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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Podemos dormir descansados

A OCDE não acredita que Portugal consiga alcançar as metas previstas (e sucessivamente revistas) pelo governo português para o défice das contas públicas no corrente ano e no próximo (5,5% do PIB e 4% respectivamente).
Trata-se, porém, duma antecipação que não deve tirar-nos o sono. Isto, porque o "astrólogo" "que não acerta uma",  Vítor Gaspar, "ministro das Finanças da troika", já se encarregou de desvalorizar as previsões da OCDE.
Durmamos, pois, descansados.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Um filme de terror

"Portugal continuará, até 2017 inclusive, a ser um dos países do mundo com menor crescimento, com mais desemprego e a economia continuará a perder posições no ranking do poder de compra per capita indica o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ou seja, cada português, continuará a descer (a empobrecer) quando se olha para a lista dos mais de 180 países analisados pela instituição.

De acordo com as projeções do Fundo, que é um dos elementos da troika no país que tem estado a desenhar, juntamente com o Governo, o programa de ajustamento económico e financeiro, Portugal chega a 2017 em pior situação económica relativa do que estava em 2011."

(Luís Reis Ribeiro; "Ajustamento falha e Portugal cai nos rankings do FMI até 2017". Na íntegra: aqui)

O que os dados do Relatório de Outono das Perspectivas Económicas Globais (World Economic Outlook) do FMI (a que o artigo, parcialmente reproduzido, se refere) revelam é um filme de terror, o que, para os portugueses, nem sequer é novidade, pois não só estão a ver o filme, estão a vivê-lo.
Mesmo assim, não deixa de causar calafrios constatar que, segundo as previsões do FMI, "Portugal chega a 2017 em pior situação económica relativa do que estava em 2011." 
A dimensão da traição ocorrida nos idos de Março de 2011 está para além da tragédia, é o que estas previsões anunciam com total limpidez. 
E, pelos vistos, Portugal, ao contrário de Roma,  até paga a traidores, se bem que só a alguns.  Eu não pago e não perdoo a nenhum: nem aos que agiram por oportunismo político, nem aos que actuaram por ânsia de poder, nem a quem apadrinhou e fomentou a traição. Pelo menos, enquanto não vir um qualquer sinal de arrependimento.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

The right man in the right place

Em 2011 e 2012, o Governo prevê que o PIB recue, em 2011, 2,3% e em 2012, 1,7%. Mais pessimista que a Tróica e o Banco de Portugal em relação a 2011 e mais optimista que ambos relativamente a 2012. Percebe-se porquê.
As exportações, segundo o Governo vão crescer 6,7% este ano e apenas 5,6% em 2012. Em contrapartida, as importações irão diminuir 4,8% este ano e 1,3% em 2012.
A inflação deverá atingir 3,5% este ano e 2,3% no próximo ano.
E, finalmente e mais importante, o Governo prevê que aumente o número de desempregados, atingindo-se em 2012 a taxa de 13,2%.
Como se vê, é só "melhorias" em relação a 2010, o último ano completo da responsabilidade do "ominoso" Sócrates. 
Senão compare
Em 2010, o PIB cresceu, apesar da crise, 1,3%; as exportações cresceram 8,8%; a  inflação não foi além de 1,4%; a taxa de desemprego ficou-se pelos 10,8%.
Mas não desespere que, a partir de 2013, a economia portuguesa, diz Gaspar, vai conhecer uma recuperação "expressiva".
Ficamos sem saber o que é isso de "recuperação expressiva" porque o ministro Gaspar não adianta números e a gente compreende o porquê: não só não tem a capacidade de previsão da cartomante Maya, como, de facto, nem ele acredita nas suas previsões. É ele, na verdade, quem  nos deixa o alerta: o cenário apresentado "deve ser encarado com especial prudência devido à incerteza associada a factores de ordem interna e externa".
Nota complementar: o ministro Gaspar dá-nos todas estas "boas" notícias, sempre com a mesma cara de pau. Ele é, por isso e para já, the right man in the right place. Se é "brilhante" ou não ainda estou para saber.
(Os dados citados foram recolhidos aqui)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

