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sábado, 6 de março de 2010

Os números mirabolantes

recusa dos Sindicatos da Função Pública em aceitar a proposta do Governo de monitorização conjunta dos dados de adesão à greve, vem demonstrar que a preocupação das estruturas sindicais da Função Pública não se centra na informação, mas na propaganda. Já era de desconfiar, perante os números que  têm por hábito avançar. Números  que, por regra, são tão mirabolantes que não dá para acreditar. E não sendo credíveis, lá se vai a força da propaganda.
Os sindicatos da Função Pública perderam, pois, uma boa oportunidade para ganharem alguma credibilidade. Pensem nisso.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Nem 8, nem 80

Comme d'habitude, os números avançados pelas estruturas sindicais sobre a adesão à greve dos funcionários públicos que hoje teve lugar, não condizem com os fornecidos pelo Governo. Enquanto aquelas adiantam uma percentagem de adesão da ordem dos 8o%, o Governo não vai além dos 14%.
Em casos destes, a bota nunca bate com a perdigota, como é sabido. Resta, pois, dar a tais números o devido desconto: nem 8, nem 80. E, podem crer, assim bate certo. Mas verdade, verdadinha: o país não parou. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Para não variar ...

... os números da adesão à greve da função pública, vão do oito ao oitenta, consoante são apresentados pelos sindicatos ou pelo governo, o que faz com que nem uns, nem outros, mereçam um mínimo de crédito.
Para a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, a greve de hoje atingiu cerca de 75%; para o governo a greve ficou aquém dos 11% do universo abrangido. É óbvio que a disparidade entre estes números é de tal monta que, nem os números da Federação, nem os do Governo são credíveis.
Talvez não fosse má ideia que uma e outra parte se dispusessem a fornecer dados consistentes com a realidade, começando por esclarecer quais os métodos e critérios de que servem para contabilizar as adesões. Isto, claro, se quiserem merecer alguma credibilidade.
Pela persistência em manter comportamentos passados, tudo indica que não é para aí que sindicatos e governo estão virados. E eles lá sabem porquê ... e o vulgar cidadão também consegue adivinhar, julgo eu.
(Imagem daqui)