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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Mais um "dedo" que se foi

Não havendo já anéis para este governo alienar ao desbarato, a Comissão Liquidatária liderada por Passos Coelho até dos "dedos" se começa a desfazer.
Coube agora a vez à Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica (EID) , uma empresa que "Tem mais de 30 anos de experiência no mercado, conta com uma força de trabalho altamente qualificada, exporta quase metade da sua actividade e dá lucro", vendida a um grupo inglês.
Pelas mãos, onde, suponho, não faltarão anéis, de Sua Nulidade, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.
Usando de toda a franqueza, devo dizer que o que mais me espanta, já nem é sequer a política seguida por este governo. O que é mais surpreendente é a forma como os portugueses assistem, impávidos e serenos, à completa liquidação do património que é pertença de todos nós enquanto comunidade nacional.
(citação e imagem: daqui)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ele aliviado, nós preocupados

Cavaco, durante mais uma passeata, desta vez, à Bulgária e à Roménia, declarou estar "mais aliviado" em relação à privatização da TAP. Perante o confessado "alívio" presidencial, Ferro Rodrigues lembrou-se de perguntar se Cavaco se baseará em informações desconhecidas do parlamento e dos partidos da oposição e se tais informações serão tão ou "mais fiáveis do que as que há um ano o levaram a dizer que o BES estava sólido".
Lembrou-se de perguntar e com inteira razão, atendendo aso antecedentes. De facto, se a fiabilidade das informações em que Cavaco se baseou para agora se sentir aliviado com a privatização for  de teor idêntico ou semelhante àquela em que se baseou para garantir a solidez do BES,  é caso,  para as nossas preocupações aumentarem exponencialmente, até porque o alívio de Cavaco se baseia, pelo que ele diz, num pressuposto que só um cego não vê que não é verdadeiro. Segundo ele: "A maioria do capital é português". Eu não digo que Cavaco seja cego, mas é evidente que ele não quer ver que a  maioria do capital é encabeçada por um português apenas e só para Bruxelas ver. Não saberá Cavaco que o português que integra o consórcio vencedor sabe tanto de aviões quanto Cavaco de lagares de azeite? Saber, até sabe, mas faz que não sabe, porque o que lhe interessa é dar cobertura a mais uma acção danosa desde governo de destruição nacional que, nessa ominosa tarefa, tem contado com a sua indefectível cumplicidade.
É por essa e por outras que razão têm os dirigentes partidários a quem já hoje ouvi dizer que os portugueses só ficarão aliviados no dia em que Cavaco partir de vez. Também acho.
(reeditada)

sábado, 13 de junho de 2015

Branco é, galinha o põe

Noticia o Público de hoje que Miguel Prata Roque, advogado e professor de Direito Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, afirma que a venda da TAP envolve uma situação de “controlo simulado”.
Alguma dúvida? Perante os factos conhecidos e relatados, não é necessária especial acuidade intelectual para chegar a uma tal conclusão
E, já agora, há também alguma dúvida de que este governo tem plena consciência da vigarice e a aceita, se é que não a patrocinou, com a (inexplicável) pressa em desfazer-se da TAP ao desbarato, cometendo mais um crime de lesa-pátria?
(Notícia e imagem daqui)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A TAP vendida por tuta e meia

Manuela Ferreira Leite, durante uma entrevista à TVI 24, ao comentar palavras de Passos Coelho que iam nesse sentido. confessava não perceber "como é que é o Governo (...) minimiza[va] o valor da TAP".
Passos Coelho tinha, de facto, afirmado anteriormente que dar dinheiro para que alguém lhe ficasse com a TAP, não dava, mas, na mesma altura, deu claramente a entender que estava disposto a desfazer-se da TAP por tuta e meia.
Manuela Ferreira Leite tinha toda a razão para se mostrar surpreendida, pois o caso não é para menos. Na verdade,  onde é que, antes de Passos Coelho, já se tinha visto alguém, apostado em vender algo, aparecer a desvalorizar a "mercadoria", dias antes da apresentação das propostas pelos compradores ?
É, deveras, um caso nunca visto e a carecer duma explicação, tanto mais que, conhecidas que são, em termos gerais, as propostas dos concorrentes à privatização da TAP, tudo indica que Passos Coelho vai mesmo vender a TAP ao desbarato. Não por tuta e meia, mas por meia tuta. Ou nem isso, porque ainda não é claro quem assume o passivo da companhia.
(imagem daqui)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

"O Rambo das privatizações"


«(...)
2. Claro que ninguém trava Passos Coelho de vender a TAP. E tudo o resto. (...).
A TAP é apenas mais um capítulo da fantasia liberal apregoada por este PSD. Foi votada e, portanto, o líder segue a eito, qual Rambo das privatizações. Talvez, no entanto, a imagem mais certa seja a de um Vasco Gonçalves ao contrário. Tal como em 1974, nem ficam os "donos disto tudo", nem outros, novos, com capital nacional. Ficam os mexilhões. Pequeninos, endividados e sem nada para vender
Daniel Deusdado; "Passos, Angola e Vasco Gonçalves". Na íntegra: aqui)


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"Casa roubada, trancas à porta"

Concluída a maior parte das privatizações agendadas por este governo e depois de finalizada a venda das participações nas empresas de maior dimensão e com maior impacto na economia (EDP, REN e ANA, por exemplo) só agora este governo se lembrou de levar a conselho de ministros "o diploma de salvaguarda dos interesses estratégicos nacionais", diploma, que, nos termos da Lei-Quadro das Privatizações, de Agosto de 2011, deveria ter sido aprovado no prazo de 90 dias a contar da entrada em vigor da referida Lei.`
Depois de o governo passista/portista ter posto com dono o grosso das participações, a iniciativa agora anunciada não só vem a destempo, como não passa de mais uma medida para inglês ver, pois a sua utilidade, nesta altura, é pouco mais que nula. Por isso, pode e deve invocar-se, a este propósito, com inteira propriedade, o ditado popular: "Depois de casa roubada, trancas à porta".
Os ilusionistas têm, no entanto, uma explicação para a demora: as negociações com a Comissão Europeia para evitar que o diploma violasse, eventualmente, o direito comunitário.
Eu disse "ilusionistas"? Disse bem. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Não se vende ? Estrangula-se.


Frustrada a privatização da RTP e o mirabolante negócio da venda de 49%, com entrega da gestão à Newshold, nem por isso o ministro Relvas ficou desempregado e muito menos se pode considerar um derrotado. Pelo contrário, o ministro tem já entre mãos o "processo ambicioso, muito exigente e doloroso” de proceder à “reestruturação profunda” da RTP, reestruturação que, a confirmarem-se as notícias, passa pelo despedimento de 600 trabalhadores, numa operação que representa, nem mais nem menos, que o estrangulamento da empresa pública de televisão e de radiodifusão.
Um processo que pode ser visto como uma espécie de "vingança do chinês", ou melhor, uma vingança do Relvas, o único ministro que é capaz de levar a cabo o "doloroso" processo com todo o gosto e que, através desta manobra, consegue transformar a aparente derrota, às mãos de Portas, em mais uma vitória.
As notícias que davam o Relvas de saída do governo, após após a resolução do imbróglio da privatização, eram, não só manifestamente exageradas, como completamente erradas. Relvas, de ministro indescartável pela sua nunca explicada ligação a Coelho, passou também a ser imprescindível. Não só pela razão supra, mas também porque o governo, sem Relvas, podia ainda ser uma espécie de governo, mas não era a mesma coisa. Relvas e o governo, até nas equivalências, se conjugam: se Relvas é equivalente a um licenciado, o governo é equivalente a uma comissão liquidatária.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Estaca zero

A privatização da TAP não levantou voo. Ainda bem, porque o "negócio" cheirava francamente mal.
A razão apresentada pelo governo -  falta de meios financeiros por parte do candidato para assegurar a recapitalização da empresa - não passa de uma desculpa esfarrapada, porque, a ser essa a verdadeira razão, a proposta do candidato colombiano-brasileiro-polaco deveria, logo à partida, ter sido recusada, sem necessidade de ir a Conselho de Ministros. 
A razão da recusa tem, pois, de ser procurada alhures. A verdadeira razão radica, a meu ver, nas dúvidas sobre a transparência do negócio, alimentadas pelas oposições e encaradas seriamente pela opinião pública, dúvidas que mais se adensaram depois de se ter ficado a saber, graças ao "Público", que o (ainda) ministro Relvas tinha tido contactos com o senhor Germán Efromovich. 
A meu ver, o "beijo" de Relvas foi, neste caso, fatal. 
A ser verdade que ninguém explicou ao candidato que teria de fazer prova de que dispunha de meios para adquirir e recapitalizar a empresa previamente à decisão do Conselho de Ministros e não apenas “quando fosse assinado o contrato de venda”, o facto só pode significar que o negócio foi concebido por amadores duma parte e doutra e toda a tramitação do negócio só pode ser vista, do exterior, como uma boa trapalhada.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A TAP ainda voa?

Conhecida que é a proposta apresentada pelo único concorrente à aquisição da TAP, indicam os números avançados pelo Jornal de Negócios que se perspectiva como possível mais um negócio, já não digo da China, mas das Arábias. Isto claro, se o governo tiver a pouca vergonha de a aceitar. 
Os números não deixam margem para grandes dúvidas, uma vez que a oferta (?) se traduz na assunção do passivo da TAP (1200 milhões de euros), no investimento de 300 milhões de euros no capital da companhia aérea e na entrega ao Estado da ridícula quantia de 20 de  milhões de euros, o que vale por dizer que o senhor Germán Efromavich se propõe ficar com a organização, a frota, a marca, as rotas estabelecidas e a clientela fidelizada duma empresa que, para além do mais, é uma companhia de bandeira que projecta uma boa imagem do país no exterior, a troco duma bagatela que outra coisa não são os 20 milhões de euros desembolsados, já que os 300 milhões a investir são dele e dele continuarão a ser.
Seria de presumir que, perante esta proposta insultuosa para a própria TAP, o governo se limitasse a recusá-la, muito simplesmente, mas parece que não, pois diz o mesmo órgão de comunicação social que o governo quer negociar. Mas negociar o quê e para quê? Para receber, em vez da 20 milhões, talvez uns 40 milhões para reeditar o negócio da venda do BPN?
A privatização da TAP, só por si, já é um erro enorme, como já, por mais de uma vez, foi salientado pelo Miguel Sousa Tavares, nas colunas do "Expresso". Vendê-la por um prato de lentilhas, contenha o prato 20 ou 40 milhões, será sempre um escândalo.
Olhando para o preço oferecido, será caso para perguntar: a TAP ainda voa?
(Título reditado)

