ser desculpadas como "um ponto de vista" ou "uma opinião" porque "tudo é relativo" e "toda a gente tem a sua verdade"". Um pensamento que determina que quanto menos "se complique" - e não há como a verdade para complicar - melhor. Dir-se-ia, aliás, que a maioria prefere uma "informação" que lhe corrobore os preconceitos, substituindo a adesão racional pela emocional.»


Acrescenta a autora que esta "escola (...) tem por cá ilustríssimos seguidores, de alguns dos mais lidos cronistas ao mais lido dos diários." Estou inteiramente de acordo, mas parece evidente que os seguidores não se restringem aos jornalistas e cronistas. Diria mesmo, por minha conta, que o expoente máximo dessa "escola" é, sem favor, um político que dá pelo nome de Pedro Passos Coelho.
Há alguma dúvida de que Coelho mente descaradamente e que não se incomoda minimamente que os factos o desmintam? 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A mentira como banalidade

A mentira, durante a (des)governação Passos Coelho/Portas que contou sempre com o beneplácito e a cumplicidade de Cavaco, tornou-se uma banalidade. Ainda que não exactamente por estas palavras, foi este o sentido das declarações proferidas, há pouco, por Arménio Carlos, líder da CGTP, afirmação que ganha nova confirmação e mais elevada consistência se atentarmos no que foi a evolução, durante aquele período, do caso Banif.
A falta de seriedade das autoridades responsáveis pela solução do problema. durante o governo , felizmente, cessante  (o próprio Governo e o Banco de Portugal) fica bem clara perante estas notícias:
Só aldrabões ou também biltres?

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Aquela máquina (de mentir)!

Passos Coelho já nem as pensa, produz aldrabices mecanicamente, tal qual um autómato.
Ainda ontem se saiu com garantia de que que o empréstimo de 3,9 mil milhões de euros que o Tesouro concedeu ao Fundo de Resolução já tinha rendido ao Estado juros no montante de 120 milhões de euros. Esqueceu-se, porém, de esclarecer que, fazendo o Fundo de Resolução parte do sector público, os seus encargos com juros são despesa pública, pelo que, classificados, numa entidade pública (Tesouro) como juros recebidos e noutra entidade pública (Fundo de Resolução) como juros pagos, o ganho final para as Administrações Públicas (o que importa ao contribuinte) acaba por ser nulo
Ganho nulo, Passos!
Toma nota e vai aldrabar para outras bandas.

domingo, 20 de setembro de 2015

Passos-mentiroso-Coelho

Está visto: Coelho mente com a mesma facilidade com que respira. Neste caso, o " artista" consegue mesmo uma exibição espectacular:  ainda 24 horas não eram passadas já estava a dar o dito por não dito. Tão rápido que nem teve tempo de avisar o comparsa Portas que acabou por se solidarizar com uma iniciativa que já tinha perdido o prazo de validade.

sábado, 19 de setembro de 2015

Verdade ou mentira?

"Houve um Governo do PS que prometeu escolaridade obrigatória de 12 anos, a promessa veio de 2005, mas foi este Governo que o fez. Fomos nós que iniciámos este processo em 2012, com a crise, e este ano tivemos os primeiros jovens que concluíram a escolaridade obrigatória de 12 anos".
(Pedro Passos Coelho, debate da Antena 1, Rádio Renascença e TSF, 17.09.2015 ) (fonte)

Partindo a afirmação de quem parte, muito estranho e surpreendente seria que fosse verdade. Que Passos Coelho é mentiroso é um dado adquirido confirmado por várias sondagens que têm sido publicadas. A afirmação supra em nada contribui para desfazer a ideia de que estamos perante um mentiroso, antes serve, sim, para a consolidar. Com efeito, a afirmação de Passos-mentiroso-Coelho é MENTIRA! 
(Confirme na fonte)

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

À primeira qualquer cai. À segunda cai quem quer

"O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, admitiu hoje, na Guarda, que existem condições para aplicar uma "discriminação positiva" nas portagens das auto-estradas do interior e do Algarve, para o tráfego ligeiro e de mercadorias." (fonte)
Com eleições à vista, era mais do que certo que o Passos Coelho das mentiras e falsas promessas de 2011 estaria de volta e aí está ele.
Ainda haveria por aí alguém disposto, depois de tantas mentiras, a dar algum crédito ao Passos Coelho que dizia "que se lixem as eleições"? Se havia, é porque há muita gente a querer cair na esparrela à segunda.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Quando a mentira faz parte do ADN

Antecipo que estou a escrever sobre Passos Coelho, mas poderia escrever o mesmo em relação ao seu parceiro de coligação, o irrevogável-mas-pouco Paulo Portas.

