terça-feira, 7 de julho de 2015

"Cada vez mais pró-grego"

E não faltam razões. Aqui alinhadas e muito bem por Leonídeo Paulo Ferreira. 
Vale a pena ler.

O Estado a saque

Com o governo de Passos, Portas & Cavaco, (os novos DDT) o Estado ficou a saque: "75% dos dirigentes públicos nomeados pelo governo são militantes do PSD e CDS", diz a notícia. Os restantes 25%, imagino eu, só passaram no crivo, porque alguém se distraíu.

Não tenham mão neles e verão: como se demonstra, capazes de tudo, são eles!
(Notícia e imagem daqui)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Não é caso único, muito longe disso

«Durão Barroso, não contente em participar na despudorada e algo obscena operação de recauchutagem política de Miguel Relvas, também decidiu dar o seu valioso contributo para o processo de rescrita da história em curso.

Aparentemente, o mesmo Durão Barroso que, em 2010, em 2011, em 2012, em 2013 e em 2014 sempre disse que Portugal não era a Grécia, vem agora, a três meses das eleições, dizer que, afinal, Portugal só não é a Grécia por obra e graça da determinação e firmeza de Passos Coelho. 

Não sei se estão recordados, mas, para além de ter passado os últimos cinco anos a dizer que Portugal não era a Grécia, Durão Barroso, antes da entrada da ‘troika' em Portugal, empenhou-se mesmo em dizer que Portugal não só não era a Grécia como, também, não seria a Irlanda. E não seria nem a Grécia nem a Irlanda porque, ao contrário destes dois países, Portugal não seria intervencionado pela ‘troika'.

Havia um acordo, no qual o próprio Durão Barroso, na qualidade de presidente da Comissão Europeia, se empenhou, que envolvia Portugal, a Comissão Europeia, o Conselho Europeu e o Banco Central Europeu e que visava impedir um terceiro resgate a um país da zona euro. O empenho de Durão Barroso no chamado PEC 4 foi público, bem como todas as tentativas de evitar que a oposição, e em particular Passos Coelho, não inviabilizassem o acordo que o Governo português e as instituições europeias, bem ou mal, consideravam suficiente para evitar a vinda da ‘troika'.

Todos sabemos o que se passou. Passos Coelho, forçado a escolher entre os interesses do seu país e os interesses do seu partido, escolheu os segundos, tirou o tapete ao país e empurrou Portugal para a ajuda externa. Tudo isto com a oposição (pública) de Durão Barroso (e de outros líderes europeus). Por essa razão, se há algo que a determinação de Passos conseguiu foi mesmo dinamitar a possibilidade de esse acordo ser bem sucedido.
(...)»
(João Galamba: "Durão Barroso, o amnésico". Na íntegra: aqui. Destaque meu)

domingo, 5 de julho de 2015

Definitivamente: "Portugal não é a Grécia"

Depreciativamente, Passos Coelho e demais lacaios da senhora Merkel fartaram-se de apregoar por aí que "Portugal não é a Grécia".
Com a vitória do "Não" no referendo de hoje, é altura de retomar a expressão, porque, de facto, é verdadeira: o povo grego provou com esta vitória que é um povo corajoso que não se dobra a ultimatos, venham de onde vierem. Em Portugal é certo que não falta gente com coragem, mas não é menos verdade que também há muita gente sem coluna vertebral e sempre disposta a dobrar a cerviz perante os poderosos. 
Se uma imagem vale por mil palavras, dispensável se torna prosseguir o "discurso". Basta a fotografia.

Definitivamente: "Portugal não é a Grécia". Melhor dito: A Grécia não é Portugal.
(Reeditada)

sábado, 4 de julho de 2015

Novos DDT (Donos disto tudo)

"Passos reabre embaixada para colocar adjunto"
Pelos vistos, se ainda não são, já  se comportam como se fossem donos disto tudo.
Não nos queixemos, se não tivermos mão neles. Como se demonstra, capazes de tudo são eles.
(Notícia e imagem, daqui)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

De velas enfunadas ou em marcha à ré?

Diz-nos a Comissão Liquidatária que, de há quatro anos a esta parte, vem assumindo o papel de (des)governo do país que a economia vai de vento em popa. Porém, a verdade [com a qual o governo de Passos, Portas & Cª está de relações cortadas desde o início de funções) parece ser outra:  segundo esta notícia [As novas operações de crédito a empresas estão a cair 31% nos primeiros quatro meses do ano - o  malparado continua a bater recordes] o barco não vai de velas enfunadas. Muito pelo contrário, pois, pelos vistos, continua em marcha à ré, mantendo a orientação seguida desde o começo da legislatura. 
Regista-se a coerência e lamenta-se a insistência. No rumo errado.
(Imagem daqui)

Na tragédia grega não há inocentes (II)

«Confirmado o referendo em Atenas e suspensas as negociações em Bruxelas, nunca esteve tão eminente o pior dos cenários para o povo grego é para a zona euro: a saída desordenada da Grécia. Na lógica simplista da política prevalecente nas modernas sociedades mediáticas, um desastre de tamanhas proporções precisa, obviamente, de um culpado, alguém a quem possam ser imputadas responsabilidades pelas consequências da ruptura a que se chegou. Ao que parece, o candidato natural é Alex Tsipras. Mas nem sempre o que parece é. 

