segunda-feira, 5 de outubro de 2009
"Nem gregos, nem romanos"
Avifauna portuguesa # 69 : Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca)
Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca Pallas)
domingo, 4 de outubro de 2009
A "Verdade" a que continuamos a ter direito
Adriano Nobre, jornalista que acompanhou a campanha do PSD"
Eleições autárquicas (Almada) - O futuro com letra pequena
É, antes, assim.
O "profeta" na sua terra
"Ódio velho não cansa"´?
O futuro do PSD, segundo Vasco
Eleições autárquicas (Almada) III
"Este Programa dá corpo a um contrato entre o PS e os cidadãos de Almada. Foi elaborado de modo participado e vai ser acompanhado do mesmo modo.
O Conselho de Cidadãos que aceitou apoiar o PS nas eleições autárquicas de 2009 participou na sua elaboração, nas diversas fases e será chamado regularmente a fiscalizar a sua execução, criando em Almada um novo mecanismo de co-decisão política que engloba mas transcende o partido político que lhe dá corpo.
Este contrato é celebrado entre o PS e os cidadãos que apoiam a candidatura em nome do Futuro, 35 anos depois e orientará a nossa acção no próximo mandato.
Escolhemos também dar-lhe uma estrutura que facilite a sua fiscalização. Ele tem uma visão orientadora, tem um número restrito de programas estratégicos e identifica novas políticas. Nele se definem prioridades, se quantificam metas e se identificam resultados a atingir.
Aqui não encontrará um catálogo de medidas, mas o enunciado das direcções através das quais queremos fazer a mudança e a diferença em relação à política municipal do passado.
Por isso, em nome dos candidatos socialistas ao município de Almada e do Conselho de Cidadãos que apoia o Futuro, 35 anos depois, queremos convidar-vos a lerem-no e a mandarem, ainda agora, sempre, as vossas sugestões.
Este programa está vivo e nas reuniões regulares do Conselho de Cidadãos será permanentemente revisitado. Em www.almada2009.com estará uma porta sempre aberta para o seu contributo, porque nós queremos novas ideias para novas soluções e não nos fechamos em dogmatismos herdados do passado.
Temos hoje ideias claras para dar corpo à nossa ideia para o futuro de Almada:
• Aumentar a mobilidade e devolver a vida ao centro da cidade, revogando o plano Mobilidade XXI, completando as infraestruturas viárias e colocando todos os pontos do concelho a uma distância inferior a 30 minutos do centro, em transporte público;
• Tornar o concelho mais cosmopolita, potenciando muito melhor a relação com Lisboa, o rio e o mar, adoptando uma estratégia ofensiva de captação de investimento moderno e emprego, em competição com os outros pólos da área Metropolitana de Lisboa, afirmando-o como um concelho ambientalmente sustentável, tornando-o num pólo de nível nacional das artes do espectáculo e afirmando a Costa da Caparica como grande complexo de praias da capital do país, activo todo o ano;
• Reequilibrar urbanisticamente o concelho, investindo na renovação urbana que tem estado bloqueada, qualificando as áreas degradadas e apoiando a reconversão das AUGI, que têm sido esquecidas e metade das quais continuam por reconverter passadas décadas, implicando diversas consequências urbanísticas e sociais;
• Apoiar as famílias trabalhadoras, pela melhoria dos serviços à população, com destaque para os transportes colectivos e para a escola pública, construindo as 60 salas de aula que faltam, distribuindo gratuitamente os manuais escolares do 1º ciclo ,garantindo às famílias a escola pública a funcionar das 7 às 19 horas para todos e cuidando dos cuidadores, ou seja, desenvolvendo serviços de apoio às famílias que têm pessoas dependentes no seu seio;
• Fazer de Almada um concelho socialmente mais coeso, com uma nova estratégia de apoio ao idosos, combatendo o seu isolamento e promovendo o desenvolvimento social, em particular nos bairros mais carenciados, pela aposta em parcerias com os agentes locais e numa nova política social de habitação, sem novas concentrações de pobreza. "
sábado, 3 de outubro de 2009
Eleições autárquicas (Almada) II
O modelo de gestão que foi seguido no passado não tem só defeitos, mas as suas virtudes foram-se esgotando e a perda de energia tornou-se notória, aumentando também a dificuldade em manter sintonia com os problemas dos cidadãos.
A esse modelo contrapomos agora um outro. Estamos voltados para o futuro. Queremos introduzir novas ideias, novos métodos de acção, uma nova concepção do poder local.
A autarquia deve ser estratega do desenvolvimento do concelho, afastada das disputas político-partidárias tradicionais e estar concentrada em construir parcerias de sucesso, indo ao fim do mundo, trabalhando com quem tiver que trabalhar, com lealdade, para melhorar os destinos do concelho.
Almada precisa de quem tenha novas soluções e não de quem repita velhas queixas, de quem se empenhe totalmente na solução dos problemas e não de quem deles queira alimentar plataformas reivindicativas.
Trinta e cinco anos depois, o concelho já não é mais uma periferia operária de Lisboa. Hoje é composto por duas cidades – Almada e Costa da Caparica – que devem ser centros cosmopolitas da grande capital do país.
Hoje tem um potencial económico que tem que ser aproveitado para atrair novos investimentos geradores de emprego.
Hoje tem milhares de novos residentes que o escolheram por aqui quererem usufruir de uma qualidade de vida que está ao nosso alcance melhorar drasticamente.
Hoje é um concelho com famílias trabalhadoras que precisam de ser devidamente apoiadas e populações envelhecidas que carecem de ser assistidas. Hoje é, também e infelizmente, um concelho que não resolveu o problema das AUGI, que tem concentrações terríveis de pobreza e que corre o risco de vir a ser problemático em termos de segurança.
