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domingo, 29 de junho de 2025

Cobardolas!

"Tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica à porta.” (Povérbio português)
A União Europeia (UE) não só tem vindo a assistir à carnificina que o Estado de Israel, sob o comando do governo chefiado pelo assassino Netanyahu, está a levar a cabo em Gaza e na Cisjordânia, sem condenar o genocídio em curso, sob a hipócrita alegação de que Israel tem o direito de se defender (direito que creio ninguém contestar) como nem sequer teve, até agora, a coragem de denunciar o Acordo de Associação UE-Israel, acordo que tem por base o respeito pelos direitos humanos e pelos princípios democráticos, indiscutivelmente violados por Israel. Não pode, por tudo isso, escapar a um severo julgamento da História.
Ao meu, embora já não conte andar por cá nuito tempo, não escapa: a UE é claramente cúmplice das atrocidades cometidas por Israel. Logo: Culpada!
Envergonha-te, Europa! Cobardolas!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A tradição ainda é o que era

Infelizmente e pelos vistos,  a política dos Estados Unidos em relação a Israel, com Obama na Presidência, continua, mais vírgula, menos ponto, a ser mesma. Política que continua a consentir a manutenção dum bloqueio que é uma vergonha para toda a humanidade, pois representa a contínua humilhação de toda a população de Gaza, transformada em prisioneira na sua própria terra.
Comprendem-se as preocupações de Israel, com a sua segurança, bem como a preocupação dos Estados Unidos relativamente à segurança do seu aliado, mas já não dá para entender a cobertura dada pelos Estados Unidos a todos os crimes que o Estado de Israel tem cometido, a começar pelo crime continuado que é o bloqueio a Gaza. Sim, porque o bloqueio imposto a Gaza é criminoso face ao direito internacional. É que, para além de qualquer outra consideração de natureza humanitária, vai contra as próprias resoluções das Nações Unidas.
E se digo que não dá para entender é porque até parece que que a nação mais poderosa do mundo não são os Estados Unidos, mas sim o Estado de Israel. Dir-se-ia, face à política seguida pela diplomacia americana em relação ao Médio Oriente que quem manda na política dos Estados Unidos não é o Presidente Obama, mas sim o senhor Benjamin "Bibi" Netanyahu. Vá lá saber-se porquê. Será que o lóbi judaico explica tudo ?
Não sei responder. O que vejo é que o mundo está nas mãos do senhor "Bibi". E muito mal entregue a meu ver.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A "justificação" do massacre

A propaganda israelita, numa tentativa para justificar ou branquear o massacre perpetrado a bordo do navio turco Marvi Marmara, um dos que transportava ajuda humanitária para Gaza, pôs a circular dois vídeos (abaixo). Num vêem-se os militares israelitas a descer por cordas para o navio e a serem recebidos à bastonada. No outro mostram-se as "armas" encontradas a bordo: fisgas, berlindes, (ou pequenas bolas de plástico ?)e bastões de diversos tamanhos, em metal (ao que parece), material que não falta em qualquer barco.
A divulgação destes vídeos acaba por produzir um efeito contrário ao pretendido. De facto, como é que os israelistas queriam ser recebidos no barco que estavam a assaltar? Com flores ? Onde é que já se viu piratas assaltantes serem recebidos de braços abertos?
E que dizer das "armas"? Não havendo sequer uma arma de fogo para amostra, como é que se pode justificar o massacre que se seguiu ao assalto?
Não são só as armas (israelitas) que matam. O ridículo também mata. Pelo menos as justificações da propaganda israelita, que não evitaram a condenação do ataque israelita no Conselho de Segurança da ONU.



sábado, 17 de janeiro de 2009

Os equívocos do Governo israelita

Se o objectivo era acirrar ainda mais os ódios na região, Israel não só está perto de o conseguir, como seguramente o atingiu em pleno. Se o objectivo era alcançar a paz, como seria suposto, então é também certo que não só não está perto de o alcançar, como está cada vez mais longe de o atingir. Infelizmente, o tempo vai encarregar-se de demonstrar que o Governo israelita está completamente equivocado.

Só posso aplaudir !

