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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A campanha presidencial já começou?

Marcelo Rebelo de Sousa que, como comentador, dificilmente consigo levar a sério, parece ter mudado de agulha: de quando em vez, já diz coisas sensatas. 
Para amostra, veja-se esta afirmação: "Acho que a abolição dos feriados foi das coisas mais estúpidas, demagogicamente estúpidas, deste Governo, que para acabar com a ponte acabou com o feriado. É uma coisa completamente tonta"*.
Suspeito que afirmações como esta são um sinal de que Marcelo se assumiu definitivamente como candidato a PR. Será que para ele já começou a campanha presidencial?

*(Coisa tonta, de facto, mas o que seria de esperar de gente cujo "patriotismo" não vai além do emblema na lapela?

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Para finalizar: Não vale tudo ?

"A declaração de Cavaco Silva de que os cortes na remuneração dos funcionários públicos poderiam ter sido evitados a troco de um imposto sobre os ricos revela que ele pode descer ao mais pedestre oportunismo e farisaismo político, não hesitando em competir com o BE na demagogia populista.
Cavaco Silva sabe melhor do que ninguém que:
a) Uma tal proposta não teria a mínima chance de passar, justamente porque o seu partido, o PSD, desde Agosto anunciara que nunca viabilizaria um orçamento que implicasse o mínimo aumento de impostos;
b) O problema orçamental português não é somente um défice excessivo, mas também e principlamente um problema de despesa pública excessiva, incluindo demasiada despesa com o pessoal, bem acima da média europeia.
De resto, se Cavaco Silva pensa mesmo o que só hoje disse, por que é que esperou o último dia de campanha eleitoral para defender essa via, em vez de o ter feito aquando das negociações para a viabilização do orçamento entre o Governo e o PSD, que ele fez questão (e bem) de incentivar?! E por que é que, ao promulgar o orçamento com os referidos cortes na remuneração dos funcionários públicos, não aproveitou para se demarcar publicamente do que considerava tão errado, à imagem do que fez em várias outras promulgações?
Decididamente, não vale tudo!"
Está visto que vale...

Um voto Alegre

Todas as sondagens, mesmo as inventadas, dão a vitória a Cavaco Silva, logo à primeira volta. Todavia, como sói dizer-se, as sondagens valem o que valem, e neste caso, a meu ver, valem pouco, tão dispares são os resultados apresentados. Seja como for, o que conta é o apuramento dos votos entrados nas urnas. A reeleição de Cavaco não é, pois, uma inevitabilidade.
Para quem, como eu, já está farto do "Sorumbático", nada como um voto Alegre.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

E se fosse dar uma volta, logo à primeira volta ?

Qualquer que seja o ângulo de análise, o argumento de Cavaco é risível e lamentável, porquanto revela pouco respeito pelo funcionamento das regras da democracia e, o que é mais surpreendente, fracos conhecimentos de economia.
Por mais que não fosse, bem merecia que os eleitores o mandassem dar uma volta, logo à primeira volta!

Para Cavaco nascer segunda vez

"O candidato Cavaco tem de nascer outra vez

Dizer que Cavaco é menos sério do que ele pensa parecer é falhar o alvo por baixo. Cavaco é, como revelado pelas últimas semanas, ainda menos sério do que aquilo que eu pensava que ele era — e Cavaco nunca me enganou.

Os casos do BPN e da casa na Urbanização da Coelha já são suficientemente graves. Em qualquer país do mundo estes casos seriam escrutinados até ao fim. O BPN, em particular, arrisca-se a custar ao país aquilo que cada cidadãos tem de sacrificar através de dolorosos cortes nos salários e aumentos de impostos. Não me parece que se possa dispensar de explicações qualquer pessoa que tenha tido com este banco, sem pestanejar, lucros que estão para lá dos mais deliciosos sonhos dos clientes de Madoff.

