Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Pedroso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Paulo Pedroso. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de abril de 2012

Educação: "Hermético e reacionário"

"(...)
O que me motiva especialmente a escrever este texto é, contudo, um ponto do referido despacho escrito em puro eduquês e que reza assim:


       "5.10 - Na formação de turmas deve ser respeitada a heterogeneidade do público escolar, podendo,  no entanto, o director perante situações pertinentes, e após ouvir o conselho pedagógico, atender a outros critérios que sejam determinantes para o sucesso escolar"


Este ponto é uma obra de arte do eduquês. Tal como nas obras de arte cada um pode ler lá o que entender e o criador oferece a quem o recebe liberdade de interpretação. Mas neste caso tal liberdade corresponde a dar poder discricionário sobre a realização do princípio fundamental da igualdade de oportunidades na educação. Os tais critérios serão determinantes para o sucesso escolar de quem? Esses tais critérios não têm limites materiais?
Dou alguns exemplos de onde pode levar o ponto 5.10. Pode uma escola decidir separar turmas de rapazes e raparigas? De brancos e negros? De portugueses e estrangeiros? De "bem" e "mal" comportados? Com e sem necessidades educativas especiais? De ricos e pobres? O despacho abre a porta a isto tudo e muito mais.
Sempre houve rumores sobre a organização encapotada de "boas" e "más" turmas nas escolas. Agora deixa de ser um pecado dos decisores nas escolas para ser uma prática legitimável por acto ministerial.
Tudo isto acontece em Portugal mais de seis décadas depois da decisão histórica do Supremo tribunal Americano que considerava a segregação escolar violadora da igualdade de oportunidades e muitas décadas depois das históricas conclusões de James S. Coleman de que na "mistura" escolar o que os "bons" alunos podem perder é muito menos do que aquilo que os "maus" ganham. Mas que se importa o neoelitismo de Nuno Crato com tais alunos?  O Ministro tem a escola para todos numa consideração igual à dos ministros pré-Veiga Simão.
O eduquês que se traduz no ponto 5.10 não é só hermético, é reacionário e combatê-lo devia ser uma prioridade de todos os espíritos progressistas que acreditam na escola democrática. De facto, dar menos educação a quem tem maiores problemas resolve o assunto a quem ache que pobre, a bem dizer, nem precisa muito de escola."

Paulo Pedroso: "A versão Nuno Crato do eduquês: pobre, a bem dizer, nem precisa muito de escola"
Na íntegra aqui

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Uma oportunidade a não perder

Como, honestamente, reconhece o candidato Paulo Pedroso, nem tudo o que a CDU fez à frente da Câmara de Almada nos últimos 35 anos foi mau, pois há muita realização merecedora de apreço. Inconcebível seria, na verdade, que tal não tivesse acontecido, por muita incompetência que pudesse ter havido. Todavia, o modelo de gestão da CDU está esgotado pois, além do mais, manifestou-se incapaz de revitalizar o concelho, depois do encerramento da Lisnave, sendo igualmente verdade que a gestão da CDU perde no confronto com outros municípios do arco ribeirinho do Tejo, como Cascais ou Oeiras, que conheceram, ao longo de todos estes anos, um desenvolvimento a perder de vista em relação ao concelho de Almada, quando é certo que aqueles municípios nem sequer têm as condições naturais deste concelho, que dispõe, ao mesmo tempo, de uma frente ribeirinha (que é, actualmente, uma vergonha, dada a degradação que atingiu) e uma frente de praia, manifestamente desaproveitada.
Quer se queira, quer não, a verdade é que o concelho de Almada vive numa "apagada e vil tristeza", pese embora os muitos milhares (ou milhões ?) que a Câmara gasta em fogos de artifício e em propaganda a rodos.
Por tudo isso e também porque a longa permanência da mesma força política à frente do munícipio gerou, naturalmente, vícios e compadrios, o município de Almada só teria a lucrar, em nome da competência, da transparência e da inovação com uma mudança de política na gestão municipal.
Para mim é evidente que, perante as candidaturas em presença, só a candidatura do PS à Câmara Municipal de Almada, liderada por Paulo Pedroso, reúne as condições para realizar essa mudança.
Paulo Pedroso não só é uma pessoa superiormente inteligente (como é geralmente reconhecido) como já tem amplas provas dadas na gestão da res publica, quer como secretário de Estado, quer como ministro, não havendo também dúvidas de que a sua acção política foi sempre centrada em preocupações sociais. Qualidades pessoais não lhe faltam, seguramente, sendo também certo, do meu ponto de vista, que o seu programa é o que melhor serve os interesses do concelho. Senão vejamos, em breve resumo, algumas das suas ideias e propostas inovadoras:
  • aposta forte na educação, com o seu projecto "Escola das 7 às 7";
  • nova estratégia de apoio aos idosos, através do combate ao isolamento, ajuda às famílias e criação de melhores condições de mobilidade;
  • uma política de habitação de social e de coesão social em que se salienta a ideia de que não haverá novos bairros sociais, a substituir por um programa de diversidade social envolvendo todas as zonas do concelho;
  • simplificação dos procedimentos administrativos e adopção de modelos de gestão ágeis e transparentes que facilitem a vida aos cidadãos e às empresas;
  • adopção de políticas activas de captação de investimentos produtivos geradores de emprego;
  • a dinamização da actividade turística, com um vasto conjunto de acções, sob o lema "Toda a Costa, Todo o Ano";
  • apoio à investigação, aproveitando as potencialidades derivadas da existência de um pólo universitário, mas não só;
  • programa de reequilíbrio urbanístico do concelho, através da renovação urbana, da qualificação das áreas degradadas e do apoio à reconversão das AUGI;