Sem dúvida, Tsipras fez mais do que o suficiente para partilhar pesadas responsabilidades. Oriundo de uma formação política radical, o jovem primeiro-ministro grego subiu na vida política vendendo ilusões e prometendo o que não podia cumprir. Apostou tudo numa atitude negocial de confrontação - e falhou. O seu falhanço, como se vislumbra já, não é coisa pouca: implica o caos no sistema financeiro e no funcionamento da economia e do Estado. Ao longo de meia dúzia de meses, Tsipras tardou em apresentar propostas convincentes e acabou, no final, por ser forçado a consentir em quase tudo o que antes dizia rejeitar: primeiro, o agravamento da austeridade (via enorme aumento de impostos) e, depois, o pedido de um terceiro resgate. Como se não bastasse, foi dele a iniciativa de abandonar unilateralmente as negociações (que depois, desesperadamente, tentou retomar) e foi dele a ideia de convocar este bizarro referendo (enquanto ainda mantinha uma intensa troca de cartas com propostas negociais). Entretanto, o seu ministro das Finanças, Varoufakis, acenava aos eleitores com a derradeira ilusão, anunciando o propósito de regressar na segunda-feira à mesa das negociações como se nada fosse, mas em posição reforçada por um "grande não", para fechar "rapidamente" (!) um acordo imaginário, sabe-se lá com quem. Embora convocado em nome da democracia, este apressado referendo decorre sob pressupostos de tal modo falsos e em condições de tamanha anormalidade que só pode constituir um monumental equívoco democrático. 

Dito isto, que é tudo verdade, é preciso dizer também que seria um gravíssimo erro esconder as responsabilidades maiores dos credores por trás das responsabilidades do Syriza e da sua liderança. Desde logo, convém recordar que as "instituições" são responsáveis por terem imposto à Grécia e aos seus sucessivos governos uma política de austeridade errada e absolutamente devastadora, que agravou em muito o problema da dívida pública ao mesmo tempo que retirava à economia a capacidade para gerar a riqueza necessária para que essa dívida pudesse ser paga. Nesse ponto - que é o ponto essencial e que deveria inspirar não apenas um acordo mas um acordo diferente - era Tsipras que tinha razão. Sucede que as "instituições" se recusaram sempre a reconhecer o fracasso da política de austeridade e a necessidade de construir uma solução para a dívida pública grega. Pelo contrário, preferiram teimar na fracassada receita austeritária, sempre fiéis à inspiração alemã e correspondendo às inqualificáveis exigências de governos como os de Portugal e de Espanha. 

Em bom rigor, porém, também não foi a insistência na austeridade que impediu a conclusão deste acordo. De facto, não pode contar-se a história destas tumultuosas negociações ignorando um facto essencial: no início da semana passada, o Governo grego apresentou uma proposta que foi efusivamente saudada pelos parceiros europeus como "credível" e em que Tsipras cedia praticamente em toda a linha (a ponto de deixar em risco a sua própria sobrevivência política). Como aqui escrevi há oito dias, quando ainda subsistia a esperança num acordo, "depois de todas as cedências feitas pelo Governo grego, já não será possível responsabilizar o Syriza pelo falhanço das negociações". Foi o que escrevi e mantenho. Está por explicar a razão pela qual essa proposta, dita "credível", não chegou, aos olhos do FMI e das "instituições", para servir de base a um acordo que poupasse a Grécia e a zona euro ao cenário de catástrofe que agora se anuncia.
A verdade é que, do princípio ao fim, a "linha dura" fez tudo o que estava ao seu alcance para impedir um acordo que pudesse legitimar a afirmação de uma alternativa ao pensamento dominante. (...)»
(Pedro Silva Pereira; "A culpa" . Fonte)

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Na tragédia grega não há inocentes