Mas as respostas de Cavaco tornam estes casos graves noutro plano ainda. No caso da Urbanização da Coelha, Cavaco alega não se lembrar de onde assinou a escritura, provavelmente não se lembrará também de ter como vizinhos Oliveira Costa e Fernando Fantasia, e um dia destes não se lembrará de alguma vez ter passado férias na tal casa.

E isto sem contar com outros episódios da campanha — como o de dizer a uma eleitora desesperada que recorresse a qualquer instituição de solidariedade desde que não fosse do Estado —; a interpretação inevitável é que Cavaco começou a usar a estratégia de alegar inconsciência. Inconsciência do seu lado e do lado dos eleitores. Como notou recentemente Ana Sá Lopes, Cavaco está — quase sempre de forma extraordinariamente transparente — a fazer dos eleitores parvos.

Eu só vejo uma maneira de lidar com uma pessoa que está a contar com a nossa estupidez. É, no mínimo — no verdadeiramente mínimo dos mínimos — fazê-lo passar por um mau bocado.

Este Cavaco que fala das outras pessoas dizendo que “para serem tão honestas quanto eu teriam de nascer duas vezes” merece ser punido pela sua soberba. Merece, no mínimo, ser obrigado a transpirar pela sua vitória. Merece recear pela sua consagração. Merece aprender algumas boas maneiras democráticas.

Em resumo, o que quero dizer é o seguinte: é Cavaco que tem de nascer uma segunda vez. E como se consegue isso? Eleitoral e metaforicamente, há uma forma: obrigá-lo a uma segunda volta.

Sabem os leitores desta coluna que eu votarei Manuel Alegre e que o considero mais capaz — bem mais do que Cavaco — de interpretar a função presidencial e a representação da República. E é, sem dúvida, o melhor candidato da esquerda.

E os outros candidatos?

Fernando Nobre é o único que conheço melhor — até pessoalmente. Foi apoiante da candidatura europeia do Bloco de Esquerda em que eu fui candidato. Ao vê-lo discursar numa certa noite em Coimbra, pensei que ele daria (também) um bom candidato presidencial da esquerda. Fernando Nobre, porém, levou a sua campanha como se não fosse nem de esquerda nem de direita, coisa que acho pouco realista e pouco pedagógica. Mas o seu idealismo e a história que ele simboliza têm mérito eleitoral, e justificam um voto.

Francisco Lopes é o candidato do PCP, franca e assumidamente; uma candidatura militante, disciplinada e combativa. Não é a minha estética. Mas o diagnóstico e o seu apelo à ação são justificados.

Os dois restantes são candidatos mais episódicos, Defensor de Moura com uma agenda mais regional e José Manuel Coelho um estarola com um enorme descaramento de quem é difícil não gostar.

Nem todos mereceriam ser Presidente. Mas nenhum desmerece o voto se o objetivo for obrigar Cavaco — no mínimo — nascer para a segunda volta."

(Rui Tavares: ontem no "Público"; hoje aqui)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O candidato que treslê a Constituição

Se Cavaco Silva pensa que a função de um Presidente, ainda que sob a invocação do lema da "magistratura activa", é "apontar caminhos estratégicos, grandes linhas de orientação", para definir o "rumo certo", é porque anda a tresler a Constituição. 
O que é mau augúrio, sabendo-se que o candidato já tem cinco anos de tarimba em Belém e já teve tempo de ler e reler a Constituição, para bem a cumprir e fazer cumprir, como manda o juramento constitucional.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Bolor

Cheira a bolor ou não cheira ?
(Imagem daqui)

