E com esta me vou. Até um dia destes.
sábado, 26 de setembro de 2015
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Esquecimentos destes ficam caríssimos
De facto, aparentemente já ninguém se lembra que "se o Tribunal Constitucional não tivesse chumbado a medida, todas as pensões acima dos mil euros estavam com corte definitivo desde o início deste ano. E não apenas essas: Passos e Portas quiseram tirar, com efeito a partir de 2014, 10% a todas as pensões da Caixa Geral de Aposentações acima dos 600 euros ilíquidos. Também para sempre. E ainda tentaram reduzir a partir de 2014 as pensões de sobrevivência - ou seja, as que recebem os sobrevivos de um familiar - desde que o beneficiário tivesse uma pensão própria e a soma das duas ultrapassasse dois mil euros ilíquidos. Estes três cortes definitivos de pensões estariam hoje em vigor caso o TC não os tivesse impedido."
Já não haverá nada a fazer para a reavivar memórias? É que esquecimentos destes custam caríssimo.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
"Uma real tanga"
«Afirmar que saímos da crise é como garantir que um toxicodependente deixou de ser drogado por o preço da heroína estar mais baixo. É uma real tanga.»
Nuno Ramos de Almeida: Sobre o lixo escondido por baixo da alcatifa
Aquela máquina (de mentir)!
Passos Coelho já nem as pensa, produz aldrabices mecanicamente, tal qual um autómato.
Ainda ontem se saiu com garantia de que que o empréstimo de 3,9 mil milhões de euros que o Tesouro concedeu ao Fundo de Resolução já tinha rendido ao Estado juros no montante de 120 milhões de euros. Esqueceu-se, porém, de esclarecer que, fazendo o Fundo de Resolução parte do sector público, os seus encargos com juros são despesa pública, pelo que, classificados, numa entidade pública (Tesouro) como juros recebidos e noutra entidade pública (Fundo de Resolução) como juros pagos, o ganho final para as Administrações Públicas (o que importa ao contribuinte) acaba por ser nulo.
Ainda ontem se saiu com garantia de que que o empréstimo de 3,9 mil milhões de euros que o Tesouro concedeu ao Fundo de Resolução já tinha rendido ao Estado juros no montante de 120 milhões de euros. Esqueceu-se, porém, de esclarecer que, fazendo o Fundo de Resolução parte do sector público, os seus encargos com juros são despesa pública, pelo que, classificados, numa entidade pública (Tesouro) como juros recebidos e noutra entidade pública (Fundo de Resolução) como juros pagos, o ganho final para as Administrações Públicas (o que importa ao contribuinte) acaba por ser nulo.
Ganho nulo, Passos!
Toma nota e vai aldrabar para outras bandas.
Toma nota e vai aldrabar para outras bandas.
"A prova da ficção dos factos" (II)
«Na política, verdade e mentira deixaram de ser opostas. Não faz diferença. Paciência. Mas a rubrica Campanhas de Ficção procura a verdade, principalmente se ela nos engana.(...)
(...)
(...)
A frase III
“Eu não sou mentiroso.” Frase dita no “debate decisivo” entre Passos Coelho e António Costa
O contexto
Não nos lembramos.
Os factos
Também não nos lembramos.
Em resumo
Estávamos a mentir, claro que nos lembramos. A frase foi dita, mas por António Costa. O que só prova a habilidade política de Passos Coelho, que nunca diria tamanha alarvidade no actual momento. Ele é mentiroso mas não é maluco.»
“Eu não sou mentiroso.” Frase dita no “debate decisivo” entre Passos Coelho e António Costa
O contexto
Não nos lembramos.
Os factos
Também não nos lembramos.
Em resumo
Estávamos a mentir, claro que nos lembramos. A frase foi dita, mas por António Costa. O que só prova a habilidade política de Passos Coelho, que nunca diria tamanha alarvidade no actual momento. Ele é mentiroso mas não é maluco.»
PáF!: Dívida do Estado sobe 1,3 mil milhões em Julho
Mais um sucesso dos coligados da PáF:
"O endividamento do Estado atingiu os 290 mil milhões de euros em Julho, um aumento de 1,3 mil milhões face ao mês anterior."