Provavelmente, a decisão do Governo português na prática pouca relevância terá. Em todo o caso, significa que Portugal não quer ser cúmplice nas muitas centenas de mortes (de crianças, mulheres e idosos) que a ofensiva israelita em Gaza já causou. Só posso aplaudir!

Faz de conta ...

Israel prepara-se para anunciar o cessar-fogo unilateral em Gaza. Todavia, o cessar-fogo, ao que parece, não significa a retirada das forças israelitas. A ser assim, é evidente que o cessar-fogo é, mais propriamente, um cessar-fogo "faz de conta".
Actualização:
Anunciado o cessar-fogo unilateral, agora apelidado de trégua, nem é uma coisa, nem outra. Hipocrisia talvez, para utilizar uma palavra branda.
Nova actualização: Cessar-fogo já foi quebrado, escassas horas após o seu início. Não era preciso ser bruxo, para o adivinhar! Para haver trégua que resulte é óbvio que tem quer ser acordada entre as partes em conflito. Qualquer pessoa o sabe. O Governo israelita faz que não sabe, porque, em boa verdade, não a quer. Só pode !

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Gaza: Ofensiva sem fim à vista

Passados que são 15 dias sobre o início da ofensiva israelita na Faixa de Gaza, torna-se cada vez mais evidente que não é através da guerra que a paz chegará àquela região do globo. Com efeito, apesar do empenho de grandes forças militares, Israel não conseguiu vencer a resistência do Hamas e, como já se deixou dito aqui, não o vai conseguir, por mais dura que seja a sua "mão de ferro", sobretudo porque para o Hamas é indiferente o número de mortos entre os palestinianos e o grau de destruição já provocado na Faixa de Gaza.
De alguma maneira, quem se encontra, nesta altura, num verdadeiro impasse, é, uma vez mais, o Estado de Israel, que não vê maneira de sair do atoleiro em que se meteu e que, pelos vistos, pouco aprendeu com a guerra no Líbano, contra o Hezbollah. Um movimento que se confunde com a população e para quem até a morte é uma forma de Jihad, é invencível militarmente, por muito pesadas que sejam as perdas de vidas e os danos materiais. Nesta perspectiva, a proclamação de vitória por parte do governo do Hamas, por muito contraditória que possa parecer, faz sentido.
Seja, porém, como for, uma coisa me parece certa: Israel e a Palestina estão, hoje, mais longe da paz do que antes do início da ofensiva, pois, repetindo-me, não é através da força, que se conquista o coração dos povos. Gaza não é excepção.
Israel acabará por sair, porque não lhe convém ficar e, por certo, cantará vitória, mas, a meu ver, só terá conseguido um objectivo (?): criar mais ódio.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Gaza: A verdade na guerra

"Militares israelitas admitiram que não foram feitos disparos a partir da escola de Jabaliya, atingida terça-feira por morteiros de artilharia, que mataram 42 palestinianos que ali se encontravam refugiados, revelou a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNWRA), responsável pelo estabelecimento.
O ataque à escola Jabaliya, a acção mais sangrenta depois do primeiro dia de bombardeamentos israelitas, a 27 de Dezembro, gerou uma onda de protestos internacionais e da própria ONU, que garantiu que o local estava identificado com as bandeiras da organização.
“Eles admitiram que os disparos a que as Forças de Defesa Israelitas [IDF] estavam a responder não eram oriundos da escola”, afirmou o porta-voz da UNWRA, referindo-se a uma comunicação feita por “oficiais seniores israelitas a diplomatas estrangeiros. “A IDF admitiu nesse ‘briefing’ que o ataque ao edifício da ONU não foi intencional”, acrescentou Chris Gunness, em declarações ao jornal israelita “Haaretz”.
As declarações de Gunness contrariam a versão oficial do Exército israelita, que na quarta-feira divulgou um vídeo mostrando activistas palestinianos a disparar “rockets” a partir daquele local. No entanto, o responsável garante que o vídeo datava de 2007, aquando dos confrontos entre as facções palestinianas, da Fatah e do Hamas. “Não eram imagens actuais”, garantiu: “Em 2007 tivemos que abandonar o local e foi só então que os militantes o tomaram.
Sabe-se que, na guerra, a verdade sofre, por sistema, tratos de polé. Na guerra de Gaza, não se foge à regra.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Gaza: O impossível trabalho humanitário

