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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Aplausos para Saramago

Embora reconhecendo, de há muito, que José Saramago é um grande escritor (o "Memorial do Convento" é uma obra prima, na modesta opinião cá da casa) não sou um seu incondicional, discordando de muitas das opiniões que, sobretudo depois da atribuição do Nobel, vem emitindo sobre os mais diversos assuntos. Todavia, a sua recente tomada de posição em relação às FARC, ao afirmar que estas "não nos oferecem mais do que o poder tem feito sempre, ao longo da história, que é exercer a força contra os mais fracos", contrariando com tal afirmação e frontalmente as teses do seu próprio Partido (o PCP) revela uma lucidez e uma independência de espírito que me apraz saudar.

sábado, 12 de julho de 2008

É preciso "lata"!


Segundo noticia o PUBLICO.PT, as FARC dizem-se traídas pelos dois guerrilheiros a cuja guarda se encontravam os prisioneiros há dias libertados pelo exército colombiano e entre os quais se encontrava Ingrid Betancourt. Ao mesmo tempo, a direcção das FARC afirma em comunicado que “Independentemente deste episódio, inerente a qualquer confrontação política e militar, que conhece vitórias e derrotas, continua em vigor a nossa política para acordos humanitários”.

Falar em "acordos humanitários" por parte de uma organização, como as FARC, que, para além dos sequestros e prisões que tem no seu activo, chega ao despudor de trocar os seus reféns por dinheiro, eis algo que não lembraria ao diabo. Mas lembrou às FARC, pois, pelos vistos, "lata" não lhes falta!
(A imagem foi tirada daqui)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Haja alguém que me explique !



Contesta e contesta bem. Não se compreende (eu, pelo menos, não entendo) como é que o PCP convida e volta a convidar para a Festa do Avante uma organização que tem no seu activo o sequestro de milhares de pessoas e que as mantém em cativeiro, não se coibindo, em muitos casos, de exigir dinheiro para as libertar.
Será só porque a dita organização se intitula como marxista? Lá marxista pode ser que seja, mas organização mafiosa é-o seguramente.
Diz-me em que companhias andas e dir-te-ei quem és, diz o povo. Não quero ir tão longe neste caso, mas se o PCP quer ser levado a sério e ser tido como partido responsável deve uma explicação ao país, até porque este caso está longe de ser um caso isolado: Não há muitos dias, o seu grupo parlamentar fez uma figura bem triste ao abster-se (isolado) de censurar o regime do ditador Robert Mugabe.
E por aqui me fico, mas que agradecia uma explicação para estes casos, é verdade que sim.