Não me alongarei mais, pois o programa, bem mais completo e detalhado pode ser lido aqui, programa do qual, no entanto, me permito salientar o capítulo com o título: "A Nossa Visão: Um Município-Estratega para um Concelho Cosmopolita, Terra das Duas Águas na Grande Cidade-Capital". Ou seja, uma nova visão e uma visão de futuro, capaz de introduzir uma significativa mudança na vida dos almadenses, se à candidatura de Paulo Pedroso, for dada essa oportunidade.

Uma oportunidade a não perder. Digo eu.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Eleições autárquicas (Almada) - "A diferença de fazer diferente"

Já não é a primeira vez que o PSD faz questão de oferecer aos almadenses, em campanhas para eleições autárquicas, slogans bem "imaginativos". Ainda estamos lembrados do incrível "Alma até Almada", duma das últimas campanhas (a penúltima, se não estou em erro). Desta feita, foi a candidatura liderada por Jorge Pedroso de Almeida que se lembrou de presentear o eleitorado almadense com um slogan eleitoral não menos "feliz": " A diferença de fazer diferente". "A diferença de fazer melhor" era capaz de ser mais apelativo, acho eu que, no entanto, estou inclinado a não fazer disso muita questão, não obstante o sabor a tautologia. Isto, porque o slogan, embora inócuo, tem a qualidade de não reivindicar, para a candidatura que anuncia, o mérito "de fazer melhor". Como, de facto, considero que não tem. A capacidade de ser diferente e "de fazer melhor" atribuo-a, por inteiro, à candidatura do PS à Câmara Municipal de Almada, liderada por Paulo Pedroso.

domingo, 4 de outubro de 2009

Eleições autárquicas (Almada) III

(Mural da campanha da candidatura do PS à Câmara de Almada)

"Este Programa dá corpo a um contrato entre o PS e os cidadãos de Almada. Foi elaborado de modo participado e vai ser acompanhado do mesmo modo.
O Conselho de Cidadãos que aceitou apoiar o PS nas eleições autárquicas de 2009 participou na sua elaboração, nas diversas fases e será chamado regularmente a fiscalizar a sua execução, criando em Almada um novo mecanismo de co-decisão política que engloba mas transcende o partido político que lhe dá corpo.
Este contrato é celebrado entre o PS e os cidadãos que apoiam a candidatura em nome do Futuro, 35 anos depois e orientará a nossa acção no próximo mandato.
Escolhemos também dar-lhe uma estrutura que facilite a sua fiscalização. Ele tem uma visão orientadora, tem um número restrito de programas estratégicos e identifica novas políticas. Nele se definem prioridades, se quantificam metas e se identificam resultados a atingir.
Aqui não encontrará um catálogo de medidas, mas o enunciado das direcções através das quais queremos fazer a mudança e a diferença em relação à política municipal do passado.
Por isso, em nome dos candidatos socialistas ao município de Almada e do Conselho de Cidadãos que apoia o Futuro, 35 anos depois, queremos convidar-vos a lerem-no e a mandarem, ainda agora, sempre, as vossas sugestões.
Este programa está vivo e nas reuniões regulares do Conselho de Cidadãos será permanentemente revisitado. Em www.almada2009.com estará uma porta sempre aberta para o seu contributo, porque nós queremos novas ideias para novas soluções e não nos fechamos em dogmatismos herdados do passado.