O candidato que sente o chão a fugir-lhe debaixo dos pés

É  a única explicação que encontro para a forma como o candidato Cavaco Silva tem desenvolvido a sua campanha, de longe a mais agressiva e destemperada, com ataques aos adversários que só servem para o rebaixar e para o desqualificar para o exercício da função presidencial.
Quando um seu apoiante, como Marcelo Rebelo de Sousa, já fala numa vitória quase à tangente, compreende-se melhor o facies crispado com que o candidato Cavaco se apresenta. E quando se vê o candidato a socorrer-se do apoio duma das faces do Governo por ele marcado com o selo de "má moeda (Paulo Portas), mais dá para crer que Cavaco Silva já não está convencido que vá lá à 1ª volta.
Ora, na segunda volta, já só será preciso mais um empurrão para definitivamente libertar Belém do "bolor" que há cinco anos se instalou por lá.
E a casinha na aldeia da Coelha, com três pisos e aproximadamente mil metros quadrados de área de construção, bem merece que a usem. Façamos-lhe, pois, o favor.
Adenda:
Pelos vistos, Paulo Portas também acha que o chão está a fugir debaixo dos pés de Cavaco. Só assim se explica a preocupação: Portas apela à mobilização: “resultado não está garantido”.
Pois não.

domingo, 16 de janeiro de 2011

A desfaçatez do candidato.

Falo do candidato "impoluto" que continua, com crescente arrogância, a acusar os seus adversários de montarem, com "vil baixeza" uma campanha "de calúnias, de mentiras, de insinuações".
Todavia, até agora, o que se tem visto é os seus adversários a pedirem explicações ao candidato Cavaco Silva sobre negócios em que esteve envolvido e sobre o "caso das escutas", explicações que ele se tem recusado terminantemente a dar.
Será porque tem algo a esconder, ou será porque considera que os seus actos não têm que ser escrutinados? Cada um julgará como bem entenda. Certo é que, com o seu silêncio, justifica todas as suspeições. E se delas já ele não se livra, a culpa cabe-lhe, por inteiro. 
Parece-me, pois, que quem usa de "vil baixeza" na campanha não são os seus adversários, não.

"O político e os patetas"

"No meio dos patetas, aparece um político." "O único que trabalha". " Esperam que ele se demita ? Esperarão".
(Clara Ferreira Alves, na "ÚNICA", sobre José Sócrates.)

Enquanto isto (Sócrates a trabalhar) Cavaco, em campanha, continua a cobrir-se de ridículo: agora arma-se em "candidato do povo *" e em "ama-seca". (Não foi ele que disse ter ajudado os pais a criar os seus irmãos ?)
Que mais se seguirá ?
(*Há, no entanto quem tenha percebido "candidato do polvo". Por exemplo, Francisco Lopes. Se calhar, tem razão e ainda que a não tenha, tem, pelo menos, inteira desculpa: é que "povo" e "polvo" são foneticamente semelhantes e facilmente confundíveis. Digam lá que não !)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Este homem não é de fiar

Como é público e notório, Cavaco Silva empenhou-se para que a Assembleia da República viabilizasse o Orçamento de Estado, diploma que ele, na sequência da aprovação, veio a promulgar, sem qualquer reparo.  Se agora, em plena campanha eleitoral, Cavaco aproveita toda e qualquer circunstância, para criticar as soluções adoptadas  (que ele já sabia serem dolorosas, ainda que indispensáveis) o menos que se pode dizer é que este homem não é de fiar.
A conclusão que tiro de tal comportamento não é propriamente uma novidade, pois sabe-se, há muito, que tal homem é mesmo capaz de sacrificar, na ara das suas conveniências, o seu próprio partido e até um colaborador tão dedicado e tão fiel como Fernando Nogueira.
Duvidam ? Perguntem à mulher de Fernando Nogueira, a única (que se saiba) que teve a coragem de lhe dar a bem merecida lição.

"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és"

Se Cavaco Silva conhecia este ditado, como era sua obrigação, o menos que se pode dizer é que, na escolha de alguns dos seus amigos, não usou de um mínimo de cautela.
Sibi imputet.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Campanha limpa é ...