«(...)
Alexis Tsipras teve um mérito e cometeu três erros crassos. O mérito, como já aqui referi na semana passada, consistiu na tentativa de sobrepor a dimensão política à discussão técnica no relacionamento com os parceiros e credores do seu país. Os erros foram os seguintes: a celebração de uma coligação com a direita hipernacionalista, o recurso a uma retórica antigermânica primária e a incapacidade de estabelecer alianças pragmáticas com governos de outros países. Notoriamente não esteve à altura das suas responsabilidades e muito menos das expectativas que chegou a criar, acabando por lançar o seu país numa situação caótica e desesperada. O balanço da governação do Syriza não poderia ser mais negativo: começou na exaltação nacionalista e acabou na rendição ideológica. A partir daqui, o Syriza, como perspectiva de uma solução alternativa, soçobrou. Revelou todas as insuficiências características das propostas extremistas – completa incompreensão da realidade, valorização de uma atitude declamatória alheia à satisfação das reais necessidades das pessoas, exibição de um moralismo purista desprovido de qualquer consequência política prática. É hoje evidente que o Syriza constituiu um monumental falhanço histórico. Confrontado com o seu próprio desespero, o primeiro-ministro grego decidiu-se pela convocação de um referendo de discutível legitimidade democrática que suscitou já a reprovação por parte dessa organização insuspeita que é o Conselho da Europa. No próximo Domingo a escolha só não será entre a continuidade ou não na União Europeia porque o Syriza está cada vez mais destinado a fazer parte de um parêntesis histórico desprovido de excessiva importância. A Grécia faz parte da Europa e a Europa faz parte da Grécia.

Tudo isto é verdade, mas não permite iludir as enormes responsabilidades europeias na presente crise. Ainda ontem Matteo Renzi deu provas da mediocridade das presentes lideranças nacionais ao afirmar que “é impensável que a Itália e os outros governos financiem as pensões gregas”. São palavras indignas de um primeiro-ministro empenhado na promoção de um verdadeiro projecto europeu. Infelizmente, à esquerda como à direita, é este tipo de discurso que tem prevalecido. O discurso primário do egoísmo, do nacionalismo bacoco, do populismo acrítico. A União Europeia há muito que tem falhado na abordagem dos problemas dos países do Sul. Se uma solução política caricatural como aquela que o Syriza representa pôde ter sucesso eleitoral tal deve-se em grande parte à obstinação ideológica de alguns governos pouco preocupados com o futuro da Europa. Que o governo português se tenha associado a essa mesma obstinação só revela a sua verdadeira natureza servil e medíocre.

Uma vez mais se constata que a extrema-esquerda, na sua profunda irresponsabilidade, constitui a melhor aliada da direita europeia. É o que se passa também no nosso país. Razão teve António Costa em se demarcar nitidamente das posições do Syriza, procurando deixar bem claro que pode haver no espaço europeu um projecto político alternativo ao populismo conservador e liberal que nos tem conduzido a um verdadeiro abismo económico e social. Contrariamente ao que a direita interesseira e alguma esquerda ingénua têm vindo a propalar, o Secretário-Geral do PS nunca manifestou especial apreço pelas soluções preconizadas pela extrema-esquerda grega. Sejamos sérios, António Costa limitou-se a dizer aquilo que qualquer observador lúcido diria: que o voto no Syriza significava uma reacção desesperada face às trágicas políticas austeritárias impostas ao povo grego. Aliás, basta ler com atenção o programa eleitoral do PS para compreender a intransponível distância que o separa das vacuidades demagógicas do Syriza. A verdade é que entre a direita e a extrema-esquerda sempre houve um caminho alternativo. Esse caminho designa-se por socialismo democrático ou social-democracia e é responsável pelo melhor da experiência histórica das últimas décadas europeias.»
(Francisco Assis: "O drama da Grécia": Na íntegra: aqui. Destaques meus)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Postais: Pinhel

Cidade de Pinhel
Na imagem: em primeiro plano, o pelourinho bem interessante;  ao fundo,  as duas torres do castelo; à esquerda, a torre sineira; e do lado direito, vista parcial do antigo edifício da Câmara Municipal. 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Foi v. quem pediu uma "almofada"?