Temos hoje ideias claras para dar corpo à nossa ideia para o futuro de Almada:

Aumentar a mobilidade e devolver a vida ao centro da cidade, revogando o plano Mobilidade XXI, completando as infraestruturas viárias e colocando todos os pontos do concelho a uma distância inferior a 30 minutos do centro, em transporte público;

• Tornar o concelho mais cosmopolita, potenciando muito melhor a relação com Lisboa, o rio e o mar, adoptando uma estratégia ofensiva de captação de investimento moderno e emprego, em competição com os outros pólos da área Metropolitana de Lisboa, afirmando-o como um concelho ambientalmente sustentável, tornando-o num pólo de nível nacional das artes do espectáculo e afirmando a Costa da Caparica como grande complexo de praias da capital do país, activo todo o ano;

• Reequilibrar urbanisticamente o concelho, investindo na renovação urbana que tem estado bloqueada, qualificando as áreas degradadas e apoiando a reconversão das AUGI, que têm sido esquecidas e metade das quais continuam por reconverter passadas décadas, implicando diversas consequências urbanísticas e sociais;

• Apoiar as famílias trabalhadoras, pela melhoria dos serviços à população, com destaque para os transportes colectivos e para a escola pública, construindo as 60 salas de aula que faltam, distribuindo gratuitamente os manuais escolares do 1º ciclo ,garantindo às famílias a escola pública a funcionar das 7 às 19 horas para todos e cuidando dos cuidadores, ou seja, desenvolvendo serviços de apoio às famílias que têm pessoas dependentes no seu seio;

• Fazer de Almada um concelho socialmente mais coeso, com uma nova estratégia de apoio ao idosos, combatendo o seu isolamento e promovendo o desenvolvimento social, em particular nos bairros mais carenciados, pela aposta em parcerias com os agentes locais e numa nova política social de habitação, sem novas concentrações de pobreza. "

(Extracto do programa da candidatura do PS à Câmara de Almada, liderada por Paulo Pedroso. O programa pode ser consultado e lido, na íntegra, aqui)

sábado, 3 de outubro de 2009

Eleições autárquicas (Almada) II

"1 O FUTURO 35 ANOS DEPOIS
Há um provérbio que diz que se fizeres o que sempre fizeste, terás o que sempre tiveste. Assim tem acontecido com o poder autárquico em Almada nas últimas três décadas.
O modelo de gestão que foi seguido no passado não tem só defeitos, mas as suas virtudes foram-se esgotando e a perda de energia tornou-se notória, aumentando também a dificuldade em manter sintonia com os problemas dos cidadãos.
A esse modelo contrapomos agora um outro. Estamos voltados para o futuro. Queremos introduzir novas ideias, novos métodos de acção, uma nova concepção do poder local.
A autarquia deve ser estratega do desenvolvimento do concelho, afastada das disputas político-partidárias tradicionais e estar concentrada em construir parcerias de sucesso, indo ao fim do mundo, trabalhando com quem tiver que trabalhar, com lealdade, para melhorar os destinos do concelho.
Almada precisa de quem tenha novas soluções e não de quem repita velhas queixas, de quem se empenhe totalmente na solução dos problemas e não de quem deles queira alimentar plataformas reivindicativas.
Trinta e cinco anos depois, o concelho já não é mais uma periferia operária de Lisboa. Hoje é composto por duas cidades – Almada e Costa da Caparica – que devem ser centros cosmopolitas da grande capital do país.
Hoje tem um potencial económico que tem que ser aproveitado para atrair novos investimentos geradores de emprego.
Hoje tem milhares de novos residentes que o escolheram por aqui quererem usufruir de uma qualidade de vida que está ao nosso alcance melhorar drasticamente.
Hoje é um concelho com famílias trabalhadoras que precisam de ser devidamente apoiadas e populações envelhecidas que carecem de ser assistidas. Hoje é, também e infelizmente, um concelho que não resolveu o problema das AUGI, que tem concentrações terríveis de pobreza e que corre o risco de vir a ser problemático em termos de segurança.
Mas Almada tem também problemas que se acumularam por força de erros de gestão autárquica que foram cometidos.

