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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

segunda-feira, 2 de março de 2009

E se uma vez ...

...para variar, Louçã tiver razão ?
Parece-me ser o caso quando critica o ministro das Finanças quando este declara ser contra os 'offshores', mas acha que o caso da Madeira é menos grave porque ainda há regras e Lisboa tem capacidade de supervisionar as suas operações.
E mais razão terá ainda quando, no mesmo passo, critica os dirigentes europeus que muito têm falado contra os paraísos fiscais, mas pouco ou nada têm feito para acabar com eles. E não faltam razões para tal, pois é evidente, até para um leigo, que os 'offshores' constituem um "cancro" que tem afectado a saúde da economia mundial, para além de constituírem formas de iniquidade fiscal.
É certo que a questão não é de fácil resolução e, seguramente, a acção isolada da União Europeia não terá a virtualidade de lhes pôr termo, mas alguma coisa poderá ser feita. Desde logo a procura de um consenso com os Estados Unidos e o estabelecimento de restrições a países que os mantenham ou até a empresas (em concursos, por exemplo) que a eles continuem a recorrer.
Julgo que não faltarão peritos com capacidade para dar sugestões sobre a forma de desatar este nó que só é cego, enquanto não houver vontade política a nível global para o resolver. E é mesmo a nível global que tem de ser resolvido, pois os seus malefícios reflectem-se também a nível global, enquanto que os benefícios aproveitam apenas a alguns (os países onde estão sediados e os seus clientes).

domingo, 25 de janeiro de 2009

Falar é fácil ...

Estou absolutamente de acordo com Francisco Louçã, quando afirma que se deve acabar com os “off-shores”, que são, na verdade, um verdadeiro cancro, pois facilitam não só a evasão fiscal, como também servem de cobertura para toda a espécie de comércio ilegal e de actos de corrupção.
A ideia não é nova, pois até já a vi ser defendida pelo presidente francês Nicolas Sarkozy. Só que é mais fácil dizê-lo do que fazê-lo, pois se não houver consenso entre todos os países, incluindo aqueles onde se alojam, a sua eliminação é impossível. O “tornar obrigatório o registo de todas as operações de qualquer banco”, medida preconizada pelo deputado do BE, não resolve o problema. Julgo, aliás, não me enganar se disser que tal registo já existe e é obrigatório e, no entanto, os paraísos fiscais subsistem.
Concluindo: Ainda não foi desta que Francisco Louçã descobriu a pólvora. E, neste caso, é pena.
(Respigada aqui)
(Mensagem reditada)