Desde que as negociações entre o Governo grego e as instituições (UE, BCE e FMI) começaram a descarrilar, o governo português garantiu, desde a primeira hora, que do eventual falhanço das negociações não decorria qualquer risco para Portugal, graças à já famosíssima "almofada" de mais de uma dezena de milhares de milhões de euros (de dívida entretanto contraída a pensar no pior). O país, com a dita "almofada", estaria preparado para durante uns quantos meses (até ao final do ano?) fazer face a eventuais reacções adversas por parte dos mercados financeiros.
Parece não haver razão para duvidar da existência da "almofada". Sobra, no entanto, a pergunta sobre a razão da sua existência, pergunta que não vejo devidamente esclarecida, nem pelo governo, nem pela comunicação social. Compreende-se porquê. É que a constituição da dita "almofada" é a prova mais provada de que a actuação deste governo  ao longo de toda a actual legislatura não se traduziu, ao invés do proclamado, num sucesso, mas sim num rotundo e inconfessado fracasso. Como é óbvio, só precisa de "almofada" quem se sente desconfortável com a situação em que se encontra. Se este governo se deu ao trabalho de constituir a dita "almofada" é porque ele próprio se não sente confortável com a situação em que se encontra o país, o que vale por dizer que nem o próprio governo acredita nas reformas cujo êxito vem reclamando, nem nos benefícios do "ajustamento" por via da  "austeridade" dita expansionista. 
Não acredita e com razão: o país, de facto, está mais pobre, a economia não passa da cepa torta e, surpreendentemente, até a dívida pública aumentou assustadoramente nos últimos quatro anos, passando de 96% do PIB, no final de 2010, para mais de 130%, actualmente. 
Digo surpreendentemente, porque é mesmo uma surpresa verificar que a dívida pública aumentou exponencialmente, em vez de diminuir, como seria de esperar, tendo em conta os cortes (de salários e de pensões) os aumentos de impostos nunca antes vistos e a venda dos últimos anéis, venda esta tão acelerada que está mais que justificada a atribuição a este governo do título de  Comissão Liquidatária. 
Com uma dívida pública muito superior à existente no final de 2010, é evidente que se, entretanto, surgir algum incidente de percurso que, na óptica dos "mercados", ponha em causa a viabilidade e o futuro do Euro, não haverá "almofada" que nos valha. Diga o que disser o governo ou o eminente "matemático" Cavaco.

"Se ao menos houvesse o decoro de permanecer em silêncio" *

«O ponto de não retorno talvez já tenha sido transposto. A entropia está em marcha. Portugal está agora na linha da frente da crise europeia. Como estava previsto no relatório da UBS, de setembro de 2011, sobre as graves consequências da eventual saída da Grécia da zona euro. Ou no relatório da Fundação Bertelsmann, de setembro de 2012, que vinculava a saída da Grécia à queda de Portugal, e a custos astronómicos para toda a zona euro, incluindo a Alemanha. Durante cinco anos a Grécia funcionou no dominó disfuncional da zona euro como um dique protetor perante as fragilidades de Portugal. Um governo português, formado por pessoas medianamente inteligentes e patrióticas, teria apoiado, mesmo que moderadamente, qualquer governo grego, fosse ele do Syriza ou de qualquer outro partido. Deveria fazê-lo por razões jurídicas e morais, mas também por puro egoísmo político. A Grécia era um dique protetor do interesse nacional. Infelizmente, o governo de Passos Coelho e o seu eco de Belém fizeram tudo para humilhar, enfraquecer e fragilizar Atenas. Agora, só um milagre poderia evitar que o dique grego se desmorone. Os nossos juros estão a subir, a desvalorização do euro significará desequilíbrio externo e perda do valor do aforro. Os "cofres cheios" vão começar a ser esvaziados. Quando mais precisávamos de estadistas, limitamo-nos a ter em Portugal os veteranos que utilizaram a malha larga da política partidária para se promover. Nos tempos de fartura, isso seria suportável. Pelo contrário, nos dias excecionais, como os que estamos a viver, tanta incompetência pode ser mortal para a sustentabilidade do Estado. Se ao menos houvesse o decoro de permanecer em silêncio.»
[VIRIATO SOROMENHO-MARQUES (na imagem): "O dique grego" . Daqui]
(*Infelizmente, nem isso)

segunda-feira, 29 de junho de 2015

A "grande descoberta" de Passos Coelho

Depois de sucessivas declarações do próprio e de outros membros do seu governo de que a crise que a Grécia atravessa não viria a ter reflexos em Portugal, graças à famosa "almofada", Passos descobriu finalmente que "ninguém pode estar imune àquilo que possa vir a acontecer". E fez a grande descoberta, exactamente no dia em que a bolsa portuguesa sofreu um rombo superior a 5%,  batendo, na queda, toda a concorrência. Sem apelo, nem agravo. Uma "inteligência" este Coelho!
(Imagem daqui)

Por montes e vales: Chãs d'Éguas




Em plena Serra do Açor, a aldeia de Chãs d'Égua. freguesia de Piódão, concelho de Arganil

domingo, 21 de junho de 2015

"Plano de ajustamento greco-português"


(Fotografia de um pequeno excerto da crónica com o título em epígrafe da autoria de Rui Cardoso Martins, publicada na Revista 2 do "Público" (edição de hoje). Infelizmente, sem link, porque vale a pena ler o texto na íntegra.)

Xô!


(in "Público", edição impressa de hoje)

sábado, 20 de junho de 2015

Com vénias e salamaleques não nos livramos dele(s), não!