A gestão da introdução do Metro do Sul to Tejo foi desastrosa. Faltaram medidas compensadoras do risco de desertificação do centro da cidade. Houve negligência no acompanhamento do crescimento da Costa da Caparica. Deixou-se edificar verdadeiros guetos urbanos.
Agora podemos mudar de rumo, se os cidadãos quiserem. Aqui podem conhecer o que pensamos e porque achamos que mudar de gestão autárquica é essencial. Nestas eleições autárquicas, é Almada que está em jogo.

(Extracto do programa da candidatura do PS à Câmara de Almada intitulado "ALMADA 2009 -O FUTURO 35 ANOS DEPOIS - CONTRATO COM OS CIDADÃOS" programa que, na íntegra, pode ser lido aqui.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Eleições autárquicas (Almada)

A agenda das iniciativas da campanha eleitoral desenvolvida pela candidatura do PS à Câmara de Almada, liderada por Paulo Pedroso, candidatura que apoio, pode ser seguida em www.almada2009.com.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Com a devida vénia ...

Passo a palavra ao Paulo Pedroso:

"Contrato com os cidadãos: o impacto na poluição do atraso na reconversão das AUGI"

"O município de Almada não tem dado atenção à reconversão das Àreas Urbanas de Génese Ilegal (AUGI), ao contrário de outros, de todos os partidos. Veja-se,como exemplos, Seixal (CDU), Amadora (PS), Cascais (PSD) ou Oeiras (ex-PSD). Esse atraso tem muitas consequências urbanísticas e sociais. Como bem deixou claro Carlos Pinto, em comentário que fez ao post sobre a falta de infraestruturas de saneamento básico e que aqui se retoma, embora as pessoas não o saibam, milhares de habitações do concelho de Almada continuam desligadas da rede de esgotos do município, apesar de terem sido construídas, na sua maioria, há vinte ou trinta anos:

A questão do saneamento básico de milhares de construções nas freguesias da Charneca, Sobreda, Monte, Trafaria, Caparica e Costa da Caparica é um dos problemas mais graves do concelho de Almada.

Esta questão está associada à construção ilegal e à falta de investimento adequado na sua reconversão. É não só uma questão qualidade de vida das populações mas também um grave problema ambiental.

O concelho de Almada, como toda a Margem Sul do Tejo, está em cima da maior reserva de águas subterrâneas (a melhor para consumo humano) de Portugal e é urgente que se encerrem as centenas de "fossas" que potencialmente a estão a poluir.

Basta fazer uma conta simples para ver a dimensão do problema: a frente de lote nas áreas referidas anda entre os 14 e os 20 metros, então temos uma "fossa" pelo menos de 20 em 20 metros.

Digo "fossa" com reservas porque uma verdadeira fossa séptica, construída de acordo com as boas regras sanitárias não tem grande impacte ambiental, nada que a natureza não resolva e é um sistema utilizado em muitas zonas rurais.

Mas neste caso estamos a falar não de fossas sépticas mas de tanques de dejectos construídos clandestinamente e sem as mais elementares regras sanitárias.

São autênticos focos de poluição que urge encerrar."

terça-feira, 21 de julho de 2009

Com a devida vénia ...

