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quinta-feira, 13 de março de 2025

Aguiar-Branco, o émulo de Ventura

Confesso que depois de ter conhecimenro da afirmação do presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, segundo o qual "Pedro Nuno Santos fez pior à democracia em seis dias do que André Ventura em seis anos", à primeira não quis acreditar que fosse possível que da boca do actual presidente da Assembleia da República pudesse ter saído tamanho dislate. Infelizmente, porém, sou forçado a admitir, tantas são as confirmações, que a afirmação é verdadeira, facto que força a conclusão de que, em matéria de falta de decoro, Aguiar-Branco não fica a dever nada a André Ventura. É caso mesmo para se ficar sem saber quem é o mestre e quem é o pupilo.

A afirmação e o comportamento de Aguiar-Branco é, neste caso, tanto mais censurável e surpreendente quando é certo e sabido que se não fossem os bons ofícios do PS e do seu secretário-geral, Pedro Nuno Santos, que tomaram a iniciativa de ultrapassar o impasse a que se chegara, no início da legislatura, na eleição para a presidência da Assembleia da República, Aguiar-Branco ainda hoje estaria à espera de se sentar na cadeira que ocupou ao longo de um ano. Mal empregada cadeira! 

(Aguiar-Branco, o émulo de Ventura e o mal-agradecido)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Mais um "dedo" que se foi

Não havendo já anéis para este governo alienar ao desbarato, a Comissão Liquidatária liderada por Passos Coelho até dos "dedos" se começa a desfazer.
Coube agora a vez à Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica (EID) , uma empresa que "Tem mais de 30 anos de experiência no mercado, conta com uma força de trabalho altamente qualificada, exporta quase metade da sua actividade e dá lucro", vendida a um grupo inglês.
Pelas mãos, onde, suponho, não faltarão anéis, de Sua Nulidade, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.
Usando de toda a franqueza, devo dizer que o que mais me espanta, já nem é sequer a política seguida por este governo. O que é mais surpreendente é a forma como os portugueses assistem, impávidos e serenos, à completa liquidação do património que é pertença de todos nós enquanto comunidade nacional.
(citação e imagem: daqui)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"A cereja no topo do bolo"

Depois da defesa do "Estado mínimo" e da proclamação do vazio "Estado melhor" a cargo do inenarrável Paulo Portas, só faltava que Sua Ex.ma Nulidade, o ministro Aguiar-Branco, tivesse descoberto que existe em Portugal a "tentação de um Estado totalitário" provocada por um "Estado social absorvente".
Como é possível um tal desaforo? 
(reeditada)

domingo, 28 de outubro de 2012

Fogo neles?



"O ministro da Defesa, Aguiar-Branco acusou hoje os comentadores “de fato cinzento e gravata azul” de serem o maior adversário das forças armadas e tão perigosos para a defesa nacional como qualquer outra ameaça externa."
Fogo neles, Aguiar-Branco ?
Desculpe, mas há que desfazer um equívoco na "ordem de fogo". Esta só pode ser: Fogo nele! No alvo Aguiar-Branco, claro está.
(reeditada)
(Citação e imagem daqui)

terça-feira, 29 de maio de 2012

À consideração do ministro da Defesa

Parece que é da praxe que o ministro da Defesa "bote faladura" sempre que há comemorações de batalhas. Foi assim, há tempos, na comemoração da Batalha dos Atoleiros e hoje repetiu-se a cena nas comemorações da Batalha de São Marcos, batalha de que, para vergonha minha, não me lembro de ouvir falar.
O discurso, mais ponto, menos vírgula, é que é sempre o mesmo, o que, a bem dizer, não é motivo para admirar, pois a "nulidade" que o profere é também sempre a mesma.
Se a ideia é sempre a mesma (a luta com Espanha a servir como exemplo de que somos capazes de ultrapassar as dificuldades, com "inovação", sempre, e "com empenho e com coragem", às vezes) por que razão não substitui o ministro a sua deslocação pelo envio duma gravação?  Era uma excelente forma de levar à prática a palavra "inovação" tanto mais justificada quanto é certo que os tempos que correm são de apertar o cinto.

