terça-feira, 14 de dezembro de 2021

#Observação dos dias

Quem disse que para observar um contorcionista era necessário ir ao circo?





Nas imagens: Lugre  (Spinus spinus L.; sinónimo: Carduellis spinus L.)

[Avistamento: Almada (Parque da Paz); 14 - Dezembro - 2021]
(Clicando nas imagens, amplia)

domingo, 12 de dezembro de 2021

Simplesmente disparate!


"Rui Rio sugere que calendário eleitoral influenciou prisão de Rendeiro", assim titula o "Expresso" uma notícia dando conta que Rui Rio publicou na sua conta no Twitter este desabafo: "O diretor da PJ deu uma conferência de imprensa de manhã. Depois esteve na RTP às 13h, na CMTV às 17h, na CNN às 19h e, exibindo o seu dom da ubiquidade, conseguiu estar às 20h, ao mesmo tempo, na SIC e na TVI. Pelos vistos, o azar de João Rendeiro foi haver eleições em janeiro".

Desabafo que é, ao mesmo tempo, um completo disparate, só ao alcance de alguém (esperemos que só temporariamente) perturbado. Note-se que ao qualificar o dito de Rui Rio como simples disparate estou a fazer um favor ao autor. A afirmação, tudo o indica, é sintoma de algo mais grave.  
(Créditos pela imagem supra devidos a:  Fernando Veludo/Lusa)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Vae victis !

Paulo Rangel, candidato vencido na recente disputa para o cargo de Presidente do PSD, lamenta que Rui Rio, o candidato vencedor da contenda, tenha afastado das listas do partido às próximas eleições legislativas os seus apoiantes, chegando alguns destes a falar em "purga". O termo é seguramente excessivo, pois figuram nas listas vários seguidores de Rangel em lugares elegíveis. Não custa, no entanto, admitir que Rangel e apoiantes tenham alguma razão de queixa, mas também é verdade que só com grande dose de ingenuidade, poderiam ter acreditado que Rui Rio, na elaboração das listas, não fosse tentado a privilegiar apoiantes seus. Se procedesse de outra forma é que seria motivo de perplexidade. 
Já no seu tempo exclamavam os romanos:  Vae victis! (Ai dos vencidos!) 
O mundo não mudou muito depois disso.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

"Traficante de informação"

 "Marques Mendes não é um comentador, é um traficante de informação privilegiada e nem sempre certa" (Miguel Tiago).

"Coscuvilheiro" também não lhe assentava mal.
(Fonte da imagem: Wikipédia)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

Requiem por um partido ?

 A decisão hoje tomada pelo PSD de disputar sozinho as próximas eleições legislativas que terão lugar no dia 30 de Janeiro, recusando a coligação com o CDS/PP (que bem ansiava por ela) pode, eventualmente, representar o fim deste partido. Isto, é claro, se as indicações dadas pelas últimas sondagens estiverem de acordo com a realidade, o que, como se sabe, nem sempre acontece, havendo, inclusive, dados que apontam para uma subvalorização, alegadamente crónica, na contagem das intenções de voto no CDS. 

Não se compreende muito bem a lógica da decisão até porque não foi dada a conhecer a justificação e estranha-se pois é sabido que quanto mais dividida a direita se apresentar a eleições mais serão os votos desperdiçados. Nada que me preocupe, evidentemente e, seja como for, o PSD é que sabe as linhas com que se cose.

O desaparecimento do CDS, a mais ou menos curto prazo, tem, nesta altura, um inconveniente de monta. De facto, com o enfraquecimento do CDS e, sobretudo, com o seu apagamento, aumentam as possibilidades de crescimento da extrema direita hoje corporizada no CHEGA, chefiado pela figura sinistra e oportunista do André Ventura, consequência bem possível e que se lamenta. 

(Reeditado)

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

"Não é com vinagre que se apanham moscas"


Disse Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), em comício, nos Açores, que “há poucas coisas tão parecidas com a direita do que uma maioria absoluta do PS”.
Não sei se a estimável senhora se apercebeu de que uma tal afirmação, ainda que expressa em português pouco escorreito, não pode deixar de ser vista como ofensiva por parte do PS. Como é evidente. Se o BE espera, como parece, que o resultado das eleições legislativas marcadas para o próximo dia 30 de Janeiro irá permitir à esquerda formar governo, é óbvio que esse eventual governo não se forma e não passa na Assembleia da República sem a liderança do Partido Socialista. Suponho que nem Catarina Martins se atreve a ter dúvidas sobre isso. Mas, sendo assim, conviria ao BE que os seus dirigentes, em pré-campanha ou já durante a campanha eleitoral tivessem algum tento na língua. É que, convém lembrar que, como diz o ditado, "Não é com vinagre que se apanham moscas". Nem moscas, nem parceiros de eventuais coligações.
(Créditos da imagem: Swipe News, SA)

sábado, 4 de dezembro de 2021

Quanta ligeireza de julgamento !