...Passo a palavra a Paulo Pedroso*:

"Numa terra pensada, o comércio local não morre
O conflito que opõe os comerciantes do centro de Almada à actual gestão da Câmara Municipal é o resultado de uma série de omissões e erros do município, que lesaram o comércio local.
A chegada das grandes superfícies e em particular do Forum Almada deveria ter sido acompanhada de medidas de compensação, favoráveis ao centro da cidade a ele atraíndo mais pessoas e nele tornando a mobilidade mais fácil. Por outro lado, dado que o município recebeu vultuosas contrapartidas dessa infraestrutura, parte delas deveria ter sido encaminhada para ajudar o pequeno comércio a enfrentar a nova pressão competitiva, nomeadamente sob a forma de apoios ao investimento à sua modernização. Nada disso aconteceu.
Pelo contrário, essa pressão competitiva foi acompanhada do agravamento das condições de acessibilidade ao centro do concelho. O arrastamento, por motivos fúteis, das obras do Metro do Sul do Tejo e a incapacidade de as gerir de modo faseado fizeram com que os anos passassem e se perdesse genericamente o hábito de deslocação ao centro para fins comerciais. A descoordenação entre serviços municipais fez com que ainda estejam a ser agora construídos parques de estacionamento que deveriam ter entrado em funcionamento com o início do Metro. Até as soluções encontradas para o desenho das vias, a ausência de escapatórias para os autocarros ou as verdadeiras "gincanas" que acompanham as passadeiras parecem ter sido desenhadas para tornar difícil e incómodo chegar ao centro.
A tudo isto juntou-se um Plano de Mobilidade que os seus próprios autores consideraram que exigiria grande acompanhamento para ser executado e que teria grande complexidade, Plano esse que se revelou um desastre quando aplicado.
Agora há que fazer tudo o que poderia ter sido feito em tempo e corrigir o que for possível. O Município tem o dever de constituir um fundo de apoio à modernização comercial, para ajudar os comerciantes que desejem investir na modernização das suas lojas, a construção do estacionamento tem que ser acelerada, o Plano de Mobilidade tem que ser revogado.
Em particular, a zona chamada pedonal, onde até passam autocarros, que excentricamente corta ao meio o principal eixo de avenidas da cidade e torna o trânsito caótico tem que ser revogada como, justamente, os comerciantes reclamam . Faz sentido que se criem zonas realmente pedonais, mas nas vias laterais e que se deixe bater o coração da cidade nas suas grandes avenidas. Faz sentido que se limite a velocidade do trânsito, mas não que se desvie das avenidas mais largas para as ruas mais estreitas, algumas delas centenárias.
A actual gestão municipal não consegue perceber essa necessidade. Por isso teima em reprovar o fundo de apoio ao investimento e por isso resiste a rever o esquema de circulação do trânsito no concelho. Essa incapacidade do actual poder camarário de dar valor aos problemas que afectam os munícipes, escravizado que está por uma visão autocrática da cidade está entre os factores mais importantes que levaram a que me candidatasse e a que esteja a tentar derrotá-lo."
(*Candidato pelo PS à presidência da Câmara Municipal de Almada)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Paulo Pedroso em pre-campanha

No âmbito da pre-campanha da candidatura do PS às eleições autárquicas no concelho de Almada, teve ontem lugar, na Academia Almadense, a apresentação das "Bases para um contrato com os cidadãos".
Ouvir o candidato Paulo Pedroso é uma experiência que se recomenda a todos os títulos e, designadamente, para se poder aquilatar da excelência do candidato proposto pelo PS à presidência da Câmara de Almada.
Quem não teve essa oportunidade, pode, contudo, aceder ao citado documento, fazendo uma visita aqui. São apenas as "bases", mas são também o começo do delinear da ideia de uma Nova Almada. Assim haja votos para que ela se concretize !
Esperança tenho !

sábado, 4 de julho de 2009

Em boa hora !

Paulo Pedroso já havia anunciado, há tempos, que seria exclusivamente candidato pelo PS à presidência à Câmara de Almada. Agora é o PS que, a nível nacional, toma a decisão de excluir as duplas candidaturas socialistas a câmaras e ao Parlamento.
Em boa hora!
Digo em boa hora, porque me parece que tais decisões vão no bom sentido. Não tanto por razões de simples transparência (a este propósito frequentemente invocada) mas antes por entender que o exercício da actividade política deve ser encarado como um serviço prestado ao país ou às comunidades locais e não como um meio de assegurar uma carreira. A exclusão das duplas candidaturas vai nesse sentido e, sendo assim, também a tomada destas decisões pode contribuir para a dignificação dos que aceitam desempenhar funções políticas. Muitas vezes com sacrifício pessoal, facto que, todavia, é frequentemente esquecido ou propositadamente ignorado.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Entrevista a Paulo Pedroso na PNETpolítica

(Clicando, amplia)

P. A Câmara de Almada é presidida por Maria Emília de Sousa, da CDU, há bastante tempo. Num cenário em que, no que toca a eleições europeias e legislativas, a CDU e o BE, em conjunto, estão com cerca de 20% das intenções de voto, o que o faz crer ser Almada um município ao alcance de um candidato Socialista?

