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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mais uma bela exibição !

Não discuto a absolvição de Pinto da Costa e dos restantes dois arguidos envolvidos no chamado "caso do envelope", um processo do "Apito Dourado" relativo ao jogo Beira-Mar/FC Porto, realizado em Abril de 2004, porque não conheço o bem (ou mal) fundado da decisão.
Constato sim que o resultado só pode ser fruto de uma acusação mal elaborada, por não justificada, ou de uma acusação mal defendida. Seja como for, esta sentença é mais uma derrota averbada pelo Ministério Público que, nos últimos tempos, pelo menos através do que é conhecido através da comunicação social, não tem grandes motivos para se ufanar do seu trabalho.
Todavia, tal circunstância não tem impedido que alguns dos seus dirigentes, particularmente os ligados ao respectivo sindicato, continuem a perorar em tudo quanto é comunicação social sobre tudo e ainda mais alguma coisa, indício de que na magistratura do M.P. há muita gente mais vocacionada para as luzes da ribalta, do que para esforçado trabalho dos gabinetes. Não os vejo, no entanto, assumirem as responsabilidades perante tanto fracasso, responsabilidades que, admito, podem não ser exclusivas, mas que são suas em primeira mão.
Não admira, porém, que assim seja, pois toda a gente embandeira em arco perante as vitórias, mas as derrotas, ainda por cima, se em resultado de más exibições, costumam ficar solteiras. Hélas!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Suposições" ou indícios ?



Os gostos, em princípio, não se discutem, mas, neste caso, até se devem discutir, pois é o próprio Isaltino Morais que, na mesma peça para que remete o link supra, declara que nunca esperou vir a "ser pronunciado". Ora, se era esta a sua esperança é claro que esta era também a sua preferência.
No mesmo passo, o ora acusado afirma ainda que "as acusações que lhe são feitas se baseiam apenas em "suposições". Não me parece que possa ser assim: Num processo tão mediático quanto o dele e que já deu tantas voltas, para se ser acusado têm de existir mais que meras "suposições". Existem seguramente fortes indícios. O Ministério Público que deduziu a acusação e o Juiz que a recebeu, num processo desta natureza, não se pronunciaram seguramente com leviandade. Pese embora o que se deixa dito, certo é também que Isaltino Morais é ainda presuntivamente inocente, tal é a exigência da lei. Indícios não são provas definitivas e acusação não é condenação.
Esperemos, pois, pelo julgamento que confirmará ou destruirá a acusação e esperemos que seja em breve, pois manda a verdade que se diga que o tempo já decorrido, ainda que não inédito, não deixa de ser escandaloso.
Nota 1.A imagem supra foi copiada aqui
Nota 2. O título foi modificado