quarta-feira, 31 de março de 2010

"Num lado se põe o ramo, noutro se vende o vinho"

Desenvolvimento da notícia:
"Um cônsul honorário de Portugal terá recebido um suborno de 1,6 milhões de euros da Man Ferrostaal para ajudar a concretizar a compra de dois submarinos pelo Estado português em 2004, avança a edição online da revista Der Spiegel.
O Estado português contratualizou com o consórcio alemão German Submarine Consortium (que integra a Man Ferrostaal) a compra de dois submarinos U-214 em 2004, quando Durão Barroso era primeiro ministro e Paulo Portas ministro da Defesa.
De acordo com a revista alemã, a suspeita de corrupção contra a Ferrostaal, que atualmente é alvo de várias investigações na Alemanha, "é maior do que se pensava", visto que a empresa terá "não apenas pago, ela própria, luvas durante anos, mas também ajudado outras empresas a organizar este tipo de pagamentos".
No centro do escândalo de corrupção, realça a revista, "está a entrega de dois submarinos a Portugal", lembrando que o German Submarine Consortium ganhou em novembro de 2003 o contrato no valor de 880 milhões de euros referentes à entrega de dois submarinos Tridente.
A revista avança que nos autos de investigação realizados pelas autoridades alemãs é referido que "um cônsul honorário português ajudou a concretizar o negócio" e terá alegadamente "recebido 1,6 milhões de euros em luvas pela sua ajuda".
De acordo com a Der Spiegel, o diplomata, cujo nome não é referido, terá também organizado, no verão de 2002, uma "reunião entre a administração da Ferrostaal e o antigo primeiro-ministro português José Manuel Durão Barroso", atual presidente da Comissão Europeia."
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E, visto isto, acrescento eu: querem lá ver que, como diz o ditado, "num lado se põe o ramo, noutro se vende o vinho"?
(Imagem daqui)

terça-feira, 30 de março de 2010

"Quem não tem cão, caça com gato"

Encontrando-se José Pedro Aguiar-Branco a gozar férias fora do país, caberá a  Agostinho Branquinho liderar a bancada do PSD no debate quinzenal que se realiza amanhã no Parlamento. Pelos vistos, por ora, Pedro Passos Coelho, "cão" não tem.

"Ir para fora cá dentro" (III)


 (Avis - Vista geral)
O Alentejo, nesta altura, está lindo. Aproveite para confirmar, com uma visita a Avis. E dê uma saltada à praia na Barragem do Maranhão, ali mesmo ao pé. Não para tomar banho que a água ainda está fria, mas pode praticar canoagem. É o que por lá está a dar. Não faltam lá equipas estrangeiras em treinos da especialidade.
(Clicando na imagem, amplia)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Semana da Paixão



Ária da "Paixão segundo São Mateus", de Johann Sebastian Bach.
(Via)

Novas imagens da Terra




E as mais detalhadas, segundo a NASA.

Tal e qual ...

No PSD é assim: "Primeiro o país, depois o partido". É tal e qual, como se vê, por aqui.

Belenenses: 0 - Porto: 3 (Quebrado o enguiço ?) (Vídeos - Golos)

Com o regresso de Hulk aos relvados, regresso assinalado com um belo golo da sua autoria, o FCPorto parece ter quebrado o enguiço dos últimos tempos marcados por maus resultados, com a vitória sobre o Belenenses, por um expressivo 3-0. Já vem tarde, ao que tudo indica, em termos de campeonato. Pior, porém, está o Belenenses que corre o sério risco de baixar de escalão.
Vejamos os golos que é o melhor que tem o futebol.
Vídeos:
Golo de Rolando

Golo de Hulk

Golo de Falcao

domingo, 28 de março de 2010

Louçã anda muito preocupado...

