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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Tolice, disse ela
"Não posso considerar pensável uma revisão constitucional"
Disse ela e eu acompanho-a neste particular,
sábado, 8 de agosto de 2015
E V. vai votar na coligação?
"Vai votar na coligação?"
A resposta a tal pergunta por parte de quem nada tenha a ver com os partidos da coligação PàF ("Pote à Frente"?) liderada pela parelha Passos Coelho/Paulo Portas não teria o menor interesse, visto que seria tanto mais previsível quanto maior o grau de aversão dedicado à PàF e "a quem a apoiar". Um rotundo e definitivo "não", seria (é), sem qualquer surpresa, a única resposta possível.
O mesmo não se poderá dizer da resposta de Manuela Ferreira Leite, ex-líder do maior partido integrante da funesta coligação, a quem foi feita idêntica pergunta.
Tratando-se da pessoa de que se trata, militante e ex-presidente do PSD, a sua resposta é verdadeiramente surpreendente. Disse ela, em resposta à pergunta: "É legítimo fazer a pergunta. Mas não quero responder"
A resposta a tal pergunta por parte de quem nada tenha a ver com os partidos da coligação PàF ("Pote à Frente"?) liderada pela parelha Passos Coelho/Paulo Portas não teria o menor interesse, visto que seria tanto mais previsível quanto maior o grau de aversão dedicado à PàF e "a quem a apoiar". Um rotundo e definitivo "não", seria (é), sem qualquer surpresa, a única resposta possível.
O mesmo não se poderá dizer da resposta de Manuela Ferreira Leite, ex-líder do maior partido integrante da funesta coligação, a quem foi feita idêntica pergunta.
Tratando-se da pessoa de que se trata, militante e ex-presidente do PSD, a sua resposta é verdadeiramente surpreendente. Disse ela, em resposta à pergunta: "É legítimo fazer a pergunta. Mas não quero responder"
Conjugando esta resposta com declarações que Manuela Ferreira Leite fez recentemente ("Não consigo estar solidária porque sou social-democrata e mantenho-me dentro da matriz social-democrata. A ideia com que a social-democracia encara o Estado social assenta em três pilares: a educação, a saúde e a segurança social. E aí considera-se que uma parte importante destes pilares são fornecidos pelo Estado. Se assim não for, entramos num regime assistencialista, o Estado paga aos pobrezinhos.") não é difícil decifrar o real significado da resposta. É, clarissimamente, não. E V.? Acha, porventura, que ainda não foi suficientemente enganado?
(imagens e citações daqui)
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Um tiro pela culatra
Um tiro pela culatra foi a designação (bem adequada) encontrada pelo ""Expresso" para qualificar a acção organizada pela Aliança: Portugal integrada na campanha para as eleições para o Parlamento Europeu em que Manuela Ferreira Leite (ex-presidente do PSD, um dos partidos da coligação) se encontra com Paulo Rangel e Nuno Melo para tomar um pequeno-almoço e acaba a recomendar "Votem em A, votem em B, mas votem" .
Eu só não subscrevo integralmente a recomendação porque, não sendo masoquista, está fora de questão a recomendação de voto no A de "Aliança: Portugal".
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Um "bluff", diz ela
“Eu acho que isto aqui [ leia-se: as declarações de Passos Coelho afirmando que declaração de inconstitucionalidade proferida pelo Tribunal Constitucional sobre a lei da requalificação da função pública colocava o país mais perto de um novo resgate] é um bluff de todo o tamanho, diz Manuela Ferreira Leite.
E com razão, visto que, "Tudo isto é um processo que demoraria muito mais do que um ano, porque só na requalificação, eles [funcionários públicos] estariam um ano. Mesmo que não tivesse sido considerado inconstitucional isto nunca teria qualquer efeito orçamental neste ano nem no próximo. Não tem nada a ver nem com a despesa do próximo ano, nem com o orçamento do próximo ano, nem com a oitava avaliação da troika”.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
A estocada
As críticas vindas de todos os quadrantes (da direita e da esquerda, das organizações dos trabalhadores e do patronato e até de figuras ligadas aos partidos do governo) mostram que este está cada vez mais só e isolado na defesa das medidas de austeridade, muitas delas classificadas como simplesmente estúpidas. As críticas avançadas por Manuela Ferreira Leite, na entrevista dada a TVI24 (pode encontrar aqui uma boa súmula) podem não representar a estocada final. Em todo caso, foram uma boa estocada.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
É de estarrecer
"Quem tem mais de 70 anos e quer fazer hemodiálise tem de pagar" (Manuela Ferreira Leite)
Resumindo o pensamento da ex-líder do PSD, ex-ministra da Educação e das Finanças, amiga de Cavaco: quem tiver mais de 70 anos (felizmente, por ora, escapo) e não tem dinheiro para pagar, que morra! É, simplesmente, de estarrecer! Mais comentários para quê?
