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quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

#Observação dos dias

Hoje: Torcicolo * (Jynx torquilla L.)





* Outros nomes comuns:: Papa-formigas; Cabeça-de-cobra; Doudinha;  Formigueiro; Gira-pescoço; Peto-formigueiro; Peto-da-chuva.
Avistamento: Parque da paz - Almada; 30 - Dezembro - 2021
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

#Observação dos dias

Quem disse que para observar um contorcionista era necessário ir ao circo?





Nas imagens: Lugre  (Spinus spinus L.; sinónimo: Carduellis spinus L.)

[Avistamento: Almada (Parque da Paz); 14 - Dezembro - 2021]
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 17 de março de 2015

terça-feira, 26 de março de 2013

A viver de equívocos

Ocupado em recolher imagens de espécies da flora portuguesa, nem tempo tenho tido para comentar as últimas novidades.
De facto, nem uma nota sobre os últimos desenvolvimentos da desastrada intervenção da troika em Chipre intervenção que, para além da imediata implosão da economia cipriota, traz no bojo uma crescente desconfiança no sistema financeiro europeu, em particular, nos países sujeitos a resgate.
Nem tão pouco uma palavra sobre o reaparecimento público do ex-primeiro-ministro José Sócrates que, mesmo antes de se concretizar, já pôs em pânico muito boa gente (ou nem por isso) que lá terá as suas razões que estão, seguramente, longe de ser as melhores. 
E nem sequer um breve comentário sobre  o lento esboroar (demasiado lento, quanto a mim) da Comissão Liquidatária que alguns, por manifesto equívoco, continuam a designar por governo do país, com Passos Coelho cada vez mais pressionado pelo parceiro da coligação a proceder a uma profunda remodelação no governo, o qual, não por acaso, acaba de sofrer mais uma baixa. A de Almeida Henriques, secretário de Estado adjunto da Economia, saída que vai ter como imediata consequência deixar o ministro Álvaro cada vez mais só a falar para as paredes.

Para compensar tão longa ausência, deixo aqui uma das últimas "descobertas" efectuadas durante os meus trabalhos de campo: uma espécie designada por Scilla peruviana, designação científica que é ela também fruto de um equivoco que explico noutro local.
Atendendo ao epíteto específico, somos levados a crer que a planta seria originária do Peru, quando, afinal, se trata de uma planta nativa do Sudoeste europeu (Portugal incluído) e do Noroeste africano. Mas a prova de que somos mesmo um povo de equivocados ou que apreciamos viver de equívocos é que, na linguagem vernacular, a espécie é designada em Portugal por "Albarrã-do-Peru" e "Cila-do Peru", quando, por exemplo, em língua inglesa, a planta é designada por Portuguese Squill e em Espanha é também conhecida pela designação de jacinto portugués. Curioso não é?
Mas fiquem-se com a dita, que é uma beleza. Acho eu.


sábado, 24 de novembro de 2012

Observação dos dias

O pior não é termos um humorista falhado (Cavaco) e um humorista involuntário (Passos Coelho) como (ir)responsáveis máximos da República. O pior  mesmo é que fomos nós (salvo seja eu e mais uns tantos) a escolhê-los.
Desculpem lá o desabafo. A culpa é do dia baço.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Moral da "estória"

Moral da "estória" contada pela fotografia que mostra um Trigueirão (Emberiza calandra)  pronto para engolir um gafanhoto: o mais forte devora o mais fraco
Moral, ou antes, observação dos dias que passam.
(reeditado)

sábado, 26 de maio de 2012

Observação dos dias

Não raro, por detrás dum "tipo porreiro" esconde-se um sacana. Tratando-se dum "tipo porreiraço", então é certo e sabido.

(Quem não aprecie a "observação" precedente pode optar pela seguinte)

(Palmela entrevista a partir de Almada)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Poesia de Camões para os dias que correm


"Nô mais, Musa, nô mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se ascende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
D'ua austera, apagada e vil tristeza."

(Luís de Camões -Lusíadas, Canto X, 145)

(imagem daqui)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Observação dos dias: sinais de fogo

Algo está a arder. Apesar do fumo já ir bem alto, Cavaco, por estranho que pareça, só agora deu conta do lume. E daí talvez não seja caso para estranhar. O mais provável, de facto, é que o próprio já sinta as calças a arder.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

Observação dos dias

Apesar da "trovoada" que por aqui vai, as plantas continuam a a florir ...


