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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

"Capaz de tudo"

«No primeiro debate entre Seguro e Costa, o secretário geral do PS quis justificar o resultado do partido nas europeias, reconhecendo-o afinal não tão espetacular como garantiu na noite eleitoral, com o facto de "uma parte dos portugueses ainda responsabilizarem o PS pela situação a que chegámos." Ora Seguro tem com certeza razão: uma parte dos portugueses pensará assim e de facto isso pode ser um motivo para não votarem PS.

Reconhecendo desde início - porque se colocou desde o início - esse problema, Seguro tinha um de dois caminhos: ou combatia essa noção, aproveitando todas as ocasiões para explicar por que motivo está errada, ou, caso concorde com ela, assumi-la-ia, não só por uma questão de honestidade mas também por estratégia, tornando claro não deverem esperar dele a repetição do que considerará erros indesculpáveis. Porém, como é sabido, não fez uma coisa nem outra.

Segundo o próprio, "anulou-se" para "manter a paz no partido".

Ou seja, o secretário-geral do PS terá decidido esconder quem é e o que pensa para evitar cisões nas hostes do PS, escondendo-se portanto do País do qual quereria ser primeiro-ministro. Assumiu ser capaz, por calculismo e taticismo, da maior das dissimulações; assumiu que entre a verdade e ocultação, optou pela ocultação; entre a coragem e a cobardia, pela cobardia; que entre a rutura e a paz podre, quis a paz podre. E quis assim porque se sabia sem autoridade - quiçá até legitimidade - para se manter líder se abjurasse o Governo anterior.

Esta confissão surge tanto mais chocante quando, decidido agora a revelar-se em todo o seu esplendor, (...)  ele aventa que sabe coisas terríveis, às quais terá assistido bem caladinho e das quais nem depois de eleito chefe falou, para não chatear ninguém - sendo que nem agora, que finalmente se soltou, diz que coisas são.

Percebe-se que depois de ter feito e confessado tudo isto Seguro esteja de cabeça perdida por, afinal, estar em riscos de ver São Bento por um canudo. Percebe-se que alguém que achou que ser falso era a forma certa de manter o partido e chegar ao Governo não entenda que raio fez de errado; que quem acusa de traição aquele que o desafia não tenha capacidade ética para vislumbrar que a maior das traições - aos outros e a si - é fingir ser-se o que se não é.

Que seja esta fraude auto-desmascarada que pretende vitimizar-se imputando a outros oportunismo e golpes baixos e afirmar-se como epígono da transparência não deve ser grande surpresa. Quem se confessa capaz de ser nada para chegar onde quer é bem capaz de tudo.»
(Fernanda Câncio; Face desoculta. Na íntegra: aqui)

(Sem dúvida.  Um Seguro, falso que nem Judas, é capaz de tudo e de mais alguma coisa.)

sábado, 12 de julho de 2014

O queixinhas

Pelas atitudes que tem vindo a tomar desde que António Costa se mostrou disposto a assumir a responsabilidade pela liderança do PS, já era de esperar que António José Seguro viesse a atribuir ao desafiante a responsabilidade pela descida do PS nas intenções de voto  visível através dos dados da última sondagem conhecida. E já era de esperar, porque o actual secretário-geral do PS é incapaz de ver que ele próprio é a causa primeira e última do fraco entusiasmo que o partido que ele, infelizmente, lidera, suscita junto do eleitorado. A evolução das sondagens ao longo dos últimos três anos prova, aliás, por muito que o facto lhe custe a engolir, que o PS, sob a sua liderança, nunca descolou clara e definitivamente dos números atribuídos à coligação da direita, apesar dos sacrifícios de toda a ordem que o governo celerado de Passos, Portas & Cª , tem vindo a impor à grande maioria da população, sempre com o alto patrocínio do presidente Cavaco.  
Aliás, se Seguro tem dúvidas sobre a sua própria responsabilidade, bastar-lhe-ia, para as tirar, dar-se ao trabalho de consultar outras sondagens que têm vindo a lume sobre as preferências dos eleitores quando questionados sobre a opção Seguro ou Costa. 
Suponho que Seguro deve conhecer os resultados, pelo que me dispenso de os divulgar neste contexto para que Seguro não se sinta ainda mais desmoralizado.
Em todo o caso, conhecendo esses resultados, não ficaria mal a Seguro que, duma vez por todas, acabasse com as manobras dilatórias que manhosamente tem vindo a promover por forma a adiar o mais possível a clarificação da liderança do partido. Nessas manobras que revelam um Seguro tão agarrado ao poder que nem uma lapa à rocha, vejo eu uma boa razão para a descrença que os eleitores inquiridos manifestam num PS liderado por um Seguro que, nos últimos tempos, não tem feito outro papel que não seja o de "queixinhas". O PS não precisa de um rapazola. Disso já temos que baste. O PS precisa de um lìder: Costa, obviamente. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Funambulismo