E daí, pensando melhor, volto atrás na minha sugestão, pois talvez não seja boa ideia. É que se é fácil transmitir, numa gravação, a mensagem da "inovação", já o mesmo se não pode dizer da "coragem" e do "empenho" do ministro na luta contra os castelhanos.
A presença do ministro faz mesmo falta, concluo. Até para a gente se rir.


Adenda: 
Atendendo às transcrições supra, das duas uma:  ou os jornais andam a reproduzir incorrectamente as palavras de Aguiar Branco, ou o ministro está a precisar dumas aulas de português.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Espanhóis, ponham-se em guarda!

Li no "Expresso" do último sábado (página 03) que Passos/Coelho, porque já não é capaz de dar conta do recado (isto, claro, é da minha lavra) quer mais ministros a dar a cara para explicar a política do governo. Diz o semanário que estarão "na primeira linha desta nova fase na comunicação do Executivo", os ministros Miguel Macedo, Aguiar Branco e Paula Teixeira da Cruz.
Esta, pelos vistos, esteve de serviço na semana passada e desempenhou-se da missão com tal brilho que o insuspeito Prof. Marcelo (companheiro de partido) disse hoje na sua "homilia" dominical, na TVI, que a, aliás, excelente senhora não acertou uma, falando (e mal) sobre o que não deve, porque não é ministra das Finanças, ao pronunciar-se sobre a bancarrota do país e sobre a "suspensão" dos subsídios de férias e de natal, cujo levantamento remeteu lá para as calendas gregas e sobre o que não pode, designadamente sobre questões relativas ao Tribunal Constitucional, porque ainda vigora em Portugal o princípio da separação de poderes. Pelo menos vigorava até à entrada em função da actual equipa governamental.
Tendo em conta as declarações, veiculadas por esta notícia, proferidas por Aguiar Branco a propósito das comemorações da Batalha dos Atoleiros, tudo indica que, esta semana, vai caber ao ministro da Defesa assumir a "pasta" da comunicação do executivo. E não há dúvida que teve uma estreia auspiciosa.
Os espanhóis que se cuidem!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Ainda A guiar?

Pelo que me consta, o ministro da Defesa, apesar da bronca, ainda não foi despedido. O que muito me espanta, porque é hoje evidente, face ás sucessivas tomadas de posição por parte das respectivas associações, que Aguiar Branco não goza, nem do respeito, nem da confiança dos militares, sendo que um e outra são reciprocamente indispensáveis, numa cadeia de comando. E o resultado, depois do desaforo do ministro, não poderia ter sido outro, porque quem não respeita, também não se dá ao respeito. 
A situação criada por culpa exclusiva do ministro Branco não tem outra saída honrosa que não seja a da remoção do ministro. A sua manutenção no cargo só pode ter uma de duas explicações: ou primeiro-ministro é ainda mais pateta do que a nulidade do ministro e não tem olhos para ver o que se passa, ou então o primeiro-ministro Coelho pretende, com o silêncio até agora mantido por Cavaco, transformar as Forças Armadas numa Tropa Fandanga.
Se é este o objectivo, pelo que tenho visto, não está longe de o alcançar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Desamparem a loja !

O ministro da Defesa, Aguiar-Branco, disse que se está a “banalizar” o “protesto militar”



Depois de vários membros do actual governo, incluindo o primeiro-ministro, terem incitado os jovens e os portugueses mais qualificados a emigrar como solução para as dificuldades que o país atravessa, coube agora a vez ao ministro da defesa dirigir idêntico convite aos militares:  "Se não sentem vocação, estão no sítio errado. Se não sentem, antes de protestar precisam de mudar de carreira." 
Os apelos deste tipo vindos da parte destes governantes são já de tal forma constantes que não me parece abusivo concluir que a política deste Governo se pode resumir a  "empobrecer" o país, como programa e a apontar a porta da saída a quem não concordar com um tal programa. Reivindicar e protestar é que de forma nenhuma, dizem estes democratas de opereta. 
Quanto a mim, no entanto, seria  muito mais simples e de longe mais justo que fossem a eles a "desamparar a loja". Mais simples, porque seriam em muito menor número os que teriam de "mudar a trouxa". De longe mais justo, porque se alguma das partes faltou ao prometido não foi o povo que os elegeu. 
Suponho eu que não é preciso demonstrar por a+b que foram eles quem violou o contrato. Ou será que é? 
(imagem daqui)

sábado, 8 de outubro de 2011

Uma excelente ocasião para retirar o "quase"

