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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Não comeu o bolo, saiu-lhe disparate


Desde que os seus amigos tomaram conta do "pote", com a sua prestimosa e indispensável ajuda, Cavaco deixou-se de "avisos" e agora, quando fala, ou diz banalidades ou sai-lhe asneira.
A culpa não é tanto dele, reconheço. É mais da responsabilidade da sua Casa Civil que abandonou, não sei por que razão, a rotina de ter sempre à disposição de Cavaco um bolo que ele se apressava a mastigar, evitando assim  que lhe saísse da boca mais algum disparate.
Seja essa ou não a razão, a verdade é que os disparates na boca de Cavaco dispararam.
Vem este intróito a propósito da  última entrevista dada por Cavaco ao "Sol", entrevista que, diga-se desde já, não li, mas da qual tomei conhecimento através do "Público" que faz simultaneamente o favor de transcrever algumas das "pérolas" proferidas por Cavaco.
Uma delas merece destaque. Segundo a transcrição do "Público", Cavaco garante que o país é hoje mais respeitado”.
Faltou-lhe o bolo, saiu disparate. Neste caso, porém, é fácil tapar-lhe a boca. Como os factos são recentes e até têm reflexos no presente, é suficiente fazer-lhe uma simples pergunta para o calar.
Portugal, deve ele lembrar-se, tem actualmente assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, assento que alcançou, era então primeiro-ministro José Sócrates, em disputa com um país da dimensão do Canadá que gozava, e goza,  de enorme prestígio a nível internacional. Não obstante, o certo é que, nessa disputa directa, foi Portugal o eleito, tendo o Canadá, perante a evolução das votações, acabado por desistir da contenda para não fazer pior figura. 
Isto dirá alguma coisa a Cavaco sobre o respeito e o prestígio de que Portugal gozava na altura, a nível internacional? Se calhar, não. Mas, se tem dúvidas, daqui se lhe sugere que promova a repetição da experiência, nas Nações Unidas, ou noutra organização internacional qualquer. Talvez consiga ver, então, o tamanho do seu disparate.
A Cavaco garanto eu que não assistirá a uma tal façanha, nos tempos mais próximos e seguramente nunca antes do fim do seu actual mandato.
(imagem daqui)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Azar o dele



O Presidente alemão, Christian Wulff,  demitiu-se  devido ao alegado envolvimento num  caso de corrupção: terá contraído um empréstimo através da mulher de um empresário seu amigo, a taxas mais baixas do que as praticadas pela banca.
Reconheça-se a dignidade da atitude, tomada, tendo em consideração que o seu país "precisa de um presidente que tenha a confiança de uma larga maioria e não só de uma maioria".
E, já agora, reconheça-se também o azar dele: não nasceu duas vezes e não se chama Cavaco.
(notícia e imagem daqui)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Subscrevo

Bin Laden: preocupação e esperança
(Paulo Pinto, no Jugular)

