Mostrar mensagens com a etiqueta Orçamento de Estado para 2015. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Orçamento de Estado para 2015. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Chumbo no "bom aluno"

Não sou só eu. Há mais quem não acredite "nas previsões orçamentais do Governo. Nas contas de Bruxelas, o défice orçamental em 2015 será de 3,3% - e não de 2,7% como antecipa o Executivo - e a dívida de 125,1% do produto interno bruto (PIB). Ambos os indicadores ficam acima das previsões do Orçamento do Estado para o próximo ano."
(Notícia e imagem daqui)


sábado, 25 de outubro de 2014

"A armadilha"

«(...)
O Orçamento do Estado para 2015 é um caso de estudo. Várias cenouras (ainda pequeninas, mas sugere-se que possam crescer) vão sendo lançadas a esses setores das classes médias: o quociente familiar, a ampliação das deduções à coleta, os vales de educação. Do outro lado da balança, há o corte de 700 milhões na despesa com educação e a redução em 100 milhões da verba destinada às prestações sociais não contributivas (complemento solidário, abono de família, rendimento mínimo, subsídio social de desemprego).

Claro que a punção fiscal continua de tal monta (aliás subindo!) que não será a atual maioria de direita a beneficiar desta brecha no apoio público ao Estado social. Seja por via dos combustíveis, ou do IMI, ou das taxas "verdes", ou do IRS, ou do preço da eletricidade, virtualmente nenhum setor das classes médias lucrará um par de euros. E estas são certamente das primeiras a dar-se conta dos truques e engodos do Orçamento, de que as rábulas da sobretaxa e da cláusula de salvaguarda são prova bastante.

Mas todos quantos, à direita ou à esquerda, desejam que Portugal continue alinhado com o modelo social europeu devem evitar cair na armadilha de pensar que um pouco menos de impostos seria justificação bastante para fragilizar ainda mais a rede social. Esse é o princípio do fim do contrato democrático.»
(Augusto Santos Silva. Na íntegra: aqui)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Conjugação do verbo falhar

«(...)
É sabido que o centro-direita há anos vinha clamando pela redução do peso do Estado, para poder baixar a carga fiscal e libertar meios adicionais para o investimento produtivo e para o crescimento mais forte da economia, quebrando o ciclo de década e meia de marasmo do produto.

Perante a exaustão, face aos financiadores externos, das fontes do financiamento público, em 2011, o volume real do PIB recuou uma década, o produto potencial caiu para pouco mais de zero e, ao fim de uma legislatura de forte austeridade sobre a população, não se vislumbra que os objetivos de mudanças de fundo na receita e na despesa públicas, inicialmente proclamados como essenciais pelo Governo atual, tenham sido alcançados.

Do lado da despesa, o que se pretendia era reduzir as despesas correntes das Administrações Públicas - bem como o investimento público - para mais do que compensar o agravamento da fatura dos juros da dívida. Decorreram quatro anos: o que nos indicam os números oficiais?

Em 2011, a despesa corrente pesava 43,1% do PIB; como os juros, então, só atingiam 3,6% do produto, a despesa corrente sem juros (a chamada despesa primária) chegava aos 39,5%.

É demais, é preciso cortar nas gorduras do Estado!, clamou-se em quase uníssono nos idos de 2011. Em 2015, fazendo as mesmas contas, constata-se que as despesas correntes pesam 44,6% do PIB, mas a fatura dos juros subiu para 4,9%. Conclusão: a despesa corrente primária, no próximo ano, representará 39,7% do PIB, 0,2 pontos percentuais a mais de 2011.

Se tivermos em conta que a despesa com pessoal ainda está reprimida com 80% dos cortes dos ordenados dos funcionários públicos, que se prolongam há 5 anos, não há dúvida: o objetivo de redução substancial da despesa do Estado (falava-se em diminuir a despesa corrente sem juros para a casa dos 33% do PIB!...) falhou.

Em contrapartida, a receita total passa dos 40,9% do PIB, em 2011, para os 44,6%, em 2015, com a parte de leão para o brutal agravamento fiscal sobre a classe média.

Exatamente o oposto do pretendido na última pugna eleitoral pelos vencedores de 2011. Estamos, nas próprias propostas orçamentais da maioria, perante uma realidade de pernas para o ar.»
(António Perez Metelo; "De pernas para o ar". Na íntegra: aqui. Destaques meus)

(Obs."Exactamente o oposto do pretendido" e "Exactamente o oposto do prometido" acrescento eu. Com ou sem acrescento, o texto António Perez Metelo só tem uma leitura: o actual governo falhou em toda a linha. Ou, como diria a outra: um "inconseguimento" completo. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O último!

" A melhor coisa que há para dizer do último orçamento deste Governo é que é o último."

(Pedro Silva Pereira. Extractado daqui)

Graças a Zeus à Constituição da República!