Ainda ontem, escrevi neste espaço  que a prática deste governo, ao longo de toda a legislatura, tem sido um continuum de mentiras, prática que a comunicação social e, em certa medida, até as forças políticas têm deixado passar sem reparo de maior.
Palavras ainda mal eram escritas e já Passos Coelho nos estava a brindar com um dos seus habituais "números" de vendedor de banha da cobra. Nada que seja motivo para admiração, dir-se-á, pois está mais que visto que a mentira faz parte do seu ADN. Todavia, desta vez, o número"  não passou despercebido, pelo menos aos olhos do "Público" que, numa só fala do "artista", detectou, não uma, mas duas redondas mentiras.

Primeira falsidade: o governo de Passos, em relação ao défice de 2015, ainda não conseguiu, obviamente, coisíssima nenhuma e não falta quem preveja que não vai conseguir aquele objectivo, a começar pela Comissão Europeia. Consiga ou não, mentira é ter conseguido: não consegui. Mas adiante...
Segunda falsidade: escreve o "Público" que o "défice abaixo dos 3% já foi alcançado, não uma mas sete vezes".
Sete vezes, repito eu, para que fique bem clara a desfaçatez do sujeito.
É claro que fazendo a mentira parte do ADN do próprio e da coligação, não é de esperar que Passos e o seu parceiro venham, alguma vez, a optar por falar verdade. Toda a esperança nesse sentido será vã, mas não é impossível que o exemplo do "Público" possa vir a ser replicado noutros órgãos de comunicação social. Pelo menos faço votos para que assim seja, porque tal é, antes de tudo o mais, uma exigência de um regime democrático digno desse nome.
Se a mentira sistemática destes farsantes for também sistematicamente questionada e posta em causa, maior será a probabilidade de a troika caseira ser derrotada nas urnas. A restauração da esperança e da confiança neste país que, ao longo destes quatro anos, foi sendo destruído, depende dessa derrota. Assim tenhamos todos consciência disso.
Todos ou, pelo menos, uma ampla maioria.

domingo, 17 de maio de 2015

Exames aldrabados?

A pergunta em título parece do domínio do absurdo, mas é inteiramente justificada se atentarmos no que vem hoje publicado em editorial do "Público" onde se transcrevem algumas declarações do presidente do Conselho Científico do Iave, segundo o qual «o Ministério da Educação (MEC) tem feito “a encomenda dos exames nacionais” com a indicação de que se deve “manter a estabilidade nos resultados” dos alunos “em relação aos anos anteriores, porque socialmente é difícil de explicar que as notas tenham grandes variações”, tendo acrescentado haver forma de alterar os resultados finais com recurso a pequenos “truques” técnicos, exemplificando: “Hoje temos um historial de cinco mil itens a Português, por exemplo. Se quero que haja notas altas é muito fácil. Pego numa ou em duas perguntas, substituo-as por outras, aparentemente semelhantes, e a minha expectativa em relação aos resultados dá um salto de cinco valores” e insistindo: “não é segredo para ninguém que as equipas do Iave que realizam os exames fazem uma estimativa de que resultados, em média, cada exame vai ter”. E não só “acertam em 95 % dos casos” como “conseguem fazer um exame para a nota que querem”. 
O editorialista do "Público" não vai além da suspeita, mas se a suspeita vier a confirmar-se, não veria nesse facto motivo para grande admiração.  Tudo o venha deste governo, sejam exames aldrabados, sejam aldrabices de qualquer outra natureza, já nada consegue surpreender-me.

sábado, 31 de janeiro de 2015

As promessas incumpridas e a excepção


 É mais que sabido (até porque há documentação - o vídeo supra é apenas um dentre vários exemplos - que amplamente o comprova) que Passos Coelho é um incumpridor de promessas nato e um aldrabão de se lhe tirar o chapéu.
A desconformidade entre o prometido e o cumprido atinge tais dimensões que não será muito ousado supor que estamos perante um caso patológico característico de uma cabeça onde verdade e mentira são conceitos que se confundem.
Todavia não é de excluir que, mesmo em casos extremos como este, possa haver uma ou outra excepção à regra.  E, de facto, no caso de Passos Coelho até há um caso de cumprimento que confirma a regra da excepção.
Toda a gente se recorda certamente da afirmação de Passos Coelho, segundo o qual: «Só saímos desta situação empobrecendo em termos relativos e até absolutos» .
Uma tal afirmação não consente dúvidas sobre a política que Passos Coelho iria seguir ao longo de toda esta legislatura (que, graças a Cavaco, nunca mais acaba!) 
E os factos também não permitem dúvidas de que, neste particular, Coelho prometeu e Passos cumpriu. Portugal e os portugueses empobreceram mesmo. De facto,  

