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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Umas quantas verdades e outras tantas banalidades

 Na comunicação que acaba de dirigir ao país, o PR  disse, em resumo:"se não aumentar a poupança interna; se não aumentarem as exportações e diminuírem as importações; se não reconquistarmos a confiança dos investidores internacionais, Portugal voltará a enfrentar graves problemas de financiamento."
Foi a expressão de umas quantas verdades, sim senhor, mas que não passam de outras tantas banalidades.
Faltou ao PR fazer um discurso mobilizador que, diga-se, para ser credível teria de passar pelo reconhecimento da sua quota de responsabilidade no desencadear da crise política que esteve na origem do pedido de ajuda financeira e que o tornou inevitável.
Mas isso, de facto, era exigir demais a quem, como ele, vive enclausurado no casulo que o próprio teceu.
O país vai certamente ultrapassar a crise, apesar de termos este PR. Não será graças a ele, como é bom de ver, por mais este exemplo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Que cacofonia por aqui vai!

Pelos vistos, no PS, vai uma grande confusão sobre a comunicação do Presidente da República sobre o Estatuto dos Açores: Ontem, era Vasco Cordeiro quem afirmava que o PS iria confirmar todas as normas que não tivessem sido consideradas inconstitucionais, ao passo que Alberto Martins declarava que iriam ter em conta "as palavras e considerações do Presidente da República", para além das opiniões "dos órgãos de Governo próprio da Região Autónoma dos Açores".
Hoje, é o porta-voz do PS quem adopta, finalmente, uma postura, a meu ver, mais sensata.
Senhores do PS, ponham-se lá de acordo sobre o assunto, de vez, e acabem com a cacofonia, pois com tanta dissonância não dá para seguir a música.
Adenda: A "banda" já está a ficar mais afinada: O PS-Açores, pela voz do mesmo Vasco Cordeiro, já veio declarar: "Nós mantemos a posição de princípio em termos dessa apreciação, mas também não vamos criar uma crise nacional por causa deste assunto" .

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Mistério desfeito

Mistério desfeito: O Estatuto Político-Administrativo dos Açores foi o objecto da comunicação oficial do Presidente da República, que poderia ter sido substituída por uma mensagem dirigida à Assembleia da República, com vantagens óbvias para o Presidente (que escusava de ter interrompido as férias) e para o país (que ficou suspenso de tanto mistério, em vão). Só o facto de estarmos em plena silly season, explica tal comunicação.