Mostrar mensagens com a etiqueta greve geral. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta greve geral. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Dois fura-greves

Este :













e este:














Não questiono que assiste a qualquer deles o direito de trabalharem em dia de greve geral. No entanto, não restando dúvidas de que o trabalho de um e de outro, mais que improdutivo, é negativo, como o atestam  estes dados sobre o aumento do desemprego e sobre a queda da economia, o país (por mim, falo) agradecia que largassem os actuais locais de trabalho e que fossem trabalhar para outras bandas. Ou que fossem descansar, que a mim tanto me faz, desde que desapareçam do palco.
(Imagens daqui e daqui)

sábado, 24 de março de 2012

Segredos de Estado

Para este (des)governo até os dados sobre a adesão à greve, constituem autênticos segredos de Estado. Sobre tal assunto, nem as empresas públicas de transporte podem abrir o bico.
É o que se pode chamar um governo transparente(mente) opaco. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Greve geral: uma lição

Qualquer que seja a percentagem de adesão à greve geral (e aqui faço um parêntesis para deixar uma palavra de saudação à centrais sindicais que tiveram o bom senso de não avançar qualquer número, bom senso que de todo faltou do lado do governo que chegou a anunciar uma adesão na Administração Central de 3,6% para a corrigir mais tarde para 10,48%, número que, mesmo assim, não deixa de ser ridículo quando se afirma que no ministério da Educação - com centenas de escolas fechadas - apenas 1,55% dos trabalhadores fez greve) um facto parece incontestável: a greve geral teve maior expressão e impacto no sector público do que no sector privado. 
A explicação está à vista: com o desemprego a galopar, a correlação de forças dentro das empresas é hoje claramente favorável ao patronato. Com a ameaça e a chantagem do desemprego, o patronato, com o apoio do governo passista, está em vias de transformar a relação laboral muita próxima da que é definida como trabalho escravo. Que outra coisa se pode, com efeito, chamar ao sistema que a dupla governo/patronato quer instaurar e que se traduz em trabalhar durante as horas e com o salário que o patronato muito bem entender? 
É um facto que já estivemos mais longe de Portugal poder ser identificado como uma minúscula China do Ocidente, ou se preferirem, uma pequena Índia Ocidental. Em todo o caso é para lá que este governo nos quer encaminhar. E consegui-lo-à, a menos que os trabalhadores tomem consciência da situação e se unam em torno dos sindicatos e das suas centrais sindicais, para fazerem frente ao capital e a um governo que está claramente ao seu serviço. Com greve geral ou sem ela. 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Para arrefecer os ânimos...

... em dia de greve geral, com  mais de três milhões de grevistas,  nas palavras de Carvalho da Silva (CGTP) e de João Proença (UGT) (números em que de todo não acredito) aqui vai esta notícia:
O plano de austeridade a quatro anos apresentado pelo Governo irlandês prevê poupanças de 15 mil milhões de euros: dez mil milhões através da redução dos custos, e cinco mil milhões via aumento das receitas. Medidas pelo lado da despesa:  redução do salário mínimo em um euro por hora; o corte de 24.750 postos de trabalho na função pública; um corte de 2,8 mil milhões de euros, equivalente a um quinto do total, na área social. Pelo lado da receita:  subida do IVA, faseada, que será de 22 por cento em 2013 e de 24 por cento em 2014; um novo imposto sobre a propriedade; mudanças nos impostos sobre o rendimento para permitir um encaixe adicional de 1,9 mil milhões de euros .
Como o "grande êxito" de Carvalho da Silva e João Proença podem ter dado mais um contributo,  para idêntico cenário, faço votos para que um e outro durmam bem.

Pensamento do dia

Quem consome o que não produz e gasta o que não tem, mais tarde ou mais cedo, pode contar com os cobradores à porta e com os credores agarrados à canelas.
Por mais que estrebuche !


[Tal como a Fernando de Bulhões (S.to António de Lisboa/Pádua) deu-me para pregar aos peixes ! ]
(Imagem daqui)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Quem precisa duma greve geral ?

A CGTP e a UGT prometem-nos para depois de amanhã uma greve geral. Será que é disto que o país precisa ?
Estaria disposto a responder afirmativamente, se a greve geral tivesse o condão de chamar a atenção para as dificuldades que o país atravessa derivadas da crise financeira internacional, mas também dos desequilíbrios da nossa economia (nas contas públicas, mas sobretudo nas trocas com o exterior) desequilíbrios que os financiadores externos parece não estarem dispostos a financiar indefinidamente, como o  demonstra a sucessiva subida das taxas de juro.
Mas não, o objectivo é protestar contra as medidas restritivas que o Orçamento para 2011 traz no bojo. Cabe por isso perguntar se, perante as dificuldades que a economia portuguesa enfrenta no que respeita ao financiamento externo, existe alternativa ?
Eu penso que não, mas, se calhar, os promotores e organizadores da greve geral julgam que esta vai comover os credores internacionais.
Se assim pensam, são tolos. "Ce sont fous, ces romains", como diria o Astérix. Ou seria o Obélix ?