«Portugal voltou aos níveis de pobreza de há dez anos», titula o "Público" e os números e também, neste caso, os gráficos, não enganam.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Água mole em pedra dura ...*

"(...)
Será talvez uma "maçadoria" mas todos temos o dever moral e político de recordar nesta altura aquele que foi o argumento principal de Passos Coelho, como líder da oposição, para rejeitar o apoio do BCE ao PEC IV e empurrar Portugal para a ajuda externa que devastou a economia e a vida dos portugueses nos últimos três anos: o PSD - vejam bem! - era contra o aumento dos impostos. De facto, embora perante medidas fiscais infinitamente mais ligeiras do que aquelas que o próprio Passos Coelho viria depois a aplicar, o PSD, em resolução escrita apresentada na Assembleia da República, justificou assim a sua decisão de provocar uma crise política em 2011, no auge da crise das dívidas soberanas: "Mais uma vez o governo recorre aos aumentos de impostos (...). Mantém a receita preferida deste Governo: a solução da incompetência. Ou seja, se falta dinheiro, aumentam-se os impostos". Foi em nome desta posição, alegadamente "de princípio", que o país foi lançado nesta aventura irresponsável da ajuda externa. Depois, foi o que se viu. Chegado ao poder e feita a aliança entre o PSD e o partido que se dizia dos contribuintes, todos os impostos, sem excepção, foram aumentados muito mais do que estava previsto no Memorando inicial da "troika" e muitíssimo mais do que estava previsto no PEC IV: a "solução da incompetência" tornou-se um pilar enorme na estratégia orçamental da direita, de par com o corte nos salários e o corte nas pensões. E a coisa, pelo que se vê, promete não vai ficar por aqui. O que o Documento de Estratégia Orçamental nos mostra é que, ao fim de três longos anos de governação, o Governo que prometia acabar com as "gorduras" da administração pública permanece incapaz de cumprir sequer um Guião para a Reforma do Estado mas tem ideias perfeitamente claras sobre os impostos que quer aumentar ainda mais.
Isto, é claro, ultrapassa os limites todos. Que o Governo anuncie um novo aumento de impostos violando uma vez mais os seus compromissos eleitorais e poucos dias depois de vários ministros terem prometido exactamente o contrário, ultrapassa os limites mais elementares da decência. Que Marques Mendes tenha revelado que o Conselho de Ministros chegou a aprovar um aumento ainda maior do IVA e teve de ser a "troika" (!) a convencer o Governo a moderar esse aumento para metade, ultrapassa os limites mais generosos da imaginação. Que, no fim de tudo, Passos Coelho ainda venha dizer que este aumento da TSU e da taxa máxima do IVA não é propriamente um aumento de impostos, ultrapassa os limites da paciência.
(...)
(Pedro Silva Pereira; Para lá dos limites. Na íntegra: aqui)

Obs. Não é fácil repor a verdade dos factos e desmontar as mistificações, quando a direita domina, duma forma sem precedentes, toda a comunicação social, mas a dificuldade não justifica a inacção até porque, como diz o ditado popular "água mole em pedra dura, tanto dá até que fura". Pedro Silva Pereira tem sido uma das gotas de água mais persistentes na denúncia da narrativa posta a circular pela direita. Republicar, neste espaço, as suas intervenções na comunicação social é, além do mais, uma forma de  reconhecer o seu papel na denúncia da política de mentira que é o apanágio deste governo.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

E V. ainda acredita?

Se já nem Seguro acredita na palavra do primeiro-ministro, é difícil imaginar que ainda haja quem leve a sério as palavras de Passos Coelho,  tão frequentes são as suas mentiras devidamente comprovadas.
É difícil imaginar, mas é uma realidade que sucessivas sondagens confirmam. Por muito estranho que pareça, há sempre alguns milhares, quiçá, milhões de ingénu@s que gostam de ser enganad@s.