R. Os eleitores fazem as suas escolhas em cada acto eleitoral. Por exemplo, se é verdade que a CDU sempre ganhou as autárquicas em Almada, é também verdade que já perdeu diversas vezes as eleições legislativas. Cada vez mais, cada eleição é diferente de todas as outras, e estou convencido que o PS e eu próprio temos hoje propostas mais adequadas às necessidades de Almada que o PCP. O actual poder autárquico está cansado, perdeu a capacidade de ouvir, comete erros evitáveis, tem dificuldades em adaptar-se ao ritmo da vida urbana em pleno século XXI.

P. No seu anúncio de candidatura disse que se esgotava um ciclo de 35 anos. Que méritos específicos reconhece a esse ciclo e que sinais toma como indiciando o seu fim?

R. Em trinta e cinco anos, Almada passou todo o ciclo das infra-estruturas, acomodou um enorme crescimento, viveu reestruturações significativas que deixaram cicatrizes, mas foram absorvidas. Sem dúvida que a prioridade dada às infra-estruturas e ao imobiliário ajudou esse crescimento, bem como foi dada uma atenção à política cultural que, embora excessivamente centrada em alguns eventos e em alguns equipamentos, é uma mais valia do concelho.
Mas a Câmara deixou construir demais e desordenadamente. A cidade foi ficando sitiada, fechada, cada vez mais bloqueada. Houve incapacidade progressiva de gerir de modo equilibrado o seu crescimento. Não houve capacidade para para gerir com pulso firme os desequilíbrios que o crescimento também acarreta e o mercado estimula, nem para um programa coerente de gestão urbanística do município.
Talvez a gestão do processo de construção do Metro do Sul do Tejo seja o símbolo mais recente e mais caro da incapacidade progressiva de gestão autárquica. O Metro era uma obra necessária que foi muito mal gerida. Por responsabilidade da Câmara, o traçado conflitua com toda a gente e tem várias opções erradas, as obras atrasaram-se mais de três anos, não foram geridas de modo a diminuir os prejuízos para as populações e prolongam-se em novas obras, que mantêm a cidade esventrada, que podiam e deviam ter sido feitas há muito tempo, como os parques de estacionamento. Articuladamente com o Metro, foi imposto um Programa de Mobilidade que reflecte uma concepção autoritária e fechada da vida urbana e não funcionou, não se adapta aos cidadãos reais da Almada de hoje.
Mas há outros. Trinta e cinco anos depois, a Costa da Caparica, que devia ser a jóia da coroa do concelho continua por modernizar; o problema da habitação social continua por resolver; fizeram-se autênticos guetos que são barris de pólvora à espera de um rastilho; o concelho perde todos os dias oportunidades de emprego, graças a investimentos que são desviados para o eixo Oeiras-Cascais-Sintra, que devemos assumir como nosso competidor e face ao qual hoje somos pouco competitivos.


P. Se tivesse que sumariar 3 ou 4 propostas, para as pessoas de Almada perceberem a diferença de uma gestão sua e do PS, quais seriam?

