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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

"Je suis Charlie"

O massacre perpetrado em Paris contra o jornal satírico "Charlie Hebdo" pode, eventualmente, ser visto como um acto de vingança, com a trágica consequência da morte de doze pessoas, mas é sobretudo um atentado contra a liberdade de expressão. Nesse sentido é um ataque dirigido contra cada um de nós. E, por isso, de algum modo, vítimas somos também todos nós. É esse o significado, suponho eu, da expressão em título. Pelo menos, é esse o significado que lhe atribuo.
A par da solidariedade para com as vítimas, usar da palavra para manifestar o mais profundo repúdio por este acto bárbaro é o mínimo que nos é exigível e que podemos fazer.

domingo, 24 de julho de 2011

A cor do terror

A Noruega está a viver dias bem negros e bem dolorosos na sequência do ataque à bomba em Oslo e do massacre desencadeado na ilha de Utoeya onde decorria a Universidade de Verão do Partido Trabalhista, um e outro, aparentemente, da responsabilidade dum norueguês simpatizante das ideologias da extrema-direita. Desses actos criminosos resultaram numerosos mortos (já se contam 93 vítimas) e feridos, para além dos prejuízos materiais. 
Ainda será cedo para saber as motivações do suspeito Andres Behring Breivi e para saber se agiu sozinho ou se teve cúmplices. No entanto, pela documentação já encontrada pelos investigadores, parece não restarem dúvidas sobre a ideologia de extrema-direita professada pelo suspeito. 
Alegadamente, os serviços de segurança noruegueses não consideravam que a extrema-direita pudesse constituir uma "ameaça séria" e, ao invés, admitiam a hipótese de poder surgir um ataque por parte de radicais islamitas. Prova de que os serviços de informação se podem enganar, com facilidade, sobretudo quando se parte de preconceitos.
O caso demonstra, por outro lado, que o terror tem muitas cores e muitas caras. Não é verdade que "quem vê caras não vê corações"? O  "mal" até na pacífica Noruega pode surgir e atacar: eis a dolorosa constatação.
(Imagem daqui)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Indignação

A coberto da complacência, quando não do apoio dos Estados Unidos, Israel tornou-se um Estado arrogante e desrespeitador do direito internacional que mata onde, quando, e como quer, seguro que está, por via daquele apoio, da sua impunidade. Uma vez mais voltou a fazê-lo ao atacar um comboio de navios de transporte de ajuda humanitária com destino a Gaza.
E as autoridades israelitas ainda têm o descaramento de alegar que foram os israelitas os primeiros a ser atacados. Será que não foram eles os assaltantes e que as mortes não ocorreram no navio assaltado?
Toda a indignação é pouca perante mais este acto terrorista praticado pelo Estado de Israel.