quarta-feira, 10 de junho de 2009

Avifauna portuguesa # 53 : Milhafre-real (Milvus milvus)

Milhafre-real, ou Milhano (Milvus milvus L.)

(Local e data: Pocinho - Vila Nova de Foz Côa; 01-06-2009)
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Este nunca me enganou...

"O PSD está disponível para alterar os aspectos da lei do financiamento dos partidos contestados pelo Presidente da República até porque esteve contra eles".
Quem tal afirma é Paulo Rangel, segundo o PUBLICO.PT.
Assim sendo, cabe perguntar: então, como é? Esteve contra tais aspectos e votou favoravelmente a lei em questão ?
Depois desta e de outras afirmações de igual teor, quererá ele que o levem a sério?
A sua verborreia pode enganar muito boa gente. A mim nunca me enganou, nem engana, pois o novo "herói" da direita em geral e do PSD em particular não passa de um charlatão. Insisto: muita parra e pouca uva é o que dele se pode esperar. E, pelos vistos, uva estragada.
Post scriptum:
Esclareço que concordo com a alteração da lei, porque acho que o PR tem razão nos reparos que faz e estou de acordo com o veto presidencial. Como resulta do acima exposto, não é, pois, a disponibilidade do PSD para alterar a lei o que eu questiono. As piruetas de Paulo Rangel é que me impressionam.
(reeditada)

Diz e diz bem ...

Diz e diz bem. Não é o Estado (ou os contribuintes) quem tem de suportar os riscos de negócios em que não foi havido (o Estado) nem achados (os contribuintes). Quem correu os riscos que os assuma e ponto final. Ubi commoda ibi incommoda. Já era assim no tempo dos romanos.
Os clientes do BPP estão "completamente insatisfeitos" com a decisão do Governo em não injectar dinheiro público para garantir o retorno total das aplicações no Banco Privado Português? E eu ralado!
O Estado deve assegurar os meios de subsistência a quem deles careça, mas "não é nenhuma vaca leiteira". (Passe a pouca elegância da expressão).

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Arrogância a mais ...

Que o PSD foi o partido vencedor das eleições europeias é um facto e reconhecê-lo é obrigação de qualquer democrata. Tal não significa, no entanto, que assista ao PSD qualquer legitimidade para, na sequência de tal vitória, vir, uma vez mais, exigir que o Governo se abstenha de tomar decisões, como se a sua legitimidade se tivesse esgotado com estas eleições. Tal exigência não é legal, nem constitucional: as eleições realizadas ontem foram eleições para o Parlamento Europeu e não para a Assembleia da República de cuja composição resulta a formação do Governo. Enquanto Manuela Ferreira Leite (ou alguém por ela) não se submeter a sufrágio, em eleições legislativas, o PSD não conta com mais deputados na Assembleia da República do que os que já tinha, continuando, por isso, em minoria e, de acordo com as regras constitucionais, é como tal que terá de intervir na vida política. Constitucionalmente, com esta vitória do PSD, nem a actual maioria parlamentar ficou enfraquecida, nem os partidos vencedores viram a sua posição reforçada. Não subsiste, pois, do ponto de vista constitucional, qualquer dúvida sobre legitimidade do actual Governo nem sobre a sua capacidade para o pleno exercício da acção governativa. Sobre esse exercício se pronunciarão os cidadãos na altura própria e dirão de sua justiça.
Até lá, o PSD tem todo o direito de se regozijar e de festejar a sua vitória e de tirar todo o proveito dela, se o conseguir. O que não pode é fazer exigências que a lei lhe não consente. Proceder de tal forma é, no mínimo, revelador de um espírito pouco democrático. E, já agora, diga-se, arrogância a mais, face à modéstia dos números: contando o PSD com 31,68 % dos votos(menos de um terço dos votantes) num universo constituído por cerca de um terço dos eleitores inscritos, tal significa que o PSD recebeu o apoio da nona parte do eleitorado, se a minha matemática não falha. Não parece ser caso para grande embandeirar em arco! Acho eu.
(reeditada)

Avifauna portuguesa # 52 : Andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum)

[Andorinha-dos-beirais (Delichon urbicum L.)]
(Local e data: Vinhais; 31-05-2009)
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domingo, 7 de junho de 2009

Observação dos dias (V)

O dia do Grilo
(Modesta homenagem do editor)

Um discurso que se saúda

Ao assumir, por esta forma e sem sofismas, a derrota do PS, nas eleições europeias hoje realizadas, José Sócrates rompe com a tradição seguida pela classe política, que, por regra, tenta, por todos os meios e invocando os argumentos mais inesperados, escamotear os seus desastres eleitorais. É uma atitude que se saúda, pois a política deve, antes de tudo o mais, ser feita com verdade.
Como se saúda igualmente a sua determinação (bem manifestada nas suas palavras ao garantir que "estes resultados em nada diminuem a determinação do PS para estar à altura das suas responsabilidades na governação do país") e o seu ânimo (ao declarar que "os resultados destas eleições europeias tornam a nossa tarefa para as próximas eleições legislativas mais exigente e mais difícil, mas isso só reforça o nosso ânimo e a nossa vontade para uma preparação vitoriosa").
Assim é que é falar! Eia, pois !

Até ao lavar dos cestos é vindima...

Há que reconhecer, face aos resultados que se anunciam, que o PS é o perdedor destas eleições europeias e que o PSD e o BE são os vencedores. Daí a proclamar que estamos perante uma "grande vitória" do PSD vai um passo que não é legítimo dar, não só porque o não é, face aos números adiantados, mas também porque quem foi a votos não foi a líder do partido (convenientemente apagada durante toda a campanha) mas sim Paulo Rangel que, pese embora o facto de não ser figura do meu particular agrado, como é manifesto, face ao que aqui se tem escrito, parece ter "caído no goto" do eleitorado, o que prova que, em matéria de "gostos" o meu critério não é muito de fiar.
Seja como for, o que não é possível é questionar a decisão do eleitorado. Assim sendo, dêem-se os parabéns aos vencedores, como é próprio de democratas e toca a partir para as refregas eleitorais que se avizinham, sem perda de ânimo, até porque "até ao lavar dos cestos é vindima" e esta só chega lá para o fim do verão que, por sinal, ainda nem começou.
E termino esta "reza", com a aceitação do veredicto popular, dizendo o indispensável: Amen !

CIDADÃOS e cidadãos

Sou contra o voto obrigatório, porque o voto, antes de ser um dever (que também é) é um direito que o cidadão pode exercer ou não, no uso da sua liberdade. Todavia, quando, por um lado, constato que às 12,00 horas de hoje apenas haviam votado 11,8 por cento dos eleitores inscritos (em comparação com os 14,2 por cento verificados nas anteriores eleições para o Parlamento Europeu, em 2004) e quando verifico, por outro lado, que há eleitores como Tomás Vasques e outros, que conheço, que, para votarem, têm de percorrer 600 km ou mais, sou levado a concluir que há CIDADÃOS e cidadãos, pois que, se é verdade que a cidadania não se esgota em votar no dia das eleições, certo é também que o voto é, sem dúvida, a mais genuína forma de exercício de cidadania, porque é também o modo mais livre de cada cidadão manifestar a sua vontade e de exprimir o seu pensar.

O voto não dói nada ...

Já votei. Garanto que o voto não dói nada.
(Imagem daqui)

Imagens da minha terra

(1)

(2)

(3)

(4)

(5)
Legenda:
1. - Vista geral da aldeia e freguesia de Rapoula do Côa, concelho do Sabugal, tomada do Cabeço da Senhora das Preces (Ruvina). (No primeiro plano, o curso do rio Côa);
2. - Igreja paroquial (Anno de 1797);
3. 4. 5. - Trechos do rio Côa: Moinho do Giestal (3); Parque de merendas (4); Poldras (5)

(Clicando sobre as imagens, amplia)

sábado, 6 de junho de 2009

Albânia-Portugal:1-2

Confesso que não vi, na íntegra, o jogo de futebol entre as selecções da Albânia e de Portugal, disputado em Tirana, para apuramento para o Mundial de Futebol, porque a minha tremideira não dá para tanto sofrer. Umas espreitadelas e foi o bastante para ver o golo de Bruno Alves, já nos descontos finais, que deu a vitória a Portugal. Um belo golo, por sinal. Bela, no entanto, não terá sido a actuação da selecção nacional que, ultimamente, sob a direcção do seleccionador Carlos Queiroz, não tem feito grandes exibições, nem obtido bons resultados. Culpa do seleccionador, é o que o que por aí vejo escrito. Quem sou eu para discordar ? Não obstante, tenho de confessar que achei excelente a contratação de Carlos Queiroz como seleccionador nacional. E a verdade é que não sei se, com outro seleccionador, as contas poderiam ser outras, neste momento. A "sorte", porque "a bola é redonda", conta muito. Desta vez, a "sorte" sorriu à equipa portuguesa, mas, também já foi madrasta. Em qualquer caso, não me parece que a substituição do seleccionador, nesta altura do "campeonato", seja uma opção a ter em conta.

Eleições europeias 2009 (PS)

( Para "Nós, Europeus", Sócrates é "Vital" !)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Eleições europeias 2009 (Sondagem Aximage)

Sondagem Aximage/Correio da Manhã realizada entre 1-4 Junho:
Intenção de Participação:
Votantes - 34,7%
Abstenção - 65,3
Intenções de voto:
PS: 36,2%
PSD: 30,9%
BE: 10,2%
CDU: 10,1%
CDS-PP: 5,0%

Eleições europeias 2009 (Sondagem CESOP)

Sondagem da CESOP para o Diário de Noticias, Antena 1, RTP e Jornal de Notícias, realizada entre os dias 30 de Maio e 2 de Junho: (simulação de voto em urna)
PS: 34%
PSD: 32%
CDU: 11%
BE: 9%
CDS-PP: 4%
MEP: 2%
PCTP-MRPP: 1%
Outros: 3%
Brancos e nulos: 4%
De acordo com esta sondagem a distribuição dos eurodeputados far-se-ia pela forma seguinte: PS - 9; PSD - 8; CDU - 2; BE - 2; CDS-PP - 1 .
Mais informação aqui e aqui.

Eleições europeias 2009 (CDU)

(Procura novidades ? Tente noutra "loja"!)
(A imagem tem um "P" a mais e "emprego" a menos. Culpa da Câmara)