O massacre perpetrado em Paris contra o jornal satírico "Charlie Hebdo" pode, eventualmente, ser visto como um acto de vingança, com a trágica consequência da morte de doze pessoas, mas é sobretudo um atentado contra a liberdade de expressão. Nesse sentido é um ataque dirigido contra cada um de nós. E, por isso, de algum modo, vítimas somos também todos nós. É esse o significado, suponho eu, da expressão em título. Pelo menos, é esse o significado que lhe atribuo.
A par da solidariedade para com as vítimas, usar da palavra para manifestar o mais profundo repúdio por este acto bárbaro é o mínimo que nos é exigível e que podemos fazer.

