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domingo, 11 de dezembro de 2011

O voo do Falcão


Graças a uma avaria no Falcon, ficou a saber-se que o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, andava a voar pelo deserto, na Mauritânia.
- A caçar o quê ? Gafanhotos?
- Não, à caça de "emigrantes".
(A propósito: ainda haverá alguém interessado em imigrar para Portugal? E, em qualquer caso, desde quando é que a imigração é um assunto a cargo do ministro da Defesa? Os imigrantes põem em causa a defesa nacional ?)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

"Nem gregos, nem romanos"

O desenvolvimento não se mede apenas em termos de percentagem do PIB. O tratamento dado por um qualquer país ao "outro" (que não é mais que um "igual") é um bom indicador de progresso civilizacional e de humanidade. A atribuição a Portugal, por parte das Nações Unidas, do primeiro lugar na classificação dos países mais "generosos" em políticas de integração dos imigrantes, é um facto que honra o país e o governo que tomou as medidas que justificaram a atribuição desta distinção. Ser de esquerda também é isto.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Nem gregos, nem romanos"

A nova lei de estrangeiros, entrada em vigor em Dezembro de 2006, veio facilitar a obtenção da nacionalidade por parte dos imigrantes, pois passou a permitir a aquisição da nacionalidade aos estrangeiros que residam legalmente em Portugal há seis anos, quando antes eram necessários pelo menos dez anos, bem como aos estrangeiros que estejam casados ou vivam em união de facto com um português há três anos e aos nascidos em Portugal, que sejam filhos de estrangeiros também nascidos no país ou que tenham pelo menos um dos pais residente há mais de cinco anos. Ao abrigo da nova lei foram 45.000 os imigrantes que obtiveram a nacionalidade portuguesa, incluindo 16.300 crianças nascidas em Portugal, filhas de pais com estatuto legal de residência há pelo menos cinco anos, e 29.000 cidadãos estrangeiros, que residiam no país há mais de seis anos.
No que respeita aos novos condicionalismos para aquisição da nacionalidade portuguesa, confesso que eu iria mais longe, porque tenho para mim que "não há gregos, nem romanos", seguindo a lição de S.Paulo. Designadamente em relação aos nascidos em território português, parece-me que seria mais justa a consagração do princípio do "jus soli". A atribuição da nacionalidade, neste caso, deveria ficar dependente apenas e tão só da manifestação de vontade nesse sentido, quer pelo próprio, ou por um representante legal (em caso de incapacidade jurídica daquele).
Em todo o caso, reconheço que os novos condicionalismos de aquisição da nacionalidade portuguesa são mais justos que os anteriores, não só na perspectiva dos imigrantes interessados nessa aquisição, mas também do ponto de vista do país, na medida em que a integração dos imigrantes foi favorecida e sabe-se o quanto é importante essa integração. Mas são sobretudo merecedores de aplauso por representarem um avanço em termos de humanidade e de respeito pelo outro e pelos seus direitos.
E são também, digo eu, mais uma marca do PS e mais uma razão para, contra os xenófobos que por aí campeiam, votar PS.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Também vou por aqui...

Em matéria de quotas para imigrantes, subscrevo inteiramente as posições dos deputados do PS Celeste Correia e Paulo Pedroso e do ex-deputado do mesmo partido Vítor Ramalho. Independentemente de quaisquer outras considerações, eu diria que: 1) a maioria dos postos de trabalho ocupados por imigrantes são empregos que os portugueses rejeitam; 2) quando o mercado de trabalho se contrai, também os fluxos de imigrantes se contraem, como diz Paulo Pedroso, pelo que não faz sentido diminuir as quotas para imigrantes; 3) os imigrantes não só contribuem para a renovação do tecido social do país, como nos enriquecem do ponto de vista cultural; 4) um país de emigrantes, como Portugal, até por razões de simples pragmatismo (para não invocar valores mais altos, como os princípios humanitários e de respeito pelo "outro") não pode seguir uma política ainda que só tendencialmente xenófoba.
Aditamento
No mesmo sentido, mais uma voz no PS: a de António Vitorino que criticou hoje a redução da quota de imigrantes extra-comunitários.

sábado, 5 de julho de 2008

Política de imigração: aplausos

Acho bem e aplaudo!
Portugal foi (e é) um país de emigrantes e também por isso é justo que os estrangeiros que procuram o nosso país para aqui viverem e trabalharem sejam bem acolhidos e que se criem as condições para uma integração que é benéfica para todos.
Isto para além de uma tal política ser também recomendável de um ponto de vista humanitário.
Noutro contexto embora, já há dois mil mil anos se dizia (S.Paulo): Não há judeus, nem gregos...
Só há que fazer as devidas adaptações: Não há portugueses, nem estrangeiros, só há pessoas humanas e ponto final.