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sábado, 27 de outubro de 2012

Pedro Mota Soares pode ser ministro de qualquer coisa. Da Segurança Social é que não é

Vale mesmo a pena ver e ouvir esta intervenção do deputado Pedro Marques (PS) sobre a gestão da Segurança Social a cargo do ministro Pedro Mota Soares. Verdadeiramente elucidativa da desgovernação, também nesta área, por parte deste (des)governo. De facto, depois de vista e ouvida esta intervenção, chega-se à conclusão de que Mota Soares pode ser qualificado como ministro de qualquer coisa. Da Segurança Social é que ele não é.
(reeditada)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mais uma trapalhada?


"O valor do Rendimento Social de Inserção (RSI) aumentou em Janeiro mas o Governo vai rever imediatamente esta subida. A actualização deste valor passou despercebida mas tornou-se incontornável a partir do momento em que foi publicada a portaria que revê o valor das pensões mínimas."
Responsável: o homem da vespa:
O ministro da Segurança Social já anunciou uma redução de 70 milhões de euros na despesa com RSI.
(Imagem que ilustra a notícia "linkada")

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Será que, para o ministro Mota Soares, os mortos andam?

O ministro da vespa, digo, do carrão, oficialmente da Segurança Social, anunciou que as  regras de acesso ao rendimento social de inserção (RSI) vão mudar em 2012.
Para Pedro Mota Soares "Só faz sentido atribuir esta prestação a partir do momento em que todo o processo esteja instruído. Queremos que a atribuição seja feita, [quando] é assinado um contrato de inserção e os beneficiários se comprometem, perante o Estado, a cumprir um conjunto de obrigações."
Com tais regras,  "Vai-se protelar o deferimento dos processos" "pôr os mais pobres em lay-off", afirma um professor da Universidade do Porto e um outro, da Universidade dos Açores, garante que "Muita gente vai precisar de RSI e vai ficar quatro, cinco, seis meses ou mais à espera".
Ora, convém recordar, por um lado, que estamos a falar de pessoas extremamente carenciadas que precisam do subsídio para sobreviver e, por outro, que não há entre as  Instituições Particulares de Solidariedade Social uma entidade que não afirme que já não dispõe de meios para atender a todos necessitados que todos os dias vão surgindo, cada vez mais e mais.
Nestas circunstâncias, estando em causa a sobrevivência das pessoas, é óbvio que não faz sentido falar em lay off . De facto, em relação às pessoas que não têm recursos próprios, nem têm ninguém que lhes possa valer, esperar meses e meses pelo subsídio, o mais apropriado é falar em morrer à mingua. Não digo morrer à fome, para não ferir a sensibilidade do senhor ministro.
Estranho é que um ministro que faz parte dum governo que tem por lema "connosco, ninguém fica para trás" revele uma tal insensibilidade social. Será que Mota Soares julga que os mortos andam?
(reeditada)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Farsantes

Passada a farsa inicial da contenção de gastos por parte do actual governo, a pompa e circunstância regressaram aos ministérios. Fica assim explicada a razão por que, no Orçamento para 2012, os famosos "consumos intermédios" em vez de terem diminuído, aumentaram. E fica também explicada, pelo menos em parte, a razão de ser dos cortes nos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas: o dinheiro não dá para tudo e há que fazer opções: o governo passista optou pelas "bombas".
A propósito: não era este o artista  que dizia que com este governo ninguém fica para trás? Pois agora com esta "bomba" ao seu serviço, o ministro da Solidariedade (!)  deixa para trás todos os que andam a pé, de bicicleta, de mota e até os antigos companheiros de vespa.
Farsantes é o que eles são!

(imagem daqui)