... apelidar os seus adversários de desonestos, radicais, extremistas e aventureiros.
O recandidato Cavaco Silva bem nos garante que é quem tem mais experiência. Em matéria de campanhas "limpas", é um facto!
Senhores candidatos à Presidência da República, toca a aprender com Cavaco Silva!



sábado, 8 de janeiro de 2011

Onde pára a coerência ?

Que "grande estadista" ele me saiu !
Por todos os motivos e mais este, o melhor mesmo é ele não abrir a boca. É que fica sem se perceber a razão por que se envolveu em nova campanha para ser reeleito.
De facto: se a sua concepção do Estado é a que se deduz das suas palavras; se, como garante,  está empenhado na luta contra a pobreza; e se o remédio para a pobreza é a caridadezinha, a estas horas deveria estar era a candidatar-se à presidência de uma qualquer instituição de solidariedade social. Em coerência era o que devia fazer.
(Título reeditado)

A preço de saldo

Manchete da 1ª página do "Expresso" de hoje : "CAVACO COMPROU ACÇÕES A  PREÇO DE SALDO".
O que é que Marques Mendes, que veio assumir a defesa de Cavaco, terá a dizer sobre isto?
Diz ele que Cavaco não teve tratamento de favor. Então isto é o quê?

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ALEGRO PIANISSIMO


Um blogue recentemente criado por apoiantes da candidatura de Manuel Alegre, cujas actualizações poderão ser seguidas aqui, no "Terra dos Espantos", na lista de blogues "Espantos e mais Espantos".


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Já é azar !...

Como forma de contornar as perguntas que lhe têm sido feitas sobre as suas relações com a SLN e o BPN, o candidato Cavaco Silva, tem-se limitado a remeter os interessados  para o site da Presidência da República e para as declarações constantes do Tribunal Constitucional. Eis, porém, que veio hoje a saber-se que no Tribunal Constitucional não há sinais da existência de qualquer declaração relativa nem à aquisição, nem à  venda das acções da SLN (que é o que está em causa). E mais: pelos vistos, nem tinha que haver, uma vez que, quer na altura em que Cavaco Silva adquiriu as acções, quer quando as vendeu, o candidato não exercia qualquer cargo político e não estava sujeito à obrigação de fazer tais declarações.
(Tudo isto foi hoje muito bem explicado no Telejornal (RTP) por uma jornalista que se deu ao trabalho de se deslocar ao Tribunal Constitucional para consultar a documentação.)
Ora sendo assim, das duas, uma: ou Cavaco Silva nos tem andado a mentir (o que, no caso dele, é completamente impensável, tratando-se, como ele apregoa, da pessoa mais séria deste mundo e arredores) ou Cavaco anda muito equivocado.
Seja assim, seja assado, convenhamos que Cavaco anda mesmo em maré de azar.
Ou, se calhar, até não é azar. É, antes, muito mau sinal.

Bocas d'oiro

O candidato à PR, Cavaco Silva, que não tolera insultos, nem participa em campanha sujas, não se coíbe, no entanto, de atacar os seus adversários e, em particular, Manuel Alegre, apelidando, pessoalmente,  de campanha suja e desonesta o simples facto de ter sido desafiado a esclarecer os seus negócios de compra e venda das acções da SLN que, na altura, controlava o BPN, atitude em que já reincidiu, por interposto porta-voz da sua candidatura, que veio qualificar a exigência de Alegre como “uma campanha indigna e ignóbil de ataque pessoal”, acusando-o ainda de estar a desenvolver "ataques desonestos e cobardes à honra pessoal". Do seu candidato.
A terminologia utilizada pelo candidato Cavaco Silva e pelo porta-voz, Alexandre Relvas,  seria em qualquer parte do território português e também nos Açores, ou em Lisboa, considerada como insultuosa, mas como Cavaco Silva não tolera insultos, tem de haver uma qualquer explicação que anule a evidente contradição. E há, pelo menos, uma:  os insultos que proferem transformam-se em pérolas de retórica  só pelo facto de passarem pelas suas bocas. De oiro, quem duvida ?