R. Uma vez eleito, revogarei imediatamente o Plano de Mobilidade e substitui-lo-ei por um sistema de circulação eficaz e mais respeitador das pessoas. Darei grande prioridade à afirmação de Almada como centralidade urbana daquilo a que chamo a Cidade do Sul do Tejo, competindo com Oeiras, Cascais e Sintra por todos os investimentos de relevância metropolitana, aproveitando todas as oportunidades que se abram, para compensar as que se perderam. Procederei à revisão de toda a gestão urbanística da frente de praias, animando-as para que, da Trafaria à Fonte da Telha, tenhamos mais de duas dezenas de kilómetros de costa com vida doze meses por ano, com muito maior qualidade urbanística, e, no Verão, menos superlotadas e com acesso ordenado. Reverei de alto a baixo a política social de habitação, acabando com a construção de novos bairros sociais e sua substituição por uma política de inclusão social das pessoas desfavorecidas em diferentes zonas. Não hesitarei em tomar as medidas necessárias para a melhoria da situação de segurança, criando uma polícia municipal que possa libertar a PSP e a GNR de outras tarefas para as funções de segurança, introduzindo, em articulação com o comércio local, zonas com vídeovigilância e, sobretudo, estimulando a que policiamento de proximidade, melhor iluminação pública e comércio a abrir mais cedo e fechar mais tarde potenciem a segurança urbana.
Nenhuma destas medidas aconteceria se os eleitores voltassem a dar a maioria ao PCP.


P. Consideraria governar Almada em coligação? Eu sei que a pergunta é especulativa, mas procuraria antes de mais um entendimento em que parceiros?

R. Estou convencido que, pelo meu perfil de acção política, sou capaz de gerar consensos em torno de soluções concretas e que os autarcas de várias forças políticas estarão disponíveis para colaborar nesse esforço, desde que recebam a consideração e respeito que merecem como representantes eleitos do povo. Garanto-lhes esse tratamento que nunca existiu no município.
A política local deve ser independente dos directórios partidários. Estarei completamente disponível para atribuir pelouros aos vereadores que tenham interesse e condições para os assumir. No contexto local, é possível gerar proximidades e é necessário e urgente mudar a autarquia para que melhore. Nesse esforço, ninguém estará a mais.
Admito que com o PCP será muito difícil um entendimento, dada a dificuldade que terá, trinta e cinco anos depois, em adaptar-se ao estatuto de força minoritária e os tiques autoritários que desenvolveu.
Mas devo dizer que não é só o PS que denuncia o marasmo a que chegou a gestão municipal, as outras forças políticas também estão a ter uma intervenção decidida no combate aos erros do poder comunista. O PCP é uma força isolada no concelho e que os seus desmandos são alvo de crítica unânime e sistemática de todas as forças políticas locais, o que diz bem de quanto o actual poder está separado da diversidade de modos de sentir da população. Acredito que esse isolamento se reflectirá já nas próximas eleições autárquicas.
O poder e a palavra está nas mãos dos cidadãos. Nas últimas autárquicas, mais de metade não votaram. Apelo a todos que escolham. Nós, os políticos, teremos que saber interpretar as suas escolhas com humildade. A actual maioria pensa julga-se dona do concelho, mas ninguém possui as escolhas dos cidadãos.

(Entrevista conduzida por Carlos Santos e publicada aqui )

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Citações # 34

Paulo Pedroso* sobre "Os incidentes da Bela Vista e a necessidade de uma nova política social de habitação":

"A carência de alojamento permanece. Em Almada, por exemplo, ainda abrange milhares de famílias, após trinta e cinco anos de incapacidade para acabar com os bairros clandestinos e a subsistência de alojamento degradado. Pelo que tem que haver novas respostas. Também nestas é necessário combater o folclore das entregas de chaves para efeitos de campanha eleitoral. Pelo contrário, há que diversificar as soluções de realojamento e de apoio social a quem dele carece: rendas sociais em bairros não estigmatizados, inclusão de habitação social, com muito baixa densidade em todas as zonas da cidade, acompanhamento de famílias fragilizadas para prevenir e combater o risco de desfiliação social.
Se não queremos que os incidentes da Bela Vista progridam de incidentes isolados num ou outro bairro especialmente problemático para uma situação generalizada nos grandes guetos urbanos que estão a ser construídos há décadas, é hora de mudar de rumo e definir uma nova política social de habitação, sem grandes concentrações propensas a serem capturadas por lideranças à margem da lei, onde os problemas sociais se concentram, se multiplicam e se agudizam.
A minha proposta a Almada vai nesse mesmo sentido. Paremos de criar novos bairros sociais, já. Diversifiquemos os métodos e soluções de realojamento, imediatamente."
Leia-se o desenvolvimento aqui.

(* Candidato pelo PS à presidência da Câmara Municipal de Almada)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Almada está mesmo de parabéns !