O caminho da vergonha

O ataque aéreo das forças da NATO dirigido contra um edifício em Tripoli onde se encontrava Muammar Khadafi, a mulher e parte da sua família, ataque de que resultou a morte de um dos filhos do líder líbio e de três dos seus netos, não tem, obviamente, cobertura legal do ponto de vista da resolução aprovada pelas Nações Unidas que, recorda-se, apenas autorizou uma intervenção aérea para assegurar a proteção de civis face à violência desencadeada pelas forças de Khadafi contra os que o contestavam nas ruas. Não só não tem cobertura legal, como só pode ser visto como um ataque desencadeado por dementes, tão graves são as suas consequências. 
Khadafi é, sem dúvida, um ditador cruel, mas quem ordena e autoriza operações deste tipo também não olha a meios para atingir os seus fins. Fica, aliás, demonstrado, perante mais este ataque, que os objectivos prosseguidos pelas forças envolvidas nas operações desencadeadas pela NATO não são, seguramente, os que foram invocados para alcançar a aprovação do Conselho de Segurança da ONU. O argumento da proteção de civis já há muito tinha deixado de ter validade, perante as acções entretanto desenvolvidas. Não é, de facto, segredo para ninguém que o que ocorre, actualmente, na  Líbia é uma guerra civil entre Khadafi e as forças militares ao seu serviço, por um lado,  e os rebeldes armados que se lhe opõem, por outro, rebeldes que são apoiados nas suas acções pelas forças da NATO e pelas potências ocidentais envolvidas, designadamente, pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido que os reconheceram, não se sabe como, nem porquê, como legítimos representantes do povo líbio. Em razão do voto popular, não foi, tanto quanto é sabido. Talvez  em razão do petróleo, quem sabe ?
Como em qualquer outra guerra civil, é verdade que quem mais sofre são os civis encurralados entre os dois contendores, mas, numa tal situação, não há bons, por um lado, e maus, por outro, pois as culpas são repartidas entre as forças em confronto. A própria notícia oferece dados que permitem concluir que, no caso, não há que fazer qualquer distinção. Na verdade, basta ler na notícia  que "na cidade de Bengasi, bastião dos rebeldes líbios, ouviram-se tiros festejando o anúncio da morte dos familiares de Khadafi", para concluir que os que se  opõem a Khadafi, em matéria de crueldade, não lhe ficam atrás.
Falta acrescentar que o ataque em causa não se reveste de menor gravidade do que qualquer outro dirigido por um país estrangeiro contra a Casa Branca, o nº 10 de Downing Street, ou o Palácio do Eliseu. O que diriam os americanos, ingleses e franceses, num caso desses ?
Deixo a pergunta. Americanos, ingleses e franceses que respondam.
Pela minha parte direi apenas que a NATO e os países envolvidos na operação vão por muito mau caminho. O caminho da vergonha, provavelmente, em direcção ao atoleiro.

segunda-feira, 21 de março de 2011

A Líbia a ferro e fogo

Ainda que mal pergunte: a zona de exclusão aérea transformou-se numa caça ao homem ?
Julgava eu que, nesta história, só Khadafi era louco. Afinal, loucos é o que mais há por aí.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Parto com dor

Durante a noite chegaram 977 pessoas a Lampedusa

A chegada maçica de emigrantes tunisinos clandestinos à ilha italiana de Lampedusa parece indicar que o nascimento da democracia na Tunísia se está a processar através de um parto com dor, como, aliás, acontece muitas vezes. Não é, porém, menos certo que a emergência dum regime democrático compensa amplamente alguns sacrifícios que os povos tenham de suportar, desde que o processo chegue a bom termo. Como se espera e deseja que aconteça na Tunísia.
(Imagem daqui)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A esfinge

Cedendo à pressão do povo egípcio, Mubarak acabou, finalmente, por abandonar o poder. A hora é, pois, de alegria para a maioria do povo egípcio e há que saudar o desfecho da sua luta pela liberdade.
As incógnitas sobre o porvir são, porém, mais que muitas, pois os movimentos humanos são bem mais imprevisíveis que a meteorologia, como o acabam de confirmar as revoltas populares da Tunísia e do Egipto que ninguém previu antes do seu desencadear.
Sobre o que vai seguir-se, nem a esfinge, que já viu passar milénios, se quis pronunciar.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Há formigas a quem até uma simples palha atrapalha


"Pura e simplesmente não houve voo nenhum" (Luís Amado, ministro dos Negócios Estrangeiros na comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros, prestando esclarecimentos sobre matéria divulgada pelo Wikileaks àcerca do alegado repatriamento de detidos de Guantanamo sobre território português)
À atenção da eurodeputada Ana Gomes et al.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O "culpado"

Por muito detestável que seja o regime chinês (uma ditadura que nem "comunista" já é) a verdade é que a recente visita do Presidente da China, Hu Jintao, constitui só por si, independentemente dos resultados, um sucesso que vem confirmar o que já tinha ficado claro aquando da eleição para o Conselho de Segurança das Nações Unidas: Portugal, um país com reduzida dimensão territorial, tem um peso na cena internacional muito superior ao que seria de esperar tendo em conta a sua dimensão. Sem dúvida que estes êxitos têm a ver com ligações que vêm do passado, mas também não se pode subestimar a acção da actual diplomacia portuguesa.
Dir-se-á que estes êxitos não enchem barrigas. Não será, porém, tanto assim, quando se sabe que as exportações portuguesas continuam a crescer bem acima das previsões. Ora, se é verdade que o excelente desempenho das exportações é atribuível, em primeira linha, ao dinamismo dos empresários do sector, não é menos verdade que o sucesso se deve também, em grande medida, à diplomacia económica que o Governo tem desenvolvido. E o primeiro-ministro, muito em particular, pois, quer se queira, quer não, é um facto que José Sócrates é o principal "culpado". Os acordos hoje celebrados com a Argélia aí estão para, uma vez mais, o comprovar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Às vezes me espanto