"1. O sujeito - Pedro Passos Coelho - que aumentou o IVA da restauração e da energia, e queria aumentá-lo outra vez para reduzir a TSU das empresas, diz que foi só uma recomposição do cabaz de bens?
2. O sujeito - Pedro Passos Coelho - que retirou o RSI e o abono de família a milhares de pessoas e reduziu as prestações do RSI e do complemento solidário de idosos diz que os cortes não afetaram os mais pobres?
3. O sujeito - Pedro Passos Coelho - que só não cortou nos salários e pensões a partir de 600-700 euros e só não cobrou impostos sobre o subsídio de doença e desemprego porque foi impedido pelo Tribunal Constitucional, diz que os cortes não afetaram os mais pobres?
4. O sujeito - Pedro Passos Coelho - que é o primeiro-ministro do país que viu sair meio milhão de emigrantes nos últimos quatro anos, diz que é falso que tenhamos tido mais emigrantes do que a Espanha ou a Irlanda?
5. Chamem-lhe o que ele é, senhoras e senhores deputados socialistas, senhores e senhoras porta-vozes do PS, chamem-lhe mentiroso, aldrabão, indiferente ao sofrimento do seu próprio povo e indigno das funções que exerce! Chamem-lhe o que ele é, não tenham medo! Ou pensam que ganham a luta com vénias e salamaleques?"

(Augusto Santos Silva. in Facebook)

Passos: uma fábrica de mentiras

Dizer simplesmente que Pedro Passos Coelho é um aldrabão, por muito elevado que seja o estatuto que nessa qualidade se lhe atribua, é correr o risco de ficar muito aquém no reconhecimento devido aos seus méritos nessa matéria. Isto porque, na verdade, Passos Coelho é muito mais que um aldrabão. É, comprovadamente,  uma autêntica fábrica de mentiras. Veja-se, a titulo de exemplo,  só a quantidade de mentiras que a "fábrica" produziu numa breve sessão na Assembleia da República:

1.  "A ideia de que em Portugal só passamos a ter emigração com esta crise é falsa" disse o artista para quem também "é falso que tenhamos tido mais emigração que noutros países", acrescentando que "na Irlanda o saldo migratório foi mais grave".

O gráfico (infra) do Eurostat desmente-o ponto por ponto. 


2. Na mesma sessão, Coelho assegurou que os mais pobres "não foram afectados por cortes nenhuns"
Os quadros abaixam reproduzidos encarregam-se de o desmentir de novo e sem margem para dúvidas. Senão vejam:



~




Estamos, claramente,  perante uma produção de aldrabice em série, com uma máquina em tão boa forma que já nem se engasga.
(Os quadros acima reproduzidos foram "pescados" aqui,  aqui e aqui)

Lampeiros? Pois seja!

«(...)
Tudo isto vem a propósito da palavra que mais me veio à cabeça – bem sei que uma cabeça muito deformada pelo “ressabiamento” por este governo não me ter dado um cargo qualquer – quando ouvi o debate parlamentar com o Primeiro-ministro na sexta-feira passada. Como ele está lampeiro com a verdade! Lampeiro é a palavra do dia.
(...)

Aconselhar os portugueses a emigrar? Nunca, jamais em tempo algum. Bom, talvez tenha dito aos professores, mas os professores não são portugueses inteiros. Bom, talvez tenha dito algo de parecido, mas uma coisa é ser parecido, outra é ser igual. Igual era se eu dissesse “emigrai e multiplicai-vos” e eu não disse isso. Nem ninguém no “meu governo”. Alexandre Mestre era membro do Governo? Parece que sim, secretário de Estado do Desporto e disse: "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras". Como “sair da sua zona de conforto” é uma das frases preferidas do Primeiro-ministro, e a “zona de conforto” é uma coisa maléfica e preguiçosa, vão-se embora depressa. E Relvas, o seu alter-ego e importante dirigente partidário do PSD de 2015, então ministro, não esteve com meias medidas: “é extraordinariamente positivo” “encontrar [oportunidades] fora do seu país” e ainda por cima, “pode fortalecer a sua formação”. Resumindo e concluindo: “Procurar e desafiar a ambição é sempre extraordinariamente importante". Parece um coro grego de lampeiros.

Continuemos. A crise não atingiu os mais pobres porque “os portugueses com rendimentos mais baixos não foram objecto de cortes”, disse, lampeiro, Passos Coelho. Estou a ouvir bem? Sim, estou. Contestado pela mentirosa afirmação, ele continua a explicar que os cortes no RSI foram apenas cortes na “condição de acesso ao RSI” e um combate à fraude. A saúde? Está de vento em popa, e quem o contraria é o “socialista” que dirige um “observatório” qualquer. Sobre os cortes nos subsídios de desemprego e no complemento solidário de idosos, nem uma palavra, mas são certamente justas medidas para levarem os desempregados e os velhos a saírem da sua “zona de conforto”. Impostos? O IVA não foi aumentado em Portugal, disse Passos Coelho com firmeza. Bom, houve alterações no cabaz de produtos e serviços, mas o IVA, essa coisa conceptual e abstracta, permaneceu sem mudança, foi apenas uma parte. Então a restauração anda toda ao engano, o IVA não aumentou? E na luz, foi um erro da EDP e dos chineses? Lampeiro.