Sempre tive de António José Seguro a imagem de um político mole que só terá conseguido alcandorarar-se ao cargo de secretário-geral do PS recorrendo a muita manha e dissimulação e ao dispêndio de doses maciças de simpatia industrial de que foram vítimas, em primeira linha, os seus camaradas de partido. Não vejo que outra explicação possa haver, pois nem carisma, nem especiais dotes para o quer que seja lhe são conhecidos.
Entretanto, desde que António Costa tomou, por imperativo de consciência e perante os resultados pífios das últimas eleições europeias, a decisão de se apresentar como candidato ao lugar, Seguro, para responder ao desafio, não tem feito outra coisa que não seja recorrer a manobras, incluindo de natureza intimidatória a cargo de terceiros, e a expedientes para torpedear a patriótica iniciativa de António Costa que representa, ouso dizê-lo, uma das poucas hipóteses de dar um novo rumo a este país que caminha a Passos largos para a decadência. Já não digo para a pobreza, pois nesse domínio já estamos Portas adentro.
Este intróito serve apenas para comunicar que considero, pelas sobreditas razões, que António José Seguro, como político,  deixou de me merecer o mínimo de consideração e de respeito. Tal como Cavaco, Coelho ou Portas, Seguro, ainda que por razões que podem não ser coincidentes, é, para mim, um político morto. Não sei, por isso, se alguma vez voltarei aqui a referir o seu nome. Talvez sim, mas apenas para dar conta do nojo que as suas atitudes me provocam. Até ao dia em que seja varrido da cena. De vez.
Nesta altura perguntará o leitor, com toda a razão, a que propósito vem o título?
Tudo veio, porventura a despropósito, mas na sequência, respondo, da leitura de um artigo de opinião de Francisco Assis, vindo a lume hoje no "Público" com o título "Abriu-se uma grave crise política no interior do Partido Socialista", um excelente exemplo de funambulismo. Assis, que era um político por quem tinha alguma consideração, pois o via como um homem de cultura e com grande capacidade intelectual é também, fica-se agora a saber sem margem para dúvidas através do citado artigo, alguém incapaz de se decidir pelo sim ou pelo não. Em suma, um bom exemplo do equilibrismo que aborreço e me enoja. Assis, concluo, é,  infelizmente, mais uma desilusão a juntar a tantas outras vindas ultimamente das praias do PS.
Valha-nos António Costa!
(Imagem daqui)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

O Tó Zé ...

...tem alguma semelhança com este juvenil de Pega-azul (Cyanopica cyanus) saído extemporaneamente do ninho. Tal como ele, Seguro não  tinha asas para voar e, porventura, tal como ele não sabia. 
As semelhanças, no entanto, terminam aqui. O juvenil de Pega-azul com o tempo transformará os "canudos" em penas e lançar-se-á, veloz, nos ares. António José Seguro perdeu definitivamente qualquer hipótese de algum dia voar, porque os portugueses sabem hoje a massa de que é feito. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

A explicação?

Terá sido encontrada a razão por que António José Seguro nos parece agora tão pequenino? A pequenez será só de agora, ou já vem de longe ? Vou antes por aqui.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

António José Seguro tem razões de queixa de Seguro

António José Seguro queixou-se, ontem, perante Judite de Sousa, que o entrevistava na TVI, de estar a ser vítima da  comunicação social e da generalidade dos comentadores, porque dão dele uma imagem falsa.
A mágoa de Seguro tem alguma razão de ser, porque é verdade que a imagem que nos é transmitida é a de alguém sem garra e incapaz de grandes voos e que, politicamente, nem é carne, nem é peixe. Tem razão, digo eu, mas, se de alguém se pode queixar, é dele próprio.
De facto, Seguro lembrou-se um dia de usar a expressão "abstenção violenta" para caracterizar a posição que o PS, por ele então já liderado, iria tomar em relação ao primeiro Orçamento de Estado elaborado pela praga que é a actual maioria. A expressão é tonta, como é evidente. O seu uso e os inúmeros comentários desfavoráveis que ela suscitou contribuiram decisivamente para criar uma imagem de António José Seguro como político indeciso, imagem que se lhe colou à pele e da qual já não consegue livrar-se, até porque toda a sua actuação política posterior só tem servido para a acentuar. 
Por isso digo : António José Seguro tem, realmente,  razões de queixa.  De Seguro.

domingo, 1 de junho de 2014

Para que servem os amigos?