(fonte)
(Já foi enganado uma vez. Pode sempre deixar-se enganar de novo. Difilmente evitará que lhe chamem parvo.)
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Licença para gastar!
Em ano de eleições, Passos Coelho, o tal que afirmou que os portugueses andavam a viver acima das suas possibilidades, resolveu, para não se "lixar" nas eleições, dar licença para gastar. E à grande: Poupança das famílias cai para mínimos históricos.
Entrementes, com a "licença para gastar", lá se foi o único sucesso de que o governo Passos/Portas se podia, legitimamente, gabar: o excedente externo, verificado nos primeiros anos desta legislatura que, como sempre se afirmou, era nem mais. nem menos do que o resultado da política de austeridade "custe o que custar" que lançou centenas de milhares de portugueses na pobreza e pôs milhões de portugueses a pão e água.
Com a "licença para gastar" foi um ar que lhe deu. Ao excedente.
Ao invés, o défice externo está de volta. De facto: "Portugal registou um défice externo de várias centenas de milhões de euros no primeiro semestre do ano"
Não era Passos quem dizia "Que se lixem as eleições" ? Ou era o Coelho?
Certo, certo é que a afirmação não passava de mais uma balela de Passos Coelho.
Um Estado prestamista?
Quem poderia imaginar que a afirmação "Quanto mais tempo demorar a vender o Novo Banco, mais juros recebe o Estado" pudesse sair da boca de Passos Coelho, um fanático do "Estado mínimo", que, ao longo de toda legislatura, tanto se esforçou por reduzir as funções do Estado?
Para Passos Coelho, pelos vistos, há que reduzir a presença do Estado na Saúde, na Educação, na Segurança Social, na Ciência e na Cultura, mas pode e deve passar a desempenhar as funções de prestamista.
Por amor de Zeus, caros eleitores, ponham termo ao ridículo e à vergonha de termos este fulano como primeiro-ministro!
Para que serviu a austeridade?
É a pergunta que não pode deixar de ser feita ao governo dos coligados da PáF, depois de se ter ficado a saber, através do INE, que o défice orçamental de 2014 se fixou em 7,2% do PIB, um valor que é praticamente idêntico ao verificado em 2011 (7,4%).
Como alguém já disse "estamos de regresso ao ponto de partida", mesmo em matéria de déficit, porque, no que diz respeito à dívida pública, ela é hoje, como se sabe, muitíssimo maior.
Não pode, por isso, deixar de se reconhecer que o deputado do PS, Pedro Nuno Santos, tem inteiramente razão para perguntar: “Para que é que serviu a austeridade, os cortes na função pública, os cortes nas pensões, o desinvestimento na educação, na saúde, para que é que serviu a emigração?”
Sim, para que serviu tamanho esbulho?
E ainda há quem vote nestes assaltantes?
E ainda há quem vote nestes assaltantes?
terça-feira, 22 de setembro de 2015
Coisas de espantar
"Há pessoas que ainda levam a sério o dr. Passos Coelho"
Admira-se António Costa com o facto de tal acontecer e, na verdade, o caso não é para menos. Depois de tantas e tão variadas aldrabices, bem documentadas e comprovadíssimas, custa a admitir que ainda haja quem acredite na palavra do mentiroso compulsivo que dá pelo nome de Passos Coelho. É que ele não se limita a não cumprir o que promete. Faz questão de fazer o contrário do que promete: garante não cortar salários e pensões, não espoliar os trabalhadores e pensionistas dos seus subsídios de Natal e de férias, mas é, exactamente, por essas medidas que o aldrabão consumado dá início, "custe o que custar", ao seu programa de austeridade "além da troika", ao mesmo tempo que suga, através de aumentos de impostos, nunca vistos, o pouco que ainda resta nos bolsos dos trabalhadores, reformados e pensionistas. E quem não estiver bem que se mude, diz o fulano que, desta forma empurra centenas de milhares de trabalhadores para a emigração.
Perante isto, é óbvio que só uma memória muito curta é que pode explicar que ainda haja quem dê crédito à palavra de Coelho e Portas.