As boas e as más novas

Surpreendam-se, ou antes, surpreendamo-nos que o caso não é para menos. E também não é para menos, desconfiar de todas as previsões, venham elas de onde vierem. Aliás, depois de tantos erros de previsão, o que mais admira é que ainda se lhes dê algum crédito. E já nem sequer falo dos apocalípticos como Medina Carreira e quejandos. Para tolos, como estes, o único remédio é ouvidos moucos.
Não é menos verdade que este bom desempenho da economia portuguesa não dispensa a tomada de medidas no que respeita à consolidação orçamental, como salienta o ministro Teixeira dos Santos,  tendo em conta as pressões dos mercados financeiros e os compromissos assumidos com Bruxelas. O que se espera é que os males que se anunciam se repartam pelas aldeias e que não seja preciso ir tão longe quanto a Espanha que acaba de anunciar uma redução, a partir de Junho, de cinco por cento dos salários dos funcionários públicos e o congelamento salarial em 2011 e a redução em 15 % dos salários dos membros do Governo, para além de outras medidas draconianas. E aqui entram as más novas, pois está visto, pelo exemplo de Espanha, que os défices das contas públicas não se resolvem com paninhos quentes. Resta-nos, por isso, prepararmo-nos para o que aí vem e que, de certeza, não será muito agradável..
Pela minha parte, já estou pronto para tudo. Agradeço é que se acabe com o chinfrim, que pode ser de alguma utilidade para quem aposta no quanto pior, melhor, mas do qual não resulta nada de positivo para o país. Como se tem visto.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Comentário da semana: Nós é que fazemos ...

"19.01.2009 - 16h06 - Pedro Sá, Lisboa
Agora deprimimo-nos com previsões!!!! Cabe-nos a TODOS mudar esse cenário, viver mais e trabalhar mais e mais organizadamente. Estes comentários sarcásticos e pessimistas, que aqui se podem ler, NãO LEVAM NINGUÉM A LADO NENHUM. A culpa é sempre do Sócrates (como era do Santana, do Guterres, do Cavaco), da crise Espanhola, do Bush (que agora já se foi) e dos Israelitas, da Al Qaeda e do Apartheid!!! Ponham a mão na consciência! NÓS É QUE FAZEMOS PORTUGAL, NÃO É O ENG. SÓCRATES!"
(Comentário a esta notícia do PUBLICO.PT.)
Nós é que fazemos (e desfazemos, acrescentaria eu).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Dou um doce ...

... a quem acertar nas previsões sobre a evolução da economia portuguesa nos próximos tempos.
Candidatos ao prémio já há:
- O Governo português que prevê, para este ano, a contracção do PIB em 0,8 %; um défice público de 3,9 % e uma taxa de desemprego de 8,5 %;
- a Comissão de Bruxelas que antecipa uma contracção da economia em 1,6%; um défice público de 4,6 %; e a taxa de desemprego em 8,8%, números estes bem mais desfavoráveis do que os adiantados pelo Governo português;
- Bagão Félix (uma autoridade na matéria como o comprova a sua actuação como ministro das Finanças no Governo de Santana Lopes); o Bloco de Esquerda ; e João Proença, líder da UGT que alinham pelas previsões de Bruxelas.
Antecipo também a minha previsão de que nenhum dos candidatos vai receber o prémio.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Trichet em contra-ciclo

Ao contrário da maior parte dos economistas que antecipa uma recessão prolongada da economia mundial, Trichet, presidente do Banco Central Europeu, prevê retoma significativa da economia mundial em 2010 .
Mau sinal, que o homem raramente acerta.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Not good, but not so bad...(2)

Segundo as previsões de Novembro da OCDE, a economia portuguesa deverá conhecer no próximo ano, uma contracção de 0,2%, enquanto que a Zona Euro, segundo a mesma previsão, vai ter uma contracção do PIB bastante superior (0,6%).
É evidente que a notícia, ou melhor a previsão, não é boa, nem o mal dos outros nos deve servir de conforto, mas, em todo o caso, parece poder dizer-se que, face à conjuntura internacional, a economia portuguesa tem resistido bem melhor do que alguns esperariam.
Não posso garantir que o mérito seja do actual governo, mas, a meu ver, não fica mal ao primeiro-ministro salientar o facto de as previsões serem "menos negativas" que para outros países.
Qual o político que no lugar dele não o faria ? Pelo que tenho lido, há por aí muitas falsas "virgens" que julgam que somos todos parvos !
(Reeditada)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os voluntaristas e as carpideiras