A proposta apresentada ontem por António José Seguro na Comissão Nacional é completamente absurda e nas actuais circunstâncias não faz mesmo nenhum sentido. 
O dia, porém, acabaria por mostrar que o pior estava para vir. De facto, durante o dia, António José Seguro teve oportunidade de fazer variadas intervenções junto da comunicação social qual delas a mais infeliz. Digo infeliz, porque a imagem que resulta de tais intervenções é a de um homem agarrado ao poder, mas perfeitamente desnorteado e incapaz de definir um rumo que faça sentido.
Não creio que, a partir do dia de ontem, ainda haja por esse país fora muita gente que o leve a sério.
Se pergunto, no título, para que servem os amigos, é porque me parece que os seus amigos tinham a estrita obrigação de lhe chamar a atenção para a triste figura que tem andado a fazer, desde que António Costa anunciou querer disputar a liderança do PS.
O ridículo da situação criada por Seguro leva-me a crer que, mais dia, menos dia, com maior ou menor dificuldade, António José Seguro vai ser desalojado da liderança do PS. Por culpa própria, a saída de cena já será sempre penosa e sem um mínimo de dignidade.
Lamento e lamento-o.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Que bem que faz o papel de morto!

Claríssimo me parece o recado deixado por António Costa, na "Quadratura do Círculo", ao comentar o encontro de ontem na Aula Magna: "em condições normais Mário Soares não tinha de estar na liderança de uma iniciativa deste tipo". Se tal acontece é "porque existe um grande vazio de iniciativa política, designadamente por parte do Partido Socialista".
Seguro terá ouvido o recado? Presumo que sim, porque não é surdo, mas receio bem que, para mal dos portugueses, continue a fazer o papel de morto. 
E que bem que ele o tem feito!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Vence, mas não convence

António José Seguro. É a conclusão que parece ser lícito tirar olhando com mais atenção para os resultados das eleições autárquicas, como se faz aqui
E, sendo assim, faz todo o sentido o texto encimado pela bem humorada pergunta de Ferreira Fernandes: "E que faço eu com um Rato Mickey?"

sábado, 20 de julho de 2013

"O seu a seu dono"

Que Cavaco Silva age em função dos seus interesses e não tendo em conta o interesse do país, já era para mim uma evidência. A última farsa por ele ensaiada com a proposta de um "compromisso de salvação nacional" a assumir pelo PS, PSD e CDS, confirma a minha convicção.
A recusa por parte de António José Seguro em dar continuidade à farsa, para além de reforçar a credibilidade do PS como alternativa política a este governo desacreditado, teve também o indiscutível mérito de forçar Cavaco Silva a assumir, com toda a clareza, as suas responsabilidades, entregando "o seu a seu dono". Como deve ser.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Temos homem!

Contra a maioria das previsões e as expectativas optimistas expressas ontem por Cavaco Silva e não obstante as pressões vindas do patronato e da própria Igreja Católica, António José Seguro acaba de anunciar que o PS não vai assinar o "compromisso de salvação nacional", proposto por Cavaco Silva.
Ficámos a saber que, afinal, Seguro não transige na defesa dos valores por que o PS sempre se bateu.
Só posso congratular-me com esta decisão. Afinal, temos homem!
Temos homem, e continuamos a ter oposição e alternativa. Graças a Zeus!
Se há, ou não, governo é que não sabemos. Cavaco terá agora de desembrulhar, como lhe competia desde a primeira hora, a embrulhada em que se meteu e em que nos queria meter.

domingo, 28 de abril de 2013

Apetece-me algo

Porque, depois de ouvir o discurso António José Seguro, no encerramento do XIX Congresso do PS, fiquei com uma sensação de vazio.
Culpa minha, também. Quem me mandou a mim alimentar a esperança de que deste Congresso pudesse surgir uma alternativa capaz de entusiasmar o país, quando já sabia que Seguro, ainda que seja um político sério (o que não ponho em causa), não tem carisma, nem chama para "animar a malta"?
Que é o que, antes de mais, "faz falta.

