sexta-feira, 1 de junho de 2018

Que gente complicada !

 
Igreja Fruto da Oliveira ? Será que esta gente não sabe que o fruto da oliveira  tem o nome  de azeitona?  Se sabe, como é suposto,  para quê complicar o que é simples ?  Qual o problema em optar pela designação bem mais esclarecedora de "Igreja da Azeitona"?
O fruto da oliveira gostará, imagino eu, que o tratem pelo seu próprio nome.  Ou será que não? Quem sabe?

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Marcas do tempo

Figura de sereia pintada (por autor desconhecido) sobre rocha calcária nas arribas do Cabo Espichel onde são evidentes as marcas deixadas pelo decorrer do tempo que, como se vê, nem a beleza poupa.  O que não é propriamente uma novidade. Hélas!
(Local e data: Cabo Espichel; 21 - Maio - 2018)

sábado, 19 de maio de 2018

Coisas & loisas: religiosidade popular


Um simples oratório, ou talvez não mais que um abrigo contra intempéries, na freguesia de Portela do Fojo - Machio (concelho de Pampilhosa da Serra). Entregue à guarda do Arcanjo São Miguel, diria eu, se é que não estou errado sobre a identificação do figurado na imagem exposta.

domingo, 18 de março de 2018

Fábula da rã que queria ser boi

Em nova versão, em homenagem a Assunção Cristas, aspirante a líder do "centro-direita" e  a futura  primeira-ministra.
(Na imagem:  Cartoon de António, com o título "O efeito do crescimento", publicado no "Expresso" de 17 - Março - 2018 - edição impressa)

sábado, 10 de março de 2018

Um balde de água fria

Uma Assunção Cristas de cabeça quente a pontos de escaldar (“Sim, é possível disputar a primeira liga!”;“Eu vejo-me como primeira-ministra”) estava mesmo a pedir este balde de água fria: o CDS em eleições legislativas não vai além de 5,4% das intenções de voto, segundo esta sondagem
Publicada nas vésperas do congresso do CDS, será que ainda veio a tempo de lhe atalhar a megalomania? Duvido.
(Créditos da imagem :FERNANDO VELUDO / NFACTOS. Daqui)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Florilégio em honra da "santa" Joana

«(...) O soez ataque de carácter a Mário Centeno, caluniando o mais relevante político português no atual quadro europeu como alguém que se vende por um prato de lentilhas, talvez não seja só iniquidade espontânea. Talvez seja maldade industrial.(...)»
(Viriato Soromenho-Marques: "A indústria da desconfiança contra a democracia". Na íntegra: aqui)

Ou "maldade" institucional, receio eu.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Em louvor de "santa" Joana !

«(...) tenho sempre presente que há dois princípios fundamentais nas investigações judiciais em Portugal, que nunca devem ser postos em causa:a independência de qualquer poder e a autonomia de qualquer investigação.Mas sei igualmente que esses princípios não isentam o Ministério Publico de falhas nem de críticas, sobretudo quando o ridículo e a ineficácia se juntam no mesmo fim de semana.
O caso dos convites para Mário Centeno ir ao futebol é isso mesmo, ridículo. O caso das viagens da Galp já era, na essência, perfeitamente ridículo, como já escrevi nesta coluna. Mas este é ainda mais absurdo, porque denota total falta de bom senso e desenquadramento da realidade e das práticas, tentando ligar factos soltos, sem lógica aparente e desligados das responsabilidades dos envolvidos. O IMI é da responsabilidade das câmaras e a Autoridade Tributária é uma máquina absolutamente independente. Coitado do ministro que tente um dia pôr a AT ao seu serviço... Cai em menos de um fósforo.(...)»

(Ricardo Costa: "O MP não sabe de violência doméstica. Mas percebe de bilhetes para a bola?". Na íntegra aqui. Presumo que só para assinantes)

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Sem razões para festejar...