Continuemos. A crise não atingiu os mais pobres porque “os portugueses com rendimentos mais baixos não foram objecto de cortes”, disse, lampeiro, Passos Coelho. Estou a ouvir bem? Sim, estou. Contestado pela mentirosa afirmação, ele continua a explicar que os cortes no RSI foram apenas cortes na “condição de acesso ao RSI” e um combate à fraude. A saúde? Está de vento em popa, e quem o contraria é o “socialista” que dirige um “observatório” qualquer. Sobre os cortes nos subsídios de desemprego e no complemento solidário de idosos, nem uma palavra, mas são certamente justas medidas para levarem os desempregados e os velhos a saírem da sua “zona de conforto”. Impostos? O IVA não foi aumentado em Portugal, disse Passos Coelho com firmeza. Bom, houve alterações no cabaz de produtos e serviços, mas o IVA, essa coisa conceptual e abstracta, permaneceu sem mudança, foi apenas uma parte. Então a restauração anda toda ao engano, o IVA não aumentou? E na luz, foi um erro da EDP e dos chineses? Lampeiro.

Depois há a Grécia. “Não queremos a Grécia fora do euro” significa, por esta ordem, “queremos derrubar o governo do Syriza”, “queremos o Syriza humilhado a morder o pó das suas promessas eleitorais”, “queremos os gregos a sofrerem mais porque votaram errado e têm que ter consequências”, “queremos a Grécia fora do euro”. O que é que disse pela voz do Presidente? Na Europa “não há excepções”. Há, e muitas. A França por exemplo, que violou o Pacto de Estabilidade. A Alemanha que fez o mesmo. 23 dos 27 países violaram as regras. Consequências? Nenhumas: foi-lhes dado mais tempo para controlar as suas finanças públicas. Mas ninguém tenha dúvidas: nunca nos passou pela cabeça empurrar a Grécia para fora do euro, até porque na Europa “não há excepções”. Lampeiros é o que eles são. Lampeiros

Este tipo de campanha eleitoral é insuportável, e suspeito que vamos ver a coligação a “bombar” este tipo de invenções sem descanso até à boca das urnas. O PS ainda não percebeu em que filme é que está metido. Continuem com falinhas mansas, a fazer vénias para a Europa ver, a chamar “tontos” ao Syriza, a pedir quase por favor um atestado de respeitabilidade aos amigos do governo, a andar a ver fábricas “inovadoras”, feiras de ovelhas e de fumeiro, a pedir certificados de bom comportamento a Marcelo e Marques Mendes, a fazer cartazes sem conteúdo – não tem melhor em que gastar dinheiro? – e vão longe.

Será que não percebem o que se está a passar? Enquanto ninguém disser na cara do senhor Primeiro-ministro ou do homem “irrevogável” dos sete chapéus, ou das outras personagens menores, esta tão simples coisa: “o senhor está a mentir”, e aguentar-se à bronca, a oposição não vai a lado nenhum. Por uma razão muito simples, é que ele está mesmo a mentir e quem não se sente não é filho de boa gente. Mas para isso é preciso mandar pela borda fora os consultores de imagem e de marketing, os assessores, os conselheiros, a corte pomposa dos fiéis e deixar entrar uma lufada de ar fresco de indignação.
(...)»
(José Pacheco Pereira : "Demasiado lampeiros para serem sérios". Na íntegra: aqui)

(Não é por nada, mas eu, por caso, prefiro chamar-lhe "aldrabões" com todas as letras. Porém, como a língua portuguesa é muito rica e maleável, "lampeiros"  também serve perfeitamente para designar a corja que de há mais de 4 anos a esta parte vem destruindo este país. Lampeiros ou aldrabões o que é preciso e urgente é correr com eles. Para fora de cena e, de preferência, para o mais longe possível. Só de imaginar que Passos, Portas, e Cavaco vão continuar a andar por aí, até uma pessoa que não seja "lampeiro" se arrisca a ficar doente. Com febre e sem outra razão aparente, garanto eu.)
(Imagem daqui)

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Nem é pedir muito: simplesmente, puxem pela memória!

«(...)
A atual maioria foi capaz de instalar no imaginário público a ideia de que o PS de Sócrates foi o único culpado pelo descalabro financeiro a que se chegou a 2011. Contudo, puxando pela memória dos anos imediatamente anteriores a essa data, não consigo recordar o catálogo de cortes orçamentais que os partidos dessa mesma maioria então propuseram. Pelo contrário, quase só me lembro de propostas para mais despesa. Era o PS que estava no Governo, mas a Oposição não deu então sinais da uma grande responsabilidade financeira. E disto, curiosamente, ninguém fala.
(...)»
(Francisco Seixas da Costa: "A herança de Sócrates". Na íntegra: aqui. Destaque meu)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Desonra lhes seja feita!