... com o que ganha o Presidente Obama. E daí talvez não, porque para termo de comparação até tinha bem melhor: os prémios de qualquer banqueiro americano. Pela certa, o que o preocupa é ganhar mais uns tantos votos, nem que seja à conta da inveja que sempre motiva a plebe.
É política rasteirinha? É, mas é o melhor que ele sabe fazer.

sábado, 27 de março de 2010

Mais um número redondo: 2000

Com este, atinge-se, dois anos ainda não volvidos, o número 2000 de "posts" publicados aqui no blogue que, por pouco que seja, tem servido para alguma coisa: "espantar" o tédio do autor. Que de tal fique o registo.

Benfica: 1 - Braga: 0 (Golo - Vídeo)

O Benfica, ao derrotar o Braga, no estádio da Luz, por 1-0, num jogo muito disputado e aberto, sobretudo na 2ª parte, deixou o seu competidor mais directo a 6 pontos e pode começar a tratar da encomenda das faixas de campeão !

Vídeo:
Golo de Luisão (Benfica)

As "directas" do PSD e as surpresas

A vitória de Passos Coelho nas "directas" ontem realizadas para eleição do presidente do PSD não constitui, de per si, nenhuma surpresa, já que as sondagens, entretanto realizadas, por pouco credíveis que fossem, segundo os especialistas, já apontavam para esse resultado. As surpresas surgem quando se olha para os números, que traduzem uma vitória folgada: 61,06% para Passos Coelho, contra 34,47% para Paulo Rangel, 3,61% para José Pedro Aguiar-Branco e 0,23% para Castanheira Barros.
Ora, estes números significam que, não obstante a candidatura de Aguiar-Branco ter sido cilindrada pela bipolarização criada  à volta de Passos Coelho e Paulo Rangel, nem assim este conseguiu uma votação que pudesse ombrear com a do vencedor. Daí que se possa dizer que, dada a bipolarização, os grandes vencidos tenham sido Paulo Rangel e os "caceteiros" que o acompanhavam (J. Pacheco Pereira e V. Graça Moura, p.e) a par de pessoas estimáveis, como António Capucho. De facto, o candidato Castanheira Barros não contava e tanto assim que, no discurso de vitória, Passos Coelho nem a ele se referiu (o que não condiz muito com o perfil que dele traçam) e Aguiar Branco, dadas as circunstâncias, também já não podia alimentar grandes esperanças.
Recambiado para o Parlamento Europeu, o taumaturgo de verbo fácil (mas que, afinal, nem no interior do partido faz milagres) fica o PSD entregue a Passos Coelho e ele sim pode vir a constituir uma grande surpresa (boa ou má) porque, de facto, politicamente, Passos Coelho é uma melancia por abrir. Sabe-se que representa uma corrente mais liberal dentro do PSD e que é uma pessoa cortês, mas, como é óbvio, tais dados são insuficientes para lhe definir a estatura como político.
Natural é, pelas ideias que perfilha, que venha a ser uma má surpresa para Paulo Portas e para o CDS, que, com um PSD mais inclinado para a direita, poderão ver travada a ascensão verificada nos últimos tempos. Diria o contrário para Sócrates e o PS, mas muito dependerá de outros factores. Se Passos Coelho for capaz de traçar um rumo e de apresentar soluções alternativas credíveis, deixando para trás a política do "bota-abaixo" da direcção antecessora, tudo pode acontecer.
Como não sou futurólogo direi: veremos.

Pelourinhos : Trancoso


Pelourinho de Trancoso
(Para uma descrição pormenorizada, dê um salto até aqui)
(Clicando na imagem, amplia)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Da cobardia política