Surpreende-me a ligeireza com que alguém, sobretudo se jurista, se atreve a considerar o (agora) ex-ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, independentemente de julgamento, como corresponsável pelo acidente que teve lugar em 18 de Junho último, na autoestrada A-6 de que resultou a morte de um trabalhador atropelado pelo veículo onde o ministro se fazia transportar. A surpresa é tanto mais justificada quando é certo que os apressados julgadores nem se dão ao trabalho de apresentar o mais pequeno indício que aponte para a culpa do visado, tarefa que, convenhamos, não seria fácil.

Pelo menos, para o Ministério Público, não foi, pois, ao deduzir a acusação no processo, não constituiu o ex-ministro como arguido.

E para os julgadores apressados muito menos o seria. De facto, quem poderá saber o que se passou dentro do veículo, a não ser o próprio ex-ministro e o motorista? Ou será que, a partir de agora, para os justiceiros da nossa praça, um ministro ou qualquer outro superior hierárquico com motorista ao seu serviço não pode tirar os olhos do conta-quilómetros?

Por que razão não se aguarda pelo julgamento e pela produção pública da prova ? Uma pessoa, só pelo facto de ser ministro, já não não tem direito à presunção de inocência? Se já chegámos a esse ponto, e assim parece, quem é que de futuro, quererá assumir tais responsabilidades ? Pergunto-me.

(Imagem daqui)

domingo, 28 de novembro de 2021

Eram favas contadas...


Para a generalidade dos órgãos da comunicação social a vitória de Rangel sobre Rui Rio na disputa pela presidência do PSD era mais que certa. E, afinal, contra todas as previsões entretanto avançadas, a vitória acabou por sorrir a Rui Rio que não teve a seu favor, nem a comunicação social que, pelo contrário, não se cansou de acarinhar Rangel, nem a confiança, e menos ainda o apoio, de boa parte das estruturas distritais e concelhias do partido. E, há que dizê-lo, não sendo uma vitória estrondosa, também não foi uma vitória "poucochinha", atendendo às circunstâncias, visto que se tratou de uma vitória contra a lógica clubística. Rangel tinha, com efeito, o apoio de toda uma forte claque movida a frustração e raiva, que nele justamente se revia.
Rui Rio teve coragem para afrontar a claque e o mérito de a derrotar. É verdade que não lhe faltarão motivos de preocupação e muito trabalho pela frente, mas, seja como for o futuro, para já, é merecedor de parabéns. 
(Foto daqui. Créditos: Lucília Monteiro)

sábado, 20 de novembro de 2021

Cometas breves ?

André Ventura, líder do Chega, depois de anunciar, com pompa e circunstância, que o seu partido tinha tomado a decisão de retirar o apoio ao Governo Regional dos Açores, viu-se contraditado pelo único deputado do seu partido no parlamento regional que assegurou, com toda a clareza, que " A última palavra há-de ser minha”. Se um deputado regional, sem especial notoriedade pública, se atreve a pôr em causa uma decisão dos órgãos do partido e também de André Ventura que com o partido se confunde em termos de opinião pública, é porque a autoridade dele já conheceu melhores dias e o partido já terá entrado em desagregação.
Por isso, pergunto-me: não serão André Ventura e o Chega dois cometas breves? Os dois, líder e partido, surgiram de repente do nada. O seu ocaso tardará muito? 
(Foto LUSA. Daqui) 

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Vai e não voltes !

Sandra Felgueiras poderá estar de saída da RTP para rumar à CMTV

A mim, pelo menos, não me deixa saudades. Já a não via, há muito, pelo que, pessoalmente, não perco nada. Muito pelo contrário. A saída dela, a mim. poupa-me o trabalho de ter mudar de canal, sempre que ela venha a aparecer no ecrã, porque a CMTV não faz parte das minhas opções em matéria de programas de televisão.

Pelos comentários que tenho lido a  seu  respeito, creio que a minha opinião sobre o seu trabalho é amplamente partilhada. A ser assim, a concretizar-se a partida para a televisão do Correio da Manha é caso para festejar. Sem a parcialidade e a agressividade de que deu abundantes provas, a informação na RTP só tem a beneficiar em matéria de seriedade e objectividade. Bem carente de uma e de outra anda a comunicação social.
E já agora diga-se que a CMTV e Sandra Felgueiras estão bem uma para outra. Até admira como demoraram tanto tempo a "juntar os trapinhos".
(Reeditado)

terça-feira, 16 de novembro de 2021

À espera do Messias...

