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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A "equidade" governamental na capa dos jornais



Já nem os jornais conseguem disfarçar a iniquidade que enforma o Orçamento do Estado da responsabilidade deste (des)governo. Tão simples quanto isto.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Quanto a isso, não faço questão


Nenhuma mesmo.  Passos Coelho pode perfeitamente escolher. Corre, no entanto, o risco de, com lume mais forte, ficar um tanto ou quanto esturricado.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Destaques da 1ª página do Expresso Economia

Destaco:
"Resultados trimestrais de mal a pior";
"Commerzbank pode ser nacionalizado";
"Moody's baixa rating a bancos franceses"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Da ética republicana ou de qualquer outra

Confesso que o meu sentido de ética deve estar algo embotado, pois não encontro motivo para censura no facto ora noticiado pelo Correio da Manha, segundo o qual o blogue SIMplex, criado para apoiar o PS nas últimas eleições legislativas, “foi alimentado com meios públicos usados a partir do Governo”, com “conteúdos fornecidos por um conjunto de assessores”,  notícia que mais não é que uma nova versão de um "post" publicado no "A Regra do Jogo" e dele removido pelo seu autor, Carlos Santos e por ele posteriormente republicado no seu blogue pessoal. Não me merece censura tal facto, porque suponho que esse procedimento é não só o mais natural, se feito às claras, como foi o caso, pois o SIMplex, que eu saiba, nunca quis passar pelo que não era, nem os seus colaboradores se esconderam sob o anonimato, nem tal procedimento viola qualquer regra deontológica, pois é óbvio que,  nem os assessores, nem os políticos no Governo estão impedidos de defender os pontos de vista do partido que apoiam, nem de usar as informações de que disponham, salvo se se tratar de matéria reservada, o que  não terá sido o caso, visto que nem tal é alegado. Os políticos e os respectivos assessores não sofrem, só pelo facto da sua ligação ao Governo,  de qualquer espécie de capitis diminutio e, se alguma coisa se espera deles, é justamente que façam política e que apresentem os seus argumentos e defendam as suas opções e os seus pontos de vista.
Pelo contrário, já fere o meu sentido de ética que haja alguém que fez parte do número dos colaboradores do SIMplex capaz de vir, a posteriori, denunciar uma situação que conhecia e com a qual compactuou durante toda a existência do blogue, servindo-se para o efeito de correspondência privada só acessível aos seus colaboradores. Isto digo, seja qual for a sua motivação (que me abstenho de julgar). Por muito que esse alguém encha a boca com a expressão "ética republicana" é obviamente um indivíduo que não faz a mínima ideia do que seja a a ética republicana ou qualquer outra. É um indivíduo simplesmente moralmente desqualificado.

Nota 1: O autor deste texto foi, até há poucos dias, colaborador de " A Regra do Jogo", tendo o abandono ficado a dever-se precisamente à publicação do "post" da autoria de Carlos Santos.

Nota 2: Sobre o mesmo assunto recomenda-se a leitura de:
A Central, por Eduardo Pitta, no Da Literatura
A ética do bufo, por Rogério da Costa Pereira, no Jugular
Do 37º e 38º, por André Couto, no Delito de Opinião
Os ratos, por Tiago Barbosa Ribeiro, no Metapolítica
Da ética, por Luís Novaes Tito, no A barberia do senhor Luís
Dos métodos totalitários de propaganda, por Sofia Loureiro dos Santos, no Defender o Quadrado
O país onde vivemos, por José Reis Santos

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Justiça" célere ? É no "Público" !

Formou-se hoje um "colectivo" de "juízes" na edição impressa do "Público", constituído por Pedro Lomba (um jurista - tinha de ser) por Luís Campos Ferreira (professor de Direito da Comunicação Social e deputado do PSD) e por Helena Matos (que se apresenta como ensaísta) com a finalidade de "julgar" o caso "Mário Crespo". Apesar de a história estar mal contada, segundo a versão de Nuno Santos que até esteve presente e que, não sendo parte interessada, é merecedor de mais credibilidade (como qualquer jurista que não seja Lomba, ou Campos Ferreira sabe); apesar da inconsistência da história, pois já teve várias versões, como se deduz desta entrevista; não obstante o facto de Crespo não se preocupar em saber, com rigor, a verdade, como se vê pela entrevista parcialmente transcrita aqui); e o facto de Mário Crespo afirmar não saber como é que a sua "crónica" foi publicada no site do Instituto Sá Carneiro, querendo fazer de nós parvos; certo é que os "juízes", sem qualquer contraditório e sem mais aquelas, disseram de sua "justiça", "botando" sentença, por unanimidade, sem apelo nem agravo, pois dela não há recurso, concluindo: Sócrates ist guilty.
Na "declaração de voto" do senhor professor de Direito da Comunicação Social chega-se a ler esta espantosa fundamentação: "Não sei o que se passou em concreto naquele hotel de Lisboa, mas sei (...) que é mais um jornalista conceituado a denunciar perseguições e atentados à liberdade de imprensa por parte deste Governo. Isso é o que eu sei (...) essa é que é a verdade, seja qual for a versão da conversa."
Se não visse com os meus olhos, não teria acreditado que um professor de Direito tivesse a ousadia de subscrever uma tal barbaridade. A sua "declaração de voto" faz-me, no entanto, lembrar as esdrúxulas posições defendidas pelo penalista (PSD) Pinto de Albuquerque, nos casos "Lopes da Mota" e "Face Oculta", pelo que concluo que o problema não é dele, ou melhor, não é só dele. É, antes de mais, da "escola".
Lomba nem discute o caso. Para ele é caso julgado e encerrado e daí parte para execrar o Portugal, "país de indiferentes". Já vi mais lamentos deste género, vindos da mesma "escola".
A "juíza" ensaísta vai mais longe e aproveita os "autos" para lavrar também sentença noutros casos que enumera. Em nenhum deles o primeiro-ministro é suspeito, arguido, ou réu, mas para a "juíza" ensaísta, Sócrates ist also guilty.
Queixam-se os portugueses, e com razão, que a justiça portuguesa é lenta, mas têm aqui a solução. É só dirigirem-se a este "colectivo" do "Público", formado, pelo menos na sua maioria, por pessoas do PSD. A "justiça" que obterão é a própria negação da Justiça - verdade acessível a qualquer jurista não pertencente à mesma "escola", ou a qualquer pessoa dotada de simples bom senso. Mas "justiça" mais célere não há!
(Também aqui)