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terça-feira, 21 de abril de 2009

A lei da paridade ainda custa a engolir

A lei da paridade deve-se apenas e tão só ao PS, já que, quer a iniciativa, quer a aprovação, a ele se ficaram a dever.
Numa iniciativa que pode considerar-se na linha da referida lei, vem agora a deputada do PS, Maria de Belém Roseira, "defender que os Governos devem estender o critério da paridade aos cargos de nomeação da Administração Pública e aos conselhos de administração das empresas públicas".
Se bem nos damos conta, a ideia de Maria de Belém não colheu, por ora, grandes aplausos. Pelo menos, a posição de Teresa Caeiro (CDS) não vai nesse sentido. Ora se é verdade que, como ela afirma, o acesso das mulheres à tomada de decisão faz-se em primeiro lugar através da criação de condições para a conciliação da vida familiar e profissional, não menos verdade é que "do ponto de vista sociológico, sabemos que se reproduz o género no poder" e que "ou há alguma medida que faz cortar esse ciclo, que é vicioso, ou então é difícil de quebrar", tal como sustenta Maria de Belém.
A posição de Maria de Belém, faz, a meu ver, todo o sentido, para quem defende a igualdade entre mulheres e homens. É o caso.

domingo, 8 de março de 2009

Dia da Mulher - Terras de igualdade

Felizmente, não vai ser caso único. Em Almada, a lista do PS à Câmara, encabeçada por Paulo Pedroso, vai também incluir tantas mulheres como homens.
"Almada, terra de igualdade", diz Paulo Pedroso. O Porto, pelos vistos, também.
Só posso aplaudir !

terça-feira, 8 de julho de 2008

Parada no tempo



O mundo, está visto, anda mesmo de pernas para o ar e o Vaticano não foge à regra, pois é bom de ver que não é a Igreja Anglicana que está errada ao ordenar as mulheres, quer com como presbíteros, quer como bispos. Quem está errada, e profundamente, é a Igreja Católica que nunca mais acerta o passo com a realidade contemporânea.

Alegar contra a ordenação das mulheres, que tal "é fracturante da tradição apostólica presente em todas as igrejas no primeiro milénio" é um argumento mais do que pobre - é simplesmente ridículo. No tempo de Cristo e há um milénio, a mulher ocupava na sociedade uma posição subalterna e, embora fosse, aos olhos de hoje, uma situação injusta, compreende-se a não ordenação, face ao circunstancialismo existente naquelas épocas.

Felizmente, a situação das mulheres, nos países ocidentais, mudou (como era mais que justo que mudasse) no sentido de lhes serem reconhecidos direitos e deveres iguais aos dos homens e julgo que, na nossa sociedade, já ninguém se atreve a defender a discriminação das mulheres.
Pelos vistos, só a Igreja Católica, permanece parada no tempo. Infelizmente, para ela e, se calhar, para nós!
(A imagem foi tirada daqui)