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terça-feira, 16 de setembro de 2008

AIG - Histórias mal contadas ?


Depois do colapso do banco de investimento norte-americano, Lehman Brothers ontem anunciado, surgem hoje notícias de que a American Internacional Group (AIG), a maior seguradora americana terá de obter urgentemente cerca de oitenta mil milhões de dólares americanos (é obra !) para evitar a falência.
Não restam dúvidas de que se assiste a uma derrocada nos mercados financeiros internacionais, a começar pelos Estados Unidos, situação que é geralmente atribuída à crise do subprime. Esta explicação, todavia e à medida que o tempo passa, cada vez me parece menos óbvia. No caso da AIG, em particular, a explicação tem parecenças com um conto de fadas. Com efeito, pergunto-me, como é possível que uma empresa que no ano de 2007 apresentou lucros de 110 mil milhões de dólares (os números parecem fantasiosos, mas não os inventei, como se pode ver aqui), pode, passado pouco tempo, estar dependente de uma injecção de capital de montante tão elevado!
será que a história está mal contada ?
(A ilustração foi tirada daqui)

domingo, 27 de julho de 2008

O PS deve uma explicação ao país


Não obstante ter sido recentemente aprovada nova legislação contra a corrupção (Lei nº 19/2008), João Cravinho, autor de um pacote legislativo que visava combater o fenómeno da corrupção, mostra-se insatisfeito com a nova legislação, afirmando que, no respeitante a tal matéria, "Há evoluções positivas e negativas. Muito positivo é o facto de a modernização da administração pública, o Simplex, ter dado uma estrutura mais organizada e ter feito com que a corrupção burocrática e administrativa, a pequena corrupção, tenha diminuído com muito significado em alguns sectores, desde a administração fiscal a algumas câmaras municipais. Estamos a falar daquele dinheiro para fazer andar os pequenos processos mais depressa. Mas, na grande corrupção de Estado, toda a gente tem a sensação que estamos numa situação muito complicada e em crescendo".
Ora bem, digo eu, se o PS não acolheu todas as sugestões apresentadas pelo então deputado, João Cravinho, torna-se urgente, até para evitar suspeições, que o PS torne públicos quais os motivos por que tais sugestões não tiveram seguimento. Recordo-me de se ter falado, na altura em que as sugestões de Cravinho vieram a lume, que, entre as regras propostas, algumas havia que eram inconstitucionais. E as outras ? Eram ineficazes, ou contraproducentes ?
Se era o caso, esclareça-se o assunto de vez, pois não é aceitável que continue a haver dúvidas e suspeitas em matéria de tanto melindre. Como se costuma dizer: À mulher de César não basta ser séria, é também preciso parecê-lo.
(A imagem foi colhida aqui)
Confesso que não estava à espera de uma resposta tão breve. Oxalá seja tão convincente quanto breve e que tenha a virtualidade de acabar com dúvidas e possíveis insinuações.
SEGUNDA ADENDA: A resposta acabou por vir da boca de Alberto Martins, líder parlamentar socialista, segundo o qual, a sua bancada “não recebe lições de combate à corrupção do engenheiro João Cravinho”, prometendo continuar esse “combate sem tibiezas e sem desautorizar o esforço que está a ser feito".
Para dizer o que disse, Alberto Martins bem podia estar calado. A sua resposta é bom exemplo de "uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma".