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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

A cimeira de Copenhaga: uma decepção ?

Não obstante os esforços da União Europeia, as notícias que chegam de Copenhaga são pouco animadoras sobre a eventualidade de se chegar a um acordo sobre as alterações climáticas. As maiores dificuldades resultam, ao que transparece, das metas pouco ambiciosas que os Estados Unidos se propõem alcançar no que respeita à redução dos gases com efeito de estufa e da recusa por parte da China em aceitar os mecanismos de verificação sobre o efectivo cumprimento do acordo por todas as partes.
Dir-se-ia que temos, de um lado, egoísmo a mais e do outro, boa-fé a menos.
Neste caso, bem podiam olhar para a Europa e para o Brasil como exemplos do caminho a seguir. Na falta de acordo, é a Terra que paga. E nós todos.
Adenda I:
Anuncia-se, entretanto, que os Estados Unidos, a China, a Índia e a África do Sul acordaram "listar as suas acções e compromissos nacionais, um mecanismo de financiamento, definir uma meta de 2ºC para a mitigação e fornecer informação sobre a implementação das suas acções através de comunicados nacionais, com a possibilidade de consultas e análises internacionais de acordo com orientações definidas”. À primeira vista e na falta de outros desenvolvimentos, o acordo não parece merecedor de grandes aplausos.
Adenda II:
E sim, tudo ponderado, visto não se ter alcançado, para já, um acordo vinculativo, e considerando que o consenso sobre as metas a atingir é modesto, se, em rigor, não se pode falar em fracasso, bem se pode falar em decepção.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Blogueiros Unidos por um Mundo Melhor"

Obrigado, Miguel, pela atribuição ao "Terra dos Espantos" do selo "Blogueiros Unidos por um Mundo Melhor", facto que aproveito para também aqui registar o início da Cimeira de Copenhaga sobre as alterações climáticas, acontecimento no qual se espera que venham a ser tomadas decisões sobre a forma de pôr termo ao aquecimento global do planeta, fenómeno já hoje sentido um pouco por toda a parte (e de que é sinal mais evidente a progressiva diminuição do gelo no Árctico) e que, a não muito longo prazo, dará origem, segundo os numerosos estudos já realizados, a catástrofes de toda a ordem. Ao que dizem esses estudos, a humanidade ainda dispõe de tempo, embora curto, de evitar calamidades futuras. Espera-se, por isso, que da parte dos dirigentes mundiais, haja a necessária clarividência para tomarem as decisões correctas com vista à segurança e à sustentabilidade do planeta Terra. Porque Terra há só uma e tão especial que nela surgiu Vida. E porque a sobrevivência dos seres vivos também pode estar em causa.