Ao vivo:
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Por onde anda o decoro ?
Manuela Ferreira Leite vai ser agraciada por Cavaco Silva, no próximo dia 10, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Não estou a ver bem o que de relevante terá feito a senhora para merecer tão alta distinção. É certo que foi ministra da Educação e das Finanças e deputada, mas não me consta que, nos cargos públicos que desempenhou, tenha feito obra que mereça tal distinção. O que de mais "notável" ela fez enquanto ministra das Finanças, foi o negócio ruinoso celebrado com o Citibank, e na Educação da sua obra não ficou gesto que se recorde. É verdade também que, como líder partidária, deu um forte contributo pessoal para a criação dum clima de ódio raramente visto na política portuguesa. Não me parece, no entanto, que Cristo que dá o nome à Ordem e que pregava o amor, se reveja muito na acção da agraciada.
As amizades cultivam-se em privado, não se alimentam com distinções públicas, mas, pelos vistos, a direita triunfante, com Cavaco no comando, até já perdeu a noção do simples decoro.
(Reeditada)
(Reeditada)
domingo, 29 de maio de 2011
Movida a GasÓDIO
Se Passos Coelho tivesse algum bom senso, nunca chamaria esta senhora ao palco. É que ela, com a sua intervenção, não só mostra que é movida a "gasódio", como deixa bem claro que não o tem a ele, Passos Coelho, em grande conta: "eu não ando à procura dum outro primeiro-ministro, eu ando à procura que José Sócrates saia de primeiro-ministro".
Interessante é verificar que nem o pedido de desculpa que antecede a proclamação de Ferreira Leite alerta Passos Coelho para o facto de ela o estar a desqualificar para o cargo de primeiro-ministro. O homem será mesmo tolo?
Interessante é verificar que nem o pedido de desculpa que antecede a proclamação de Ferreira Leite alerta Passos Coelho para o facto de ela o estar a desqualificar para o cargo de primeiro-ministro. O homem será mesmo tolo?
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A árvore das patacas
Começa agora a saber-se quanto vai custar ao país o negócio de titularização de receitas fiscais no valor de 11,44 mil milhões de euros cedidas pelo Estado ao Citigroup contra a entrega de 1,76 mil milhões de euros celebrado pela então ministra das Finanças do Governo Barroso - Portas, Manuela Ferreira Leite: em Fevereiro deste ano a conta já ia em 300 milhões de euros a que há que somar mais 554,9 milhões correspondentes ao valor das dívidas fiscais incluídas na titularização e que se revelaram incobráveis.
Mas as surpresas deste negócio (tão transparente que o negócio foi celebrado por ajuste directo, apesar de conselhos em contrário, e a então ministra, embora com atraso, limitou-se a enviar ao Parlamento os contratos escritos em inglês e com valores em branco) não se ficam por aqui. Imagine-se só que a taxa de juro implícita na operação atingiu os 17,5% !
O Citigroup, graças a Ferreira Leite, descobriu a "árvore das patacas" num negócio congeminado, à partida, como ruinoso para o Estado português e que é um verdadeiro exemplo de verdade, rigor e transparência!
(Imagem daqui)
(Reeditado)
(Imagem daqui)
(Reeditado)
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Tal é a confiança ...
...em Passos Coelho (PPC) que Manuela Ferreira Leite, convidada para encabeçar a lista do PSD, por Lisboa, nas próximas eleições legislativas, recusou.
(Está confirmado pelo próprio PPC e, para que conste, aqui fica o registo.)