Mas Almada tem também problemas que se acumularam por força de erros de gestão autárquica que foram cometidos.
A gestão da introdução do Metro do Sul to Tejo foi desastrosa. Faltaram medidas compensadoras do risco de desertificação do centro da cidade. Houve negligência no acompanhamento do crescimento da Costa da Caparica. Deixou-se edificar verdadeiros guetos urbanos.
Agora podemos mudar de rumo, se os cidadãos quiserem. Aqui podem conhecer o que pensamos e porque achamos que mudar de gestão autárquica é essencial. Nestas eleições autárquicas, é Almada que está em jogo.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
"Tempestade" no Verão, "bonança" no Outono ?
Tu quoque, VPV?
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Cavaco versus Cavaco
No Conselho de Ministros de 23 de Abril passado foi aprovado um decreto-lei, assinado por Fernando Teixeira dos Santos e pelo próprio José Sócrates, que alterava o diploma que define a lei orgânica e o quadro de pessoal da secretaria-geral da Presidência da República.
"Tendo em conta as necessidades operacionais da Presidência da República, o presente decreto vem criar uma nova unidade orgânica incumbida da coordenação das actividades relacionadas com a gestão dos sistemas e tecnologias de informação", lê-se nas justificações apresentadas pelo Governo para criar este novo organismo autónomo em Belém.
Este decreto lei, o 132/2009, de 2 de Junho (data da publicação no Diário da República), acrescenta aos serviços da secretaria-geral da Presidência uma nova direcção: a Direcção de Serviços de Informática.
Até essa data, só existiam quatro direcções em Belém: Direcção de Serviços Administrativos e Financeiros, Direcção de Serviços de Apoio e Relações Públicas, Direcção de Serviços de Documentação e Arquivo e ainda o Museu da Presidência da República.
O diploma aprovado pelo governo socialista atribui um conjunto de competência a esta nova direcção encarregada dos assuntos informáticos:
- Planear e coordenar as actividades relacionadas com a estratégia e os sistemas e tecnologias e informação da secretaria-geral da Presidência, com o objectivo de garantir a sua qualidade e optimização;
- Apoiar a definição das políticas e objectivos relacionados com os sistemas e tecnologias de informação;
- Participar na elaboração de planos de actividades e orçamentos anuais;
- Planear e coordenar estudos e projectos para melhoria ou reestruturação dos sistemas de informação;
- Controlar as condições de funcionamento dos sistemas e tecnologias;
- Propor a actualização das tecnologias, sistemas e equipamentos;
- Analisar e seleccionar propostas de fornecedores;
- Gerir e supervisionar as equipas de trabalho."
"A Presidência da República tem desde Junho deste ano total autonomia para gerir a sua própria rede informática. E quem deu a Belém esta autonomia foi José Sócrates, com quem Cavaco Silva está agora em guerra aberta."
(Fonte)
Se a notícia transcrita é verdadeira (e não é suposto que o que vem publicado no DR seja uma ficção) a quem é que Cavaco Silva pode imputar as "vulnerabilidades" a que aludiu, senão a ele próprio?
ADENDA:
O "caso" Cavaco versus Cavaco ganha mais consistência com a informação de que "A nomeação do Director dos Serviços de Informática ocorreu em 1 de Julho de 2009, na sequência, naturalmente, da criação da Direcção dos Serviços de Informática referida na notícia acima reproduzida. Se a nomeação é da sua responsabilidade e se tem razões de queixa em matéria de "vulnerabilidades", Cavaco Silva só se pode queixar de si próprio. Não será assim ?
Haja calma !
Isto disto, passo a outro ponto que se prende com o futuro próximo.A notícia de que o "Presidente marcou para amanhã audiência com secretário-geral do PS" tem dado origem a algumas interrogações sobre o próximo futuro e é este o ponto que de que agora me ocupo, para dizer:
I. É evidente que as relações pessoais entre Cavaco Silva e o actual primeiro-ministro atingiram um ponto de não retorno, pese embora a contenção e o sentido de Estado de que José Sócrates deu provas e continua a dar;
II. Tal facto, no entanto, não me parece que constitua nenhum drama, pois o importante é que as instituições democráticas funcionem e tenho como certo que a natureza da relações pessoais, sejam elas boas ou más, entre os titulares de órgãos de soberania, ainda que não seja irrelevante, não impede o regular funcionamento das instituições, pois este é assegurado pelo acatamento e observância das regras constitucionais. Por isso, digo: haja pois calma!
Adenda:
Por muito impossível que a mim me pareça, a hipótese de Cavaco Silva não vir a indigitar José Sócrates como primeiro-ministro do próximo Governo é discutida aqui, citando opiniões de vária proveniência. Insisto, pelas razões acima adiantadas, que não vale a pena criar efabulações sobre a questão.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Afinal, enganei-me !
Pacheco a presidente !
Sócrates e o "caso das escutas"
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Suicídio em directo
Em resposta à comunicação de Belém, a declaração do PS*, lida por Silva Pereira, limita-se a citar factos (que são conhecidos) que contradizem a leitura que Cavaco Silva faz de todo este "caso". Factos são factos e contra factos não há fantasias que lhe valham.
Definitivamente: a comunicação de Cavaco Silva mostra à evidência que a paranóia tomou conta do Palácio de Belém. O país não pode ter como presidente da República, alguém que, manifestamente, distorce a realidade. A bem da República, Cavaco Silva deve resignar. Não vejo que ele tenha outra saída depois do ataque por ele dirigido ao partido que acaba de sair vencedor das eleições legislativas, não tendo qualquer facto em que baseie as suas acusações.