"La situation des populations civiles dans la bande de Gaza ne cesse de se dégrader. Malgré la décision d'Israël d'interrompre les combats trois heures par jour pour "permettre à la population de se réapprovisionner et faciliter le travail des organisations non-gouvernementales", l'ONU a estimé, jeudi 8 janvier, que la crise humanitaire empirait "d'heure en heure". Sur place, les ONG font part de leur impuissance face à l'immensité des besoins de la population.
Pour
Jessica Pourraz, une responsable de Médecins Sans Frontières (MSF) à Gaza, cette mini-trève visant à "atténuer la pression internationale" n'a rien changé : "La trève ne s'applique qu'à Gaza-ville, or la plupart des blessés se trouvent en périphérie. Les civils sont pris au piège et nous ne pouvons pas les secourir car là-bas l'armée continue de tirer. Nous sommes en plein coeur du conflit et nous ne pouvons rien faire."

UN BLESSÉ SUR TROIS EST UN ENFANT, SELON L'ONU

Cette pause des bombardements a néanmoins permis aux secours de récupérer de nombreux corps dans des zones jusqu'ici inaccessibles, ce qui a fait monter en flèche le bilan de l'offensive israélienne, qui s'est établi, jeudi, à 763 morts, de source palestinienne.
Le Comité international de la Croix-Rrouge (CICR) raconte sur son
site Internet ce que ses équipes ont découvert quand elles ont enfin pu se rendre mercredi à Zaytoun, en périphérie de la ville de Gaza, alors qu'elles en avaient fait la demande dès samedi à l'armée israélienne. En arrivant, les ambulanciers ont trouvé dans une maison "quatre enfants à côté de leur mère morte, trop faibles pour se tenir debout". "Au total, 12 corps reposaient sur des matelas". En refusant pendant quatre jours l'accès à ces victimes, Israël a violé "ses obligations requises par le droit international", estime le CICR.Depuis le début du conflit, les ONG demandent, en vain, que l'armée permette un accès permanent des secours aux victimes. Selon l'Onu, 680 000 Gazaouis n'ont pas accès à l'hôpital de référence de la ville, et plusieurs ambulanciers ont trouvé la mort en allant secourir des blessés. L'agence de l'ONU pour l'aide aux réfugiés palestiniens (UNRWA) a ainsi annoncé, jeudi, la suspension de toutes ses activités après que des obus de l'armée israélienne eurent touché un de ses convois, faisant un mort.
750 000 PERSONNES SANS EAU

Mercredi, dans son point quotidien sur la situation, l'office de coordination des affaires humanitaires des Nations unies (OCHA) résume ainsi le piège dans lequel se trouvent, sans distinction, les civils et les humanitaires : "Il n'y a aucun endroit sûr dans la bande de Gaza – aucun refuge, aucun abri anti-aérien, et les frontières sont fermées – ce qui fait de ce conflit l'un des rares où les civils n'ont aucun endroit pour fuir."
Et parmi ces civils pris au piège d'une guerre à huis-clos, les mineurs, qui représentent 56 % de la population, payent un très lourd tribu. Selon l'OCHA, plus de 100 enfants auraient ainsi perdu la vie au cours des douze derniers jours, soit près d'un mort sur sept, et près d'un millier ont été blessés, soit le tiers des victimes admises dans les hôpitaux.
Outre l'insécurité généralisée dans laquelle est plongée la bande de Gaza, ses 1,5 million d'habitants manquent du minimum nécessaire pour assurer leur survie. Faute d'électricité, environ 750 000 personnes vivent aujourd'hui sans eau, selon l'ONU. MSF se prépare déjà à voir apparaître des pathologies liées au manque d'hygiène.
L'ONU prévient que ses réserves alimentaires suffiront "pour quelques jours, pas des semaines", et que si l'armée israélienne ne facilite pas l'acheminement de l'aide "il ne fait aucun doute que les gens deviendront de plus en plus affamés". Avant l'offensive israélienne, 80 % de la population de la bande de Gaza dépendait déjà de l'aide internationale. "Après 18 mois d'embargo, le système était au bord de l'explosion", résume Jessica Pourraz. "La guerre a achevé de tout faire exploser".