A crer nesta sondagem, o PSD não tem razões para festejar a recente eleição de Rui Rio como novo presidente  do partido. De facto, não só "não consegue recuperar", como titula a "piedosa"  jornalista do "Expresso", como, na verdade, continua a retroceder no que respeita a intenções de voto. É caso mesmo para a respectiva militância temer que, por este andar, "a venda da alma ao diabo" advogada por Manuela Ferreira Leite  não seja suficiente para atingir o objectivo de derrotar a "geringonça" nas legislativas de 2019. Mesmo com a ajuda de um CDS que, pelos vistos, também não consegue capitalizar a seu favor o facto de, nos últimos tempos, o seu parceiro de coligação ter estado quase totalmente ausente das "lides".
Razões para festejar também não as têm as magistraturas, nem a judicial, nem a do Ministério Público (MP). De acordo com a mesma sondagem, as opiniões negativas sobre os juízes e sobre o MP continuam a suplantar largamente as positivas. E, se o saldo negativo se cifra em 14,7 pontos percentuais para os juízes; para o MP, os números são ainda mais desoladores: 17,8 pontos percentuais negativos, número que não deixa de ser surpreendente, tendo em conta a tentativa de "beatificação" da actual procuradora-geral da República levada a cabo por uma multidão de gente "devota" onde avulta a generalidade da comunicação social.
Mais um caso em que a opinião publicada está longe de reflectir a opinião pública? Se não é, parece.  

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Luta livre

O evento foi anunciado como sendo um debate entre os candidatos à presidência do PSD (Rui Rio e Pedro Santana Lopes) e que iria ter lugar perante as câmaras da RTP.
O encontro realizou-se efectivamente, conforme fora anunciado, só que as  expectativas dos espectadores foram completamente logradas: em vez de assistir a um confronto de ideias entre dois candidatos à liderança dum partido político, a audiência foi "presenteada" com um combate de luta livre. E, por sinal, um péssimo combate, onde (hélas!) nem a actuação do "árbitro" se aproveitou.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

"Desinformação, calúnia e difamação"

Para fazer estas afirmações ( "Que não se caia no maior pecado da comunicação: a desinformação, dizendo apenas uma parte, a calúnia, que é sensacionalista, ou a difamação, procurando coisas já ultrapassadas, antigas, e trazendo-as à atualidade. Estes são pecados gravíssimos, que destroem o coração do jornalista e das pessoas") o Papa Francisco anda a ler, a ver e a ouvir a comunicação social portuguesa, concluo eu.
E daí talvez não, pois o Papa Francisco não chegou a referir-se a notícias mentirosas que é coisa muito em voga por cá.
(Imagem e notícia daqui)
(reeditado)

Uma história de sucesso!

Por muito que doa à direita ressabiada (de Passos Coelho e da Cristas) é de Portugal e do seu ministro das Finanças, Mário Centeno, que estão a falar:  "Centeno nomeado para a presidência do Conselho de Governadores do MEE".
(Imagem e notícia daqui)

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Quando "o silêncio é de oiro"

O dito segundo o qual "o silêncio é de oiro" nem sempre se mostra acertado, porquanto não faltam ocasiões em que se torna imperativo o falar. Certo, porém, é que a referida máxima faz todo o sentido sempre que alguém ensaia o abrir da boca para dizer disparates.
Quem ultimamente tem dado provas de que não conhece o provérbio é a presidente do CDS/PP, Assunção Cristas, que, com demasiada frequência, vem usando da palavra, quando, a meu ver, o aconselhável seria guardar um discreto silêncio.
Vêm estas considerações a propósito da afirmação da líder do CDS acerca da recente decisão da agência de notação financeira Fitch de retirar a dívida soberana de Portugal da categoria "lixo", elevando-a à categoria de investimento. Diz a sobredita Assunção Cristas, tentando, com a afirmação, desvalorizar o mérito do actual Governo que "o resultado poderia ter sido alcançado mais cedo, se o Governo fosse outro".
Como a afirmação é, pela natureza das coisas, de demonstração impossível, forçoso é concluir que rigor e seriedade não fazem parte da idiossincrasia da citada dirigente. Acresce que a imponderação de que a líder do CDS dá provas com a afirmação proferida, suscita de imediato uma réplica que não a favorece. Muito pelo contrário. De facto, se é sempre possível dizer que um outro hipotético Governo poderia ter conseguido o mesmo resultado mais cedo, do que não há dúvidas é que tal Governo nunca poderia ser igual ao (des)governo PSD/CDS de que a própria Assunção Cristas fez parte, visto que, tendo-se perpetuado no poder durante mais de quatro longuíssimos anos, não conseguiu o objectivo que o actual obteve em menos de metade do tempo.
Não é, seguramente, com afirmações deste tipo que a dirigente do CDS/PP chegará tão cedo ao (por ela) ambicionado cargo de primeira-ministra, para o qual, manifestamente, não está preparada, dada a imaturidade de que vem dando provas. Provavelmente, apesar da impetuosidade imprimida à corrida, tal só acontecerá quando as galinhas tiverem dentes.
É no que acredito.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Farelo do mesmo saco