 A crer em J. M. Tavares, o cronista de "O respeitinho não é bonito" que dia sim, dia não, ocupa a última página do "Público", ainda não é desta que a direita, a que ele, confessadamente, pertence, terá hipótese de chegar ao poder.

Por via de regra, dispenso-me de ler a crónica deste Tavares, mas o título da crónica de hoje, "Um João Baptista para a direita" despertou-me a curiosidade e não resisti a lê-lo. 

Então e resumidamente é assim: Tavares admite como "perfeitamente plausível que Rio valha mais do que Rangel em eleições legislativas", mas, no seu entender, por razões que me dispenso de repetir porque irrelevantes para o que me interessa sublinhar,  nem Rio, nem Rangel "terão quaisquer hipóteses de vencer as próximas eleições". A direita terá, pois, ainda segundo Tavares, que aguardar que surja alguém "melhor e mais competente do que  eles". A Rui Rio ou a Paulo Rangel (um dos dois será o próximo presidente do PSD, como se sabe) o cronista não reserva outro papel que não seja o de fazer de João Baptista, com a missão de preparar a vinda do Messias.

Estou em crer que, para Tavares, o Messias já tem nome. Duvido, porém, que o "Desejado" esteja para aí virado. Os sinais que tem dado não vão, por enquanto, nesse sentido.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Catarina e o "papão".

 

Em boa verdade, a "maioria absoluta" transformada em "papão" para assustar eleitores de esquerda não é discurso exclusivo do Bloco (BE). O PCP afina pelo mesmo diapasão e vai pelo mesmo caminho, o que, diga-se, não é caso para estranhar porque, neste particular, o interesse das duas forças políticas é coincidente.

Catarina Martins é, neste caso, chamada ao título que encabeça o texto, porque é ela quem vai mais longe e quem  melhor exprime o sentimento (comum aos dois referidos partidos políticos) de repúdio da "maioria absoluta" que hipoteticamente poderia vir a beneficiar o PS nas eleições legislativas já marcadas para o dia 30 de Janeiro. De facto, vai tão longe que se atreve a comparar a eventual "maioria absoluta do PS" com um "poder absoluto". afirmação que a deputada não pode deixar de saber que é um completo absurdo.

Com efeito, qualquer deputado, para não dizer qualquer cidadão minimamente informado, sabe que no regime que actualmente vigora em Portugal, como em qualquer regime democrático, não há nenhum órgão de soberania que tenha "poder absoluto" ou que possa sequer sonhar em tê-lo. Desde logo, como é evidente, porque o poder de qualquer órgão de soberania está sujeito à limitação dos mandatos. No caso do Governo muito menos se pode falar em tal, pois depende e responde, quer perante a Assembleia da República (AR) que não só o pode demitir mediante a rejeição de uma moção de confiança ou através da aprovação de uma moção de censura, como pode revogar a legislação dele emanada, quer perante o Presidente da República (PR) que também o pode demitir, ouvido o Conselho de Estado e pode vetar toda a legislação que dele venha. Acresce que a actuação do Governo tem ainda as limitações decorrentes de amplo controlo jurisdicional a cargo dos tribunais, incluindo o Tribunal Constitucional.

Perante este panorama de limitações, aqui elencadas breve e resumidamente, é difícil conceber que alguém conhecendo todo este condicionamento da actuação do Governo, possa, de boa fé, comparar e confundir "maioria absoluta" com "poder absoluto".

Finalizando: "Mentir é feio" e nem sempre tal facto é isento de consequências. É provável que venha a ser o caso.

(Reeditado o título)

domingo, 14 de novembro de 2021

"Profundamente dividido" / Profundamente preocupada

 "O PS está profundamente dividido" afiança Ana Sá Lopes em título da sua "Anacrónica" hoje vinda lume na última página do "Público", onde, feita a leitura, nada mais se encontra do que as consabidas diferenças de opinião que, de tão costumeiras, estranho seria que as não houvesse, pois seria sinal de que o PS se teria transformado num partido monolítico que nunca foi. 

" O dia seguinte às eleições não vai ser bonito de se ver", garante, no final da sua crónica,  a  jornalista do "Público", dando mostras de estar profundamente preocupada. Conhecendo a jornalista de outras leituras, não parece que um "PS profundamente dividido" justifique, no seu caso, tão funda preocupação. Algo de diferente lhe anda a tirar o sono. E, se calhar, nem com o dia seguinte às eleições se vão evaporar as preocupações. Dela. Em política, é, com frequência, assim. 

sábado, 13 de novembro de 2021

Confusão de palácios

Não constitui propriamente uma surpresa o facto de a comunicação social  ter transformado o ministro da Defesa, José Gomes Cravinho, em saco de pancada, a propósito do recentemente noticiado "caso dos diamantes" onde cabem crimes de diversa natureza e em que, alegadamente, estão envolvidos alguns militares (ou ex-militares) que estiveram integrados numa missão das Nações Unidas na República Centro Africana. O mesmo se pode dizer em relação ao comentariado que lhe anda associado e que com ele, cada vez mais, se confunde. De facto, uma e outro são useiros e a e vezeiros nesse tipo de comportamento.