Chega a ser obscena a forma como a troika nacional (Cavaco, Coelho e Portas) se coroa de louros pelo facto de o desemprego, depois de ter andado lá pelos 17%, ter caído ultimamente para 13%. 
Falo de obscenidade, porque, de facto, faz parte do adquirido da ciência económica que o anémico crescimento da economia portuguesa não explica um tão elevado decréscimo da taxa de desemprego. A explicação terá, pois, de ser procurada alhures.
É sabido que pelo menos uma parte da chamada troika nacional, é muito dada a invocar milagres para explicar o aparentemente inexplicável. O presente caso, porém, não é inexplicável, embora, não há que negá-lo, seja surpreendente. Ainda assim a baixa da taxa de desemprego tem uma explicação muito comezinha e que nem é difícil de encontrar. Basta ter em conta que, em 2014, cerca de 130 mil portugueses foram forçados a emigrar por não encontrarem trabalho no seu país.
Quero com isto dizer que ao governo de Cavaco, co-liderado por Passos e Portas, não é atribuível mérito algum, no caso? Não lhe faço essa injustiça, pois mérito teve. A austeridade "custe o que custar" teve o indiscutível mérito de, ao longo da actual legislatura, ter empurrado centenas de milhares de portugueses (quase meio milhão) para fora do seu país. Desonra lhes seja feita!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Visitas de Estado ? *

Estando a Roménia a viver uma grave crise política, com o primeiro-ministro em parte incerta, digam-me lá o que é que Cavaco foi até lá fazer.
Alguém com um mínimo de bom senso, mesmo que a visita estivesse aprazada, é evidente que, em tais circunstâncias, o aconselhável seria regressar a penates, finda a visita à Bulgária.
Se calhar, a Dª Maria e o seu Aníbal ainda não conheciam a Roménia. Bom, se era esse o caso, a insistência na visita fica explicada.
(* O raio do ponto de interrogação não queria, mas acabou por ficar no título. E fica lá muito bem, acho eu) 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ele aliviado, nós preocupados

Cavaco, durante mais uma passeata, desta vez, à Bulgária e à Roménia, declarou estar "mais aliviado" em relação à privatização da TAP. Perante o confessado "alívio" presidencial, Ferro Rodrigues lembrou-se de perguntar se Cavaco se baseará em informações desconhecidas do parlamento e dos partidos da oposição e se tais informações serão tão ou "mais fiáveis do que as que há um ano o levaram a dizer que o BES estava sólido".
Lembrou-se de perguntar e com inteira razão, atendendo aso antecedentes. De facto, se a fiabilidade das informações em que Cavaco se baseou para agora se sentir aliviado com a privatização for  de teor idêntico ou semelhante àquela em que se baseou para garantir a solidez do BES,  é caso,  para as nossas preocupações aumentarem exponencialmente, até porque o alívio de Cavaco se baseia, pelo que ele diz, num pressuposto que só um cego não vê que não é verdadeiro. Segundo ele: "A maioria do capital é português". Eu não digo que Cavaco seja cego, mas é evidente que ele não quer ver que a  maioria do capital é encabeçada por um português apenas e só para Bruxelas ver. Não saberá Cavaco que o português que integra o consórcio vencedor sabe tanto de aviões quanto Cavaco de lagares de azeite? Saber, até sabe, mas faz que não sabe, porque o que lhe interessa é dar cobertura a mais uma acção danosa desde governo de destruição nacional que, nessa ominosa tarefa, tem contado com a sua indefectível cumplicidade.
É por essa e por outras que razão têm os dirigentes partidários a quem já hoje ouvi dizer que os portugueses só ficarão aliviados no dia em que Cavaco partir de vez. Também acho.
(reeditada)

domingo, 14 de junho de 2015

Para que serve ter um presidente como Cavaco em Belém?

Para não variar, o discurso proferido por Cavaco nas cerimónias do 10 de Junho foi recebido pelos partidos da oposição com indisfarçável desagrado.
Acho que António Costa ao falar em "eco do Governo" acertou na "mouche". Cavaco, depois do derrube do Governo de José Sócrates e da chegada de Passos Coelho ao poder, chegada que Cavaco patrocinou, este nunca mais teve voz própria. Desde então, de Belém não sai outro som que não seja o eco das posições de Passos Coelho. Este, aliás, faz questão de tornar evidente que Cavaco não tem margem de manobra. Se, uma vez por outra, Cavaco se permite o devaneio de emitir uma opinião ainda que ligeiramente desalinhada, logo aparece Passos Coelho a mandá-lo fechar a boca, limitando-se Cavaco a "comer e calar".
A situação é tão estranha e surpreendente que, sem forçar demasiado a nota, até se poderia falar numa segunda vigência da Constituição de 1933, com Passos Coelho a fazer o papel de Presidente do Conselho e Cavaco o de  Américo Tomás.
Para se ter chegado a tal ponto, seguramente, algo de grave, em termos políticos, se passou entre os dois. Na falta de  pistas seguras, fiquemos pela constatação de que Cavaco, ao invés de ser, como lho impõe a Constituição, o garante do regular funcionamento das instituições, é ele próprio, a negação desse regular funcionamento. 
E, já agora, deixo por aqui também a pergunta: um presidente da República que se anula, enquanto tal, serve para quê?  

