sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Trabalhos de campo #35: Chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe)


Chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe L.) em plumagem de Outono.
[Local e data: Ponta dos Corvos - Estuário do Tejo (Seixal); 7 - Outubro - 2016]
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

O MELHOR !

Não apenas "o melhor de nós", ou "o melhor da sua geração", como repetidamente tem sido dito pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ele próprio pertencente à mesma geração, nem apenas "um homem extraordinário", ou "um homem excepcional" como nos tem sido garantido por diversas vozes e em vários tons, a começar pela voz emocionada do primeiro-ministro António Costa, porque, em boa verdade, António Guterres é o melhor de todos a nível mundial, pelo menos para liderar a Organização das Nações Unidas (ONU) como seu Secretário-Geral, como acaba de ser confirmado pelo Conselho de Segurança da ONU que por aclamação o escolheu para exercer  tão alto cargo, submetendo, em consequência, a sua escolha à aprovação da Assembleia Geral da Organização.
Sim, indiscutivelmente,  O MELHOR, a quem desejo que tenha "toda a sorte do mundo", desejo que, neste caso, me parece ser o mais adequado, visto que, a partir de 1 de Janeiro do próximo ano, a sorte do mundo, em parte, também estará nas suas mãos.
(Imagem daqui)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Coisas do diabo!

Embora com ligeiro atraso em relação ao calendário anunciado por Pedro Passos Coelho, o diabo sempre acabou por chegar. Como lhe cumpria, como responsável pela vinda do mafarrico, Passos Coelho assumiu o encargo de prover ao seu alojamento e, não fosse o diabo tecê-las, achou por bem encaminhá-lo para uma casa gerida por gente de toda a sua confiança, casa onde o "tinhoso" foi recebido com todas as honras pelos responsáveis como seria de esperar da parte de quem  já desesperava pela sua vinda. Não estou a dar novidade a ninguém, pois já é sabido pelas notícias entretanto vindas a lume, se disser que estou a referir-me ao Observador do José Manuel Fernandes e de outros admiradores do "diabo que os carregue".
Nada disto constitui, como é óbvio,  motivo de surpresa, pois tudo se passa dentro da maior das normalidades. 
O que já não se pode considerar como expectável e muito menos normal foi o que o diabo se lembrou de fazer: uma vez confortavelmente instalado no Observador assumiu o pseudónimo de Rui Pedro Antunes e, contra todas as legítimas expectativas de quem insistiu pela sua vinda, toca de escrever um desmentido em toda a linha em relação ao que o PSD de Pedro Passos Coelho tem vindo a alegar sobre o Investimento Directo Estrangeiro. Para o diabo, quem razão nesta matéria não é a oposição, mas sim o Governo. Para que não restem dúvidas aqui fica a sua conclusão: «Efetivamente o investimento estrangeiro em Portugal está a aumentar, como diz o ministro. Os números não demonstram nenhuma debandada como teme e tem alertado a oposição. Se os investidores estiverem mesmo a fugir, isso ainda não teve impacto no primeiro semestre deste ano. O teste do algodão são os números do Banco de Portugal, que demonstram que a posição do IED cresceu em comparação com o primeiro semestre de 2015 (2,53%) e ainda mais se comparado com o segundo semestre do mesmo ano (3,5%).»

E ainda há quem diga que o diabo não existe!
Como assim, se o que não falta são coisas do diabo? Como esta.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

sábado, 1 de outubro de 2016

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O mafarrico continua a fazer das suas!

«Acordo na Renault Cacia garante investimento de 150 milhões»
O Coelho bem que avisou que em Setembro vinha aí o diabo e, de facto, notícias destas, para ele, são piores que a chegada de belbezu.
(Notícia e imagem daqui)

Por terras da Beira Interior (registos fotográficos):Ponte sobre o rio Ocreza

 






Ponte sobre o rio Ocreza, na EN 233, entre Castelo Branco e Sarzedas e paisagem a nascente e a jusante  da ponte.
Nota: veja-se numa das fotos (5) o método utilizado no século XIX par unir dois blocos de pedra e admire-se o engenho.

domingo, 25 de setembro de 2016

Por terras da Beira Interior (registos fotográficos): "Anjo da Guarda"

  





Conjunto escultórico enquadrado numa rotunda na povoação da Estação da Guarda (Guarda-Gare).
A belíssima escultura do anjo, em bronze (presumo) é da autoria do escultor Pedro Figueiredo, autoria que, no entanto e lamentavelmente não se encontra assinalada no local. Eu, pelo menos, não a consegui descortinar.

sábado, 24 de setembro de 2016

Casa de orates

Há algum exagero no título, mas que o FMI se assemelha bastante a uma casa de orates afigura-se-me fora de dúvida. Trata-se, na verdade, de uma instituição internacional onde as divergências e a descoordenação são realidades evidentes. Isto, pelo menos, no que respeita à apreciação que a própria instituição faz relativamente à intervenção da troika em Portugal, pois, de facto, os responsáveis do FMI tão depressa apontam para a existência de erros, quer na análise da situação económica de Portugal, antes da intervenção, quer em relação às medidas que vieram a ser implementadas com vista a ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelo país, como, com insistência, continuam a falar em sucesso do "ajustamento", apesar de tal sucesso se ter traduzido: numa enorme diminuição do PIB (que ainda não recuperou para os valores existentes anteriormente à vinda da troika, nem recuperará tão cedo); num significativo aumento do número dos pobres; no agravamento das situações de pobreza; no aumento das desigualdade entre pobres e ricos; na emigração de centenas de milhares de pessoas na força da vida; na destruição de milhares de empresas e até no enfraquecimento do sistema  financeiro. 
Perante resultados como estes, qualquer pessoa no seu perfeito juízo teria de concluir que a "receita" do FMI se traduziu num completo fracasso, bem como admitir que só numa casa de orates é que é possível continuar a existir gente como um tal Subir Lall que não se cansa de defender insistentemente a mesmíssima receita que levou ao desastre e que, no essencial, se resume a mais cortes nos salários, nas pensões e nas prestações sociais.
Felizmente, a receita do FMI tem cada vez menos defensores entre nós. Hoje já não falta quem faça uma apreciação negativa das propostas do FMI veiculadas pelo dito responsável, mesmo entre pessoas que, com maior ou menor entusiasmo, seguiam a doutrina da austeridade criadora que deu no que deu. Deixo dois exemplos em dois  textos, um da autoria do actual director do DN e outro da autoria do seu antecessor no cargo, publicados, por sinal, no mesmo jornal e  na mesma data. Aqui ficam os títulos e os links: FM o quê? (Paulo Baldaia); Já ninguém atura o FMI (André Macedo). Duas tomadas de posição bem elucidativas, acho eu.
Também é verdade, reconheço, que continua a haver por cá paladinos da TINA (There Is No Alternative ) como o Gomes Ferreira (da SIC) ou o Camilo Lourenço. Mas é uma pena, digo eu, continuarem por cá, porque, de facto, onde ficavam bem era lá. Na casa de orates.
(Ilustração daqui)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

E não há dinheiro!...

«Em cinco anos saíram de Portugal mais de 10 mil milhões para offshores»"
(imagem e notícia, daqui)