Grandes "negócios"

Se as receitas provenientes das privatizações que este governo já concretizou e das que se prepara para realizar têm um impacto reduzido no abatimento da dívida pública que, por contas já feitas, não vai além de 2%; e se, no caso da EDP, GALP e REN, a privatização não se traduziu em qualquer benefício para os consumidores (particulares e empresas) é caso para se perguntar onde estão as razões que as justificam. 
A pergunta é ainda mais pertinente quando se fala da privatização da "Águas de Portugal", pois tem sido repetidamente afirmado que, com a sua privatização, vamos ter, não diminuição dos custos para os consumidores, mas sim agravamentos. Para já não falar na privatização da RTP se ela for avante. É que, para além de estar em causa a prestação dum serviço público digno desse nome, o negócio, a confirmar-se o desenho da venda de 49% do capital com entrega da gestão aos privados, mantendo estes as receitas provenientes da taxa do audiovisual, é um verdadeiro negócio da China para o comprador. E um negócio absurdo, vistas as coisas do lado do Estado.  
Tratando-se, em geral, de empresas que operam em sectores onde a concorrência é fraca, ou nenhuma, nem sequer o argumento do aumento da concorrência, com reflexos positivos em sede de competitividade, se pode aproveitar como justificação.
Que resta? Talvez a oportunidade de realizar grandes "negócios"?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Transparência: precisa-se. Uma explicação também

A maioria par(a)lamentar de direita, segundo se anuncia, prepara-se para "chumbar" o projecto de lei apresentado pelo PS visando “garantir a transparência da titularidade dos órgãos de comunicação social”. Depois do veto de Cavaco a idêntica iniciativa do PS, ainda durante a governação de José Sócrates, a direita está pronta para repetir a "façanha".
Falando pelo PSD, diz-nos a deputada Francisca Almeida que a actual legislação "não deixa Portugal ficar mal" em comparação com outros países europeus.
Do lado do CDS não se encontra melhor argumento do que o avançado pelo deputado Raul Almeida que considera que o projecto do PS "é desnecessário e é direccionado para determinados grupos".
Não vale a pena perder tempo com tais argumentos que nem sequer merecem ser qualificados como tal. Estamos, assim, sem saber qual a explicação para o anunciado "chumbo". A explicação terá, forçosamente, que ser procurada alhures.
No proclamado amor pela transparência não se encontra, de certeza. Assim sendo, haverá quem seja tentado a descobrir a verdadeira explicação numa inconfessada preferência pela opacidade, propícia à celebração de negócios escuros, como o que o ainda-ministro Miguel Relvas congeminou e que levará, se o actual governo ousar tamanho escândalo, á venda de 49% da RTP à Cofina que, para o efeito, conta com o financiamento do grupo Newshold, alegadamente, pertencente a capitais angolanos, grupo, por sua vez, detido pela offshore Pineview Overseas, com sede no Panamá e, como ressalta à vista desarmada, um bom exemplo de "transparência". 
Esta possível explicação é, obviamente, inaceitável para quem faça profissão de fé na honradez deste governo de direita. Só que, nesse caso, falta a explicação. Venha ela, se o governo ou, pelo menos, os membros do governo envolvidos no negócio da privatização da RTP, não quiserem ficar com a fama. Já não digo com o proveito.

sábado, 22 de setembro de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

Ovo de Colombo?

Qual "ovo de Colombo", qual carapuça. Uma mina  de ouro euros para o concessionário é o que é.  Só não se sabe quem vai ser o dono da mina. No entanto, o "licenciado" Relvas já deve saber.
(Veja aqui algumas dicas.)



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Um governo cobarde

Um governo que, para anunciar os seus propósitos quanto à privatização (?) da RTP, recorre a um "consultor" como António Borges (pelos vistos, pau para toda a obra) não pode deixar de ser considerado um governo de cobardes, a começar no primeiro-ministro e a acabar no (escandalosamente ainda ministro) "licenciado" Relvas. 

"Corno" manso

É dos livros que o parceiro enganado é o último a saber. Atenta a frouxa reacção,  o "corno" é manso.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Assim como assim...

... antes assim, já que, quanto à decisão de vender a participação do Estado na EDP, não havia nada a fazer.
Pelo que tem sido divulgado, a proposta da chinesa Three Gorges parece, de facto, a melhor.
Até para o governo de Passos foi a melhor solução. Livrou-se da fama de fazer um "frete" à senhora Merkl, o que não é despiciendo, tendo em conta a popularidade de que a senhora goza, actualmente, por estas bandas.
(imagem fanada aqui)