Confirma-se que Paulo Pedroso aceitou e vai ser o candidato pelo PS à presidência da Câmara de Almada, nas próximas eleições autárquicas.
Confirma-se assim também que, para além de outras muitas qualidades, é também um HOMEM DE CORAGEM!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Almada de parabéns ?

O PÚBLICO.PT aventa hoje a hipótese de Paulo Pedroso vir a ser o candidato pelo PS à Câmara de Almada. Para quem, como é o meu caso, já teve oportunidade de assistir a algumas intervenções de Paulo Pedroso sobre questões autárquicas, a sua candidatura só pode ser motivo de satisfação. Paulo Pedroso revela não só uma enorme capacidade de compreensão dos problemas do concelho, como é portador de ideias novas, designadamente no campo da integração social, ideias novas que bem precisas são numa autarquia já dominada há longos anos pela mesma força política.
Com o voto e o apoio entusiástico de um residente em Almada, há já algumas décadas, pode Paulo Pedroso contar!
(reeditada)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Paulo Pedroso : O regresso


Alberto Martins, líder da bancada do PS na Assembleia da República anunciou que Paulo Pedroso vai retomar o seu lugar na Assembleia da República na próxima segunda-feira, facto que Paulo Pedroso já confirmou, adiantando considerar terem cessado as razões que o impediam de exercer as funções de deputado para que fora eleito em 2005. Esta decisão surge após ter sido proferida sentença na acção que Paulo Pedroso interpôs contra o Estado e em que foi reconhecido que Paulo Pedroso foi vítima de "erro grosseiro" quando contra ele foi ordenada a prisão preventiva no processo Casa Pia.
Por muitos e divergentes que possam ser (e sejam) os comentários sobre a culpabilidade ou a inocência de Paulo Pedroso (cada cabeça tem direito às suas certezas) o que é indesmentível é: (i) que a juíza que apreciou o processo após a fase da instrução concluiu e decidiu não haver provas para levar Paulo Pedroso a julgamento; (ii) que ele foi vítima de um "erro grosseiro" quando foi ordenada a sua prisão preventiva é também hoje um ponto assente e facto confirmado por sentença judicial. Direi, aliás, a propósito do "erro grosseiro" que só não viu o erro quem não vê, ou não quer ver. Onde é que existia perigo de fuga e de continuação da actividade criminosa, pressupostos da prisão preventiva? Só na cabeça de alguém que, ao proferir tal decisão, não honrou, nem a toga que enverga, nem a magistratura a que pertence.
Saúdo, pois, o regresso de Paulo Pedroso ao Parlamento: É um político cheio de qualidades (já demonstradas na Assembleia da República e no Governo) e é um homem de bem. Este é, pelo menos, o meu ponto de vista.
(A fotografia foi colhida aqui)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Perplexidades !

Não tenho qualquer relação pessoal com Paulo Pedroso e seguramente que ele não sabe sequer que existo, o que não obsta, no entanto, a que tenha tido e continue a ter por ele grande respeito e consideração, enquanto figura pública.
Tal circunstância não impede que me sinta à vontade para me pronunciar a propósito do noticiado arquivamento da queixa de Paulo Pedroso por ele apresentada contra seis vítimas do processo Casa Pia, "por difamação, falsidade de testemunho e denúncia caluniosa", arquivamento que, de acordo com a peça para que remete o link supra, teve como fundamento "o facto de o MP ter considerado que não há argumentos para concluir que os rapazes testemunharam contra Paulo Pedroso de forma dolosa, ou seja, com intenção de prejudicar o antigo deputado".
Por amor de Deus ! Então Paulo Pedroso, que passou pela prisão, foi lançado às feras por tudo quanto é media, e viu o seu nome e a sua pessoa enlameados de todo o modo e feitio, para finalmente ser excluído do número dos acusados naquele processo, não tem ninguém a quem pedir contas ? É assim tão fácil ser eximido de responsabilidades ?
Podem lançar-se sobre uma pessoa as maiores calúnias, destroçar a sua vida e depois ilibam-se os responsáveis com a simples alegação de que não há dolo ?
Se não há dolo, há o quê ?
Perplexo, limito-me a perguntar.