As previsões da Comissão Europeia, quer relativamente à Zona Euro, quer mais especificamente em relação à economia portuguesa, são pouco animadoras.
Quanto à Zona Euro, a previsão é de uma recessão técnica este ano, com contracção do PIB entre o segundo e o quarto trimestre deste ano e de um crescimento quase nulo (0,1 por cento) no próximo ano;
Em relação a Portugal, a previsão aponta, por um lado, para variações negativas nos dois últimos trimestres do ano, entrando a economia portuguesa em recessão técnica e, por outro lado, para um crescimento anual de 0,5 por cento este ano e de 0,1 por cento no próximo, valores bem inferiores aos previstos pelo Governo português para a elaboração do Orçamento do próximo ano, valores que segundo a previsão governamental se fixariam em 0,8 por cento e 0,6 por cento, respectivamente.
Previsões são previsões e pouco valem como o demonstram as sucessivas revisões em baixa a que temos assistido nos últimos tempos, quer por parte da Comissão Europeia, quer por parte de outras entidades. Há, em todo o caso, que reconhecer que as previsões pessimistas se afiguram como mais realistas tendo em conta o histórico dos últimos tempos, pelo que é possível que as previsões da Comissão Europeia sejam mais credíveis que as do Governo que, com o seu voluntarismo, tenderá a pintar as perspectivas futuras com cores menos sombrias que as da Comissão. É o que o ministro da Economia, Manuel Pinho, se apressou fazer, ao desvalorizar as previsões de Bruxelas, afirmando que Portugal tem conseguido ultrapassar sempre as previsões da Comissão.
Ao voluntarismo do Governo responde o PSD, pela voz do seu líder parlamentar, para quem as previsões da Comissão Europeia “demonstram o irrealismo das previsões em que assenta o Orçamento do Estado” para 2009, pelo que o Governo será obrigado a inverter a sua política económica, designadamente no respeitante ao investimento em obras públicas. Só que, digo eu, esta revisão parece ser contraditória com a preocupação com o aumento do desemprego, inevitável, se se confirmarem as previsões da Comissão Europeia, e de “consequências dramáticas”na vida dos portugueses, como alerta o Bloco de Esquerda, pela voz da deputada Alda Macedo.
Por estas diferentes tomadas de posição já se vê que os portugueses não terão vida fácil no próximo ano e que a margem de sucesso para a política do Governo é estreita. Em todo o caso, parece-me preferível a determinação (que não o voluntarismo irrealista) do Governo do que o carpir das oposições. O mais que se pode dizer, nesta altura, é que, no momento próprio, que já não tarda, cá estaremos, os portugueses, para julgar uns e outros.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Tap: Boa notícia, se ...


Se as previsões dos analistas tivessem a virtualidade de se converter em realidade, a notícia de que a TAP Air Portugal está no grupo das nove companhias aéreas europeias que têm qualidades para "sobreviver" no sector da aviação, segundo um estudo do banco de investimento britânico, BlueOtar Securities, seria uma excelente notícia para a TAP e para o país. Infelizmente, os analistas enganam-se nas suas previsões como o comum dos mortais.
Do domínio da realidade é, para já, o facto que a TAP Air Portugal acumulou, nos primeiros seis meses deste ano, prejuízos avultadíssimos que ultrapassaram os cento e quarenta milhões de euros, se a memória me não falha. Ora, prejuízos de tal grandeza só podem significar que alguma coisa não vai bem na companhia aérea de bandeira portuguesa, pois não parece razoável imputá-los todos ao aumento dos combustíveis, como os gestores da TAP pretendem.
Se se acrescentar a esta realidade, a circunstância de a paz social, que se tem vivido na TAP nos últimos tempos, estar agora em causa, devido a reivindicações não satisfeitas dos seus trabalhadores, bem podemos questionarmo-nos sobre se aquela previsão se chegará a concretizar. É desejável que sim, mas, por vezes, o desejável nem sempre é possível e não o será, certamente, se o irrealismo voltar a imperar.
(Imagem colhida aqui)

terça-feira, 29 de julho de 2008

Deixem-no descer !

O preço do petróleo cai para mínimo das últimas 14 semanas, cotando-se hoje o barril a 120 dólares em Nova Iorque e a 121 em Londres.
Qualquer que seja a razão para esta baixa acentuada, ela vai no sentido das previsões de Marc Faber, em entrevista ao Jornal de Negócios Online, onde admite que "o preço pode cair para cerca de 80 dólares, devido a factores relacionados com a procura, nomeadamente uma economia global debilitada", embora acrescente que, depois de uma descida brusca, o petróleo voltará a subir.
Seja como for, para já, a gasolina baixou quatro cêntimos e o gasóleo três cêntimos e, ao preço actual do crude, as empresas petrolíferas passam a ter novamente boa margem para novas descidas e mais acentuadas dos derivados do petróleo.
Pode ser que com esta descida a economia portuguesa se reanime de novo, como espera o ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho.
Oxalá!
(A imagem foi tirada daqui)