[Erva-divina (Armeria welwitschii Boiss.)]

... e as aves a nidificar ...

[Cisne-branco (Cygnus olor Gmelin)]

...e a procriar.

[Fêmea de Pato-real (Anas platyrhynchos L.)
e a respectiva ninhada]

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Observação dos dias


Embora não pareça, dadas as condições meteorológicas, já chegou a primavera. É que já vi, hoje, duas andorinhas*. E se "uma andorinha não faz a primavera" duas não será quanto baste?**
** Provavelmente não, dirá  o leitor e eu admito que é otimismo a mais.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Observação dos dias (XXXIV): Sapatos ou barbatanas ?

Com a chuva que tem caído nos últimos tempos; com a que (juntamente com neve e vento forte) continua a ser anunciada; com o Alqueva à cota máxima, transformado no maior lago artificial da Europa e a fazer descargas; e com inundações por tudo quanto é sítio; sugere-se que, em vez de sapatos, se comprem barbatanas. Passe a sugestão vinda de quem já hoje passou por várias estradas transformadas em rios...
______________

Com ou sem barbatanas, demos, entretanto, um salto para fora de água e fixemo-nos em terreno mais firme(?). O da economia, onde se anuncia que o ministro da dita (Vieira da Silva) afirma ter a ter a ambição de ultrapassar as previsões, fazendo, como lhe compete, força para cima, que para baixo, já há gente que abunde (cá dentro e lá fora) previsões que apontam, segundo o Banco de Portugal, para um crescimento da economia, em 2010, da ordem dos 0,7 %, (bem melhor que a previsão do Verão que apontava para uma contracção de -0,6%) acelerando para 1,4%, em 2011.

É boa a previsão, se comparada com a anterior, mas ainda assim o crescimento parece vir a ser insuficiente para impedir o aumento do desemprego, ao contrário daquilo em que acredita o ministro da Economia (força, Vieira da Silva !) para quem a travagem no aumento do desemprego “é difícil, mas (...) não é impossível”.
Tomo também como boa a confirmação pelo INE de que o valor final para a inflação média do ano passado se fixou em -0,8%, considerando que a inflação negativa, segundo tudo aponta, não veio para ficar, estando afastado o risco de deflação.
No entanto, já não sei se é boa, ou má, a notícia de que a empresa brasileira Camargo Corrêa apresentou à Cimpor uma proposta de fusão. E também não sei, mas parece, face a esta proposta logo a seguir à OPA da CSN, que, para as empresas brasileiras, a cimenteira portuguesa não produz cimento, mas mel. Será ?
________________
Sem deixar de falar de economia, novo salto para água, a propósito do Plano Nacional de Barragens, cuja concretização irá diminuir as importações de petróleo em 3,3 milhões de barris/ano, segundo declarações da ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, proferidas à margem da sessão de lançamento, pela EDP, da "primeira pedra" da nova central hidroeléctrica Venda Nova III, em Vieira do Minho. É obra! Eu sei que os ecologistas não são grandes apreciadores de barragens, pese embora o contributo dado por estas obras, quer para o equilíbrio da balança de pagamentos, quer pelo lado da diminuição das emissões de Co2. Eu, porém, gosto e não há nada a fazer.
E já que falamos em água e em economia o que dizer dos milhões de hectolitros desperdiçados por falta de aproveitamento da chuva que tão abundantemente tem caído, hectolitros que se têm escoado para o mar, devido à falta das barragens agora incluídas no Plano e que nas últimas décadas ficaram por construir ?
(Imagem daqui)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Observação dos dias (XXXIII): Mau tempo no país e trovoada para os lados de Belém