José Gomes Cravinho é criticado por não ter dado conhecimento do caso nem ao Presidente da República, nem ao primeiro-ministro, crítica que só pode ser fruto duma confusão entre palácios. Pelos vistos, jornalistas e comentadores ignoram que a Procuradoria-Geral da República, órgão superior do Ministério Público (MP), tem a sua sede no palácio Palmela e não no Palácio de Belém, sede da Presidência da República, nem no Palácio de S. Bento, residência oficial do primeiro-ministro.

Se, de acordo com  a Constituição, é ao Ministério Público que compete "exercer a acção penal", e o MP "goza de autonomia", o ministro da Defesa, dando conhecimento dos factos ao Ministério Público, cumpriu rigorosamente o que a Constituição estabelece. 

Não parece, pois, que o ministro da Defesa seja merecedor de qualquer tipo de censura. Pelo contrário.  Se nos lembrarmos do "roubo de Tancos" em que houve diversas tentativas no sentido enredar no caso, quer o Presidente da República, quer o primeiro-ministro, a actuação do ministro da Defesa só pode ser merecedora de louvor. Desta vez, tentativas como as atrás citadas, não houve. 

Graças a ele!

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Metendo a foice em seara alheia ....

... diria eu que, antes de mais ninguém, quem não apreciará a vitória de Paulo Rangel na disputa para a presidência do PSD, será André Ventura. 

De facto, quem é que, tendo Rangel, ainda precisa do Chega?

sábado, 6 de novembro de 2021

Tiro e queda ?


Paulo Rangel: "O meu adversário já não é Rio, é António Costa" (fonte)

Paulo Rangel terá por certo, como qualquer outro político, algumas qualidades. Muitas ou escassas, não sei, nem curo de saber. A modéstia, porém, não é, seguramente, uma delas. É o menos que se pode dizer perante a arrogância da afirmação citada, afirmação que até pode ter a virtualidade de se transformar num tiro que lhe vai sair pela culatra.
Quem sabe se não é tiro e queda?
(Imagem da página do fotografado no facebook)

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Ora bolas, Senhor Presidente

Não se ignora que as sondagens, depois de conhecidos os resultados das recentes eleições autárquicas, andam um tanto ou quanto desacreditadas. Se já havia muita gente que delas desconfiava, o número de descrentes aumentou acentuadamente. 

Isto dito, não é menos certo que na falta de outros instrumentos mais fiáveis para apurar a vontade dos eleitores, é a elas que teremos de continuar a recorrer para antecipar, ainda que com todas as cautelas, o que futuro nos reserva.

Vem este breve arrazoado a propósito de uma sondagem recentemente publicada, segundo a qual,  não só o PS, por um lado,  voltaria a ser o partido mais votado, se as eleições se realizassem agora (com 38,5% dos votos, deixando o PSD à distância de 14 pontos percentuais), como, por outro lado,  a esquerda (PS, BE e CDU) no seu conjunto, continuaria a ter a maioria no parlamento, não havendo maneira nenhuma de a direita formar governo, mesmo que viesse a aceitar o apoio da extrema direita xenófoba de Ventura.

Se a tendência para que tais resultados apontam, se vier a confirmar, é certo que Marcelo vai ter um problema muito sério para resolver. 

É verdade que Marcelo avisou com antecedência que, chumbado o OE, se decidiria pela dissolução da Assembleia da República, mas não é menos verdade que o aviso não o desresponsabiliza pela decisão. Esta é exclusivamente sua, até porque não era a única solução que tinha à mão.

sábado, 25 de setembro de 2021

Por terras das Beiras

Borboleta-do-medronheiro (Charaxes jasius Linnaeus, 1767)

[Avistamento: Troviscal (Sertã); 21 - Setembro - 2021]


Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca Pallas)

[Avistamento: Troviscal (Sertã); 21 - Setembro - 2021]


Gonfos-saca-rolhas (Onychogomphus forcipatus Vander Linden, 1820)
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[Avistamento: Ribeira da Tamolha (Sertã); 20 - Setembro - 2021]


Daucus setifolius Desf.

[Avistamento: Ribeira da Tamolha (Sertã); 20 - Setembro - 2021]