"Dissimulado e ronha"

«(...)
Cavaco Silva merece o título de político português mais dissimulado e ronha que o nosso regime democrático gerou. Ele é incapaz de conviver de mente aberta e consciência tranquila com a pluralidade de projetos políticos que se expressam na sociedade e, por isso, a sua nata inabilidade para interpretar e representar todos os portugueses e o seu sistemático recurso a atos mesquinhos com cheiro a vingança.
(...)»
(Carvalho da Silva: "Condecorar a troika". Na íntegra: aqui. Destaque meu)

Olá, se merece!

"Há alguém por aí para enfrentar a triste degradação da justiça?"

«O caso Sócrates só podia despertar paixões épicas. Foi assim desde o início, será assim até ao fim. O recente episódio da proposta de prisão domiciliária voltou a atiçar essa fogueira, com comentadores a elogiarem ou a invectivarem a atitude do ex-primeiro-ministro e outros a denunciarem a sua máxima culpa. Uns com prudência e outros com concupiscência.

Sem prejuízo destas opiniões, não estou de acordo. Todas elas partem de uma posição irredutível e determinada: ou o homem é culpado (e então merece todo o castigo desde sempre) ou é inocente (e a recusa da prisão domiciliária é um assomo de dignidade). Decerto, será uma ou outra. Mas o meu ponto é que não temos meios para saber qual delas é a verdade. Só podemos supor, ou por solidariedade pessoal ou política, ou por um ódio de qualquer estirpe. E supor é insuficiente. Ora, não devemos basear a nossa atitude numa suposição, determinada unicamente por paixões, nem muito menos deixar que as suspeitas ou até convicções dos espectadores que somos todos se tornem o substituto da justiça.

Não podemos e não devemos, tanto mais que estamos a ser bombardeados pela mais longa fuga ao segredo de justiça de que me lembro. Se pensa que tudo se tornou possível, aperte o cinto de segurança que vai haver muito mais. Já tivemos a divulgação da gravação de um interrogatório umas horas depois da sua realização, usando o truque de entregar uma cópia à defesa para confundir o rastro do crime, e o que mais virá? Temos constantes e reiteradas antecipações em jornais de “provas” que não foram apresentadas à defesa e que nem podemos saber se figurarão sequer na acusação, e o que mais será? E nem sabemos quando será a acusação: um ano depois, um ano e meio depois, antes das eleições, depois das eleições?

Sugiro ao leitor que se mova então pela única certeza que podemos ter: este processo está a ser conduzido sem respeito pela justiça ou até pela decência. (...)»

(Francisco Louçã. Na íntegra: aqui. Destaque meu.)

sábado, 13 de junho de 2015

Desamparem a loja!

O ultimamente muito falado "mito urbano" mudou de versão. Depois de ao longo desta legislatura o governo de Passos & Portas ter convidado insistentemente os jovens a abandonar a "zona de conforto" apontando-lhes o caminho da emigração e encorajando-os a procurar trabalho noutras paragens, agora que se aproxima o final da legislatura, o governo, através do Ministério da Educação, passou a adoptar uma postura mais adequada ao "não-me-lixem-as-eleições". Os jovens, agora, são apenas incentivados a fazer uma pausa nos estudos e "a partir à aventura". É o que nos conta Joana Pereira Bastos num texto que ocupa 2 (!) páginas do "Expresso" de hoje, edição impressa. 
"Uma pausa que é um passaporte para o futuro" é o empolgante título do trabalho. Tão empolgante que levanta a dúvida sobre se não estaremos perante uma encomenda deste governo que, duma forma ou doutra, não desiste de ver a nossa juventude pelas costas.

Branco é, galinha o põe

Noticia o Público de hoje que Miguel Prata Roque, advogado e professor de Direito Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, afirma que a venda da TAP envolve uma situação de “controlo simulado”.
Alguma dúvida? Perante os factos conhecidos e relatados, não é necessária especial acuidade intelectual para chegar a uma tal conclusão
E, já agora, há também alguma dúvida de que este governo tem plena consciência da vigarice e a aceita, se é que não a patrocinou, com a (inexplicável) pressa em desfazer-se da TAP ao desbarato, cometendo mais um crime de lesa-pátria?
(Notícia e imagem daqui)