Lendo e ouvindo o que os que os candidatos à liderança do PSD têm vindo a dizer, até parece que não têm mais nada para discutir a não ser o número de debates a realizar entre eles e qual a estação televisiva onde terão lugar, questão que, imagine-se, tem vindo a merecer a atenção dos candidatos desde a primeira hora e que, pelos vistos, continua por resolver. 
Dada a forma como a campanha tem vindo a decorrer, (o que tem relevado são tricas e não temas relevantes) não admira que a mesma não tenha suscitado até agora grande entusiasmo mesmo junto dos militantes do partido a quem caberá a escolher o próximo líder, afirmação que pode sustentar-se no facto, já conhecido, de os militantes em condições de poderem votar serem em número inferior ao das anteriores eleições para o mesmo cargo.
É verdade que os candidatos em presença são personalidades diferentes e nesse aspecto distinguem-se bem. No entanto, na falta ideias de que têm dado mostras durante a campanha, assemelham-se o bastante para que se possa dizer, que "são farinha farelo do mesmo saco".
(Na imagem: Rui Rio / Santana Lopes; Creditos:. D.R. / Reuters)
(Título reeditado)

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

"Pedaços de asno"

« (...)Um bom ministro das Finanças, como sabemos, nota-se pelo falar lennntooo, nunca pelo sorriso de parvo. Mas, sendo nós gente educada, nunca ninguém fez saber a Mário Centeno que ele tinha sorriso de parvo. Passos Coelho, da primeira vez que o ouviu no Parlamento, ficou com os ombros numa tremideira de riso contido pelo sorriso parvo do outro, mas lá se aguentou. E foi então que uma notícia absurda, mais que fake news, surgiu: Centeno era candidato a presidente do Eurogrupo!!! José Gomes Ferreira topou o desconchavo: "Sendo que este assunto só é notícia em Portugal porque é que só o governo fala disto?" Não liguem à falta de lógica, mas reparem no legítimo desprezo pelo sorriso parvo. Mas foi o candeia nacional Marques Mendes que nos iluminou. Centeno no Eurogrupo? "Mentira de 1.º de Abril... Campanha de autopromoção... É o seu ego... A sua vaidade... Está deslumbrado... Inchado... Muito inchado... Não há uma única alma lá fora que fale de Centeno... É um bocadinho ridículo uma pessoa assim a oferecer-se..." Ontem, Centeno foi eleito presidente do Eurogrupo. O que vai fazer amanhã? Não sei. Mas ontem soube o significado do sorriso parvo: esteve sempre a rir-se dos pedaços de asno
(Ferreira Fernandes: "O sorriso de parvo de Centeno". Na íntegra: aqui.)

