sábado, 11 de abril de 2015

À primeira qualquer cai. À segunda só cai quem quer

Passos Coelho que, com o pretexto de dinamizar a economia portuguesa, não fez, ao longo de toda esta legislatura, outra coisa que não fosse aumentar a precariedade no emprego e reduzir os custos do factor trabalho, acha que ainda não foi suficientemente longe nesta matéria. 
Fica o aviso. 

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Um factor a ponderar

Segundo esta notícia, o líder da FAUL do PS, Marcos Perestrello, terá feito apelo à maioria absoluta dos socialistas nas próximas eleições legislativas, "para que a decisão do futuro Governo não fique nas mãos do Presidente da República".
Não me parece que o argumento invocado seja  de molde a justificar, por si só, uma opção de voto. 
É, porém, verdade que tudo o que contribua para reduzir a margem de manobra de Cavaco é positivo, sabendo-se que o "senhor Silva" tudo fará para favorecer a direita e, em particular, o seu partido, no seguimento da prática que tem vindo a observar, em clara violação das obrigações constitucionais que jurou cumprir. 
Não é menos verdade, por outro lado, que uma maioria absoluta no parlamento, reduzirá Cavaco à sua (merecida) insignificância, facto que não é de somenos importância já que, nessas circunstâncias, a permanência de Cavaco em Belém até ao final do mandato torna-se bem menos penosa para uma boa parte da população portuguesa.
Resumindo e concluindo: a razão invocada por Marcos Perestrello para justificar um voto no PS, nas próximas legislativas, pode não ser decisiva, mas não é de descartar como factor a ponderar.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

"Um erro político crasso"

«Neste momento, o fundamental é mudar este Governo, que está a desgraçar o país e apresentar uma alternativa forte e consistente nas eleições legislativas. Tudo o que seja dispersar a atenção, será um erro político crasso”.
"Não faz qualquer sentido que, numa altura em que o PS se bate contra este Governo, contra estas políticas e apresenta novas alternativas, estar a dispersar-se sobre quem cada militante socialista gostaria de ver ocupar o Palácio de Belém a partir de Fevereiro de 2016. Acho que não é o momento para isso - e é um péssimo serviço" (Ferro Rodrigues).

Uma pulhice

Não quero ver na crónica hoje publicada no DN, por João Taborda da Gama, algo mais do que aquilo que objectivamente é: um ataque dirigido a Sampaio da Nóvoa e à sua possível candidatura à Presidência da República.
Tendo porém presentes circunstâncias do caso que serve de pretexto ao cronista para desencadear o ataque, circunstâncias bem evidenciadas aqui e aqui e que o autor da crónica não pode deixar de conhecer, é difícil não concluir que estamos perante uma pulhice.

Mais um à procura de protagonismo

""A minha candidatura tem por objetivo, em primeiro lugar, combater a corrupção que é o maior dos males da vida política portuguesa, aumentar a transparência na vida pública, que é completamente opaca e, em particular, ao nível orçamental. Os portugueses não têm qualquer noção de qual é a estrutura de receitas e despesas do seu próprio Estado"
Paulo Morais, por certo que não se vê ao espelho, há muito e, atendendo apenas ao teor das suas declarações, fica-se com a ideia de que também não sabe muito bem qual é o âmbito das funções presidenciais nos termos da Constituição da República.
(Sendo absolutamente seguro que, em nenhuma circunstância, votarei neste putativo candidato, também não considero que, com o aparecimento de mais esta candidatura, venha grande mal ao mundo. De facto, desde que não sirva para nos distrair do essencial que passa pelo afastamento da actual comissão liquidatária (lei-se: governo) e por colocar em Belém alguém decente, a candidatura de Paulo Morais  não passará de mais um inofensivo fait divers.)

Quando mais dívida e mais desemprego não é ainda o pior

"Temos mais dívida e mais desemprego e temos um país que perdeu capacidade de crescimento. Destruímos e perdemos capacidade produtiva, mas, ainda pior, no tecido social abriu-se uma ferida que ainda está aberta e a sangrar, com o desemprego e a emigração" (Fernando Medina *)
(*Muita sorte têm os lisboetas)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Uma desgraça nunca vem só

No mesmo dia em que o "imortal" Manoel Oliveira desapareceu, também o economista José da Silva Lopes nos deixou, ele que, para além de insigne economista, era também e sobretudo um homem bom.
(imagem e notícia: daqui)

Por montes e vales # 22



[Ajuga iva (L.) Schreb. var. iva]
(Carvoeira - Mafra; 1- Abril. 2015)
(Clicando na imagem, amplia)

Bandalheira

"Lamento o termo mas não ocorre outro depois de ler o relatório. Ou a Comissão Nacional de Proteção de Dados bebeu de mais e está a ver a dobrar ou o Fisco trata o segredo fiscal com os pés. Milhares de pessoas acedem ao que querem, vêem o que lhes apetece e para os fins que lhes interessa. Na melhor das hipóteses, curiosidade. Na pior, comércio."(Pedro Santos Guerreiro - "Bandalheira no Fisco". Daqui)
Infelizmente, a bandalheira não é um exclusivo do Fisco. O que se tem passado à volta da contagem e recontagem de votos nas eleições regionais da Madeira indica que, se não é ainda generalizada, a bandalheira tende a alastrar a toda a Administração Pública.

Até os "imortais" vão desaparecendo

"Morreu esta manhã o realizador Manoel de Oliveira"
(citação e imagem: daqui)