Apesar do título pomposo, não espere o leitor um ensaio sobre o tema da cobardia que, para tanto, me falta talento e pachorra. Trago aqui uma simples constatação de factos:
1. A direita portuguesa (alavancada pela comunicação social que ela domina, na quase totalidade, embora nos queiram fazer crer o contrário) de par (em tom mais moderado) com a esquerda dos amanhãs que cantam (PCP)  e com a esquerda caviar (BE)  proclama que a credibilidade do primeiro-ministro desceu a um nível insuportável e indesejável. O tema é, agora, glosado, em diversos registos, a propósito das escutas no caso "Face Oculta", mas é recorrente, como se viu ao longo da última legislatura e durante a última campanha eleitoral, onde, para fazer o contraponto, a líder do maior partido da direita, se apresentou, "modestamente" como dona da "Verdade". Sem grande proveito, como é sabido.
2. O PS já manifestou, a várias vozes, que José Sócrates não é descartável e que o partido nem sequer considera como mera hipótese a sugestão vinda da direita no sentido da demissão do primeiro ministro. Outra coisa não era, aliás, de esperar, por todas as razões e mais uma, a começar pelo facto de que provas não há. Espanta até que alguém se tivesse lembrado de uma ideia tão peregrina.
Perante estes factos, se as alegações sobre a credibilidade do primeiro-ministro são para ser levadas a sério, a coligação negativa formada na Assembleia da República pelo PSD, CDS, PCP e BE (em condições de se transformar em nova maioria, pela via do "compromisso histórico" à moda do "capo" madeirense) só não avançará com a moção de censura para derrubar o Governo, por pura cobardia.
Digo cobardia, porque não tirar as consequências de tão grave acusação, só pode ficar a dever-se a medo, pois, num caso destes, não valem considerações de mera oportunidade, como as avançadas, há tempos, pelo Professor Marcelo, numa das suas (agora saudosas) prédicas dominicais. Que, de resto, não colhem, pois, estando em causa a credibilidade, esta tão relevante seria a nível interno, como externo, plano este que serve de argumento ao Professor para defender a manutenção do Governo. Se bem compreendo a prédica, tal significa que, no entender de Marcelo, a imagem do primeiro-ministro, pelo menos no exterior,  não está afectada, pesem embora os esforços da triste figura de Paulo Rangel a pregar para as moscas no Parlamento Europeu.
Nem no exterior, nem no interior, acrescento eu, a julgar pelos resultados da  última sondagem conhecida. Se as oposições entendem o contrário e quiserem ser levadas a sério, deverão proceder em conformidade, que para isso têm o pão e o queijo na mão. Esta não pode servir só para atirar pedras. A sua credibilidade passa por aqui.

"À espera de Godot"

Ao que parece, o que os militantes do PSD, que hoje irão a votos para eleger o próximo presidente do partido, vão escolher não é o dirigente que melhor sirva os interesses do país, mas sim  o candidato que derrote o PS.
Sendo assim, atrever-me-ia a sugerir que esperassem sentados, porque, para além de se me afigurar que a motivação não é a mais nobre, também não me parece que os dois candidatos melhor posicionados, segundo as sondagens que se conhecem, tenham o perfil para atingir tal desiderato.
Passos Coelho, com as suas ideias liberais de redução do Estado social ao Estado mínimo, surge em contra-ciclo, num momento em que é mais necessária a intervenção do Estado  na protecção dos mais desfavorecidos. A Rangel, bom no uso da palavra para atacar e destruir, faltam as ideias para construir. Essa receita (atacar, sem apresentar soluções alternativas) foi a estratégia seguida por Manuela Ferreira Leite enquanto dirigente do PSD e, designadamente, durante a última campanha eleitoral. Com os resultados que se conhecem. A experiência colhida pela "madrinha" Ferreira Leite deveria ter-lhe servido de lição, mas, pelos vistos, nem isso.  

O "i" de inviável

Muito se especulou sobre o significado do "i", nome dado ao jornal do Gupo Lena, nas bancas há menos de um ano. Afinal, ao contrário do inicialmente suposto, o "i" significa inviável. Não só o Grupo Lena se quer desfazer dele, como, ao que parece, não há quem o queira.

Só visto !