Digno de espanto é o facto de Fidel Castro, ex-presidente cubano, só agora, muitas  décadas depois de ter tomado o poder em Cuba, ter reconhecido, em entrevista dada ao jornalista norte-americano Jeffrey Goldberg, correspondente da revista “The Atlantic",  que o modelo económico do seu país "já não funciona nem para nós”, conclusão  a que qualquer visitante que desembarque em Cuba chega em poucos dias.
Ainda assim, é de saudar a lucidez de que Fidel agora deu provas. Pena é que o momento de lucidez não lhe tenha servido para reconhecer que Cuba está também muito longe de servir como modelo em matéria de liberdades e de respeito pelos direitos humanos. É que até não era difícil chegar a tal conclusão. Para além de muitos outros, o caso dos presos políticos recambiados para Espanha aí está para lhe permitir tirar a ilação. Cito-o, porque, tratando-se de um caso recente é mesmo o aconselhável para quem já tem memória fraca, como será o caso dele, segundo suponho, atendendo à idade.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A tradição ainda é o que era

Infelizmente e pelos vistos,  a política dos Estados Unidos em relação a Israel, com Obama na Presidência, continua, mais vírgula, menos ponto, a ser mesma. Política que continua a consentir a manutenção dum bloqueio que é uma vergonha para toda a humanidade, pois representa a contínua humilhação de toda a população de Gaza, transformada em prisioneira na sua própria terra.
Comprendem-se as preocupações de Israel, com a sua segurança, bem como a preocupação dos Estados Unidos relativamente à segurança do seu aliado, mas já não dá para entender a cobertura dada pelos Estados Unidos a todos os crimes que o Estado de Israel tem cometido, a começar pelo crime continuado que é o bloqueio a Gaza. Sim, porque o bloqueio imposto a Gaza é criminoso face ao direito internacional. É que, para além de qualquer outra consideração de natureza humanitária, vai contra as próprias resoluções das Nações Unidas.
E se digo que não dá para entender é porque até parece que que a nação mais poderosa do mundo não são os Estados Unidos, mas sim o Estado de Israel. Dir-se-ia, face à política seguida pela diplomacia americana em relação ao Médio Oriente que quem manda na política dos Estados Unidos não é o Presidente Obama, mas sim o senhor Benjamin "Bibi" Netanyahu. Vá lá saber-se porquê. Será que o lóbi judaico explica tudo ?
Não sei responder. O que vejo é que o mundo está nas mãos do senhor "Bibi". E muito mal entregue a meu ver.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A "justificação" do massacre

A propaganda israelita, numa tentativa para justificar ou branquear o massacre perpetrado a bordo do navio turco Marvi Marmara, um dos que transportava ajuda humanitária para Gaza, pôs a circular dois vídeos (abaixo). Num vêem-se os militares israelitas a descer por cordas para o navio e a serem recebidos à bastonada. No outro mostram-se as "armas" encontradas a bordo: fisgas, berlindes, (ou pequenas bolas de plástico ?)e bastões de diversos tamanhos, em metal (ao que parece), material que não falta em qualquer barco.
A divulgação destes vídeos acaba por produzir um efeito contrário ao pretendido. De facto, como é que os israelistas queriam ser recebidos no barco que estavam a assaltar? Com flores ? Onde é que já se viu piratas assaltantes serem recebidos de braços abertos?
E que dizer das "armas"? Não havendo sequer uma arma de fogo para amostra, como é que se pode justificar o massacre que se seguiu ao assalto?
Não são só as armas (israelitas) que matam. O ridículo também mata. Pelo menos as justificações da propaganda israelita, que não evitaram a condenação do ataque israelita no Conselho de Segurança da ONU.



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Para que serve a NATO ?