(Está confirmado pelo próprio PPC e, para que conste, aqui fica o registo.)
terça-feira, 27 de abril de 2010
Nossa Senhora das Certezas
Manuela Ferreira Leite confirmou na Comissão de Inquérito que não tem factos que o comprovem, mas tem a "certeza absoluta" que primeiro-ministro “não estava a falar a verdade” no Parlamento, quando disse desconhecer o negócio PT/TVI.
Tanta certeza sem provas, só por revelação ou milagre. De Nossa Senhora das Certezas.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Andamos a brincar às acusações ou quê ?
O depoimento da presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite na comissão de inquérito, sugerida pelo ministro Jorge Lacão, é mais do que justificável. De facto, é indispensável, pois partiu dela a acusação dirigida ao primeiro-ministro de ter mentido no caso do gorado negócio PT/TVI. A Comissão de Inquérito é o lugar apropriado para Ferreira Leite apresentar prova das suas acusações, com todas as consequências que ao caso couberem. Seria, aliás, estranho que à autora das acusações não fosse dada a oportunidade de prová-las.
E direi mais: estranho é que não seja ela própria e o seu partido a exigir a prestação do seu depoimento.
Andamos a brincar às acusações, ou quê ?
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
As agências de "rating" agradecem e os especuladores também
Ainda se pode compreender que a Drª Ferreira Leite, durante a campanha eleitoral tenha pintado, em nome da "Verdade" à moda dela, um cenário negro sobre a situação económica do país. (Digo "Verdade" à moda dela, porque continuo lembrado que, para a senhora, a maior crise económica mundial não passou de um "abalozinho de terra" e uma tal afirmação tem tudo a ver com "Verdade", como é sabido.)
Agora, o que já não dá para entender é que a líder do maior partido da oposição, ao mesmo tempo que viabiliza o Orçamento de Estado, alegando fazê-lo em nome do interesse nacional, se atreva, perante um auditório composto por personalidades extrangeiras, reunidas em almoço na Câmara de Comércio Luso-Francesa, a fazer uma comparação entre a situação de Portugal e da Grécia, afirmando que Portugal está “rigorosamente no mesmo caminho” da situação da Grécia em termos económicos e que, se nada for feito, em dois anos poderá ficar em situação idêntica ou pior. Isto, quando, ainda não há muitos dias, Cavaco Silva, puxando dos seus galões de economista, garantia precisamente o contrário. De acordo, aliás, com os dados disponíveis, quer no que respeita ao défice público (em Portugal 9,3%, contra 12,7% na Grécia) quer relativamente ao endividamento externo que, na Grécia, é superior a 120% do PIB e que, em Portugal, não chega aos 80%.
Já se sabia que a senhora tinha tendência para fazer de Medina Carreira de saias, só que, em matéria de irresponsabilidade, a senhora ultrapassa-o de longe, pois, como líder do PSD tem outras responsabilidades que Medina Carreira não tem. No mínimo, é-lhe exigível que não ponha em causa "a imagem do país no exterior".
Mesmo que a sua credibilidade no exterior não seja lá grande coisa, certo é que as suas declarações, nas circuntâncias de tempo e de lugar, em que foram proferidas, em nada beneficiam o país. Quem, eventualmente, pode ganhar são as agências de rating e os especuladores que, por certo, agradecem. O que não sei é se pagam comissões.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
"A palavras loucas, ouvidos moucos"

Esta senhora, pelos vistos, não aprendeu nada com o que se passou nas últimas eleições legislativas.
Incapaz de apresentar uma qualquer solução para os problemas do país, o seu discurso, antes e depois das eleições legislativas, limita-se a pouco mais do que a proferir insultos contra o primeiro-ministro, o Governo e o PS, com uma sanha digna de uma alucinada de cuja boca só podem sair palavras loucas.
Como líder do maior partido da oposição devia ter algum sentido de Estado e não tem, pois porta-se como uma arruaceira.
Um nojo!
Para evitar males maiores, o melhor mesmo é dar "a palavras loucas, ouvidos moucos".
Até porque já não teremos que a aturar por muito tempo. Que parta de vez e depressa, que não deixa saudades. E, se não for pedir muito, que parta acompanhada.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
O mal e a caramunha
Fica-se a saber, lendo esta peça, que Manuela Ferreira Leite (MFL) quer que as escutas às conversas entre Sócrates e Armando Vara efectuadas no processo "Face Oculta" sejam tornadas públicas, sob o pretexto de que o seu desconhecimento coloca o primeiro-ministro sob suspeita.