George W. Bush, ex-presidente dos EUA, a limpar as mãos à camisa de Bill Clinton, após cumprimentar vítimas do terramoto do Haiti. (Só visto, porque contado não se acredita)

quinta-feira, 25 de março de 2010

O PEC e o estado de necessidade

Com o voto favorável do PS, mais ou menos resignado, e abstenção do PSD, contra a vontade de grande parte dos seus deputados, mas imposta pela ainda líder, Manuela Ferreira Leite, a resolução sobre o PEC acabou por ser aprovada pela Assembleia da República.
Não vou negar a importância da resolução, porque, para já, terá o efeito de acalmar as agências de rating e os mercados financeiros internacionais, com imediato reflexo no não agravamento das condições de financiamento ao Estado, às empresas e  aos particulares e, por certo,  terá sido esta consideração que pesou na tomada de posição por parte de Ferreira Leite, mais do que qualquer alteração acordada de última hora.
Todavia, a sua aprovação  não representa o fim dos problemas. Desde logo, porque o PEC não passa de uma carta de intenções que o Governo tentará levar à prática, mas cuja concretização depende de medidas que terão de passar, muitas delas, pela Assembleia da República, estando essa passagem muito longe de estar assegurada, sabido como é que, para além dos partidos que agora votaram contra a resolução, também no PSD existe forte resistência contra ás medidas do PEC e o mesmo se pode dizer de alguns sectores do próprio Partido Socialista.
Diria até que o PEC não agrada a ninguém, incluindo o próprio Governo, pois o PEC surge por força das regras do Pacto de Estabilidade imposto de Bruxelas e as medidas nele contempladas suponho que não foram concebidas em função duma opção inteiramente livre do Governo, mas muito em função de serem ou não do agrado de Bruxelas e das agências internacionais. Suposição que se conforta com a aprovação a este PEC, manifestada quer pela Comissão Europeia, quer pelos organismos internacionais, como a OCDE e  o FMI. As opções do Governo justificam-se, pois, não pela bondade intrínseca das medidas (que não vou discutir) mas pela existência de um verdadeiro estado de necessidade. Por isso, não duvido, que nas actuais circunstâncias, a liberdade deste Governo, ou de qualquer outro que viesse (ou venha a seguir) não terá muito espaço para se exprimir. O futuro o dirá.
E, digam o que disserem as oposições, o estado de necessidade tem a sua origem no "abalozito de terra" da Drª Leite, abalozito que  é mais vulgarmente conhecido pela designação de maior crise económica internacional das últimas décadas. E, senão, compare-se o défice das contas públicas em 2008 (2,6%)  com o de 2009 (9,3%).

Má sorte, ser incorruptível...

A condenação do advogado Ricardo Sá Fernandes pelo Tribunal de Braga a pagar uma multa de 3 000 euros, além de 10 000 euros de indemnização ao empresário Domingos Névoa por aquele ter apelidado este de "corruptor e vigarista" numa entrevista a um semanário em 2007, revela que algo não vai bem na justiça portuguesa.
Senão vejamos: em contraponto a esta decisão, Domingos Névoa foi condenado por um tribunal de Lisboa a pagar uma multa de 5 000 euros, na sequência de um processo por corrupção instaurado precisamente na sequência da denúncia por parte de Ricardo Sá Fernandes de uma tentativa de corrupção que tinha como alvo o seu irmão e vereador da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes e que envolvia o pagamento de 200 000 euros contra a desistência de processos contra a Bragaparques relativos a negócios de compra de terrenos celebrados com a Câmara de Lisboa, tentativa que fracassou porque foi recusada e justamente denunciada, quer pelo intermediário (o advogado ora condenado), quer pelo alvo.
Comparando as duas decisões judiciais, temos de convir que a balança da justiça tem os braços muito desequilibrados. De facto, até parece que, aos olhos da justiça, ou antes, desta justiça à moda de Braga,  má sorte é ser incorruptível e ser corruptor compensa.
(Imagem daqui)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ena !

As boas notícias não abundam. Alegremo-nos, pois, com as que vão surgindo. Como esta: Lisboa foi eleita pela Associação dos Consumidores Europeus como  O Melhor Destino Europeu 2010.
(Clicando na imagem, amplia)

Beleza efémera (Vanessa atalanta)

Borboleta-almirante-vermelho (Vanessa atalanta L.)
(Clicando na imagem, amplia)