Não me reconheço nenhuma autoridade em matéria de política internacional, mas mesmo assim, perante mais este atentado cometido pelo Estado de Israel, desta vez contra um navio dum país membro da NATO (a Turquia) não posso deixar de me interrogar, perante o silêncio e a inacção da NATO, para que serve esta organização militar internacional.
Dir-me-ão que a NATO está no Afeganistão e noutros pontos do globo a lutar contra o terrorismo e em prol da paz mundial. Não me parece, no entanto, que o principal foco de tensão mundial esteja no Afeganistão, mas sim no Médio Oriente. Aqui sim pode estar em perigo a paz mundial enquanto não for resolvida a questão palestiniana, questão que, duma maneira ou doutra está relacionada com o terrorismo islâmico. Na verdade, mesmo que se aceite que o terrorismo procedente de sectores islamitas tem raízes mais fundas, a verdade é que o modo como Israel tem tratado, com a complacência do mundo ocidental, os palestinianos e a questão palestiniana em nada contribui para o apaziguamento, antes tem servido para incendiar os ânimos no mundo muçulmano.
O risco de um confronto sério a nível mundial está no Médio Oriente e as chancelarias ocidentais devem-no saber melhor do que eu, até porque também sabem que Israel possui armas nucleares, sendo também verdade que o senhor Benjamin Netanyahu não é propriamente um modelo de prudência, nem de moderação, a exemplo, aliás, de alguns antecessores.
Perante um ataque, ilegal do ponto de vista internacional e criminoso (porque morreram pessoas, às mãos de soldados de Israel) dirigido, em águas internacionais, contra um navio dum país membro, era expectável alguma atitude por parte da NATO e dos países que integram a organização que não fosse a hipócrita lamentação do "incidente". No mínimo, é exigível à NATO e aos países membros que assegurem a livre circulação no Mediterrâneo e que ponham termo ao vergonhoso bloqueio a Gaza que, pelos vistos, até impede o envio de ajuda humanitária.
A inacção duma e doutros só prova que a NATO não passa de um "pau mandado" dos Estados Unidos e que mais não faz do que intervir quando e onde tal for do interesse do "dono". Mas sendo assim, a manutenção da organização não faz nenhum sentido, até porque a Rússia já não é nenhum "papão". A menos que, para os países membros, continue a fazer sentido desempenhar o papel de criados.

Indignação

A coberto da complacência, quando não do apoio dos Estados Unidos, Israel tornou-se um Estado arrogante e desrespeitador do direito internacional que mata onde, quando, e como quer, seguro que está, por via daquele apoio, da sua impunidade. Uma vez mais voltou a fazê-lo ao atacar um comboio de navios de transporte de ajuda humanitária com destino a Gaza.
E as autoridades israelitas ainda têm o descaramento de alegar que foram os israelitas os primeiros a ser atacados. Será que não foram eles os assaltantes e que as mortes não ocorreram no navio assaltado?
Toda a indignação é pouca perante mais este acto terrorista praticado pelo Estado de Israel.

terça-feira, 14 de julho de 2009

"Como foi possível" ?

Interroga-se hoje o "Público" na coluna "Sobe e Desce" como foi possível que tivesse chegado ao poder em Washington uma figura como Dick Cheney, a quem é atribuída a responsabilidade por manter em segredo os planos da CIA para assassinar selectivamente os membros da rede terrorista.
A pergunta é duplamente curta, porque a interrogação devia abranger, pelo menos, a dupla Bush/Cheney e não faltam motivos que justifiquem a interrogação, a começar, como é óbvio, pela guerra no Iraque e pelas mentiras que levaram ao seu desencadear.
Reconhece-se, em todo caso, que a pergunta é boa. Pena é que a pergunta tenha ficado sem resposta quando estava mesmo à mão de semear: José Manuel Fernandes, director do "Público", um indefectível apoiante da citada dupla e da agenda por ela levada a cabo, tinha certamente a resposta.

domingo, 19 de abril de 2009

A música já é outra ...

As negociações para a paz na região podem não chegar à desejada solução, como, infelizmente, já é costume. Em todo caso, ao que parece, a nova América já está a chegar Médio Oriente e é bom que assim seja. Se o objectivo de todas as partes intervenientes (locais ou internacionais) é alcançar a paz, parece evidente que algo teria que mudar para não se eternizar o problema.
Pelo menos, também aqui, com Obama, a "música" já é outra.
Oxalá a "banda" chegue a bom porto !