Comentando a entrevista de Aguiar Branco publicada no "Expresso" da semana passada, Miguel Sousa Tavares (MST), na edição de hoje do mesmo semanário, escreve, na sua crónica habitual, este excerto:

"Não percebi por que razão José Pedro Aguiar Branco, que foi um ministro da Justiça consensual, não regressou agora ao cargo, para continuar o que estava a fazer (*). Parecia-me que isso seria sentido de serviço público, enquanto que a pasta da Defesa é apenas um lugar burocrático-decorativo. Mas, ao ler a sua entrevista na última edição do Expresso, percebi a razão: foi vaidade apenas. Começa pela fotografia, que,  já de si diz tudo: de pé, encostado às muralhas do Forte de S. Julião da Barra, o olhar no horizonte para onde partiram os Gamas e os Albuquerques, em pose de quem saiu directamente dos painéis de S. Vicente, nota-se que ele não prima pela modéstia. O que logo se confirma na extraordinária resposta à primeira pergunta (se sente bem no fato de ministro da Defesa): "é uma missão de soberania que vai ao encontro da minha maneira de ser" (oh,pá!). Pois a sua noção de missão de soberania dá-lhe para passar toda a entrevista a dizer mal do governo anterior, a quem atribui todas as responsabilidades pela situação passada, presente e futura, incluindo até  a autoria do próximo Orçamento do Estado! E vai tão desbragado  no seu combate ao fantasma de Sócrates que acaba a dizer que até as promessas do Governo de Hugo Chávez de investir nos Estaleiros de Viana do Castelo (sob sua jurisdição), se traduziram em nada. Ora, consta na imprensa que foi justamente a confirmação de uma encomenda da Venezuela que permitiu, por ora, salvar os Estaleiros e 400 postos de trabalho - um problema para o qual ele não tinha a menor ideia de solução. O senhor ministro, continuando grandioso, devia ser mais cauteloso."

(*) Aqui está um ponto em que sou forçado a não acompanhar o julgamento de MST. Até se pode estar de acordo com a afirmação de que Aguiar Branco foi um ministro da Justiça consensual, mas não pela acção desenvolvida e sim pela inacção. Não me custa a crer, aliás, que o próprio Aguiar Branco, tendo consciência disso, não tenha querido regressar ao posto anterior. Para fazer o quê? 
Dá-se o caso de, em tempos, ter apelidado o actual ministro da Defesa de uma "quase-nulidade". A entrevista comentada por MST propicia-me uma excelente ocasião para retirar o "quase".

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Transparências...

O ministro da Defesa, Aguiar Branco não esclarece a situação financeira das Forças armadas. É o costume. O mesmo ministro também ainda não foi capaz de esclarecer coisa alguma sobre a situação que se vive nos estaleiros de Viana do Castelo. 

domingo, 21 de março de 2010

O "anjinho" !




Depois das acusações dirigidas ao primeiro-ministro, dentro e fora da Assembleia da República, designadamente, por parte do PSD, Aguiar-Branco, em comentário a esta entrevista de José Sócrates e referindo-se à comissão de inquérito sobre o frustrado negócio PT/TVI, quer-nos convencer que “As comissões de inquérito existem para fiscalizar e escrutinar os actos do Governo. Não existem para incomodar ninguém, existem para esclarecer .
Em geral, sim, mas não no caso, como é evidente. Por parvos nos toma o "anjinho" Aguiar-Branco ?
(Imagem daqui)

quinta-feira, 4 de março de 2010

E vão duas (derrotas)

Mais um debate entre candidatos à liderança do PSD, hoje entre Paulo Rangel e Aguiar Branco e, mais uma vez,  Rangel, o "palrador da República" (insisto que a expressão é de Moita Flores) levou para contar. O rapaz, pelos vistos, não teve tempo para se preparar. A "ruptura" que nos propõe, ou dá para rir (é o caso da proposta de atribuição do estatuto de secretários de Estado aos presidentes das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional) ou é um regresso ao passado (as suas propostas sobre educação não desmerecem da política do Estado Novo).
Para criticar, tem lábia e tem jeito. Para governar, Zeus nos acuda!