Chuva muito intensa, nas regiões Norte e Centro, vento forte a muito forte, com rajadas até 120 quilómetros/hora, nas terras altas, e agitação marítima na costa, são previsões do Instituto Nacional de Meteorologia para esta madrugada.
Também não custa prever que as declarações de João Salgueiro, à saída do palácio de Belém, vão provocar forte trovoada. Ele e Cavaco (pois é impensável a encenação, sem o seu assentimento) estão mesmo a pedir raios e coriscos. Pois não é verdade que eles e mais uns tantos profetas da desgraça, com os seus augúrios, parecem apostados em conseguir a revisão em baixa da notação da dívida da República pelas agências de rating? Os raios e coriscos (leia-se: aumento dos juros) não vão, no entanto, cair em cima deles. O país é que os vai suportar.
Vou-me lembrar de mais esta história, quando chegar a hora. Olá, se vou!
(Imagem daqui)
(Também publicado em A Regra do Jogo)

domingo, 10 de janeiro de 2010

Observação dos dias (XXXII): Um Inverno perfeito


Com fortes geadas ontem (na imagem), hoje neve em abundância em sete distritos - Guarda, Viseu, Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Vila Real - e em mais alguns - com estradas cortadas em Vila Real, Viseu, Coimbra e Leiria, e no maciço central da Serra Estrela), chuva com fartura no resto do país, incluindo o Algarve com inundações, e frio de bater o dente por todo o lado e com promessas de continuar nos próximos dias, não se pode dizer que não estejamos perante um Inverno perfeito. Aparentemente, a dar razão aos cépticos do aquecimento global.
Só aparentemente, que eu não vou nessa. Mas lá que está frio, está!
Entretanto, que estranho fenómeno se passará na fria Bragança, que não a vejo aparecer nas listas ?
(Também publicada em A Regra do Jogo)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Observação dos dias (XXXI): Do tempo e modos


O tempo é, como se vê por esta imagem tirada da minha janela, chuvoso e cinzento a mais não poder ser.
Para as Bolsas de Valores, no entanto, o dia corre de feição. Senão vejamos: a Bolsa de Tóquio fechou a primeira sessão de 2010 em alta com o índice Nikkei a ganhar 1,03%; invejosas, a Bolsas de Lisboa, Paris e Frankfurt também começaram o ano a subir e Lisboa fechou mesmo a ganhar 1,64%; e, para não ficar para trás, a Bolsa de Nova Iorque também abriu em alta (valorizando, nesta altura, o Dow Jones Industrial 1,8 % e o Nasdaq Composite 1,54%) e fecha em "ligeira alta" (modo de humor ?) com ganhos de 1,50% (Dow Jones) e 1,73% (Nasdaq).
Dir-se-ia que os investidores estão bem mais animados do que George Soros para quem (cito daqui) "a recuperação pode perder o gás e ser seguida por um segundo abrandamento económico, abrandamento este que não sei se ocorrerá em 2010 ou 2011." Pois pode, digo eu também, revendo em George Soros, com estes modos, mais um Professor Karamba, a ser, no entanto, contrariado por mais umas quantas (a modos que) boas notícias que nos dão conta que: as taxas Euribor a seis e a 12 meses estão a subir (sinal de recuperação das economias?); os fundos de pensões portugueses valorizaram nove por cento em 2009 (ena pá!); Armando Vara regressou hoje ao BCP como consultor, notícia que, só por si, demonstra como este mundo é de modas. Ou modos?
Querem melhor ?
Sim, porque há melhor. Não falo da JP Sá Couto que facturou mais 35,7 por cento em 2009, mas sim da exigência dos Sindicatos dos bancários que reclamam (aplausos!) uma subida de 3% nos salários deste ano. A modos que isto é que era bom! Até já vejo o sol a despontar por entre as nuvens. Podem crer!
E podem crer também que, perante a garantia de Constâncio de que “Não somos os piores da Europa", visto que "Portugal tem uma dívida pública que até é inferior à de alguns países europeus", só não expludo de alegria, porque não quero dar razão a Cavaco ao falar de "situação explosiva" e porque (vá lá) est modus in rebus.
E, já agora, pergunto-me (mais um modo de falar) se Cavaco Silva, com a sua "situação explosiva" não estaria a referir-se à explosão das compras por alturas das festas de Natal e de Ano Novo. É que, de acordo com esta notícia, as compras "realizadas nos terminais de pagamento automático da rede Multibanco totalizaram 3.134 milhões de euros entre 1 de Dezembro e 2 de Janeiro", num montante superior em 11,10% em relação ao mesmo período do ano anterior. E esta, hein?
(actualizada)