Fica o aviso: fiem-se na parelha Coelho/Portas e depois não se queixem! Isto digo eu, que já os não posso ver e muito menos ouvir e, por isso, não corro minimamente o risco de acreditar numa única palavra da dupla da PáF.
Para mim, PáF só há uma. Esta (v. infra) e mais nenhuma!
Passos-memória curta-Coelho
Passos Coelho não é só um mentiroso contumaz. Direi mesmo um mitómano. Também tem, pelos vistos, memória curta.
Então, Passos, já te esqueceste do que fizeste ao PEC IV ? Quem é que votou contra, pá?
Então, Passos, já te esqueceste do que fizeste ao PEC IV ? Quem é que votou contra, pá?
Passos-enganou-se-Coelho
"Afinal não vai haver reembolso ao Fundo Monetário Internacional no dia 15 de outubro. Passos Coelho enganou-se, confirmou a TVI junto do gabinete do primeiro-ministro.
O reembolso, do mesmo valor de 5,4 mil milhões de euros, é afinal de uma obrigação do Tesouro que vence a 15 de outubro.
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tinha revelado esta segunda-feira que Portugal ia antecipar um novo reembolso ao Fundo Monetário Internacional. »
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Um recado oportuno (com dedicatória)
"Ao contrário dos seus camaradas portugueses, o Bloco de Esquerda, os gregos radicais cresceram porque souberam ser mais do que profissionais do protesto, souberam mostrar-se candidatos a governantes."
É fartar vilanagem!
Não há dinheiro? Pelos vistos, há. Para os "amigos" não falta. O mais escandaloso é que nem sequer há controlo.
"É um escândalo que o ministério transfira para o ensino privado 160 milhões sem qualquer auditoria"
(fonte)
"A prova da ficção dos factos" (I)
| Adicionar legenda |
«Na política, verdade e mentira deixaram de ser opostas. Não faz diferença. Paciência. Mas a rubrica Campanhas de Ficção procura a verdade, principalmente se ela nos engana.
A frase I
“Eu não sou um homem perfeito.” Passos Coelho, Março de 2015, algures na Península Ibérica, Europa, Planeta Terra, Sistema Solar.
O contexto
Isto foi dito, salvo erro, na altura em que o cidadão Passos Coelho soube, com espanto e amargura, que o actual primeiro-ministro tinha passado vários anos sem pagar as contribuições da Segurança Social. A essa informação inesperada juntou-se o aviso de que o jornal PÚBLICO descobrira o assunto e o ia divulgar. Só teve tempo de se calçar e correr para uma fila da Segurança Social às seis da manhã, como milhares de portugueses desempregados. Mas, em vez de pedir para lhe darem dinheiro para viver, teve de suplicar para o deixarem pagar a dívida, sobrevivendo na política.
Os factos
Pela segunda vez na vida, Passos Coelho admitia uma falha do seu intrínseco valor humano. Ele não é perfeito. Foi igual ao choque do dia em que Filipe la Féria o chumbou num casting de musical romântico. Mas a nota da sinceridade na imperfeição saiu-lhe afinada. Desde então, é perfeito outra vez, até enjoa tanta perfeição condensada num só homem neste mundo conturbado. A frase liga-se, como se sabe, à sua irmã gémea: “Não me lembro.” Quando Passos não sabia se a Tecnoforma lhe pagava ou não dinheiro todas os meses, não declarado, que acumulava com um trabalho em “regime de exclusividade” como deputado da nação.
Em resumo
Desde este “minuto de imperfeição”, Passos fala sem problemas sobre simplicidades como plafonamento vertical e horizontal da Segurança Social. E esta semana, no “debate decisivo” nas rádios, conseguiu entalar António Costa sobre mil milhões nos cortes das prestações sociais, se seria nas mínimas, nas máximas, e nos regimes contributivos, e não sei que mais, ah, e na “condição de recursos”, é isso mesmo, a condição de recursos, uma coisa que — vão-nos desculpar porque nós é que somos verdadeiramente imperfeitos — não entendemos patavina.»
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