Estou absolutamente de acordo com Francisco Louçã, quando afirma que se deve acabar com os “off-shores”, que são, na verdade, um verdadeiro cancro, pois facilitam não só a evasão fiscal, como também servem de cobertura para toda a espécie de comércio ilegal e de actos de corrupção.
A ideia não é nova, pois até já a vi ser defendida pelo presidente francês Nicolas Sarkozy. Só que é mais fácil dizê-lo do que fazê-lo, pois se não houver consenso entre todos os países, incluindo aqueles onde se alojam, a sua eliminação é impossível. O “tornar obrigatório o registo de todas as operações de qualquer banco”, medida preconizada pelo deputado do BE, não resolve o problema. Julgo, aliás, não me enganar se disser que tal registo já existe e é obrigatório e, no entanto, os paraísos fiscais subsistem.
Concluindo: Ainda não foi desta que Francisco Louçã descobriu a pólvora. E, neste caso, é pena.
(Mensagem reditada)