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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A Suécia está de parabéns!

A Suécia, ao reconhecer a independência da Palestina, prova que ainda há Estados e governantes que se regem por princípios. Tratando-se de algo raro nos dias que correm, todo o realce dado ao acto de reconhecimento por parte da Suécia é mais que justificado. 
(Fotografia obtida a paartir da edição impressa do "Público")

domingo, 4 de março de 2012

Independência? Está bem, abelha!


Já se sabia que o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público tinha, de há muito, activos parceiros na comunicação social. Agora, com a publicação desta lista de patrocinadores e de Media Partners, não só tal informação se confirma, como ficámos a saber que não só não recusa patrocínios, como, seguramente os procura e solicita. Pelo menos. Em nome de quê, não sabemos, mas ficou a conhecer-se qual é o conceito que tal sindicato tem de "independência". De ora em diante estão legitimados todos os patrocínios concedidos, seja por quem for, a qualquer outra classe profissional.  Não é assim, senhor Palma?
(Imagem daqui)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O Kosovo e a política do facto consumado ...


Afirmação do ministro do Negócios Estrangeiros, Luís Amado, hoje, na Assembleia da República: Portugal vai reconhecer hoje a independência do Kosovo.
É a política do "facto consumado" em todo o seu esplendor ! E política tanto mais cínica, quanto é verdade que, segundo o ministro, Portugal apoia a decisão sérvia de solicitar ao Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas a elaboração de um parecer jurídico sobre a declaração unilateral de independência do Kosovo.
Se assim é, porquê a pressa ?
À margem do direito internacional e incompreensível, é como se pode qualificar esta atitude do Governo Português até porque não se adiantam razões, nem para o reconhecimento, nem para esta pressa, tendo em conta, além do mais, que Portugal não acompanhou, na altura própria, o reconhecimento da independência do Kosovo, pela maioria dos países da União Europeia.
Pela lógica desta decisão, temos caminho aberto para o reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abkházia (já declararam a independência unilateralmente e até já há países que a reconheceram) e via larga para outros seguirem o mesmo procedimento. Euskadi (País Basco), Córsega, Flandres, (só para lembrar alguns) podem muito bem invocar o precedente.
Actualização: São já conhecidas as opiniões dos partidos com representação parlamentar: Enquanto o CDS-PP, o PCP e o Bloco de Esquerda defendem que Portugal abandonou agora a sua posição de distância face a uma declaração de independência "unilateral" do Kosovo devido "a pressões internacionais", o PSD concorda com o Governo. Será que o Bloco Central vem aí a todo o vapor?
É verdade que a independência do Kosovo foi proclamada sem respeito pelas regras do Direito Internacional, mas que importa isso, nos dias de hoje e com um novo contexto geopolítico ?
Amen, assim seja! Mas ao menos sejam coerentes: Se o contexto geopolítico justifica tudo (o resto é conversa !) porque não o reconhecimento simultâneo da independência da Ossétia do Sul e da Abkházia ?
Pergunto eu.
(Mensagem reeditada)