sábado, 27 de abril de 2013

Uma resposta à altura

"Sem alternativa a democracia não funciona. Não existe. É apenas uma democracia formal."
"Numa altura em que alguns parecem descobrir as virtudes do consenso, quero reafirmar que a alternativa é tão valiosa quanto o consenso."
"Foi este o erro maior, transmitido pelo senhor Presidente da República aos portugueses. O erro de negar a esperança e a evidência de que há um caminho alternativo para sairmos da crise".
 "O erro de negar o desenvolvimento e modernidade, em vez de uma receita de asfixia e de condenação à pobreza. O erro de traçar um quadro de resignação onde se esperaria um apelo ao melhor das energias de todos para dar curso ao único caminho que vale a pena percorrer: o caminho do combate ao atraso, à queda da economia, às desigualdades e às discriminações que o mais elementar sentimento de justiça não pode tolerar numa sociedade democrática."
"O pior serviço que à democracia podemos prestar é o da descrença na capacidade do povo para criar soluções para os problemas com que está confrontado."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Sem passado e sem futuro

Se Seguro rejeita o passado do seu partido, passado de que se deveria orgulhar, certamente que também não terá grande futuro. Pelo menos, com o meu voto em eleições legislativas, deixou de contar. Digo isto para que conste e para não ter que gastar mais latim com semelhante figura.
Atrás de Passos, outro Passos? Não!!!!
(Imagem daqui)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

"Qual é a pressa?"

Por três vezes ouvi António José Seguro fazer a pergunta em título, respondendo desta forma às perguntas feitas pelos jornalistas sobre a data da realização do próximo congresso do PS, pergunta que faziam e que  faz todo o sentido sabendo-se que o actual deputado do PS, Pedro Silva Pereira, defendeu publicamente que o próximo congresso do PS se deveria realizar o mais depressa possível, logo, antes das eleições autárquicas, posição que é semelhante à de outras personalidades e dirigentes do partido e à de milhares de votantes, ainda que não militantes, do PS, grupo onde me incluo.
Como Seguro ainda não percebeu qual é a pressa, aqui vai o meu modesto contributo: pessoalmente tenho pressa na realização do Congresso, na esperança de que surja, na liderança do partido, alguém a quem possa entregar, com confiança, o meu voto, quando os portugueses forem chamados de novo às urnas. 
Será que Seguro, para compreender a pressa, precisa que lhe façam um desenho? 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A jogar pelo seguro?

António José Seguro está, claramente, a jogar pelo seguro, se bem que a prudência seja compreensível, nas actuais circunstâncias. De facto, numa altura em que, graças à política de austeridade excessiva prosseguida pelo governo, a economia está em recessão prolongada e sem perspectivas de melhoria e o défice descontrolado, não é de admirar que António José Seguro não esteja ansioso por assumir a responsabilidade de governar.
O drama está em que, com este governo e com esta política, não é de esperar que a economia do país recupere, nem que a vida dos portugueses melhore. Muito pelo contrário. Será que Seguro tem dúvidas sobre isso, ou estará à espera que o governo caia de maduro, quando forem conhecidos os resultados da execução do Orçamento celerado? Eu não apostaria muito, ou mesmo nada, nessa hipótese, tal o fundamentalismo de Passos e Gaspar e o apego ao "pote" por parte dos partidos liderados por Passos e Portas que, não obstante as muitas divergências que corroem o interior da coligação, não têm dado mostras de largar o poder.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Constituição é papel de embrulho?

Depois de se ter pronunciado e votado contra o Orçamento de Estado (OE) hoje aprovado na Assembleia da República pela maioria (paralamentar) de direita, António José Seguro que, de seguro, pelos vistos só tem o nome, esquivou-se a pronunciar-se sobre uma possível iniciativa de deputados do PS tendente a requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação da constitucionalidade do OE para 2013. 
Em vez de responder directamente à questão, desviou a conversa, limitando-se a dizer que "É no terreno político que continuarei a lutar contra este orçamento".
António José Seguro tem obrigação de saber que a luta contra este Orçamento, "no terreno político", terminou com a provação do OE na Assembleia da República pela maioria de direita. Resta-lhe, se quiser continuar a luta, o recurso ao Tribunal Constitucional. 
Se recusar a única forma de luta de que, nesta altura, pode dispor, é justo dizer que, tal como para a direita que desgoverna o país, também para António José Seguro, a Constituição da República não passa de papel de embrulho.
E a ser assim, lamento dizê-lo, mas sou forçado a dar razão a quem tem afirmado que Seguro, não é tanto o líder de que o maior partido da oposição precisa, porque é, antes de mais, o seguro de vida deste Governo.
Quem tiver olhos, que veja e quem tiver ouvidos, que ouça!
(citação e imagem daqui)