Sem vergonha e sem memória

É o mínimo que se pode dizer da direita trauliteira que nos calhou em pouca sorte.
Ora veja:
«(...) Nunca os portugueses pagaram tantos impostos. E, portanto, a desconfiança do cidadão comum tem toda a razão de ser. Acontece que nada disto justifica a campanha trauliteira que, nos últimos dias, vem sendo protagonizada quer por alguns dos assalariados do PSD e do CDS, quer pelos comentadores que gravitam na sua órbita. Em primeiro lugar, por uma questão de memória. Se é verdade que os portugueses nunca pagaram tantos impostos, não é menos que a maior subida da carga fiscal se fez por decisão dos partidos de Direita. Ou já se esqueceram do brutal aumento de impostos provocado pelas mexidas nos escalões e pela sobretaxa de IRS, esse sim, com um efeito devastador para a classe média? Em segundo lugar, por uma questão de vergonha. Ou já se esqueceram que, em vez de procurar tributar o património e a riqueza (como aliás sugeriu o ex-ministro das Finanças do PSD Miguel Cadilhe, esse perigoso marxista), PSD e CDS optaram por cortar salários a eito, por castigar os desempregados e os doentes, por sacar as pensões aos velhos (e só não foram mais fundo porque o Tribunal Constitucional não deixou) e por tentar subir a taxa social única dos trabalhadores para valores pornográficos (e aqui foi o povo na rua que não deixou)?» 
(Rafael Barbosa; "Destrambelhados e trauliteiros". Na íntegra: aqui.)

Por terras da Beira Interior (registos fotográficos): Ponte de Sequeiros





 



Ponte sobre o rio Côa, nas proximidades de Valongo (Sabugal) conhecida pela designação de Ponte de Sequeiros.


(O rio Côa,  a nascente e a jusante da ponte,  respectivamente)
(reeditada)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

"O Imposto Pedro Mortágua"

«Dois anos antes do "imposto Mortágua", que o PSD agora classifica de "tentativa de sovietização do país", Passos Coelho defendia exactamente o mesmo princípio fiscal. Confuso? É normal que esteja. Afinal, é do PSD que estamos a falar» (Luis Vargas)

(Nem sei se é caso para rir, se para chorar. As tantas, o melhor é chorar de tanto rir...)

Será pedir muito?

«Os ricos que paguem o que devem»

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Pouco juízo

A única conclusão que consigo extrair da entrevista dada pelo juiz Carlos Alexandre ao Expresso e à qual me parece ser lícito atribuir um elevado grau de segurança vai no sentido de que este juiz tem pouco juízo. 
Admito, porém, que se chegue a uma conclusão em sentido contrário, se se comprovar a hipótese que já vi levantada algures segundo a qual o homem andaria desejoso de se queimar. Se a intenção era mesmo essa, então teremos de concluir que o juiz, em vez de escassez ou falta de juízo, tem, isso sim, excesso dele. Pois não é um facto que, a ser verdadeira a hipótese,  o "superjuiz" alcançou plenamente o seu objectivo ?
(Ilustração daqui)

sábado, 17 de setembro de 2016

Irresponsável!


Qualquer pessoa que aceite fazer a apresentação de um livro, qualquer que ele seja, sem o ler, é um completo irresponsável. Quer essa pessoa responda pelo nome de Pedro Passos Coelho ou por qualquer outro. Tenha esse indivíduo exercido funções de primeiro-ministro ou quaisquer outras. Quer ele seja  presidente de um partido, como o dito Passos Coelho, quer seja um anónimo cidadão.
Diga-se, entretanto, que, por alguma razão, não me surpreende minimamente que Passos Coelho se tenha prestado a fazer esse papel.
(ilustração daqui)

O tempo feito escultor


(Nas imagens, a rocha antropomórfica designada por "Cabeça da Velha", nas cercanias das muralhas de Sortelha)

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Um panteão megalítico




A comparação feita no título não me parece excessiva, se se considerar, como parece ser consensual, que os dólmens ou antas são monumentos funerários, onde seriam apenas inumadas as personalidades de maior relevo nas respectivas comunidades. De facto, nos recuados tempos da cultura megalítica, com os meios então disponíveis, a construção de tais monumentos não era, de certo, empreendimento de fácil concretização e por isso mesmo também não é crível que pudessem ser de utilização generalizada e acessível a qualquer mortal.
[Nas imagens, o monumento megalítico conhecido sob a designação de Anta de Pêra do Moço (concelho da Guarda) classificado como Imóvel de Interesse Público].