"Fazer o mal e a caramunha" é uma expressão popular que se pode aplicar, neste caso e com inteira justiça, à ainda líder do PSD, pois sabe-se que ela própria se encarregou de levantar as suspeitas em plena sessão da Assembleia da República, dando, desse modo, azo a que alguns dirigentes do PS tenham, com toda a lógica, sustentado a hipótese de ela ter tido acesso ilegítimo a tais escutas. Tese que, sublinhe-se, ganha maior consistência se se tiver em conta que MFL nem sequer se tem dado ao trabalho de desmentir tal facto.
Para fazer tal exigência de divulgação, admito que MFL pode ter outras razões que não sejam a simples satisfação de uma curiosidade mórbida. Não tenho, porém, nenhuma dúvida de que a sua pretensão contende com as regras do Estado de direito em que vivemos, normas a que ela, pelos vistos, não vota grande afeição.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
A difícil digestão
Pelas recentes e agressivas declarações de Manuela Ferreira Leite, sou levado a concluir que a vitória do PS nas últimas legislativas (que, afinal, não foram "favas contadas") e a derrota do PSD não têm sido de fácil digestão para a líder deste partido.
Após ter sido recebida por Cavaco Silva, no âmbito das consultas para a formação do novo governo, MFL parece ter amenizado o seu discurso e já fala em “oposição responsável”. Fica, no entanto, a dúvida sobre se a visita lhe fez bem à digestão ou se se tratou apenas de um discurso de circunstância. Por ora, vou por aqui. No futuro, se é que depois das autárquicas, a senhora ainda vai ter futuro político, veremos.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Que não se canse a repetir ...
“Vamos ficar à espera de qual dos partidos, à direita ou à esquerda o PS escolhe para governar o país. Nós estamos fora desse jogo. Nós somos oposição”. (Manuela Ferreira Leite dixit).
Disse e, ao que parece, pela terceira vez em menos de uma semana.
Já se sabia que da actual liderança do PSD não era de esperar qualquer contributo positivo para enfrentar a crise e os problema do país. A política do "Rasga tudo" e do "Pára tudo" não é, de facto, novidade, pelo que as afirmações de MFL só servem para confirmar que é para manter e continuar.
Como, além do mais, já se ouviu a mesma lengalenga, vezes que cheguem, MFL escusa de se cansar a repeti-la. Por cá, ainda se ouve menos mal e sempre poupa no fôlego, de que, aliás, bem precisa para que a ouçam no seu próprio partido.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Por favor, feche a "loja"!
Se um jornal, ultimamente conotado politicamente com o PSD, não encontra no discurso de encerramento da campanha eleitoral, proferido pela líder, Manuela Ferreira Leite, nada mais relevante, para titular a notícia relativa a tal evento, do que a referência ao aviso (com ligeiro sabor a ameaça) de que quem não votar PSD "vai arrepender-se", é a última prova (entre tantíssimas outras) de que Manuela Ferreira Leite não tem condições, nem o mínimo de qualidades exigíveis a quem se propunha chefiar o Governo de Portugal.
O melhor mesmo, é, pois, Drª Leite, fechar a "loja" e entregar a chave ao/à senhor(a) que se segue.
Assim desejo e espero até para bem do PSD, partido em que, todavia, não irei votar. (O esclarecimento era dispensável para quem segue este blogue, mas, em todo o caso, aqui fica, para evitar qualquer mal-entendido).
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Nem com uma flor !
A Drª Leite sentiu-se ofendida com a comparação e hoje reagiu exigindo um pedido de desculpas, acrescentando que “É preciso estar verdadeiramente desesperado para entrar em argumentos dessa natureza”.
É verdade, digo eu, que a Drª Leite tem feito toda uma campanha pela negativa. Começou, como se sabe, com o "pára tudo" e o "rasga tudo"; enveredou, de seguida, pelo tema da "asfixia democrática" (ela e os seus "filósofos" lá sabem o que lhes passa pela cabeça); acusou o Governo e o primeiro-ministro e secretário-geral do PS de todos os males da pátria, negando a evidência da maior crise económica mundial (o "abalozito de terra", na "Verdade" dela) e, last but non least, aproveitou todos os casos que foram surgindo, verdadeiros ou fabricados ("escutas" de Belém; suspensão da classificação do juiz Rui Teixeira, por iniciativa do CSM, and so on) para desferir ataques a torto e a direito contra o PS e José Sócrates.
Convenhamos que foi mais a torto que a direito, porque, por azar dos Távoras, os tiros acabaram por se virar contra ela e o seu partido:
Sobre a "estória" das "suspeitas" já são conhecidos os resultados e a comunicação social já deu conta, em vários tons, que o PSD ficou "embatucado" com o desenvolvimento do caso e até o filósofo da Marmeleira já se sentiu traído pelo mentor do PSD, o inquilino de Belém;
O caso da suspensão da classificação do juiz Rui Teixeira, agitado pelo vice-presidente do PSD, Mota Pinto, como mais uma prova de manipulação pelos socialistas, revelou-se mais um "flop", pois está hoje provado que, ao contrário do que foi propalado, não houve "partidarização nenhuma” (di-lo o CSM que lembra também que o congelamento da nota resultou do facto de “ter sido proferida sentença judicial, que em primeira instância condenou o Estado ao pagamento de uma elevada indemnização na sequência de ‘erro grosseiro’ atribuído àquele magistrado, no exercício das suas funções”). E, finalmente, o extracto da acta contendo a deliberação tomada a 14 de Julho (e só agora aproveitada por Mota Pinto, suponho que também em desespero de causa) prova que a mesma foi tomada na sequência de “uma proposta apresentada pelo vogal Laborinho Lúcio" (ex-ministro de Governos do PSD). Sabido tudo isto, é caso para perguntar: onde é que o ex-conselheiro do Tribunal Constitucional, Mota Pinto, tinha a cabeça, quando se lembrou de lançar mais esta atoarda?
É verdade ainda, insisto eu, que a obsessão pelo endividamento que persegue a Drª Leite também era perfilhada pelo antigo presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar.
Não obstante todas estas verdades (ou só por mim tidas como tal), a Drª Leite tem razão para se sentir ofendida e exigir reparação. E, por duas razões: à uma, porque, como é sabido, numa senhora não se toca nem como uma flor. E, em segundo lugar, a comparação não tem razão de ser: afinal, ela só se pronunciou pela suspensão da democracia por seis meses e não por quatro décadas e isso faz toda a diferença. É óbvio!
De resto, acrescento, a comparação feita por José Junqueiro, além de ofensiva para a Drª Leite, revela-se um acto perfeitamente inútil, pois não são precisas comparações para se saber o que ela vale. Basta ouvir o que ela diz e faz. Eu, limitando-me a seguir este método, não tenho dúvidas sobre o seu valor, como pessoa (e aqui remeto o leitor para o "post" "Mísera e mesquinha") e como política (os "post" sobre o assunto são tantos que não maço o leitor com a sua indicação e nem me atrevo a sugerir a sua leitura).
E, por isso, insisto: Nem com uma flor !
Post scriptum: Sendo certo que José Junqueiro nem chega a citar o ex-presidente do Conselho de ministros, tanta susceptibilidade da drª Leite, que já foi bem mais longe, em matéria de suspeitas, insinuações e acusações (a "asfixia democrática" de que ela fala a toda a hora e sobre a qual vai continuar a falar, "até à exaustão", é só, a meu ver, a mais grave) leva-me a crer que o desespero de que fala não é o dele (PS) mas o dela. E compreende-se. Levando, por uma vez, as suas palavras a sério, a senhora está mesmo "exausta". Ou antes, "acabada", para utilizar uma expressão, não dela, mas minha.
(Na imagem: inflorescência de Campsis radicans (L.) Seem. - Clicando na imagem, amplia)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
"Mísera e mesquinha" e politicamente "suicida"
Se Manuela Ferreira Leite, depois de desmascarada a sua teoria da "asfixia democrática", não larga o tema, é porque, além de "mísera e mesquinha", é politicamente "suicida". Ensimesmada, já nem dá ouvidos, pelos vistos, às angústias (embora tardias) do "filósofo da Marmeleira". Que siga, pois, o seu caminho, "até à exaustão". Por mim, ela pode "suicidar-se" como muito bem entenda.
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