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Uma boa/má/péssima notícia

A eleição do ministro das Finanças de Portugal, Mário Centeno, como presidente do Eurogrupo só pode ser considerada, do meu ponto de vista, como uma boa/excelente notícia. E nem sequer haverá necessidade de recorrer a grandes considerandos para tal se concluir. Bastará a certeza de que esta eleição vai reforçar a credibilidade externa de Portugal, com reflexos benéficos, quer no plano das finanças públicas, quer no plano da economia. É expectável, com efeito, que, em consequência e salvo alguma outra alteração de circuntâncias de sinal contrário, se  mantenha e até se acentue a tendência que nos últimos tempos se tem vindo a verificar no sentido da descida da taxas de juro incidentes sobre a dívida pública, sendo por outro lado legítimo esperar que se assista a um aumento significativo do investimento estrangeiro. 
Sabe-se o quanto é importante a diminuição das taxas de juro atendendo à dimensão da dívida pública portuguesa e também é sabido que, sem investimento, incluindo o estrangeiro, a economia portuguesa não poderá crescer ao ritmo que é possível e desejável. Dir-se-ia, pois, que não faltam razões para festejar a eleição de Centeno, ainda que sem injustificados optimismos.
Estranhamente, porém, alguma esquerda, com destaque para o PCP e para o BE,  não mostram nenhum entusiasmo com tal eleição. Muito pelo contrário, se atentarmos nas declarações vindas dum lado e doutro sobre o assunto, o que, de facto, não é muito compreensível. É que, se é verdade que a eleição de Mário Centeno, só por si, não significa uma reviravolta completa na política de austeridade defendida e seguida, até agora, pela maioria dos países do Eurogrupo, não é menos certo que alguma mudança em sentido contrário está fazer o seu caminho. A eleição de Centeno é, seguramente, um passo nessa direcção. Com efeito, sem uma mudança de orientação, Mário Centeno a presidir ao Eurogrupo não seria hipótese, nem possível, nem concebível. 
Essa era, precisamente, a ideia dos políticos e comentadores conotados com a direita que, ao longo de meses, se entretiveram a fazer troça com o caso, logo que a hipótese de candidatura do ministro das Finanças surgiu na imprensa. 
Não admira, por isso, que a direita veja no êxito da candidatura de Centeno uma péssima notícia. Com toda a razão, diga-se. É que a eleição em causa tem, de facto, o valor de uma certidão de óbito. Da TINA, precisamente. 
A direita tem plena consciência desse significado. Essa é, aliás, a razão pela qual políticos e comentadores de direita se têm desdobrado, nos últimos dias, em exercícios vários de contorcionismo. É um facto que se tem visto de tudo um pouco: desde políticos tão "clarividentes" como Santana Lopes e Rui Rio que na eleição de Centeno até conseguem ver a mão do governo Passos/Portas, até comentadores, como o Gomes Ferreira da SIC, que aqui tomo como expoente, que antes juravam que a política do actual Governo era a via mais rápida para um novo resgate, e que agora afiançam que o actual Governo mais não faz do que prosseguir a política de austeridade do governo da direita (de execrável memória)  da responsabilidade da dupla Passos/Portas.
Esta gentinha sabe perfeitamente que não é assim, pois não ignora que onde o governo Passos/Portas cortava salários, pensões, subsídios de férias e de Natal, o Governo actual repõe. E também sabe que, ao invés do  governo austeritário da direita, que brindou o país com um "colossal aumento de impostos", no dizer do próprio Vítor Gaspar, o ministro das Finanças na altura, o actual tem vindo, ainda que paulatinamente, a diminuí-los. 
Não vale a pena continuar a enumerar diferenças, tantas elas são e nem tal gente precisa que lhas recordem, pois, por alguma razão,  tanto se tem esforçado em denegrir a acção do Governo, ao longo dos dois anos que este leva de exercício. E, em boa verdade, também não vale a pena gastar "cera com tão reles defuntos", visto que tal gente não emite tão disparatadas opiniões devido a um qualquer equívoco. Tais opiniões são apenas fruto de mentes intelectualmente desonestas. Isso sim. 
(Foto: ANDRÉ KOSTERS/LUSA)

sábado, 25 de novembro de 2017

INFARMED: Quem é que anda à procura de lenha para se queimar?


A decisão de transferir a sede do INFARMED para o Porto é, nas actuais circunstâncias e a todas as luzes, um completo disparate. Outro galo cantaria, adiante-se desde já, se a candidatura do Porto à instalação da sede da Agência Europeia do Medicamento (EMA) tivesse sido coroada de êxito. Não foi o caso, como se sabe, pelo que a mudança da sede do dito Instituto para o Porto não só deixou de fazer sentido, como se revela completamente absurda. Com efeito, se é certo que a mudança não traz qualquer benefício para o país, como parece  evidente, também não há a mínima dúvida de que a transferência tem custos de não pequena monta. Desde logo, os inerentes à transferência, que não serão tão poucos como isso, pois fala-se em dezenas de milhões de euros, mas também e sobretudo os associados ao refazer das suas vidas por parte de centenas de funcionários que, do pé para a mão, se verão obrigados a mudar de casa. Eles e as famílias.
Com algum sentido de humor, até se poderia pensar que o Governo, na falta de problemas para resolver, achou por bem ser ele próprio inventar um para se entreter. Ora, é sabido que problemas para (e por) resolver é algo que não falta a este Governo, pelo que a decisão em causa, para quem a encare com objectividade e sem bairrismos só pode ser vista como incompreensível.
Tão incompreensível que, ao que noticia o "Expresso", até o "Governo já começou a recuar". A ser verdade o noticiado, com a mudança da sede, no Porto passarão a funcionar "sobretudo os serviços administrativos e de suporte". Em Lisboa manter-se-ão "os laboratórios e os serviços mais especializados". A ser assim, diria eu para abreviar, que a emenda é pior do que o soneto. Pior que errar é não admitir o erro e tentar disfarçá-lo. 
Um duplo erro que faz pensar que alguém no Governo (António Costa?) anda à procura de sarna para se coçar. Ou será de lenha para se queimar?
(Foto:PEDRO ROCHA / LUSA)